Monthly Archives: setembro 2015

TEMA 09: Ser consumidor é também um exercício de cidadania
   Luiz  André Medeiros  │     30 de setembro de 2015   │     7:36  │  0

 

Tema 9

PROBLEMÁTICAS:

  • O exercício da cidadania passa por várias etapas. Para ser cidadão, o indivíduo também é eleitor, é contribuinte, é consumidor. E deve completar essas etapas considerando o melhor interesse enquanto membro de uma coletividade.
  • O consumo deve ser um ato consciente. Consumir determinado produto ou serviço implica concordar com atos e práticas realizados pelo fornecedor para a construção do produto final, portanto, deve o consumidor estar sempre atento às origens e a procedência do produto.
  • O impacto do consumo não é sentido apenas nas relações econômicas, mas como parte de um sistema. As relações de trabalho, empresariais, de meio ambiente, dentre outras são igualmente afetadas no exercício do consumo.

VISÃO UNIVERSALISTA:

  • Por que não se debate consumo na TV brasileira? Haverá algum receio em relação aos anunciantes que sustentam as principais mídias (não apenas a televisão) com publicidade.
  • O consumo favorece a vida, precisamos consumir para viver. O problema, portanto, não é o consumo, é o consumismo, que alude ao excesso e ao desperdício. O desperdício de qualquer é imoral. Ostentar a abundância onde ainda haja tanta escassez é efeito colateral de uma sociedade alienada e desconectada da realidade. Em um mundo onde os recursos naturais não renováveis – fundamentais à vida – são limitados e se esgotam rapidamente, é preciso consumir com consciência.
  • Os ambientalistas foram historicamente os responsáveis pela introdução de uma nova ética em relação às gerações futuras, ao defender os direitos de quem ainda não está aqui de viver em um planeta saudável e também ter acesso aos recursos naturais que garantam sua sobrevivência.
  • Qual o projeto civilizatório da sociedade de consumo? Se for consumir à exaustão, entender como diversão a acumulação ilimitada de bens e de posses, a ostentação do supérfluo não existirá saída possível.

INTRODUÇÃO:

Ser consumidor é mais que figurar como destinatário final de um produto ou serviço, é realizar também um exercício de cidadania. O ato de consumir afeta as relações de trabalho, empresariais, de meio ambiente e muitas outras. Ao consumir, é dado por você o aval às práticas do fornecedor, portanto, deve ser um ato consciente. E, para dar esse aval, é prescindível conhecer a origem do produto ou serviço. Isso passa pela informação e conhecimento de seus direitos e deveres como consumidor e, consequentemente, como cidadão.

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Evitar o superendividamento dos consumidores.
  • Garantir o acesso à informação e procedência dos produtos e serviços.
  • Utilizar as tecnologias de informação e comunicação para melhoria das relações de consumo.
  • Adesão de vários setores do mercado: responsabilidade intersetorial.

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TEMA 08: Os limites entre a estética e a saúde
   Luiz  André Medeiros  │     29 de setembro de 2015   │     0:04  │  1

 

Tema 8

PROBLEMÁTICAS:

  • O padrão de beleza é imposto pela mídia para a aceitação social do indivíduo. Se o indivíduo foge desse padrão estabelecido, fica mais suscetível a sofrer algum tipo de discriminação ou preconceito.
  • A cirurgia estética, como qualquer outro tipo de procedimento cirúrgico, traz inerente a si certo grau de perigo à saúde ou até a própria vida do indivíduo. O imediatismo em “corrigir cirurgicamente defeitos”, que poderiam ser ajustados com alimentação saudável e atividade física em médio prazo, pode ocasionar complicações maiores à saúde.
  • Já faz parte do cotidiano ver ou ouvir falar de dietas e remédios milagrosos que prometem o corpo perfeito em poucos dias. O que pouco se vê são campanhas alertando sobre o perigo que esse tipo de automedicação sem prescrição ou acompanhamento profissional representa à saúde.
  • A insatisfação com o próprio corpo é responsável por causar doenças que hoje atingem grande parte da população, tais como a depressão, a compulsão alimentar, a obesidade, a anorexia, a bulimia, entre outras.

