Monthly Archives: maio 2016

Texto do Aluno Redação em Debate (20)
   Luiz  André Medeiros  │     28 de maio de 2016   │     18:50  │  2

Nesse sábado, após o primeiro dia de vestibular do CESMAC, o Projeto Saber em Debate não para de produzir o melhor conteúdo para seus alunos! Acompanhe hoje a redação do nosso querido aluno Fagner do Nascimento, da nossa isolada de Redação, que produziu um excelente texto sobre um tema abordado e discutido em sala de aula:

As normas de convivência social e a imposição da família andre

REDAÇÃO DO ALUNO FAGNER DO NASCIMENTO:

          O surgimento da agricultura possibilitou o sedentarismo e a consequente formação de núcleos familiares durante o período Neolítico. Essa família tradicional formada pelo casal heterossexual e filhos já não representa a mesma configuração de sua definição inicial; assim, é evidente a transformação cultural e a heterogeneidade de que compõe esse termo. Dessa forma, é inerente à sociedade a constante adaptação dos direitos sociais para resguardar o direito de todo cidadão, seja do casal homossexual ou a formação de uma família sem necessidade de um parceiro.

          Em coadunação a esse pensamento, a Constituição assegura o direito à liberdade de expressão também como demonstração de afetos, crenças e desejos. Logo, a intolerância e o preconceito contra relações que fogem do padrão considerado normal pela parcela da população mais conservadora trata a diferença como fator preponderante para a exclusão social e, portanto, aflinge o direito à liberdade, previsto em lei. O ideal de felicidade deve ser visto como importante meio de difusão da subjetividade e não como um contrato social baseado em princípios construídos para beneficiar apenas a maioria.

          A medida que o ambiente propaga a unanimidade de pensamento e da forma de agir de cada cidadão, desconsidera essa assimetria de convivência e formação da sociedade democrática. Não apenas homoafetiva, a família unipessoal também está cada vez mais presente no cenário contemporâneo, a partir da entrada da mulher no mercado de trabalho e da sua consequente independência, a sociedade protagoniza a afirmação da adoção monoparental. É notável, dessa forma, o desenvolvimento das relações sociais e a necessidade do poder jurídico acompanhá-lo, como a inclusão de vínculos homoafetivos no âmbito do Direito das Famílias, promovendo a igualdade.

          Nessa lógica, é imprescindível a adoção no calendário nacional do dia da família, instituindo a heterogeneidade da formação das famílias, por meio do princípio de afeto e carinho, a fim de quebrar o preconceito da sociedade. Além disso, faz-se necessária a exigência do Estado laico de forma efetiva, com o objetivo de impedir o avanço do conservadorismo e sua atuação no poder legislativo.

22222

NOTA DO ALUNO:

1111

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (19)
   Luiz  André Medeiros  │     24 de maio de 2016   │     15:11  │  0

         O Projeto Redação em segue com seu trabalho de aperfeiçoamento na construção do texto de seus alunos. A postagem dessa terça-feira apresenta mais uma produção de nossos alunos que, com nossa busca incansável pelo “redator perfeito”, ou seja, aquele que atinge semanalmente os 900 pontos em nossas correções, conseguiu o feito tão esperado por nós. Acompanhe agora o texto de nosso aluno na íntegra:

Por que a corrupção é tão tolerada andre

Texto do aluno Eslen Pires Toledo:

          O “Fato Social”, sob a óptica do sociólogo Emilé Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem pode de coerção sobre o indivíduo. Por esse prisma, observa-se que a corrupção é fortalecida à medida que é amplamente praticada. Com isso, surge a problemática da ação pessoal baseada na atitude coletiva e da impunidade ligada à cultura comportamental em todos os âmbitos da sociedade.

          O senso comum é caracterizado por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passado de geração em geração. Essa ideia é refletida pela vasta deturpação moral existente no seio da sociedade brasileira, que, concomitantemente, dilui o senso de responsabilidade pessoal à prática excessiva desse desvirtuamento. Portanto, fazer com que as pessoas percebam a imoralidade por meio do próprio corrompimento é fundamental para que esse mal seja controlado; como também, é preciso punir com mais efetividade quando esse descontrole entra em aspectos jurídicos.

