Monthly Archives: agosto 2015

Possíveis temas do ENEM
   Luiz  André Medeiros  │     31 de agosto de 2015   │     9:37  │  0

RICA-DE-MARRÉA mercantilização da imagem: vida real ou fantasia – as redes sociais ditam o que fazer

Na blogosfera da moda e do universo feminino, principalmente, o look do dia representava a naturalidade e espontaneidade de blogueiras e blogueiros que buscavam compartilhar com seus seguidores seu estilo, suas opiniões e impressões para que esses pudessem conhecê-los e neles inspirar-se. Hoje, hashtag look do dia passou de hobby de meninas e meninos na rede a atividade mercantil explorada pela mídia e pela indústria.

Explicamos: o look do dia baseado no estilo e vontade individuais perde a força em prejuízo daqueles modelos moldados e pré-definidos pelo mercado, que utiliza da visibilidade da hashtag para divulgação e comercialização de seus produtos prontos para consumo imediato. “O look de hoje é da loja X, confiram. #lookdodia”. A espontaneidade de estilo nunca esteve tão mercantil.

É indispensável destacar também o papel do blogueiro, hoje, como formador de opinião e modelo de consumo e de conduta para seus seguidores. Maria, do blog “B”, tem 500 mil seguidores; são meio milhão de pessoas que tem Maria como referência de consumo e comportamento no meio social. A grife “A”, que forneceu o look do dia de hoje da Maria, lucra direta e indiretamente com a divulgação e o desejo de consumo de seus produtos.

O capital humano atraído pelo look do dia é altíssimo. Quanto mais popular e influente o blogueiro ou a blogueira, mais empresas buscam associar sua marca a seu nome. O “post patrocinado” é o “boca a boca” moderno: em troca de determinado capital, o blogueiro deve mostrar a seus seguidores onde comprar o mesmo look que o veste tão bem. Assim, a propaganda é a alma do negócio, qual seja: o look do dia.

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Estudo Dirigido
   Luiz  André Medeiros  │     26 de agosto de 2015   │     10:38  │  0

Tema da Semana: A Liberdade de Expressão e o Controle da Mídia

Por Luiz André Medeiros

LIBERDADE-DE-EXPRESSÃO-OK

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A dificuldade de democratizar a mídia se opõe tanto ao modelo de monopólio estatal, que imperou na Europa durante bom tempo, quanto ao modelo liberal, que delega toda a responsabilidade às “forças do mercado”, hoje hegemônico. O controle pelo Estado leva, no extremo, à instrumentalização da comunicação pelo grupo dominante; ou, pelo menos, ao consórcio entre os grupos que integram o establishment político. O mercado reduz informação e cultura a elementos da disputa pela audiência (ou, melhor, pelas verbas publicitárias), o que leva à padronização dos conteúdos e à tendência a tratar o público como consumidor, e não cidadão. Em ambos os casos, fica comprometida a pluralidade de vozes, isto é, determinados grupos da sociedade e determinadas posições no espectro políticos têm negada ou restringida a possibilidade de difusão de seu discurso.

MASCOTE-04  Fatos

Monitoramento de Conteúdo – No Brasil, o monitoramento do conteúdo pelo Estado ocorre apenas no âmbito da classificação indicativa. Os programas são classificados em faixas etárias, de acordo com o seu conteúdo. São levadas em conta questões como violência, sexo, drogas, cenas depreciativas e linguagem.

Concentração de Conteúdo – No Brasil, a concentração dos meios de comunicação é acentuada.: Marinho (Globo), Abravanel (SBT), Saad (Bandeirantes), Frias (Grupo Folha), Mesquita (Grupo OESP), Levy (Gazeta Mercantil), Civita (Abril)  Dallevo (Rede TV),  Universal do Reino de Deus  (Record) e CNT – se considerarmos apenas o setor de radiodifusão, em nível nacional, são três os grupos principais: a família Marinho, a família Saad e a família Abravanel..– são os clãs que comandam o oligopólio midiático no Brasil.

Participação Social – A constituição federal, em seu artigo 220, II, determina que compete à lei federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221. Esta uma inovação relevante da constituição para a participação social, pois traz uma perspectiva participativa, e logo incentivadora da cidadania.

 

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MASCOTE-03Problemáticas

A Responsabilidade Social – A responsabilidade social da mídia provém justamente de sua liberdade constitucionalmente garantida. As tarefas de servir ao sistema econômico, prover entretenimento e gerar lucro deveriam estar subordinadas a tarefas maiores de esclarecimento público e promoção do processo democrático.

A Mudança Liberal – O mundo paulatinamente também passa por mudanças político-ideológicas, em que o “Estado de Bem Estar Social” dá lugar a um Estado reduzido, sob as diretrizes da ideologia “neoliberal”. Isso implica na defesa de que a atuação do Estado em diversos setores sociais deve ser mínima, assumindo uma postura liberal, de acordo com a qual o mercado dita as regras do jogo. A atuação Estatal deve ocorrer apenas quando há uma “falha de mercado”, a fim de corrigir eventuais distorções.

