Monthly Archives: julho 2015

Possíveis temas de redação do ENEM – texto da promoção correção free.
   Luiz  André Medeiros  │     13 de julho de 2015   │     11:14  │  1

Por Luiz André Medeiros

A construção de uma sociedade inclusiva: a convivência com pessoas com deficiência

Aproximadamente 45 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência, aponta o último censo realizado pelo IBGE. Isso representa quase 24% da população brasileira que enfrenta, dia após dia, dificuldades de locomoção, de inserção no mercado de trabalho, de inclusão social. São 45 milhões de brasileiros em algum aspecto de suas vidas, privados de participação social pela falta de empatia ao diferente.

            “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, assevera o caput do art. 5º da Constituição. Formalmente, consagra-se o Principio de Igualdade, universal, como direito e garantia fundamental. Para José Afonso da Silva, a igualdade formal remonta ao critério de justiça constituído por Aristóteles: “tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades”.

            Do ponto de vista legal, nesse aspecto, não há o que se falar em desigualdade. Já na prática, como membros constituintes de uma sociedade, as pessoas com deficiência sofrem com a exclusão, uma vez que não encontram meios de integrar-se a sociedade como uma pessoa “normal” sem a ajuda de uma “pessoa normal”. Cotidianamente, os portadores de deficiência, no anseio de participarem efetivamente do meio social, sofrem com a violação ao seu direito de igualdade.

            Nesse ponto, é necessário entender a igualdade material. Na busca da efetiva igualdade perante os bens da vida, a igualdade material objetiva trazer medidas de compensação, exigindo atuações positivas por parte do Estado. Através dessas atuações, o Estado deve promover a inclusão das pessoas com  deficiência, garantindo-lhes o acesso à educação, à cultura, ao emprego e a todo e qualquer direito de caráter universal.

            A segregação promove a desigualdade e as pessoas com deficiência não devem exercer seus direitos segregados, mas inseridos no meio social, sendo observadas efetivamente as suas concretas necessidades especiais. Políticas públicas voltadas à concretização efetiva dos direitos universais são fundamentais. Não é o portador de deficiência quem deve buscar, sozinho, sua integração à sociedade, mas essa última quem deve está preparada para acolhê-lo e inseri-lo, igualmente, no convívio social.

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Promoção Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     12 de julho de 2015   │     10:57  │  1

promo-redação

Regras da promoção:

  • A produção de texto deve ser realizada apenas com o tema proposto no blog Saber em Debate.
  • O participante deve passar na sede do Saber em Debate, localizado na (Mais Isoladas –Rua  Dilermano Reis, 239, Magabeiras, Maceió-AL) e retirar a folha de redação específica da promoção.
  • A redação só poderá ser escrita nessa folha específica.
  • O Saber em Debate disponibilizará seu texto corrigido em uma semana.
  • O Saber em Debate poderá tornar seu texto público, com sua autorização, para fins de divulgação.

 

 

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Estudo dirigido – Tema
   Luiz  André Medeiros  │     8 de julho de 2015   │     17:50  │  0

Atiradores de pedras virtuais: o ciberbullyng e direito de direito de privacidade

Saber em Debate – análises sociológicas.

  • Cliques da vigilância

Se a internet e a tecnologia trazem facilidades e informações, a falta de privacidade parece tema irreversível. Gostos e preferências são desvendados em um clique e os dados, sem consentimento, serão utilizados para oferecer serviços ou para humilhar.

Computadores, câmeras de vigilância, cartões de crédito, smartphones, GPSs, identificadores biométricos, chips de identificação, entre outras tecnologias informacionais, estão constituindo uma “sociedade da vigilância”. Essa expressão caracteriza a sensação de observação gerada pela presença de tecnologias na sociedade, as quais possuem um grande potencial de coleta e armazenamento de informação. Conforme os exemplos citados, na “era da informação” temos acesso a esses dados pessoais sem dificuldade. A facilidade de acesso a este tipo de informação coloca em discussão o tópico da privacidade.

  • O domínio digital

A máxima que prega que quem domina a informação detém o poder está mais atual do que nunca em tempos de tecnologia digital. Atualmente, é quase imperceptível e ilimitado o controle que as empresas exercem sobre os indivíduos. Muitas adquirem mais conhecimento a respeito da vida das pessoas do que elas próprias imaginam. Em função dos mecanismos tecnológicos, cada dia se torna mais fácil invadir a individualidade dos cidadãos, pois, afinal, em todas as atividades deixamos pistas digitais.