          Outrossim, destaca-se a acomodação dos pais e das instituições educacionais no tocante à falta de coercitividade com as crianças no seu desenvolvimento. A personalidade do ser humano é diretamente influenciada pelos acontecimentos a sua volta desde os primeiros contatos. Logo, torna-se indispensável o cultivo de uma educação com responsabilidade e de punição, mesmo com erros mais leves, para que o indivíduo compactue com uma aplicação justa da lei futuramente.

          Logo, é necessário que o Estado promova uma cultura comportamental de autocrítica para a população, por meio de propagandas televisivas com temas voltados para ações coletivas justas e contra a corrupção no meio social, a fim de desencadear reflexão nos pequenos atos cometidos por eles, como furar a fila no banco e ocupar a vaga de deficientes irregularmente. Também, é indubitável que a escola exija a presença dos pais para discutir a evolução comportamental da criança, mediante reuniões e projetos educacionais, para acompanhar o desenvolvimento do filho e construir uma cultura singela desde cedo.

 22222

NOTA DO AUNO:

1111

 

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (18) com espelho Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     18 de maio de 2016   │     13:40  │  0

          O Projeto Saber em Debate tem mais uma vez o orgulho de apresentar mais uma aluna a alcançar a nota máxima para a avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio: 1000 pontos! Nossa queria aluna, participante assídua de nossas produções em sala de aula, após diversas notas excelentes, muito próximas ao objetivo máximo proposto pelo projeto, acerta “na mosca” em todas as competências. Confira agora a produção na íntegra:

 Por que a corrupção é tão tolerada andre

Redação da aluna Roberta Lafaiete:

          O descumprimento das normas legais para benefício próprio, conforme o antropólogo Roberto da Matta, é uma característica do “jeitinho brasileiro”. Nesse sentido, mesmo diante a maciça corrupção atual, a sociedade se comporta com letargia, ou seja, passa a aceitar desvios de conduta como corriqueiros. A conscientização, agora, encontra impasses na mudança de hábito, posto que o indivíduo se vê acostumado e corrompido.

          O Estado é assegurador dos direitos dos seus cidadãos de forma impessoal, caso contrário, mediante atos ilícitos, todos sofrem com a demanda irregular das ações sociais. Isso configura o contexto de depravação pública, que faz perder a confiança na justiça e encaminha contra a honestidade e a favor da aceitação – assim como, forma o “homem cordial”, denominação do pensador Sérgio Buarque de Holanda.

          Por conseguinte, a teoria durkheimiana da influência do meio sobre o indivíduo pode ser associada a essa questão, do modo que o ser se envolve em imoralidades ou simplificações de tarefas, por meios ilegais, com a argumentação de que todos fazem. Assim, permite-se espaço, para atos maiores, como desvios de verbas públicas pelo governo, sem as repercussões esperadas na busca por justiça – de maneira que aumenta o ciclo da desigualdade e do aproveitamento pessoal.

          A desqualificação legal, ademais, parte da ideia da impunidade transparecida socialmente, o que corrobora na acomodação de praticantes na continuidade das irresponsabilidades sem remorso ou vergonha – até mesmo quando descobertos. Por isso, embora não se possa erradicar a cultura corrupta, é possível o controle mediante uma decisão e a participação conjuntas no combate e na reeducação.

          Portanto, a luta parte de ações individuais e coletivas na mudança positiva. O Estado, para isso, deve impor leis mais draconianas no âmbito da corrupção, com o aumento das penas máximas e obrigação do cumprimento integral – por meio da ação do poder constituinte na modificação da Carta Magna -, a fim de desencorajar desvios e sonegações; bem como, precisa incluir as matérias de filosofia e sociologia nas currículos do ensino fundamental, com o objetivo de, desde cedo, valorizar as ciências humanas com seu conteúdo ético. Além disso, a instituição familiar também possui papel determinante na formação conscientizadora de seres morais que acompanhem todo o processo de renovação política e opinem a favor da justiça.

