Monthly Archives: março 2016

Texto do Aluno Redação em Debate (7)
   Luiz  André Medeiros  │     31 de março de 2016   │     13:31  │  0

          Nessa quinta-feira realizamos mais uma análise da produção textual de uma de nossas alunas. Dessa vez a avaliada em questão conseguiu obter uma excelente nota em nossos critérios de correção, ou seja, a nota da aluna está bastante próxima da avaliação que poderia ter sofrido no Exame Nacional do Ensino Médio. Acompanhe na íntegra a redação:

A ideia de ter uma arma de fogo é sinônimo de proteção individual andre

Redação da aluna Francine Nabuco:

          O Brasil vivenciou uma corrida armamentista nacional nos anos 1980 e 1990, levado pela crença da segurança individual e do exercício arbitrário das próprias razões, devido à forte tradição de impunidade existente. No entanto, apesar da burocracia e lentidão dos processos judiciários, além da ineficácia do sistema prisional, ao analisar a macroestrutura social é possível inferir o aumento da violência.

          O porte de armas proporciona uma falsa sensação de proteção, haja vista os riscos elevados de acidentes, suicídios e assassinatos por motivos banais, tais como brigas familiares, entre vizinhos e no trânsito. Além disso, inexiste eficácia comprovada na inibição ou contenção de delitos, pois o fator surpresa nessas ocasiões desproporciona à vítima tempo suficiente para reagir. A maior facilidade na obtenção desse item, portanto, apenas proporciona o acesso criminosos não profissionais e, consequentemente, o aumento de crimes passionais.

          O número de homicídios crescia 8,4% ao ano entre 1980 e 2003, ano da implantação do Estatuto do Desarmamento. Não obstante, houve uma queda para 0,5% nos anos subsequentes, o que comprova, desse modo, a validade em manter a população desarmada. Diversas mídias de manipulação, contudo, somadas a líderes políticos, representam os interesses das principais indústrias do setor, Taurus e Rossi, por meio de financiamento, para tentar convencer a sociedade de que seria vantajoso obter esses produtos como meio de defesa social.

          O Estado, portanto, deve anular essa necessidade ao fornecer subsídios que promovam a paz e o bem-estar social, por vias de um aparato judiciário mais veloz, bem como uma polícia que atue de maneira integrada em seus diferentes segmentos, treinada com base nos princípios humanísticos. Também é necessária uma reformulação do sistema prisional, a fim de pôr em prática seu caráter ressocializador com o objetivo de diminuir os índices alarmantes de reincidência, por meio de programas que visem reinserir os presos no mercado de trabalho.

8e9e9cb0-cb5f-4923-a2f0-83d4bcc1f8fa

69f88d59-2b2a-4781-a319-6f5ea9e95b56

Nota da aluna: 960

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (6)
   Luiz  André Medeiros  │     28 de março de 2016   │     19:11  │  0

Aulão especial particulares 2 andré

          Novamente o Projeto Saber em Debate retorna com a série de produções de nossos alunos mostrando, dessa forma, a evolução de redações diante de aulas bem estruturadas e professores muito bem capacitados do nosso projeto. Acompanhe na íntegra mais uma produção de grande relevância para os vestibulares e, é claro, para a prova do ENEM:

Como podemos criar novos espaços de consulta à sociedade que ajudem na construção André

Redação do aluno Bruno Ramos de Araújo:

          A vertente iluminista defende a ideia de que todos os indivíduos devem ter a garantia do direito a opinar. Porém, tal ideia, desenvolvida a mais de duzentos anos, quando colocada no contexto político nacional de hoje, parece ter sido esquecida, já que se vive em um ambiente no qual o indivíduo e as decisões do país estão cada vez mais distantes. Dessa forma, estimular, desde cedo, a educação política e expandir os espaços públicos de debate são direitos e deveres do cidadão que contribuem para mudar tal cenário.

          A visão do sociólogo contemporâneo Robert Putnam se baseia na relação inversa entre a participação política do cidadão e os problemas sociais. Por isso, o primeiro passo para a construção de um corpo social mais engajado politicamente começa discutindo sobre o assunto nas salas de aula, ou seja, para que o cidadão debata política, é necessário que este saiba da mesma. Com isso, o ímpeto pela discussão a respeito dos problemas nacionais crescerá junto à necessidade de espaços destinados a isso.

          O surgimento desses novos ambientes é essencial para um povo em que a política é debatida apenas no período eleitoral. Além de ampliar a legitimidade democrática, a consulta a uma sociedade bem informada politicamente é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazese locais específicos para tais debates aceleram ainda mais esse processo. A princípio, portanto, para diminuir a distância entre o governante e o cidadão, é preciso tornar a discussão acerca da política de um exercício constante.

          Aliado a isso, é função das escolas desenvolverem materiais escolares vinculados à educação políticabem como incentivar a participação a respeito das decisões do país. Ao Estado, cabe a criação de espaços públicos com o intuito de legitimar a democracia através do auxílio da tecnologia, como a criação de votações eletrônicas e plataformas digitais.