VISÃO UNIVERSALISTA:

          A publicidade e o consumo parecem ser aspectos estruturantes da prática do culto ao corpo. A primeira, por tornar presente diariamente na vida dos indivíduos temáticas acerca do corpo, seja pelas mais avançadas tecnologias ou pelo “mais recente chá descoberto”, ditando cotidianamente estilos e tendências. A segunda, pelo horizonte que torna o corpo um objeto passível de consumo. A lógica do consumo se faz imperiosa nos modos de relação que estabelecemos com o nosso corpo. O nosso corpo tornou-se extensão do mercado e os produtos de beleza suas valiosas mercadorias. Entender o modo pelo qual a sociedade compreende e se relaciona com o corpo é uma questão fundamental na medida em que Bauman propõe que devemos conceber o corpo como potencialidade elaborada pela cultura e desenvolvida nas relações sociais. Torna-se válido reconhecer que, na maior parte das vezes, estabelecemos com nosso corpo uma relação estética subordinada a padrões de beleza e saúde, evidencia que o corpo se mostra como fenômeno social e cultural. O corpo é, por assim dizer, um vetor semântico pelo qual a evidência da relação com o mundo é construída.

INTRODUÇÃO:

          A aceitação social, hoje, passa por uma etapa crucial: o padrão de beleza imposto pela mídia à sociedade sem que essa possa manifestar-se sobre. A pessoa que não está de acordo com esse padrão certamente passará por algum desconforto ou até discriminação, logo, a busca pelo corpo perfeito é uma realidade cotidiana de milhares de pessoas em todo o mundo. Remédios, dietas, academia, cirurgias plásticas – até que ponto a estética coincide com hábitos de vida saudáveis?

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Acompanhamento médico, nutricional e psicológico nas escolas de ensino fundamental e médio.
  • Fiscalizar e controlar a venda de remédios inibidores de apetite.
  • Debater a discriminação, o padrão de beleza e suas consequências.

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TEMA 07: O exibicionismo nas redes sociais
   Luiz  André Medeiros  │     27 de setembro de 2015   │     20:06  │  0

Tema 7

 

PROBLEMÁTICAS:

  • As redes sociais funcionam hoje como uma espécie de “diário virtual”. Os usuários expõem sua vida e rotina sem se preocupar com o alcance de fato do post.
  • Ser popular talvez seja um dos principais objetivos do usuário da rede social. Quanto mais curtidas e compartilhamentos, mais popularidade, e o jovem topa exibir-se das mais diversas formas em troca de ter seguidores.
  • A perda de identidade em detrimento da identificação – a identidade própria, autônoma, não é tão importante quanto ser identificado com o modelo padrão imposto pela mídia e involuntariamente acatado pela sociedade.
  • Uma das principais consequências do exibicionismo nas redes sociais é o cyberbullying. O jovem, principalmente, esquece ou não dá valor às dimensões que um post pode alcançar na internet.

VISÃO UNIVERSALISTA:

        O conceito de “Modernidade Líquida” de Bauman – os recursos tecnológicos contribuem para a praticidade da vida e também podem alterar a forma das pessoas perceberem o mundo – se baseia nas chamadas relações liquefeitas na qual as relações pessoais se amoldam à realidade vivida – a sociedade não tem alternativa, senão a de consumir. O que leva a presumir que, numa sociedade de consumo, se não há consumo, não existe vida. O mais importante e necessário é consumir, ato mandatório para entrar na sociedade de consumo. A sociedade vive um momento de supervalorização do “eu”. Não basta realizar um sonho.  Este tipo de consumidor somente se sente realizado por inteiro quando compartilha sua riqueza com a sociedade. Caso isso não ocorra, parece que de nada valeu, ou que não está completo se não obtiver a aprovação dos membros da sociedade que o cerca.  Acompanhar a sociedade, seja por necessidade ou por desejo, o ser humano tem a sua vida ligada 24 horas por dia em coisas consumíveis. Não dá para negar a dependência humana ao consumo.

INTRODUÇÃO:

            No contexto histórico atual, as redes sociais são ferramentas incomparáveis quando se trata de facilitação de comunicação e divulgação de informações. No entanto, principalmente entre os jovens, essas redes têm se transformado numa espécie de “diário virtual”, veiculado através de fotos, vídeos e mensagens postadas para um número indeterminado de internautas. Em decorrência disso, surge um problema ainda maior: o exibicionismo para a popularidade.

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Implantar a educação digital nas escolas.
  • Criar campanhas reiteradas de advertência do mau uso das redes sociais.
  • Utilizar-se da própria rede social para divulgar ações sobre as consequências de seu mau uso.

