TEMA 25: Maternidade em xeque – até que ponto a maternidade perdeu espaço na vida social
   Luiz  André Medeiros  │     12 de outubro de 2015   │     17:49  │  0

Tema 25

PROBLEMÁTICAS:

  • A atual taxa de fecundidade no Brasil é de 1,77 filho por mulher, e a tendência é que esse número diminua ainda mais. Além disso, 30% das brasileiras tem filhos depois dos 30, revela a pesquisa “Saúde Brasil”, divulgada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2014.
  • São fatores que contribuem para a postergação da decisão de ter filhos: maior inserção no mercado de trabalho, maior acesso a métodos contraceptivos, planejamento familiar, custo de vida e estabilidade.
  • As brasileiras estão tendo cada vez menos filhos. Há, inclusive, quem não quer filho algum. De um modo geral, isso é positivo tanto para as mulheres, que consolidam sua participação no mercado de trabalho, na vida social e efetivam seu poder de decisão, quanto para a sociedade, que contará com mulheres mais maduras e responsáveis para a criação de novos cidadãos.
  • A velocidade e intensidade de envelhecimento da população é são fatores que preocupam. Quanto mais idade, mais dificuldades para engravidar. Nesse ritmo, estima-se que, em duas décadas, estabilizar-se-á a pirâmide demográfica brasileira e então começará a redução da população do país.
  • A tendência, com menos crianças, é uma significativa diminuição na população ativa, o que comprometerá a previdência, já que, com o envelhecimento da população, o número de pessoas no mercado não suprirá o de aposentados.

VISÃO UNIVERSALISTA:

  • O problema social da aposentadoria

Com a população ativa menor e mais aposentados, o desafio será equilibrar as contas da Previdência e o mercado de trabalho. Atualmente, gastamos 10% do PIB com a aposentadoria, número parecido ao da Espanha e de Portugal que possuem uma população muito mais velha que a nossa. Algo tem que ser feito agora, senão vamos gastar cerca de 20% do PIB mais adiante. Precisamos de uma reforma da Previdência, mas como é um tema tratado de uma forma muito emotiva, nenhum presidente quer tocá-la.  A economia informal também contribui para desequilibrar a conta da Previdência. Hoje um brasileiro vive mais ou menos 25 anos aposentando. Em 30 anos, podemos aumentar essa taxa para mais uma década. O jovem de hoje terá muito mais tempo aposentado.

INTRODUÇÃO:

As mulheres brasileiras estão tendo cada vez menos filhos. Na vida social, a maternidade vem perdendo espaço em detrimento da independência, profissionalização e inserção da mulher no mercado de trabalho. Num contexto histórico evolutivo, a luta feminina constante e necessária pela igualdade de gênero possibilita o esquecimento da “função única reprodutiva” da mulher e abre espaço para sua escolha de funções na vida social.

HIPÓTESES DE SOLUÇÃO:

  • Investir nas políticas de planejamento familiar e paternidade responsável.
  • Estudar medidas de compensação para o envelhecimento e diminuição da população ativa.
  • Estruturar a ideia de que uma família mais numerosa é um fator de pertencimento na velhice.

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