Redação original do aluno:

cb3a2082-c2c3-44c3-8719-4d2344ca2c98

Nota final do aluno: 940

Nota

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (5)
   Luiz  André Medeiros  │     25 de março de 2016   │     15:25  │  0

          Mais uma nova postagem em nosso blog nessa sexta-feira! Retornamos hoje com mais um texto de um de nossas alunas seguindo, é claro, os critérios de correção do ENEM, tanto para a aluna que o produziu como para a correção da redação. Acompanhe na íntegra a produção de nossa aluna sobre o tema a seguir:

Senior man with a cane sitting on wooden bench in a park.

Redação da aluna Marina Coelho Malta

          O aumento da longevidade levou o governo brasileiro, em 1988, a garantir, por lei, que os idosos desfrutem de seus direitos. Na prática, porém, tal faixa etária não é valorizada, visto que a visão capitalista enxerga o homem como força de trabalho, descartando o senil, o que acaba influenciando no desrespeito da sociedade e do Estado a pessoas com idade avançada. Nessa lógica, é preciso que a população valorize os conhecimentos do que têm mais experiência e os governantes invistam em espaços específicos para idosos.

          A estimativa de vida cresce com a urbanização, bem como com a melhoria das condições sanitárias e a revolução médico-científica – que trouxeram rapidez de diagnósticos e novos medicamentos – . Dessa forma, há uma necessidade de cuidados e modificações de valores sociais, por meio de um contato maior e troca de conhecimentos com os progenitores, oferecendo assistência e renda mensal para obterem melhor qualidade de vida e inclusão social.

          Vale salientar que a óptica capitalista e sua supervalorização da estética e do consumo, evidenciados pela filósofa Simone de Beauvoir, impedem que o idoso tenha devido acesso ao mercado de trabalho, levando ao crescimento da população economicamente inativa e impedindo uma maior circulação de capital e desenvolvimento socioeconômico no país. Como consequência, o sistema previdenciário brasileiro tende a se tornar pior na medida em que o número de sedentários, a hipertrofia dos hospitais e a precariedade na assistência ao idoso aumentam.

          Portanto, o Estado deve investir no sistema de saúde para assegurar o bem-estar, por meio de ações preventivas e exames constantes que evitam problemas futuros. Além disso, o cuidado com o idoso tem de ser visto como responsabilidade coletiva, sendo função da sociedade cobrar a garantia dos direitos e lutar por ambientes e respeitos destinados a idosos, a partir de manifestações populares que evidenciem o envelhecimento como uma conquista e não um problema social.

Texto original da aluna:

cf554be2-fa25-46a7-b73d-90cdb5e55a26

Nota da aluna: 960

2

>Link  

Tema: O Homossexualismo e a continuidade da vulnerabilidade social
   Luiz  André Medeiros  │     21 de março de 2016   │     16:12  │  0

          O Projeto Saber em Debate retorna com mais um novo tema para produção textual. Esse tema, que será debatido e aprofundado em todas as suas nuances em sala de aula, é de grande relevância para os vestibulares, em especial para a prova do ENEM. Confira nosso trabalho:

O homossexualismo e a continuidade da vulnerabilidade social André

Tese Principal

É notável o avanço da aceitação do princípio da igualdade de direitos de casais heterossexuais e homossexuais – no entanto, há uma tendência em se observar um nível mais alto de intolerância quando o teste recai sobre situações concretas, como a explicitação de uma relação entre gays em público – as pessoas que não se submetem aos padrões de feminilidades, masculinidades e orientações sexuais encarados como normais, a partir da ótica dos padrões sociais dominantes, são reiteradamente expostas, no ambiente escolar, a violações de direitos, agressões físicas e verbais e discriminações de todo tipo. Suas diferenças convertem-se em reais desigualdades.

Visões Universalistas

Argumento Sociológico

Sobre esta questão, aponta a pesquisa, os jovens apresentam uma tolerância maior à homossexualidade. Os idosos mostram-se mais intolerantes. A intolerância também é maior entre religiosos. A maioria dos católicos, por exemplo, diz não aceitar a ideia de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já os evangélicos são mais intolerantes em relação à homossexualidade.

Argumento Atual

Na pesquisa sobre tolerância social à violência contra mulheres, realizada pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), metade dos 3.810 entrevistados pelo instituto (50,1%) afirma que casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos de outros casais – contra 40% dos que veem a ampliação desses direitos como inaceitáveis. Quando a afirmação é mais incisiva, no entanto, a questão muda de figura. Para a maioria da população (52%), o casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido no Brasil. Para 60%, incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público (44,9% dizem concordar “totalmente” com a afirmação).

