Monthly Archives: abril 2016

Texto do Aluno Redação em Debate (13)
   Luiz  André Medeiros  │     29 de abril de 2016   │     9:20  │  0

O Projeto Saber em Debate inicia essa sexta-feira com mais uma postagem da evolução de um dos nossos alunos. Sempre visando um melhor desenvolvimento para os vestibulares, promovemos uma metologia que organiza as competências do ENEM, otimizando o tempo de aula e melhorando, consequentemente, a performance do aluno nas práticas de escrita e, é claro, no nosso objetivo maior que é a prova do Exame Nacional e os vestibulares tradicionais. Confira agora, na íntegra, o texto do nosso aluno:

Ser consumidor é também um exercício de cidadania

Redação do aluno Jefferson Rocha de Farias:

O desenvolvimento apresentado pelas conquistas do mundo moderno, hoje, acarretam inúmeras mudanças no modo de viver humano. Apesar desse novo estilo, em parte, significar uma melhoria na qualidade de vida, o consumismo, por exemplo, ocasiona vários valores nocivos que infligem diretamente no comportamento. Nesse sentido, o novo modo de vida passa a ter um caráter positivo, com pessoas preocupadas em passar uma boa imagem e valores desnecessários enxertado pelas grandes empresas.

O uso imoderado do consumo deu-se início nas décadas posteriores à Guerra Fria, quando os EUA transformaram-se em uma grande potência. O “Modo de viver Americano” tornou-se um símbolo de vida perfeita no mundo, incorporando esse estilo até hoje. Entretanto, esse “modo Americano” reduziu o papel do cidadão para apenas um consumidor, apenas focado em si, sem se incomodar com suas condições ou suas reais necessidades.

Além disso, a preocupação com o ato de consumir veio ganhar força recentemente, através de movimentos ativistas e com o estudo de pensadores. Logo, a Escola de Frankfut agrega claramente a ideia de que é a mídia que introduz a necessidade no indivíduo, tornando=o um consumidor irresponsável e egoísta. Desse modo, o meio ambiente também sofre com esse desenfreio à medida em que os recursos naturais são limitados.

Por conseguinte, o ensino sobre economia nas escolas através de aulas didáticas ou palestras é importante a fim de que a criança crie um caráter crítico; deve-se, também, buscar informações sobre os impactos à natureza a que tais produtos geram, além de sempre cobrar um comportamento mais ético das grandes empresas. Hoje, isso é possível graças aos órgãos como a Oxfan, porém instituições como esta devem ser mais divulgadas, uma vez que são elas que proporcionam o bem-estar entre o homem e o meio-ambiente.

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NOTA DO ALUNO:

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Texto do Aluno Redação em Debate (12)
   Luiz  André Medeiros  │     26 de abril de 2016   │     12:38  │  0

          Mais uma vez trazemos uma nova produção de um dos nossos alunos do projeto. Já se tornou marca registrada a apresentação da evolução constante dos alunos e após o grande sucesso da apresentação do nosso primeiro aluno nota 1000 de 2016, trazemos mais um grande texto que está muito próximo da tão sonhada nota máxima. Confira agora o texto na íntegra:

O homossexualismo e a continuidade da vulnerabilidade social André

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Redação da Aluna Martina Frazão Lopes Cavalcanti:

          Sob a égide do pensador Thomas Marshall, “os direitos não estão prontos, são sempre alcançados”. Ele justifica seu interesse pela cidadania e classe social em razão da identificação de um problema: o impacto sobre a desigualdade social. No entanto, há uma tendência em se observar em nível alto de intolerância quando existe situações concretas, como a explicitação de uma relação homoafetiva.

          Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) compõem um grupo populacional nascido no Brasil nos anos 1970, que enfrenta preconceitos todos os diasum exemplo disso é a homofobia que tem como atitude de colocar o homossexual em uma situação de inferioridade e anormalidade. Com isso, uma grande preocupação é o número de gays assassinadosfruto dessa aversão cultural da sociedade.

          A militância digital é valida, mas é fundamental aumentar manifestações e lutar por igualdade social, já que ainda é um tema discriminado. Segundo a filósofa política alemã Hannah Arendt, que enfatiza a necessidade de cada cidadão tenha o “direito de ter direito”, ela constitui uma crítica do caráter “abstrato” dos indivíduos a sempre serem protegidos e amparados. Porém, sabe-se que a defesa dos Direitos Humanos não é garantida para todos.