WhatsApp-Image-20160517 (3)

ESPELHO DA REDAÇÃO SABER EM DEBATE

ALUNO(A): ROBERTA LAFAIETE    TURMA:  5         

NOTA: 1000

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções aqui encontrados e não reincidentes não prejudicaram a construção gramatical do texto.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.  PERFEITO!!!
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do texto por intermédio de recursos coesivos, bem como demonstra habilidade quanto à criação das próprias estratégias de articulação do texto.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema, ao passo que enfatiza os agentes mobilizadores, evidencia as propostas e traça uma postura de detalhamento atrelado ao objetivo de cada intervenção.

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (17) com correção especial CESMAC
   Luiz  André Medeiros  │     13 de maio de 2016   │     13:57  │  2

          Estando cada vez mais próximo do tão aguardado vestibular do CESMAC, o Projeto Saber em Debate vem nessa sexta-feira apresentar mais uma produção de excelência de uma de nossas alunas. Como os critérios de correção e pontuação da instituição são diferentes do Exame Nacional do Ensino Médio, o nosso projeto se adapta para proporcionar a melhor qualidade de correção. Confira agora na íntegra a redação que recebeu a nossa máxima de avaliação para o CESMAC: 400 pontos!

Redação da aluna Paula Jatobá

          O artigo 5º da Constituição Federal garante o direito à vida, à liberdade e à igualdade, bem como à intimidade. O crescente número de pesquisas relacionadas ao campo biomédico no Brasil vem trazendo questionamentos sobre os aspectos éticos dessa questão. Estudos envolvendo células humanas, por exemplo, impulsionam debates que vão além de argumentos técnico-científicos, abrangendo também perspectivas morais e religiosas.

          As novas tecnologias, advindas do acelerado desenvolvimento científico, dominam cada vez mais a natureza. A engenharia genética, as investigações com células-tronco e os novos meios reprodutivos são exemplos disso. Tais pesquisas não mais são restritas a uma pequena parte da população: hoje, as discussões alcançam o Governo, o Legislativo, o Judiciário e até a mídia. O envolvimento do ser humano nesse delicado processo requer, além de formas seguras de proteção à integridade dos cidadãos, a certeza de que isso beneficiará a sociedade brasileira.

          A racionalidade que o cientificismo submete aos indivíduos o faz ser visto como neutro e imparcial. Contudo, ao analisar o regime nazista, o qual utilizou das suas câmaras de gás e dos fornos crematórios para o extermínio de 6 milhões de judeus, percebe-se que, apesar de trágica, a tecnologia foi usada de forma burocratizada e por funcionários públicos. Assim, exemplos atuais como a clonagem de humanos e a eliminação de anormalidades genéticas podem apresentar objetivos discriminatórios e contrários à dignidade de um ser;

          É preciso que, nas escolas, a genética seja ensinada de modo que estabeleça nos alunos uma consciência crítica, resgatando a real função das ciências biológicas. Por meio de palestras, o grau de conhecimento das pessoas deve ser elevado, explicando o assunto e suas implicações sociais. Sendo assim, é necessário um debate bioético a fim de que o Direto possa ser cumprido de forma eficiente, sem que impeça o desenvolvimento científico do pais.

WhatsApp-Image-20160512 (5)

NOTA DA ALUNA SEGUNDO OS CRITÉRIOS DO CESMAC:

111

>Link  

Texto do Aluno Redação em Debate (16) com espelho Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     10 de maio de 2016   │     13:01  │  0

          Cada nova correção deixa claro que o Projeto Saber em Debate caminha na direção certa para a aprovação de seus alunos. Estamos no mês de maio, próximo ao meio do ano letivo, e já são diversos os exemplos de alunos que estão produzindo textos com excelência e, além disso, em tempo hábil para os vestibulares, algo de extrema importância em uma prova tão competitiva. Confira agora mais uma produção de nossos alunos, e com uma novidade: o espelho de correção que está sempre presente em nossas correções dos simulados.

O homossexualismo e a continuidade da vulnerabilidade social André

Redação da aluna Maria Júlia Plech Guimarães:

          A conquista de direitos é um processo histórico de lutas, segundo Thomas Marshall. Porém, no tocante à homossexualidade, o mundo ainda é bastante retrógrado. As pessoas que não se submetem às orientações sexuais consideradas normais pelos padrões dominantes são totalmente excluídas, julgadas e agredidas verbal e fisicamente e veem suas diferenças constarem-se como reais desigualdades. Na tentativa de mudar tal realidade, é viável o aumento da militância contra qualquer tipo de prática de cunho preconceituoso. Além disso, faz-se necessário que homossexuais sejam devidamente respeitados em suas instituições de ensino, na tentativa de diminuir a evasão escolar daqueles que têm seu direito fundamental à educação, violado.

