Monthly Archives: junho 2015

Saber em debate com os possíveis temas
   Luiz  André Medeiros  │     29 de junho de 2015   │     9:26  │  0

Nossa intenção é discutir possíveis temas no futuro ENEM

Países ricos, populações pobres: diminuindo as desigualdades sociais

Os últimos dados sobre a distribuição de riqueza mostram a elevada distância entre ricos e pobres. Socialmente, o mundo está mais injusto. A tendência atual é que já em 2016 mais da metade da riqueza mundial se concentre nas mãos de apenas um por cento da população.

Entretanto, o Brasil tem apresentado índices promissores de redução de desigualdade social. Isto se deve às medidas de proteção social e redistribuição de renda adotadas pelo país, além da ampliação do acesso à educação e dos programas de transferência de renda. Apesar disto, muito ainda há o que se falar em pobreza e desigualdade social em nível nacional e internacional: a América Latina se destaca entre as regiões com a maior desigualdade entre ricos e pobres.

O desenvolvimento econômico dos países emergentes não indica necessariamente diminuição das desigualdades sociais. O que ocorre é precisamente o contrário: dos países que integram o BRICS, apenas Brasil e China apresentaram avanços significativos neste aspecto. É necessário reavaliar os instrumentos nas áreas sociais, cultural, de saúde e educação, principalmente na qualidade de administração desses recursos. O fato constatado é o desenvolvimento de futuras potências ricas formadas por populações pobres. E é isto que deve ser evitado.

A pobreza gera falta de atitude de mudança. As sociedades que sofrem com o flagelo da pobreza tendem a se habituar ao mínimo possível para a sobrevivência física. Assim é que o Estado, através do seu sistema político, deve intervir na promoção de mudanças sociais intensas e imediatas coexistentes com o desenvolvimento econômico.

Promover a igualdade de gênero, ampliar o acesso à formação profissional, de mão de obra e ao emprego e melhores oportunidades de trabalho, investir em educação e saúde, ampliar a redistribuição de recursos por transferências de renda e simplificar o sistema tributário são as palavras-chave para reduzir o distanciamento entre pobres e ricos.

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Proposta de produção de texto
   Luiz  André Medeiros  │     25 de junho de 2015   │     8:35  │  1

Boa maneira de escrever o texto – percebam como conseguimos buscar todas as competências.

Tema – O drama da obesidade: questão pública ou privada

Fato social do ENEM – Obesidade é claramente um problema de saúde pública hoje em grande parte dos países desenvolvidos. Os EUA certamente encabeçam essa lista, onde a questão é vista como uma epidemia. E não é à toa. Segundo dados de 2010 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80.5% dos homens americanos, acima dos 15 anos, estão com sobrepeso ou obesidade – sobrepeso significa um Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou acima de 25 e obesidade igual ou acima de 30. Entre as mulheres com mais de 15 anos, 76.7% está acima do peso ou obeso. Se se considera apenas aqueles com IMC igual ou acima de 30, que são os efetivamente obesos, o índice entre os homens é de 44.2% e entre as mulheres, 48.3%.

O Brasil manteve o índice da população acima do peso em 2013 em relação a 2012, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. O estudo indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, e destes, 17,5% são obesos.

Argumento Principal – Nas últimas décadas, os gastos em medicina aumentaram de maneira mais significativa do que em outros setores da economia mundial. A incidência crescente do sobrepeso e da obesidade representa um sério problema de saúde pública com implicações para a sociedade e para os sistemas de saúde. As consequências econômicas da obesidade e doenças associadas não se limitam aos elevados custos médicos, mas incluem também os custos indiretos ou sociais, tais como: diminuição da qualidade de vida, problemas de ajustes sociais, perda de produtividade, incapacidade com aposentadorias precoces e morte. Os estudos de custos da doença estimam os custos totais de uma doença para os sistemas de saúde (público e/ou privado), para a sociedade ou para os indivíduos/famílias. Com o conhecimento dos custos relacionados à obesidade, análises econômicas podem ser realizadas para ajudar gestores e formuladores de políticas de saúde a compreender melhor a dimensão do problema e traçar estratégias que melhorem o acesso e o tratamento desses indivíduos, assim como investir em medidas preventivas.

Argumento atual – A obesidade consome recursos da ordem de 2 trilhões de dólares, ou 2,8% de tudo o que a economia global produz, revela pesquisa da consultoria McKinsey. A estimativa é baseada nos elevados custos para os sistemas de saúde, na perda de produtividade econômica e nos investimentos para mitigar o impacto do problema. Atualmente, quase um terço da população mundial sofre com excesso de peso. Caso a tendência não se reverta, em breve será metade do planeta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos anos houve um aumento global do consumo de alimentos altamente calóricos e ricos em gordura, sal e açúcar, mas pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes. Ao mesmo tempo, ocorreu uma queda na atividade física por causa:

  • Aumento de atividades laborais de natureza sedentária.
  • Mudança nos meios de transporte.
  • Aumento da urbanização.