          Grupos religiosos têm sistematicamente ignorado o princípio da laicidade do Estado, censurando qualquer menção às categorias “gênero” ou “orientação sexual”, especialmente nos planos locais de educação, visto que existe uma alta taxa de evasão escolar em razão da total invisibilidade dada ao problema.

          Precisa-se construir por meio da educação, do acesso à cultura, uma sociedade mais informada, menos preconceituosa e mais solidária. É dever do governo criar delegacias para registrar a real motivação dos crimes contra homossexuais e estabelecer uma educação nas escolas, com conversas que abordem orientação sexual e identidade de gênero.

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (11)
   Luiz  André Medeiros  │     22 de abril de 2016   │     12:26  │  0

          Nessa sexta feira voltamos à nossa série de postagens de produções dos nossos alunos. E, dessa vez, uma surpresa: a primeira redação nota mil do ano de 2016! Confira agora o texto na íntegra:

Como podemos criar novos espaços de consulta à sociedade que ajudem na construção André

Redação do aluno Felipe Torres de Melo:

          Sob a óptica de um dos maiores teóricos do Contrato Social, John Locke, os homens são possuidores dos direitos fundamentais, e o Estado não pode abster ninguém deles. Dessa forma, muito se tem discutido na sociedade sobre uma maior participação popular em órgãos governamentais, com o objetivo de construir políticas públicas menos burocráticas além do período eleitoral.

          Infere-se da história que assuntos relacionados à uma maior participação popular não têm raízes na contemporaneidade, mas sim arcaicas. Cita-se a Ágora, na Grécia Antiga, que era o nome dado as praças públicas onde os gregos discutiam assuntos relacionados à vida da cidade. Nesse contexto, observa-se um forte contraste  com a atualidade, uma vez que os cidadãos do século XXI não têm acesso às políticas públicas fora das épocas de eleições.

          Logo, por mais que o país esteja mais globalizado e, consequentemente, com um maior domínio tecnológico, sabe-se que não há plataformas de participação social no âmbito político, e as pessoas acabam tendo seus direitos democráticos cerceados. por esse motivo, é necessário que o Estado crie plataformas digitais, por meio de programas especializados, com o fito de facilitar aos cidadãos comuns o acompanhamento legislativo público.

          Por um lado, é visível a falta de participação popular nas decisões tocantes às questões judiciais. Por outro, as pessoas têm reivindicado seus direitos através de protestos obtendo, portanto, maiores conquistas sociais. Assim, é preciso que o governo divulgue e valorize as práticas de espaços públicos existentes, com a ajuda da mídia, para que a população possa, por meio de sindicatos, participar de órgãos governamentais.

          Não obstante, é imperioso que o Estado implante projetos políticos desde cedo nas escolas, por meio de matérias extras, com o objetivo de que haja uma melhor formação da cultura política e cidadã. Bem como, é mister o governo aumentar e valorizar os conselhos municipais de consulta pública, com afinidade de saber os problemas de cada bairro e resolvê-los. E, por fim, é essencial banir o voto parlamentar secreto, criando leis, com o fim de evitar fraudes.

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Nota do aluno:

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Tema – Ciclovias e o direito de ir e vir ameaçado
   Luiz  André Medeiros  │     16 de abril de 2016   │     13:12  │  0

          O Projeto Saber em Debate retoma a postagem de temas de caráter social, todos de grande relevância para o ENEM. Não deixe de acompanhar nossas postagens, pois forneceremos incansavelmente um conteúdo de excelência durante todo o ano.

São Paulo - O Dia Mundial sem Carro é comemorado na Avenida Paulista

Saber em Debate com os Dados

Estrutura cicloviária em cidades do Brasil (km)

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Entre 2011 e 2015, Brasília ultrapassou o Rio de Janeiro e é a cidade com maior estrutura cicloviária do Brasil. A capital federal e São Paulo foram as cidades brasileiras que mais ampliaram a estrutura para bicicletas nos últimos dois anos , mas ambas são criticadas por falhas e pela baixa qualidade das vias construídas ou demarcadas.

Argumento Jurídico

Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012)

Fundamentos (art. 5º):

  • acessibilidade universal;
  • desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais;
  • equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo;
  • segurança nos deslocamentos das pessoas;

Diretrizes (art. 6º):

  • prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado;
  • integração entre os modos e serviços de transporte urbano;
  • mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade;
  • incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis e menos poluentes;

 

Visões Universalistas

  • Questão Ambiental – transformações do ecossistema

          As transformações do ecossistema acontecem rapidamente no cenário mundial, o que colabora para os grandes impactos sofridos pela natureza, causando esgotamento de recursos renováveis na atmosfera, nas águas, nos solos e extinguindo espécies de seres vivos. Os problemas ambientais irreversíveis são basicamente potencializados pelas emissões de dióxido de carbono, que alteram a atmosfera da Terra, influenciando nas mudanças climáticas que tendem a ameaçar a sobrevivência das espécies.