O surgimento das tecnologias informacionais, principalmente a internet, aumentou a dificuldade de discutir o tópico da privacidade. Com a internet, os indivíduos que na época da TV eram apenas receptores de informação passaram a ser produtores de informação, disseminando-a por meio das tecnologias, que possibilitam que as informações – dentre elas as que se referem a algo pessoal dos indivíduos – ganhem amplitude global rapidamente.

Diante do contexto indicado, há espaço para a privacidade na “era da informação”? Em 1964, o escritor americano Louis Kronenberger (1904-1980), em seu livro The cart and the horse, considerou que com o surgimento da TV a privacidade tinha tomado seu golpe final. Com as tecnologias informacionais, Kronenberger ficaria ainda mais certo de seu veredicto. A privacidade teria chegado a seu fim?

Diferentemente de Kronenberger, consideramos que a privacidade ainda não tomou seu golpe final. Contudo, a noção de privacidade tradicional parece não se encaixar no que é admitido como privado atualmente pelos indivíduos. Entendemos que a noção tradicional de privacidade, enquanto “vida privada”, íntima, pertencente apenas ao sujeito e acessível somente a ele/a ou a quem ele/a considere confiável, está se alterando. Essa alteração ocorreria, por exemplo, em virtude de interações interpessoais realizadas por meio de interfaces digitais. Nesse contexto, a noção de privacidade tradicional parece não ser adequada para a compreensão do limite daquilo que é admitido como privado. Em tais interações, realizadas, principalmente, no âmbito das redes sociais na internet, as pessoas se expõem sem que essa exposição seja acompanhada de um sentimento de invasão de sua privacidade.

  • Interação

THOMAS HOBBES

  • Thomas HobbesAlguns estudiosos desenvolvem um paralelo deste domínio com o livro Leviatã, escrito por Thomas Hobbes (1588-1679). a obra defende a existência de um governo absoluto, central e forte, que, efetivamente, toma conta de tudo. Hoje, a internet pode ser considerada o Leviatã Digital, uma vez que exerce total controle sobre nossos atos.

 

MARTIM

  • Martin Heiddeger (1888-1976), por sua vez, analisa a questão da tecnologia, afirmando o caráter técnico que domina o mundo moderno. Ele alerta para o fato de que o homem se apropria dela e, ao se apropriar, esquece de si e se torna pobre em pensamento, perdendo suas raízes. o nosso tempo, segundo Heidegger, representa o fim do paradigma que, se por um aspecto, é positivo no que se refere aos benefícios tecnológicos, por outro é pobre em relação ao valor das coisas.

MARTIM

 

  • Andrew Feenberg considera a tecnologia como a “estrutura material” da Modernidade. Mas ela não é apenas um instrumento neutro, pois enseja valores antidemocráticos originários da sua vinculação com o Capitalismo, que observa o mundo em termos de controle. Para Feenberg, os valores e interesses das classes dominantes estão representados no desenho tecnológico.

Tendo em vista a concepção do projeto de “fusão de dados”, a tendência a uma sociedade “transparente” seria inevitável? Em outras palavras, retomando a questão inicialmente colocada, o fim da privacidade seria apenas uma questão de tempo? Essa questão ainda se coloca, mas as evidências indicam que sim. Por ser evidente, faz-se relevante indagar: podemos e/ou queremos fazer algo para evitar esse fim?

Saber em Debate produzindo o Texto

Argumento Jurídico – O direito à privacidade é um direito fundamental previsto na Constituição Federal de 1988. Diz o artigo 5º, inciso X, que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. Dessa forma, a privacidade da criança e do adolescente é um direito inerente a estes, não podendo os pais violá-los, por tratar-se de um direito fundamental.

Dados Estatísticos – Vergonha alheia

O instituto Pew Research Center divulgou em outubro de 2014 seu primeiro estudo sobre assédio na internet. A pesquisa ouviu 2.849 usuários dos Estados Unidos.

  • 27% dos usuários já foram xingados na internet.
  • 22% já foram constrangidos de propósito na internet.
  • 60% já viram alguém ser xingado na internet.
  • 53% já viram alguém ser constrangido na rede.

