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   Luiz  André Medeiros  │     20 de julho de 2015   │     17:28  │  0

promo-redaçãoMaternidade em xeque – até que ponto a maternidade perdeu espaço na vida social

Por Luiz André Medeiros

É fato consumado: as mulheres brasileiras estão tendo cada vez menos filhos. Na vida social, a maternidade vem perdendo espaço em detrimento da independência, profissionalização e inserção da mulher no mercado de trabalho. Num contexto histórico evolutivo, a luta constante e necessária da mulher pela igualdade de gênero possibilita o esquecimento da “função única reprodutiva” da mulher e abre espaço para sua escolha de funções na vida social.

            Quanto à gravidez, ponderação é a palavra das brasileiras, que optam pela profissionalização e estabilidade antes de pensar em ter filhos. Com isso, temos uma significativa diminuição na taxa de fecundidade, inversamente proporcional à idade das novas mamães, que tem filhos cada vez mais tarde. A taxa de fecundidade no Brasil, hoje, é de 1,77 filho por mulher, além de que 30% das brasileiras tem filhos depois dos 30, revela a pesquisa “Saude Brasil”, divulgada pelo Ministério da Saude em outubro de 2014.

            Maior inserção no mercado de trabalho, maior acesso a métodos contraceptivos, planejamento familiar, custo de vida e estabilidade, pensam grande parte das mulheres, hoje, antes de filhos. Há de se destacar, todavia, uma preocupação: a velocidade e intensidade de envelhecimento da população; quanto mais idade, mais dificuldades para engravidar. Nesse ritmo, estima-se que, em duas décadas, estabilizar-se-á a pirâmide demográfica brasileira e então começará a redução da população do país.

            A maternidade está em xeque, sim, até o ponto em que as mulheres, cada vez mais tarde, querem ter menos filhos. Há, inclusive, as que não querem ter filho algum. E isso, de um modo geral, é positivo tanto para as mulheres, que consolidam sua participação no mercado de trabalho, na vida social e efetivam seu poder de decisão, quanto para a sociedade, que contará com mulheres mais maduras e responsáveis para a criação de novos cidadãos.

            A população, contudo, também está em xeque. A tendência, com menos crianças, é uma significativa diminuição na população ativa, o que comprometerá a previdência, já que, com o envelhecimento da população, o número de pessoas no mercado não suprirá o de aposentados. Ou encontramos medidas de compensação, ou xeque-mate.

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