  • Direitos Fundamentais do Homem – o direito da qualidade de vida

          Políticas públicas sociais são necessárias para integrar a estética da cidade aos lugares de lazer e bem-estar da população. O lazer e a qualidade de vida foram incluídos entre os direitos fundamentais humanos pelas Nações Unidas em 1948. Com as transformações do perímetro urbano, os valores da sociedade também acabam por transformar suas relações de comportamento em relação à saúde e à vivência urbana. Além das relações dos cuidados com o corpo em questão da saúde, existem outras questões, como a sobrevivência. Essa tendência global do viver “slow” transforma os estilos de vida, os espaços públicos e o consumo. À medida que as pessoas desaceleram, adquirem melhor qualidade de vida e consomem os espaços públicos para a interação social e lazer, o que faz com que as políticas públicas reorganizem esses espaços e fortaleçam a interação social.

  • Lei de Mobilidade Urbana

Se considerarmos que o império do veículo automotor individual está baseado em um investimento vultoso em propaganda, e que toda a sociedade “civilizada” está num processo de sedentarismo crescente, é possível antecipar os entraves à lei da política de mobilidade urbana sustentável, pois não se está falando de ideologia, mas em modificar hábitos de vida.

 

Argumentos a serem utilizados no desenvolvimento

1ª Tese – Promover a cultura da sustentabilidade

          As mudanças nas relações em sociedade devem se modificar e se qualificar. Nessa perspectiva, torna-se possível enfatizar que são necessárias estratégias que levem em conta o desenvolvimento sustentável.  É importante que cada indivíduo contribua para o processo de mudança e de aprendizagem social sustentável, com a promoção de inovação por grupos autorais e redes de projeto mais abertas e flexíveis, que podem fortalecer a sustentabilidade. Para tanto, é necessário que haja a promoção da cultura da sustentabilidade, com a bicicleta como signo de mudança cultural dentro da área central da cidade e assim potencializar a segurança, a economia, a saúde pública, a vida em comunidade e o fortalecimento do ambiente limpo, visando à inovação social incremental por meio da cultura da bicicleta.

2ª Tese – Modificar a cultura narcisista do automóvel

          A ideia da “sociedade em crise”, provém da visão  vinculada  ao crescimento da população da cidade e o desenvolvimento de uma política que busca ampliar as vias de rolamento para maior consumo de bens meios de transporte próprios   individuais. Os mecanismos de sedução da população que permeiam o narcisismo individual são absorvidos por bens materiais como, por exemplo, os automóveis. Esse cenário adverte que há a possibilidade de melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional pelo maior índice de consumo de veículos automotores e privilegiar o conforto e a individualismo na sociedade. A visão da “sociedade em crise” também se dá pelo aumento da dispersão dos gazes poluentes na atmosfera, a poluição ao gerar intenso trânsito e congestionamento dentro da cidade, também na promoção da não educação de todos que compartilham as vias urbanas..

Fatores a serem explorados:

  • Atualmente os subsídios públicos concedidos para a mobilidade motorizada individual são muito superiores a aqueles concedidos para o transporte coletivo e para a mobilidade não-motorizada;
  • Com o crescimento da frota de automóveis, proporcionalmente aumentam a poluição atmosférica, a apropriação privada do espaço público, o tempo perdido em congestionamentos, as fatalidades de trânsito e os gastos com saúde pública, provocando a diminuição da qualidade de vida da maioria dos cidadãos;
  • A falta de planejamento e de infraestrutura adequadas reprimem o uso da bicicleta como meio de transporte;
  • É dever do poder público garantir a prioridade, com segurança, praticidade e conforto, de pedestres e ciclistas.

 

Propostas de Solução

          Dessa forma, descobriu-se como principal viés para mudança cultural que a educação ou reeducação da sociedade é obrigatória para que haja a troca de valores e melhor compreensão do objeto – a bicicleta -, inserido no território urbano da cidade.  Iniciativas urbanas das ONGs, de trabalhar em redes de projeto em conjunto com múltiplos atores envolvidos de diferentes áreas de atuação possibilitarão a perpetuidade da cultura da sustentabilidade a partir da bicicleta inserida na sociedade. Também se observa que a educação para o trânsito deve ser adotada como uma potencialidade de ação para as organizações. Quando implantada na educação fundamental como possibilidade de gerar frutos futuros, poderá servir como base de ética e civismo para estimular a cultura do cuidado com as coisas, pois o trânsito fará parte da vida das cidades independente do cenário que se constituirá.