Produção de Texto

Introdução – realize sua introdução em períodos diferentes com base no argumento principal – utilize a ideia de que a urbanização modificou a relação das pessoas com o tempo.

Argumento em 1º período para o primeiro parágrafo de desenvolvimento – construa um argumento com base no fator de superação da fome no Brasil

Argumento em 2º período para o primeiro parágrafo de desenvolvimento – enquanto os alimentos ricos em açúcar e gordura, mas pobres em nutrientes, que só eram oferecidos às crianças em ocasiões especiais, passaram a fazer parte da rotina alimentar de muitos meninos e meninas, andar a pé ou brincar na rua deixaram de ser hábitos tão frequentes, substituídos por televisão, videogame, computador e andar de carro. A ansiedade e estresse, para os quais a forma de escape muitas vezes é comer em excesso, tornaram-se mais frequentes entre crianças.

Argumento para o segundo parágrafo de desenvolvimento

Argumento de causa para o segundo parágrafo de desenvolvimento – se até meados do século passado 50% das mortes eram provocadas por doenças infecciosas, hoje elas causam apenas 5% dos óbitos. Já as doenças crônicas — causadas principalmente pelo estilo de vida inadequado — foram responsáveis por 49% dos 35 milhões de falecimentos de 2005, segundo a OMS. A previsão é de que, em 2030, as doenças crônicas respondam por 70% do total de mortes.

Argumento de consequência para o segundo parágrafo de desenvolvimento – existe um crescente “pedágio econômico” decorrente da obesidade: os custos financeiros impactam não apenas o setor de saúde pública, mas se distribuem amplamente na economia. Ao provocar doenças, por exemplo, a obesidade diminui os dias úteis e afeta a produção.

Solução – Alguns produtos industrializados como sobremesas lácteas gordurosas, biscoitos “integrais” com muito sódio e gordura, sucos à base de soja e néctares de fruta de caixinha com excesso de açúcar podem parecer nutritivos pela embalagem, enganando o consumidor. Por isso a sociedade se organize para cobrar mudanças no rótulo dos alimentos, com alerta sobre os ingredientes não saudáveis presentes na composição de cada produto.

  • Orientar a escolha de uma alimentação saudável, os rótulos das embalagens dos alimentos deverão trazer selo de identificação com cores, em função de sua composição nutricional.
  • Determinar que as embalagens das bebidas açucaradas deverão informar o teor calórico e conter advertência sobre os malefícios decorrentes do consumo abusivo dessas bebidas, segundo frases estabelecidas pelo Ministério da Saúde, usadas sequencialmente, de forma simultânea ou rotativa, acompanhadas de imagens ou figuras que ilustrem o sentido da mensagem.
  • Vedar a promoção e a comercialização de refeição rápida acompanhada de brinde, brinquedo, objeto de apelo infantil ou bonificação.
  • Criar parques públicos com áreas verdes para a prática de exercícios.

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Saber em debate com os possíveis temas
   Luiz  André Medeiros  │     22 de junho de 2015   │     17:10  │  0

Nossa intenção é discutir possíveis temas no futuro ENEM

Obesidade no Brasil: um problema a ser enfrentado

obesidade

A obesidade, ora predominante em países desenvolvidos, hoje afeta a população em nível mundial, com destaque nos países subdesenvolvidos. No Brasil, a crescente urbanização, associada à manutenção de hábitos pouco saudáveis e a carência de informação elevam a obesidade ao patamar de questão de saúde pública.

O Brasil logrou um grande feito: está fora do mapa da fome, aponta relatório atualizado sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, tornando-se referência mundial. Porém, em conjunto com a continuidade das políticas de combate à fome, enfrentamos um outro problema: a obesidade.

Através de levantamento da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o Ministério da Saúde vem divulgando, desde 2006, pesquisa que revela o quadro do sobrepeso e da obesidade da população brasileira. Em 2006, constatou-se que 42,6% da população estava acima do peso e 11,8% estava obesa. Atualmente, 50,8%, isto é, mais da metade da população, está acima do peso e, 17,5%, está obesa.

O Sistema de Saúde enfrenta elevação nos custos relacionados ao sobrepeso e a obesidade. Estima-se que os pacientes obesos exigem do SUS gastos anuais de aproximadamente 500 milhões de reais. Estes não se limitam às despesas com intervenções médico-hospitalares. A diminuição da produtividade, as aposentadorias precoces e as mortes são alguns dos problemas sociais considerados na avaliação desses custos.