Produzindo a introdução

A introdução é o ‘cartão de visitas’ da sua redação. Logo, além de apresentar a tese a ser defendida, ela deverá conter um toque a mais de criatividade , pois é essa criatividade que irá prender a atenção do leitor e fazer com que ele tenha curiosidade de ler o texto até o final. Portanto, você deve tentar evitar expressões comuns como: atualmente; hoje em dia; antigamente; desde os tempos mais remotos…

  • Dados estatísticos: Iniciar um texto com dados estatísticos, como o próprio nome diz, é usar esses dados como uma ideia inicial, fazendo com que o leitor se situe na realidade que envolve o tema a ser tratado na redação. Mas lembre-se: só coloque dados estatísticos se você tiver certeza de todos os valores.

Como fazer?

Exemplo importante de início de texto – primeiro período de introdução

Os seres humanos por natureza são dependentes e carentes de seus pares, suscetíveis a cobranças absurdas de serem medianos, ou seja, devem obedecer a um padrão estabelecido pela sociedade, e os que fogem destes padrões “normais”, são rotulados na maioria de estranhos, ao da mesma espécie, e assim exposto de forma vexatória, o que até pouco tempo, dava-se o nome de bullying  e atualmente, ciberbullying.

Dê continuidade expondo seu ponto de vista, isto é, defendendo sua tese.

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  • Utilize os dados estatísticos apresentados

 Introdução – Trabalhe a tese de que é fácil cair no óbvio quando se busca as motivações para o ciberbullying: comportamento de manada (“todos fazem, vou fazer”), o manto de coragem que nos cobre diante do computador e a desinibição típica do ambiente online – mas as razões vão além – some a velocidade da comunicação na internet à disponibilidade do computador e do celular, sempre à mão. O resultado é uma interação extremamente ágil e impulsiva: você vê, clica. Concorda, curte. Ri, compartilha. Detesta e também compartilha – destaque o fato de que nesse ritmo, não cabem pausas para refletir nem avaliar o peso de cada clique.

  • Produzindo os desenvolvimentos

  • Utilize a ideia de uma autoridade no assunto
  • Desenvolvimento 1 – utilize-se da ideia filosófica de que a tecnologia é uma dimensão da vida humana e, não apenas, como um evento histórico evolutivo e, suscetíveis as suas vulnerabilidades e efeitos – use um pensador do texto.
  • Utilize a ideia da trajetória histórica

Desenvolvimento 2 – desenvolva a tese de que o surgimento das tecnologias informacionais, principalmente a internet, aumentou a dificuldade de discutir o tópico da privacidade. A noção de privacidade tradicional parece não se encaixar no que é admitido como privado atualmente pelos indivíduos. Entendemos que a noção tradicional de privacidade, enquanto “vida privada”, íntima, pertencente apenas ao sujeito e acessível somente a ele/a ou a quem ele/a considere confiável, está se alterando. Essa alteração ocorreria, por exemplo, em virtude de interações interpessoais realizadas por meio de interfaces digitais.

  • Utilize a ideia dos prós e contras

Desenvolvimento 3 – trabalhe a tese cotidiana de que as pessoas usam as redes sociais com a possibilidade de fazer justiça, compartilhando para denunciar. Trata-se de um erro. Primeiro, porque o fazem sem geralmente confirmar os fatos ou os verdadeiros culpados. Depois, porque espalham ainda mais o conteúdo – lembre-se de que no Direito, não dá para se eximir da responsabilidade dizendo que não sabia de algo.

Produzindo a Solução

  • Medidas para a proteção da criança e do adolescente nesse cenário são muito importantes. A mediação pelos pais da internet é essencial para proteger seus filhos desses riscos. Assim, a chamada mediação ativa se mostra o primeiro e principal caminho para evitar que abusos aconteçam com as crianças e adolescentes em rede. A mediação ativa permite aos pais atuarem diretamente em contato com seus filhos.

Sua caracterização se dá pela instrução e orientação aos filhos quanto aos benefícios e malefícios da rede, e também como proceder em casos de abusos.