          Acredita-se que com maior intervenção das ONGs junto aos poderes públicos, será mais bem exposto às verdadeiras necessidades da população sobre as possibilidades de vertentes educacionais para que a sociedade adote a bicicleta como modal de transporte. Viu-se também que existe grande potencialidade para usuários, adeptos e simpatizantes da cultura do ciclismo. Estes são capazes de constituir o alicerces para a solidificação do movimento slow, proveniente do objeto inserido na sociedade e oportuno para fortalecer a mudança dos costumes da sociedade para sustentabilidade e assim perpetuar na cultura do trânsito da cidade.

Detalhamentos

  • Redução da velocidade no perímetro central para que tenha mais fluidez e segurança para todos os constituintes do trânsito.
  • Conceder de fato prioridade, nas políticas públicas relativas à mobilidade urbana, aos modos não-motorizados, ao transporte coletivo e à integração entre eles, desta forma favorecendo a humanização do espaço público e a democratização do acesso à cidade;
  • Criar rubrica específica no Orçamento Geral da União, por meio do Plano Plurianual, para custeio e investimentos em mobilidade ciclística, bem como linhas de financiamento aos municípios brasileiros para infraestrutura cicloviária, em montante crescente a cada ano;
  • Criar programa visando a desoneração tributária da cadeia produtiva da bicicleta, suas partes e peças, bem como desenvolver uma política industrial para o setor em todo o território nacional;
  • Inserir infraestrutura cicloviária nas vias laterais construídas junto às rodovias federais nas revisões e nos futuros contratos com concessionárias;
  • Criar um Plano Nacional de Incentivo ao Cicloturismo como forma de aumentar o conhecimento e a proteção do patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e natural;
  • Instalar bicicletários adequados em todos os prédios públicos federais, de todas as cidades brasileiras, quando houver espaço disponível, suprimindo, se necessário, vagas de estacionamento de automóveis;
  • Elaborar programa educativo continuado visando a criação de uma cultura de priorização dos modos ativos de deslocamento e a humanização do trânsito;
  • Campanhas de estímulo à cultura ciclística e ampliação do sistema de bicicletas compartilhadas.

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Texto do Aluno Redação em Debate (10)
   Luiz  André Medeiros  │     10 de abril de 2016   │     21:44  │  0

O Projeto Saber em Debate traz mais uma produção de um das nossas alunas. O tema já fora exposto aqui em nossos blog, como fazemos em todas as nossas redações. Confira agora a redação de nossa aluna:

Como podemos criar novos espaços de consulta à sociedade que ajudem na construção André

Aulão especial particulares 3

Redação da aluna Beatriz Lins Pereira:

          Na perspectiva do sociólogo Robert Putnam, o “Capital Social” é a participação política do cidadão, por meio de normas e valores. A participação política brasileira se restringe ao período eleitoral, porém deve se abranger ao cotidiano da sociedade. Dessa maneira, a participação popular precisa acontecer de forma menos burocrática e a tecnologia pode servir como ferramenta para essa prática.

          O conceito grego de política revela a participação direta e obrigatória dos cidadãos para atingir o bem comum. No Brasil, no entanto, a opinião pública só é requisitada no plebiscito, referendo e na iniciativa popular, nos quais se dão de forma burocrática e esporádica. A aquisição de 1% de assinaturas de toda a população e a lentidão para a análise e autorização do Congresso Nacional, inviabilizam tais práticas da cidadania.

          A Revolução Tecnológica, ocorrida em meados da década de 70 e que cresce exponencialmente hoje, precisa ser usada como artifício da prática cidadã. Assim, a internet tem o papel de diminuir a distância entre as relações dos governantes e a sociedade. Além de servir como consulta de informações, o sistema virtual é um novo espaço que pode proporcionar a participação política de forma simples e prática.

          Logo, o Estado deve reconhecer assinaturas eletrônicas, para que os projetos de inciativas populares sejam concretizados com menos burocracia e deve fazer mais o uso frequente de plebiscitos e referendo. É também responsabilidade do Estado, então, criar plataformas de participação social que garantam o acompanhamento da gestão pública pelos cidadãos.

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Nota da aluna: 920

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