As causas da obesidade no Brasil atual estão ligadas, principalmente, na falta de tempo, na ingestão de alimentos com altos teores de gorduras, sal, açúcar e sódio, mas pouquíssimo ou nada rico em nutrientes necessários para a saúde, como também ao sedentarismo, que unidos à falta de informação adequada acarretam nos altos índices de obesidade enfrentados hoje pelo país. Faz-se necessário, então, o investimento em políticas públicas para melhorar a qualidade da nutrição da população brasileira, principalmente a das crianças nas merendas escolares, e para assegurar o acesso à informação adequada à manutenção de hábitos saudáveis de vida.

Dessa forma, o Brasil está em guerra contra a obesidade. Promover e investir em ações para informação e manutenção de hábitos saudáveis para a população é o ponto-chave para a conquista de mais uma vitória.

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DE OLHO NA COMPETÊNCIA IV: COESÃO TEXTUAL
   Luiz  André Medeiros  │     17 de junho de 2015   │     17:25  │  3

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Há muito, ainda, a esclarecer sobre coesão textual, principalmente quando muitos não conseguem diferenciá-la de coerência. Pois bem, vamos “trocar em miúdos” estas duas competências que garantem o fundamento do seu texto:

A coerência refere-se à apresentação das ideias, estando essas de acordo com o gênero textual, com o conhecimento de mundo do leitor e com a própria lógica interna do texto.

Pode-se entender que texto coerente é aquele do qual é possível estabelecer sentido;

A coesão representa os recursos linguísticos responsáveis pelas ligações que se estabelecem entre os termos de uma frase, entre as orações de um período ou entre os parágrafos de um texto, de forma a torná-lo harmonicamente bem construído e agradáveltexto-01

Em nossas aulas, percebemos que, ainda que a coesão não seja algo tão difícil quanto a coerência, por exemplo, os alunos deixam de utilizar elementos coesivos em seus textos, muitas vezes, por esquecimento, por acharem que é um detalhe de menor importância, ou por falta de ampliação vocabular nesse sentido. E é justamente aí que surge a nossa GRANDE DICA! Mostraremos, hoje, portanto, que a COESÃO é ESSENCIAL para a boa qualidade do seu texto.

Em termos simples, você deve saber que a coesão é responsável pela “amarração”, “ligação” das suas ideias. Quando o aluno recebe a missão de produzir uma dissertação, por exemplo, tem que existir um DESENCADEAMENTO PROGRESSIVO das ideias, caso contrário o leitor não conseguirá entender o seu ponto de vista.

Dessa forma, podemos citar como exemplos de elementos coesivos: as conjunções, as substituições pronominais e de palavras, a omissão de palavras, a retomada de termos já expressos anteriormente na frase e referenciações de um modo geral. Todos esses elementos fazem com que o texto fique, de fato, “bem costurado” e com as ideias “bem amarradas”. É como se você fosse o “guarda de trânsito” do seu texto que vai mostrar ao leitor os caminhos que ele deve seguir a fim de compreender a sua produção.

É como se você estivesse ali presente dizendo a ele: “olha, vem por aqui agora… não, não, não é isso que você está pensando, é isso!”. Ou seja, utilizando de forma correta os elementos coesivos, você deixa o seu texto mais fluido e mais fácil de ser compreendido.

Por isso, entenda mais!  Haverá elementos coesivos nesta estrutura:

PARÁGRAFOS               PERÍODOS             ORAÇÕES  

Veja alguns exemplos que o Saber em Debate selecionou para deixar isso bem claro durante a sua produção.

REFERENCIAÇÃO: esse tipo de coesão ocorre quando determinado elemento textual se remete a outro, substituindo-o.

Entenda, hoje, o processo de coesão referencial endofórica, ao qual faz referência a algo dentro do texto.

SE LIGA!

A referência endofórica pode ser feita a algo mencionado anteriormente no texto – anáfora – ou a algo mencionado posteriormente – catáfora.

Analisemos os exemplos a seguir:

1) Não consegui passar o recado para seu pai, pois, quando eu voltei, ele já havia ido embora.  (“ele” -> termo anafórico, pois se refere a um elemento já mencionado no texto “pai”)

2) Lá estava ela, ali parada, minha amiga! (“ela” -> termo catafórico, porque é o elemento que faz referência a outro termo que ainda será mencionado no texto)

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Para finalizar, vocês perceberam que, nos primeiros parágrafos dessa matéria, nós destacamos algumas palavras e expressões? A nossa intenção com isso foi demonstrar a importância da coesão para o texto, pois imaginem se retirássemos esses elementos deste texto… sem dúvida alguma, ficaria mais difícil compreender o desencadeamento de ideias, e não seria possível, também, encontrar o “guarda” sinalizando os caminhos a serem percorridos.

Pensem nisso e tenham um olhar mais cuidadoso para a competência IV.

 

 

 

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SABER EM DEBATE E A ANÁLISE COLORIDA- REDAÇÕES NOTA 1000- ENEM 2014
   Luiz  André Medeiros  │     14 de junho de 2015   │     19:01  │  0

Redação de Maria Eduarda de Aquino Correa Ilha, 18 anos, do Rio Consumidores do futuro

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