 

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A liberdade de expressão e o controle da mídia
   Luiz  André Medeiros  │     24 de agosto de 2015   │     10:22  │  0

 

LIBERDADE-DE-EXPRESSÃO

O papel da mídia na sociedade enquanto produtora e difusora de informação e formadora de opinião é fundamental em uma sociedade democrática. A pluralidade e diversidade dos meios de comunicação garantem a multiplicidade de opiniões, o exercício da liberdade de expressão e o acesso à informação.

A dificuldade de democratizar a mídia se opõe tanto ao modelo de monopólio estatal, que imperou na Europa durante bom tempo, quanto ao modelo liberal, que delega toda a responsabilidade às “forças do mercado”, hoje hegemônico. O controle pelo Estado leva, no extremo, à instrumentalização da comunicação pelo grupo dominante; ou, pelo menos, ao consórcio entre os grupos que integram o establishment político. O mercado reduz informação e cultura a elementos da disputa pela audiência (ou, melhor, pelas verbas publicitárias), o que leva à padronização dos conteúdos e à tendência a tratar o público como consumidor, e não cidadão. Em ambos os casos, fica comprometida a pluralidade de vozes, isto é, determinados grupos da sociedade e determinadas posições no espectro políticos têm negada ou restringida a possibilidade de difusão de seu discurso.

O espaço midiático deve ser moldado para favorecer a livre concorrência entre as empresas, coibindo toda forma de monopólio. Caso contrário, a participação pública que efetiva a democracia fica comprometida e o interesse público é prejudicado em nome do controle exercido por poucas empresas.

Nessa perspectiva, a liberdade de expressão e o controle da mídia serão discutidos no segundo aulão do Saber em Debate, coordenado pelos professores Luiz André Medeiros e Laura Acioli e terá como convidado especial o jornalista Mauro Wedekin, ex-correspondente internacional da Rede Record com experiência de 20 anos de atuação.

Além do debate de redações, o ciclo de aulões contará com aulas de matemática ministradas pelo professor Jaguarassú Neto. O evento ocorre hoje, dia 24 de agosto às 18 horas, no Cine Arte Pajuçara, em Maceió. As inscrições estão sendo realizadas na sede do Saber em Debates (mediante a doação de 1 lata de leite ninho para instituições de caridade), rua Dilermando Reis 239 na Mangabeiras (próximo ao Banco da Caixa Econômica na avenida Álvaro Calheiros) – fone 3031 – 3610.

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Possíveis Temas do ENEM
   Luiz  André Medeiros  │     20 de agosto de 2015   │     9:52  │  0

Maconha: Entre a ciência e a sociedade – o Brasil procura suas respostas

MACONHA

A temática da legalização do uso da maconha tem sido discutida calorosamente ao redor do mundo. “O modelo de proibição que existe há 50 anos no mundo fracassou redondamente e deve-se caminhar rumo a um modelo em que o Estado tenha um papel central, em que se possa fiscalizar o consumo e se reduzam os riscos para os usuários”, diz o sociólogo Agustín Lapetina. Alguns países já aplicaram o debate na prática, experimentando a permissão a seu uso medicinal e recreativo. No Brasil, entretanto, a discussão ainda é tímida.

Os argumentos a favor e contrários a legalização são de igual cativantes. Inicialmente, é pertinente destacar a distinção entre descriminalização e legalização: na primeira, o comércio é proibido, mas a posse e uso deixam de serem crimes; na última, o comércio é regulamentado e a posse e uso são permitidos. Isso feito, deve-se então analisar a questão sob dois parâmetros: o dano ao usuário e o impacto na sociedade.

Os danos físicos, mentais e sociais associados ao uso da maconha são uma realidade e é necessário debatê-los através de campanhas de educação. Entretanto, a política de proibição da maconha e seu comércio ilegal são ainda mais lesivos à sociedade que seu consumo. Entre fomentar a arrasada guerra contra o tráfico e tratar o indivíduo através de uma rede de proteção, a segunda é certamente a melhor alternativa.

É preciso destacar que legalizar não significa acabar com o tráfico e a violência. Ainda, uma maior disponibilidade pode desaguar num maior consumo da droga. Porém a manutenção da mundialmente fracassada política proibitiva é prejudicar a coletividade. Regulamentação e controle de comércio e consumo são escolhas benéficas à sociedade.

A regulação da lei é fundamental. A política de guerra contra o tráfico é falida: de um lado, o tráfico se arma; de outro, o Estado também, e a sociedade é quem sofre com a violência recíproca. No cenário atual, é imprescindível a tolerância ao uso de drogas hoje considerada ilícitas associada ao controle de uso e comércio das lícitas, campanhas de educação para as drogas e redes de proteção para os usuários que desenvolvem transtornos mentais ou problemas sociais.

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SABER EM DEBATE E A COMPETÊNCIA I
   Luiz  André Medeiros  │     16 de agosto de 2015   │     23:12  │  0

No momento da escrita é natural que surjam alguns questionamentos quanto ao emprego correto de certas expressões, entre elas o emprego dos pronomes oblíquos átonos: o, a, me, te, se, lhe.
Várias vezes nos deparamos com as modalidades de escrita:

“Vou lhe dizer que estou muito feliz/ “Vou dizer-lhe que estou muito feliz.