          De acordo com pesquisas do GGB (Grupo Gay da Bahia), em 2013 foram contabilizados 312 assassinatos, mortes e suicídios de vítimas da homofobia e transfobia. Tais números apontam que apesar do mundo ter evoluído no respeito às lésbicas, gays e transexuais, o número de conservadores que abominam tal processo ainda é muito grande.

          Essa realidade é pior quando recai sobre situações concretas, como a explicitação de uma relação entre gays em público. Testemunhos prestados por alguns casais homoafetivos, denunciam a hipocrisia vigente no mundo, desempenhada por muitos indivíduos que se dizem racionais em relação ao homossexualismo, mas repudiam casais do mesmo sexo que trocam carícias em locais populares, e muitas vezes chegam até agredi-los verbal e fisicamente.

          As dificuldades enfrentadas por pessoas que têm opções sexuais anormais pelos padrões estabelecidos pela sociedade, são ainda piores no âmbito escolar. Apesar de muitos pais, por exemplo, alegarem-se livres de preconceitos, negam-se a aceitar que seus filhos convivam com crianças e adolescentes homossexuais, o que explicita a hipocrisia também nas escolas e culmina na altíssima evasão escolar de jovens LGBTs.

          Assim, são essenciais algumas mudanças por parte do governo e no âmbito familiar. O Estado deve intensificar as medidas de proteção a homossexuais, por meio da criação de novas leis que favoreçam esse grupo, além da construção de delegacias devidamente destinadas a atender casais que sofrem qualquer tipo de discriminação, visto que no Brasil só existem dois estados: São Paulo e Paraíba. Cabe às famílias, por sua vez, educarem-se para aceitar que as escolhas de cada indivíduo não o fazem melhores ou piores e, portanto, não devem ser excluídos de qualquer relação social, mas sim respeitados e admirados por sua coragem de se assumirem perante a uma sociedade tão excludente e discriminatória.

WhatsApp-Image-20160509 (7)

SABER EM DEBATE E O ESPELHO DA REDAÇÃO DE MARIA JÚLIA PLECH:

COMP. I – 180

O aluno demostra excelente domínio quanto ao nível formal da Língua Portuguesa. Há, apenas, três deslizes:

linha 11, erro de ortografia;

linha 17, ausência de vírgulas para isolar o termo muitas vezes;

linha 29, ausência de vírgula diante do isolamento do coesivo.

COMP. II – 200

O texto obedece à proposta de dissertação-argumentativa em prosa, os parágrafos apresentados são proporcionais e seguem o que foi disposto na introdução.

O aluno apresenta um texto respaldado na visão universalista– com ênfase na com persistência filosófica-; em seguida, amplia os argumentos embasados em pesquisas recentes: perceba que não há citações diretas, e sim indiretas seguidas de defesa de ponto de vista.

A AUSÊNCIA DE PLEONASMO ARGUMENTATIVO FOI FUNDAMENTAL PARA POTENCIALIZAR O PRESTÍGIO DE ALCANÇAR O NÍVEL 5.

COMP. III – 200

É traçada uma ideia argumentativa na introdução textual, a qual é ampliada nos parágrafos de desenvolvimento. As informações estão bem hierarquizadas, organizadas, interpretadas e em diálogo com o projeto de texto do candidato.

COMP. IV – 200

Trata-se de texto com excelente articulação das ideias apresentadas, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos. Apresenta um repertório diversificado de recursos coesivos, utilizado com ótimo domínio. Faz uso de elementos de ligação entre os parágrafos.
 

 

COMP. V – 200

A atribuição da nota 5 deve-se ao fato de que o candidato apresenta proposta muito bem elaborada e detalhada em relação à argumentação desenvolvida. Os agentes mobilizadores são evidenciados, bem como cada proposta é seguida de uma riqueza de detalhamento.

 

Nota da aluna:

111

>Link