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TEMA 06: A importância da leitura
   Luiz  André Medeiros  │     26 de setembro de 2015   │     15:26  │  0

Tema 6

 

PROBLEMÁTICAS:

  • A leitura dos antigos escritos facilita e proporciona a compreensão do desenvolvimento da história para a compreensão da realidade atual.
  • O hábito da leitura desenvolve a mente, a fala e as noções de mundo para a formação crítica e intelectual do ser humano.
  • A multifocalidade tão presente no contexto atual é um desestímulo ao hábito da leitura. A falta de tempo e a realização de várias tarefas simultaneamente acabam por deixar o indivíduo cansado e indisposto a desfrutar da leitura.
  • A tecnologia também pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pela falta do hábito de leitura. É necessário torná-la uma aliada do livro. É possível usufruir de maneira saudável dos benefícios de ambos.

VISÃO UNIVERSALISTA:

O sociólogo frânces Pierre Bordieu dizia que lemos quando temos um espaço social, um mercado social, um universo no qual podemos falar sobre a leitura que fizemos. Os países que se tornaram grandes nações de leitores, como a Inglaterra, a França e os EUA, assim tornaram-se devido a formidáveis trabalhos muito laboriosos e longos, por décadas e séculos, e esse esforço envolveu um grande número de atores: o Estado, a educação, as políticas culturais, mas também sindicatos, partidos políticos e igrejas. Segundo o contexto, o tipo de iniciativa é muito diferente e o que sabemos hoje é que a leitura não se faz sozinha, mas a leitura se constrói, muito lentamente e é um trabalho que não se dá por acabado.

INTRODUÇÃO:

A compreensão da realidade atual passa pelo entendimento da realidade antiga e seu desenvolvimento. Através de escritos, captamos o mundo ao longo da história. Para tanto, o hábito da leitura é crucial, desenvolve a mente, a fala e a escrita, amplia as noções de mundo, de cultura e o senso crítico, e em posse do conhecimento, torna o indivíduo intelectualmente apto a argumentar e desenvolver suas próprias ideias.

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Incentivar a leitura nas escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
  • Buscar o equilíbrio entre o uso das tecnologias e a leitura: fazer da tecnologia nossa aliada.
  • Programas de incentivo à leitura do livro físico.

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TEMA 05: Precarização do trabalho como característica de reprodução da desigualdade
   Luiz  André Medeiros  │     25 de setembro de 2015   │     18:48  │  0

Tema 5

 

PROBLEMÁTICAS:

  • A sociedade é dividida em classes sociais com interesses opostos: o trabalhador visa melhores salários e condições de trabalho; o empresário, lucro e expansão de seu negócio.
  • A Revolução Industrial e o novo modelo de racionalização dos processos de produção que visava o aumento da produtividade sem aumentar a quantidade de produção de produtos de um mesmo modelo e nem contratar mais mão de obra.
  • A tecnologia surge no trabalho para tornar ágil o processo de produção e diminuir seus custos. Dessa forma, ocorre a desvalorização da mão de obra humana, que em larga escala implica no desemprego de milhares de trabalhadores.
  • Em algumas áreas, é escassa a oferta de vagas. Noutras, há vagas em vários setores. Mas o que realmente falta é mão de obra qualificada para o exercício de ofícios específicos.

VISÃO UNIVERSALISTA:

Há diferenças entre os clássicos na abordagem do trabalho: Durkheim vê o trabalho como uma atividade que proporciona integração social; Weber o relaciona a uma prática social marcada pelo encontro do protestantismo com o “espírito” capitalista; Marx entende que o trabalho assalariado é uma atividade típica do capitalismo e sua exploração permite que essa sociedade se reproduza socialmente. A compra e venda da força de trabalho aparenta ser uma relação entre iguais, mas na prática é uma desigualdade imposta pela relação entre classes sociais. A desigualdade é algo intrínseco ao capitalismo.  O Fordismo e o Toyotismo são reestruturações produtivas ou “Revoluções Passivas” na visão do filósofo italiano Antonio Gramsci.  Essas reestruturações objetivam restaurar os lucros capitalistas e para tal, introduzem novas formas de controle do trabalho e de aceleração da produção.

INTRODUÇÃO:

O modelo econômico nosso representa a divisão da sociedade em classes com interesses opostos: a classe dos trabalhadores, que luta por melhores condições de trabalho e remuneração, e a classe empresária, que busca lucrar e expandir sua empresa e, para tanto, não é necessariamente importante que o anseio do trabalhador seja cumprido. Dessa forma, as condições e ambiente de trabalho ficam cada vez mais precários, o que reproduz em larga escala a desigualdade social.

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Fiscalizar indústrias e empresas para fins de cumprimento dos dispositivos da legislação.
  • Implementar políticas públicas capazes de garantir à população o acesso a cursos profissionalizantes.
  • Recorrer aos sindicatos e organizações que representam os trabalhadores sempre que se fizer necessário para a busca de melhores condições de trabalho.

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