  1. Ênclise

É a colocação pronominal depois do verbo. A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis:

1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.

Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos.

2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal.

Ex.: Não era minha intenção machucar-te.

3) Quando o verbo iniciar a oração.

Ex.: Vou-me embora agora mesmo.

4) Quando houver pausa antes do verbo.

Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo.

5- Quando o verbo estiver no gerúndio.

Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida.

Dicas:

O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa.

Exemplos:

É preciso encontrar um meio de não o magoar.

É preciso encontrar um meio de não magoá-lo.

Colocação pronominal nas locuções verbais

1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio

a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar

Ex.: Haviam-me convidado para a festa.

b) Se antes da locução verbal houver palavra atrativa, o pronome oblíquo ficará antes do verbo auxiliar.

Ex.: Não me haviam convidado para a festa.

Dicas:

Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a mesóclise, desde que não haja palavra atrativa antes dele.

Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa.

 2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio:

a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Exemplos:

Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido.

Estavam chamando-me pelo alto-falante./ Estavam-me chamando pelo alto-falante.

b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Exemplos:

Não posso esclarecer-lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido.

Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando.

Observações importantes:

Emprego de o, a, os, as

1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram.

Exemplos:

Chame-o agora.

Deixei-a mais tranquila.

2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las.

Exemplos:

(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.

(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.

3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.

Exemplos:

Chamem-no agora.

Põe-na sobre a mesa.

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Numa língua, existem vários modos de falar, determinados pela localização geográfica do falante, faixa etária, situação, nível de escolaridade, nível social dentre outros fatores. Dentre estes, existe um que se institui como língua-padrão, que corresponde ao modo de falar das pessoas de mais prestígio dentro do grupo social, quando usam a língua em situações formais.

A Gramática é fruto desta tentativa de sistematizar a língua padrão, estabelecendo normas daquilo que seria falar corretamente uma língua. Essas normas, instituídas pelo uso das pessoas de prestígio e explicitadas pela Gramática, estão sempre sujeitas a desvios em razão da heterogeneidade da fala, já que uma pessoa nunca fala do mesmo modo em todas as situações.

Conceituando correto e errado, neste contexto, temos:

               “ Se liga”, fera Saber em Debate!!!

  1. Erros de impropriedade vocabular: ocorrem quando se usa uma palavra em lugar de outra por falsa associação de sentido entre elas. Exemplo:

As lâmpadas florescentes são mais econômicas. (fluorescentes)

O criminoso foi pego em fragrante. (flagrante)

O negro tem sido muito descriminado neste país. (discriminado)

  1. Erros de acentuação gráfica – ocorrem por dois motivos:
    * Por desconhecimento das normas ortográficas vigentes.

 Exemplo:

Comprei na loja de conveniência vários ítens. (itens – sem acento)

* Por desconhecimento da posição correta da sílaba tônica. Exemplo:

As rúbricas dos documentos eram falsas. (rubrica – paroxítona)

  1. Erros no emprego da crase – ocorrem por dois motivos:
    * Omitindo-se o acento em situações em que ocorre a crase.

 Exemplo:

O Projeto Mesa Brasil está promovendo uma campanha de ajuda as crianças vítimas da seca. (ajuda a quem? Às vítimas da seca)

* Colocando o acento onde não ocorreu a crase. Exemplo:

Enviamos à V. Sª. o resultado das avaliações. (Vossa não admite artigo antes, portanto, o correto seria “a V. Sª.)

  1. Erros de emprego dos pronomes: uso de um pronome com função de sujeito no lugar de um pronome com função de objeto e vice-versa.

Comprei este lindo relógio para mim usar no casamento. (para eu usar)

Comprei este lindo relógio para eu. (para mim)

  1. Erros de emprego de verbos- ocorrem em três casos:
    * Na conjugação verbal. Exemplo:

A polícia militar não interviu a tempo de evitar o assassinato. (verbo intervir – composto: inter / vir – passado de vir, ele veio. Então o passado de intervir é interveio)

* No tempo verbal. Exemplo:

Encontrei Alice no mesmo lugar que, anos antes, recebeu-me. (recebera)

* No modo verbal. Exemplo:

Não estou certa de que essa decisão satisfaz a todos. (satisfaça)

 

6. Erros de regência verbal. Exemplos:

As madeireiras estão visando o mercado externo. (visar, no sentido de ter em vista, pede preposição “a”. O correto seria “visando ao mercado”)

As crianças assistiam o desenho na televisão. (Assistir, no sentido de ver, presenciar, pede preposição “a”. O correto seria “assistiam ao desenho”)

  1. Erros de concordância verbal e nominal. Exemplos:

Vamos esperar que V. Sª. manifeste vossa escolha. (o pronome de tratamento sempre concorda com a 3ª pessoa dos pronomes. O correto seria sua escolha)

Poderá ainda acontecer mais incentivos como esses. (Mais incentivos poderão acontecer)

  1. Erros de colocação pronominal. Exemplo:

Enviaremos até a próxima semana os pedidos que encomendaram-nos. (nos encomendaram)

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