Texto do Aluno Redação em Debate (15)
   Luiz  André Medeiros  │     5 de maio de 2016   │     6:38  │  0

É com muito orgulho que, mais uma vez, trazemos para o nosso blog um de nossos alunos que alcançaram o nosso objetivo de conquista dos 980 pontos na produção textual. Confira agora o texto de nosso aluno na íntegra:

O homossexualismo e a continuidade da vulnerabilidade social André

REDAÇÃO DO ALUNO THIAGO TORRES:

          A solidificação de critérios que perpetuem a efetiva admissão de direitos fundamentais às minorias trata-se de um dos pilares das democracias contemporâneas; perpassa sobre o assunto a necessidade em parear garantias de grupos homoafetivos frente à sociedade, diante da real condição de vulnerabilidade institucional e social implícita a esses indivíduos. Nesse palco de discussões, emergem movimentos civis LGBTs que despontam com os próprios interlocutores ao novo cenário complacente ao homossexualismo. Assim, o equacionamento desses fatores culmina num desafio conflituoso, porém, factível.

          Assemelha-se ao contraditório cunhar soluções em caráter de lei unicamente para estratos populacionais específicos. Não obstante, o real paradoxo evidencia-se na medida em que o Estado apresenta-se ausente, uma vez que a sua imutabilidade ao tema subjuga um futuro incerto e dispare – tal discrepância dialoga com um anacronismo à luz de outras associações minoritárias e suas conquistas, como os movimentos negros ou feministas das décadas de 1960, nos Estados Unidos, por exemplo.

          Nessa visão, depreende-se que a realidade desses segmentos era quase um “ostracismo institucionalizado”. Sem leis acolhedoras, tais grupos se fecharam à margem dos ideais conservadores vigentes até então. Posteriormente, com o reconhecimento do STF, em 2011, da união homoafetiva, a condição de identidade humana em detrimento ao desterro ou afastamento determinou, nessa lógica progressista, mais visibilidade e voz àqueles considerados, erroneamente, doentes.

          Sob essa lógica, o sociólogo britânico Thomas Marshall define a luta social como “modelador histórico” das sociedades – A conquista, em termos de liberdade opinativa, no século XVIII, até a consolidação dos direitos políticos-sociais, culminando, hoje, nos questionamentos em grupos minoritários. Em vista isso, observa-se que tal argumento fortalece a noção da busca pelos direitos dos grupos homossexuais e o seu distanciamento de um rótulo peremptório.

          Por tudo isso, vê-se que é essencial, portanto, viabilizar o acompanhamento psicológico individual e coletivo, além da prerrogativa de seguridade desses segmentos marginalizados através de delegacias especializadas em crimes homofóbicos a fim de consolidar a inclusão sociofamiliar e institucional. Ademais, compete, então, a ONGs e ao Serviço público por intermédio de assistentes sociais, introduzir cartilhas de tolerância à orientação sexual e identidade de gênero, já que não se trata de alguma “cura”, mas de respeito e convívio harmônico. O meio escolar, dessa forma, caracteriza-se como uma ponte entre complacência e futuro, na proporção em que os colégios promovam práticas de palestras e debates desde cedo. Assim, mediante verbas destinadas aos Ministérios de cultura, desenvolvimento social e educação, os princípios de compreensão e a viabilidade dessas ações fomentarão o equilíbrio almejado na percepção de sexos ou gêneros entre os cidadãos.

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NOTA DO ALUNO:

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