  • Aliados a mediação passiva, a mediação restritiva (que restringe acesso à rede em determinados horários ou determinados conteúdos) e o monitoramento, são essenciais no combate aos perigos virtuais. A única ressalva quanto a utilização desses métodos recai na sua adequada utilização, de modo que não prejudiquem o direito à privacidade da criança e do adolescente. Com mediadas legislativas e atuação dos pais e responsáveis, a utilização da internet por seus filhos poderá seguir de forma segura, contribuindo para o desenvolvimento pessoal destes. Ao conciliar a proteção integral da criança e o direito à privacidade, tem-se a possibilidade de aumentar a participação do jovem na rede de forma benéfica, sem prejuízos aos seus direitos.

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Possíveis temas de Redação do ENEM
   Luiz  André Medeiros  │     6 de julho de 2015   │     7:59  │  0

Atiradores de pedras virtuais – o cyberbullying e o direito de privacidade

Com a ascensão do mundo digital, o bullying tomou proporções muito maiores, outrora inimagináveis, envolvendo em suas práticas o uso de tecnologias da informação e comunicação: é o tal do “cyberbullying”.

As plataformas de tecnologia, indispensáveis no contexto histórico atual, quando mal utilizadas conduzem estragos por vezes irreparáveis. As redes sociais facilitam a comunicação – e como facilitam. E a propagação. O potencial que a tecnologia tem de transformar a escala de propagação de uma imagem, um vídeo, um “chat” está ao alcance de um “click”. Apenas um “click” é capaz de fazer a imagem de alguém – alguém que não autorizou a sua divulgação – tornar-se um viral.

E neste momento, contravém-se o direito constitucional de privacidade. A Constituição de 1988 se preocupou em assegurar a inviolabilidade à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas, conferindo-lhes o status de direito e garantia fundamental. Hoje, com a ascensão do mundo digital, o conceito de privacidade seguramente não é mais o mesmo pensado pela Constituição.

Conceitualmente, a privacidade está em constante mutação. Isso por causa da facilidade de acesso às novas tecnologias. O retratista dos tempos modernos é qualquer pessoa com a lente de seu aparelho eletrônico. Cedo ou tarde, a quantidade absurda de dados processados quase simultaneamente fugirá do nosso controle. Será quase impossível, então, não ter algum aspecto de sua privacidade desrespeitado. E desta forma, deve o ofendido utilizar-se dos meios aceitáveis para identificar o ofensor e tomar as medidas cabíveis.

Amparado pela falsa ideia de que “na internet eu posso falar qualquer coisa que nada vai me acontecer”, o bully dissemina suas agressões, convicto da impunidade. Falsa, porque com o advento do Marco Civil a vítima desses casos pode – e deve – buscar a identificação do autor da ofensa, já que o anonimato é vedado pela própria Constituição, e buscar a devida reparação dos danos causados. O Marco Civil estabeleceu dois patamares: o provedor de execução e o provedor de aplicação de um serviço, que devem ter seus dados preservados. A vítima tem condições, a partir disto, de resgatar essas informações para então responsabilizar quem propagou a informação.

A dimensão da propagação de informações na internet é muito maior que no mundo físico.  O internauta está vulnerável. E com parcela de culpa: assinar serviços sem ler os termos de uso ou compartilhar informações em perfis abertos contribui para o vício na privacidade. É extremamente importante introduzir educação digital nas escolas. É preciso entender que os atos praticados na internet têm consequências no mundo real e geram responsabilização a quem os pratica.

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Proposta de Tema
   Luiz  André Medeiros  │     1 de julho de 2015   │     17:36  │  0

Tema: Espiral da desigualdade – O que será da Democracia? como o Estado atual produziu a maior desigualdade da história

Apresente sua redação na sede do curso localizado na rua Dilermando Reis, 239, Mangabeiras,  e tenha seu texto corrigido pela equipe do saber em debate em todas as competências do ENEM – passe lá e pegue suas folhas de produção de texto.

Argumento Principal – Nesses últimos anos, diversos relatórios de organismos internacionais têm chamado atenção para o rápido aumento da desigualdade no mundo. Os números são alarmantes: segundo a Oxfam, rede de ONGs inglesa, as 85 pessoas mais ricas do mundo concentram a mesma riqueza que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres. Além disso, durante a última crise econômica, o número de bilionários dobrou: passou de 793 para 1.645 pessoas entre 2009 e 2014. Atualmente, metade de toda a riqueza do mundo é detida pelo 1% mais rico da população mundial. Essa é, provavelmente, a maior desigualdade de riqueza que já existiu na história.

