PORTUGUÊS APLICADO À REDAÇÃO
   Luiz  André Medeiros  │     7 de dezembro de 2015   │     16:08  │  0

Novas Turmas 2016 (2)

          Hoje o Projeto Saber em Debate aborda um tema que gera muitas dúvidas entre os vestibulandos, além de muito frequente nas redações. O Pleonasmo, muitas vezes imperceptível sob o olhar do aluno durante a produção da redação, pode muitas vezes fazer a diferença em uma boa produção textual para aqueles que desejam alcançar notas acima dos 900 pontos.

Segundo o Houaiss, pleonasmo é:

“1. Rubrica: linguística.

redundância de termos no âmbito das palavras, mas de emprego legítimo em certos casos, pois confere maior vigor ao que está sendo expresso (p.ex.: ele via tudo com seus próprios olhos)

2. Rubrica: linguística.

excesso de palavras para emitir enunciado que não chega a ser claramente expresso; circunlóquio, circunlocução

3. qualidade do que vai além da suficiência; superfluidade, excesso, inutilidade”

          Então, pleonasmo é a repetição de ideias desnecessariamente por meio de palavras de significado semelhante. Convém ressaltar, porém, que, ainda conforme o dicionário, o emprego é legítimo em alguns casos, como um recurso de ênfase.

          Em relação ao texto dissertativo-argumentativo, é importante lembrar que deve ser redigido no padrão culto da linguagem, mantendo um vocabulário formal. Há, portanto, algumas redundâncias que devem ser evitadas nesse gênero textual. Seguem alguns exemplos:

“Há 49 anos atrás, o Brasil entrou num dos períodos mais sombrios de sua história”. Tanto “há” como “atrás” já indicam tempo passado. Portanto, é desnecessária a repetição. “Há 49 anos” ou “49 anos atrás” está de bom tamanho.

“É preciso encarar de frente o problema da criminalidade entre adolescentes“. “EnCARAr” já contém implícita a ideia de que é “de frente”.

“Não podemos adiar para depois a discussão sobre o assunto”. Só é possível adiar algo para depois, portanto é desnecessário o “depois”. O que se pode utilizar é, por exemplo, expressões que determinem o tempo: “adiar para a próxima semana”, “adiar para depois do feriado”.

“O governo não tem outra alternativa senão investir mais na educação”. Alternativa tem em si a ideia de “outro modo”. “Outra alternativa”, portanto, é uma redundância. Em um caso bem específico, pode-se usar sem constituir repetição desnecessária. Quando já foram dadas as alternativas, pelo menos duas, e se quer citar mais alguma: “As alternativas mais evidentes para o governo são a educação e a profissionalização. Outra alternativa é o uso de uma maior força punitiva”.

“O JOVEM, devido à influência da mídia, ELE está cada vez mais consumista”. Esse é o caso do que se chama de sujeito pleonástico. Na fala mais cotidiana, é muito comum. É um recurso inconsciente de repetição do sujeito por meio do pronome ‘ele’, principalmente quando se distancia do primeiro sujeito. Na escrita, porém, não devemos usar: “O jovem, devido à influência da mídia, está cada vez mais consumista”.

Cuidado, então, com a redundância em seu texto dissertativo, bem como em outros textos formais, para não se auto-prejudicar-se a si mesmo. kkkkkkk

Veja mais exemplos:

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