Utilizando Hannah Arendt – ela enfatiza que há a necessidade de que cada pessoa tenha o “direito a ter direitos” no âmbito de uma proteção internacional – e não somente como consequência de uma dada nacionalidade – como único modo de preservar a cidadania e, por conseguinte, a dignidade humana. Nesse viés, a apreciação que Arendt empreende dos “códigos” garantidores dos “direitos humanos”, desde a Independência dos Estados Unidos (1776) até a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), constitui uma crítica ao caráter “abstrato” dos indivíduos a serem protegidos e amparados. A crítica arendtiana fixa-se na ineficácia dos Direitos Humanos quando confrontados com situações extremas, como a vivenciada em Estados Totalitários. Segundo ela:

“Isso só pôde acontecer porque os Direitos do Homem, apenas formulados mas nunca filosoficamente estabelecidos, apenas proclamados mas nunca politicamente garantidos, perderam, em sua forma tradicional, toda a validade.”

          Dito de outra forma, a defesa dos Direitos Humanos, estabelecida por meio dos princípios norteadores das Declarações de Direitos, não foi politicamente garantida. As Declarações proclamadas e positivadas por regras e normas constitucionais não foram suficientes para impedir o extermínio em massa de judeus, ciganos e outros, o que ficou demonstrado pelo Nazismo, pois os crimes cometidos por esta forma de dominação suplantaram qualquer tipologia positivada. A incapacidade dos códigos de Direitos Humanos de salvaguardar a vida e a dignidade dos seres humanos, segundo Arendt, deveu-se ao fato de, na Modernidade, os indivíduos terem se tornado “povo”, descaracterizando-se como pessoas individuais e reais.

Produzindo o Desenvolvimento

1ª Tese ApresentadaAumentar a militância real de luta

           A militância digital é válida, mas não há uma unidade em manifestações de rua, enfatiza, por direitos sociais das minorias no Brasil, como aconteceu com negros e gays nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos – a questão é que as pessoas se lembram de comemorar, mas não estão no dia a dia para lutar por isso.

2ª Tese Apresentada Possibilitar uma educação inclusiva

          Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) compõem um grupo populacional que tem seu direito fundamental à educação violado, com, igualmente, altas taxas de evasão escolar. Em razão da total invisibilidade dada ao problema, órgãos governamentais ainda não dispõem de indicadores que possam medir o tamanho estatístico dessa exclusão escolar.

3ª Tese Apresentada – Respeitar a laicização do Estado

          Partindo de argumentos falaciosos e distorcendo um debate consolidado há décadas no campo intelectual nacional e internacional, grupos religiosos têm sistematicamente ignorado o princípio da laicidade do Estado, censurando qualquer menção às categorias “gênero” ou “orientação sexual”, especialmente nos planos locais de educação. Agindo dessa maneira, o objetivo acaba sendo adiar por mais anos o reconhecimento da dignidade humana de grupos historicamente excluídos e de seu direito fundamental à educação.

Solução

          Precisa-se construir, através da educação, do acesso à cultura e da garantia da laicidade do Estado, uma sociedade mais informada, menos preconceituosa, mais solidária e mais empática.

>Link  

Prática em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     14 de março de 2016   │     16:09  │  0

Temática – Ampliação dos espaços de consulta à sociedade

Como podemos criar novos espaços de consulta à sociedade que ajudem na construção André

 

Tese Principal

          A necessidade de aproximação entre governo e sociedade é um tema premente em qualquer sistema representativo, uma vez que as eleições são condições necessárias, mas não o suficiente, para a plena realização de um regime democrático. Quando se tem em vista a realização de políticas públicas, entretanto a ampliação da consulta a setores e grupos sociais não apenas amplia a legitimidade democrática, como também aumenta a qualidade das políticas desenvolvidas.

Argumento Atual

  • A Reforma Política contemporânea deve abrir espaço para as minorias.
  • Onde está a reforma, se o sistema político se mantém fechado?
  • A construção transparente e colaborativa tem lado?
  • É preciso repensar as plataformas de consulta da Democracia

Argumentos sociológicos e filosóficos – Principais reflexões

(parte fornecida exclusivamente para os alunos do Projeto Redação em Debate)

Conceito grego de política – —————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————–

Conceito moderno de política – ————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————

Conceito Weberiano – ————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————

As visões de Platão, Aristóteles e Maquiavel – ———————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————–

Contratualismo – Qual é a natureza do ser humano? – ————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————-

Contratualismo – Como explicar então a existência do Estado e como legitimar seu poder? – ———————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————-

As visões de Locke e Rousseau – —————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————–

A visão sociológica de Robert Putnam – ——————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————–

Problemáticas de Desenvolvimento

  • Educação – formação da cultura política e cidadã.
  • Participação popular – menos burocratização.
  • Contato e divulgação – aumento da relação dos governantes com os cidadãos.
  • Abertura dos sistemas de informação de gestão dos três poderes.
  • Plataformas de participação social.
  • Novos espaços – a tecnologia diminuindo as distâncias.

Solução – detalhamento

  • Divulgar e valorizar as práticas de espaço públicos existentes.
  • Criar ferramentas e plataformas digitais e ampliar os debates realizados nos espaços de consultas públicas existentes.
  • Aumentar e valorizar os conselhos municipais de consulta pública.

Outras propostas de solução

(parte fornecida exclusivamente para os alunos do Projeto Redação em Debate)

————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————

 

>Link