  • Argumento Sociológico – No fim do século XIX, Charles Darwin escreveu um dos livros mais importantes de todos os tempos, A Origem das Espécies. Esse livro revolucionou a compreensão do mundo ao mostrar que as espécies evoluem por meio da seleção natural e que o homem e o macaco têm ancestrais comuns. Um dos principais seguidores de Darwin foi o filósofo mais importante de seu tempo, Herbert Spencer. Foi ele que sintetizou a seleção natural com a frase “a sobrevivência do mais apto”. Spencer, entretanto, deu alguns passos a mais que Darwin e assegurou que assim também deveria ser a sociedade humana. Assim surgiu o darwinismo social, a ideia de Spencer de que somente os melhores seres humanos devem sobreviver.
  • Argumento Econômico – Thomas Piketty, economista que ficou famoso por escrever sobre esse assunto, também acha que a desigualdade é ruim para a sociedade. No seu livro O Capital no Século XXI, o livro de economia mais vendido no mundo em 2014, Piketty diz que desigualdades arbitrárias como as que vemos hoje minam a democracia e aumentam as tensões sociais. Os mais ricos não só não consomem tudo que ganham como acumulam patrimônios extraordinários: a mesma Oxfam anunciou, no início do ano, que o 1% mais rico do mundo tem um patrimônio 65 vezes maior que o da metade mais pobre do mundo! Isso significa que há uma parcela expressiva da população mundial que não precisa trabalhar e pode viver de renda.

Hoje iremos trabalhar com o desenvolvimento em dois parágrafos – aí estão as dicas   de como produzir dois parágrafos com essas ideias – percebam a lógica do processo de construção.

  • Argumento Saber em Debate para o primeiro parágrafo– Quando se olha mais atentamente para a história recente, o que se percebe é que as desigualdades não são fruto de maiores capacidades de uma pessoa, como a inteligência, a força ou habilidades natas. Mas sim consequência do ponto de partida das pessoas, de sua posição social numa estrutura social altamente hierarquizada. As pessoas mais bem-sucedidas não são as que mais se esforçam e que têm mais méritos, mas sim as que têm melhores condições para estudar, que frequentam ambientes culturais mais desenvolvidos, que têm dinheiro para viver sem preocupações mais imediatas e que podem entrar mais tardiamente no mercado de trabalho – os pobres, por outro lado, não são pobres porque são preguiçosos e indolentes. Não se pode esquecer que nascer numa família pobre implica inúmeras dificuldades e deficiências: viver num ambiente familiar precário e muitas vezes desestruturado, ter que trabalhar desde cedo e não poder se dedicar aos estudos, conviver com a violência em todos ambientes ao seu redor, passar dificuldades materiais a vida inteira.
  • Argumento Saber em Debate para o segundo parágrafo– Ante essa discussão, o que poderia ser feito para reduzir tamanha desigualdade? A experiência histórica do século XX aponta o aumento dos gastos sociais por parte do Estado como uma das principais formas de redução da desigualdade. Nos países onde ela diminuiu, o Estado ampliou a oferta de bens e serviços públicos e proveu redes de proteção e assistência social. Dessa forma, foi possível uma maior igualdade social ao se romper com os monopólios sociais da boa educação e saúde antes restritos a uma parcela diminuta da população – a educação pública, gratuita e de qualidade e o serviço de saúde gratuito tornam o ponto de partida mais igual.

        Na solução obedeça aos critérios aqui apresentados.

  • Argumento Saber em Debate para solução – Os efeitos do gasto público sobre a desigualdade foram ainda mais intensos onde a arrecadação era mais progressiva, isto é, a taxação era proporcionalmente maior para os mais ricos. Para se adotar tais medidas, no entanto, é indispensável o crescimento econômico. Criar e generalizar escolas públicas, gratuitas e de qualidade, assim como prover saúde pública decente e seguro-desemprego mostraram-se como formas de permitir que as pessoas fossem incluídas na cidadania. Ao mesmo tempo, criar oportunidades de trabalho no setor público e alavancar o desenvolvimento econômico através do aumento planejado do consumo e do investimento públicos.

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