Texto do Aluno Redação em Debate (2)
   Luiz  André Medeiros  │     4 de março de 2016   │     8:38  │  1

          Mais uma vez o Projeto Saber em Debate retorna com uma produção textual de uma das nossas alunas. O tema já fora sido exposto aqui em nosso blog, e agora poderemos observar uma das possibilidades de desenvolvimento desse assunto. Confira a baixo a redação na íntegra da aluna:

Os impostos como fatores de igualdade social André

Redação da aluna Fernanda Martins Lisboa:

         Em coadunação à perspectiva Weberiana, as organizações estatais exercem sobre as pessoas uma dominação coercitiva que está caracterizada na cobrança de impostos. Nessa lógica, segundo o pensador Gaston Jèze, essa prestação, sem remuneração, compre uma função pública em prol da justiça social e do desenvolvimento do Estado. Esse fato, no entanto, não segue uma lógica igualitária, o que contribui para uma maior desigualdade social.

         No contexto atual, a carga tributária brasileira é alta, burocrática e injusta com aqueles que ganham menos. De fato, o problema não está na arrecadação, mas sim na ausência de uma gestão eficiente. Desse modo, essa estrutura gera uma atividade econômica frágil, na medida que os mais ricos, que usufruem da riqueza produzida, não são atingidos pela tributação. Logo, a qualidade de vida torna-se restrita, e as pessoas são obrigadas a pagar uma tributação indireta de serviços privados.

          Em tese, não há Estado sem tributos, mas não pode haver Estado justo com sobrecarga tributária. Por outro lado, a sonegação de impostos é um grande mal, visto que enriquece ainda mais os privilegiados e tira do Estado recursos para o bem-estar social e o desenvolvimento. Dessa forma, quem tem mais deve pagar mais, conforme estabelecido na Constituição, em um preceito tão desobedecido quanto ao Imposto sobre Grandes Fortunas. Além disso, a ausência de gestão leva à corrupção e a negação dos serviços públicos.

         Dessarte, a sonegação pouco evidente revela-se mais forte que a própria corrupção, deixando de recolher 500 bilhões de reais por ano aos cofres públicos. Portanto, faz-se necessária uma reforma tributária, de forma coercitiva sobre grandes fortunas. Além disso, medidas eficientes sobre a aplicação do dinheiro arrecadado a fim de promover a devolução dos serviços públicos. Ademais, deve-se construir uma consciência sobre a finalidade necessária dos impostos ao país.

Nota da aluna segundo os critérios do ENEM:

Nota Fernanda

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