Monthly Archives: agosto 2016

Texto do Aluno Redação em Debate (41)
   Luiz  André Medeiros  │     31 de agosto de 2016   │     12:23  │  0

          Cada vez mais próximo do início das últimas revisões para o ENEM, o Projeto Saber em Debate ganha a cada dia mais alunos no seleto grupo dos “900+”, segundo os critérios de correção do Exame Nacional. Conheça agora mais uma vencedora que chegou a esse grupo, a aluna Carla Guimarães Machado, autora de um texto incrível que você acompanhará na integra a seguir:

O Brasil e os desafios de uma nova lógica para o desenvolvimento sustentável andré

Redação da Aluna Carla Guimarães Machado:

          A noção de desenvolvimento sustentável surge no contexto do agravamento das condições sociais, econômicas e ambientais dentro do sistema econômico capitalista. Nesse cenário, o filósofo Giles Lipovestsky amplia o pensamento sobre os novos modos de vida e costumes da sociedade contemporânea com o conceito de “hiperconsumo” como sendo a superabundância de ofertas de produtos em escalas jamais vistas, fazendo com que as ações do homem moderno tornem-se irracionais na satisfação de seus desejos. Assim, a busca de alternativas que conciliem os atuais padrões de desenvolvimento econômico com as questões ambientais e sociais permanece um desafio tanto por parte do governo quanto da sociedade.

          A segunda metade do século XX no Brasil caracteriza-se pelo intenso crescimento urbano sem planejamento e o consequente questionamento da capacidade de carga da natureza diante da exploração desenfreada de seus recursos naturais. Nesse sentido, o Relatório de Brundtland da Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD expõe uma das definições mais difundidas do conceito de desenvolvimento sustentável como sendo aquele capaz de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Embora um tanto utópico, esse conceito chama a atenção não apenas do Brasil, como do mundo, para se encontrar novas formas de desenvolvimento econômico que reduzem os impactos à sociedade e ao meio ambiente.

          Além das questões ambientais, é preciso salientar que, desde sua origem, o desenvolvimento com bases sustentáveis busca ordenar, harmonicamente, a eficiência econômica à justiça social, ou seja, promover a inclusão das camadas mais vulneráveis à sociedade formal. Apesar dos avanços alcançados pelo Brasil nas últimas décadas com programas e políticas públicas de cunho social, estas se mostram pontuais e não atingem o universo mais amplo do desenvolvimento. Dessa maneira, a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões ainda perdura como um dos principais desafios a serem superados no contexto da sustentabilidade.

          O desenvolvimento sustentável não pode ser como um conceito estático, e sim como sendo um processo de mudanças capaz de compatibilizar a exploração de recursos ao crescimento tecnológico e à vida social. Portanto, cabe aos indivíduos, empresas e governos fazerem parte de uma representação multisetorial com eficiência deliberativa em relação aos seus anseios, com a coleta e a devida alocação dos recursos públicos. Medidas como a arrecadação de tributos, a progressividade fiscal e a busca de alternativas energéticas limpas e renováveis por parte das empresas são fundamentais para uma mudança paradigmática da sustentabilidade.

Aulão Redação Auditório CESMAC andré

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (40)
   Luiz  André Medeiros  │     27 de agosto de 2016   │     18:31  │  0

Nesse sábado, o Projeto Redação em debate, em paralelo com nosso blog, libera mais um incrível texto de uma de suas alunas para exposição no “Hall dos 900+”, segundo os critérios de correção do ENEM. Confira agora a redação da aluna Yamin Monteiro, nossa querida aluna que entra para a seleta lista de candidatos aos mil pontos na redação do ENEM.

Terrorismo e direitos - não podemos atentar contra a democracia sob a justificativa de protegê-la andré

 

Redação da aluna Yasmin Monteiro:

          Sob a óptica do sociólogo britânico Thomas Marshall, os direitos são alcançados por meio de lutas, sendo um processo gradual. Portanto, não se pode cercear os direitos naturais, a fim de preservar a segurança, mas sim subsidiar uma discussão mais profunda quanto às práticas discriminatórias, tal qual o terrorismo. Dessa forma, é preciso respeitar os direitos como fatores não negociáveis, bem como estabelecer, de forma clara e concisa, um conceito de radicalismo.

          Conforme as Declarações Universais dos Direitos, o homem é possuidor de direitos naturais e cabe ao Estado assegurá-los. Nessa perspectiva, observa-se que a democracia não deve ser atentada com intuito de garantir a segurança, já que medidas que erradicam os direitos humanos alimentam ainda mais práticas terroristas. Diante disso, os direitos de liberdades civis e privacidade no uso dos meios de comunicação tornam-se ameaçados pelo próprio Estado.

          É perceptível que o terrorismo deve ser combatido, no entanto, é necessário, primeiramente, estipular padrões que possam delimitá-lo, de maneira que movimentos sociais, por exemplo, não sejam alvos de leis antiterror. Nesse viés, a distorcida definição para terror foi responsável, na história, por considerar grandes defensores dos direitos humanos como extremistas, a exemplo de Martin Luther King. É notório o avanço do extremismo no mundo, o que demonstra que o problema não vem sendo combatido pela sua gênese, mas sim pelos seus efeitos.

          É evidente, nesse caso, que os agentes de segurança tornem suas investigações mais eficientes e inteligentes, mediante ações de espionagem e agentes infiltrados, com o propósito de lidar com as raízes do extremismo, promovendo estratégias anti-terroristas eficientes. Por fim, o Poder Legislativo deve fortalecer o seu papel a este respeito, por intermédio da adoção de medidas, como aprovação de projetos de lei que tipifiquem o terrorismo como crime, mas apresentando, de maneira coerente, os casos que se encaixam na situação com o fito de equilibrar a segurança e os direitos humanos.

Aulão Redação Auditório CESMAC andré

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (39)
   Luiz  André Medeiros  │     26 de agosto de 2016   │     19:58  │  2

Nessa noite de sexta-feira,realizamos mais uma tão aguardada postagem em nosso blog. Hoje, faremos mais uma homenagem a uma de nossas alunas a conquistar a incrível marca dos “900+”, a que permite que o aluno alcance as melhores médias no Exame Nacional do Ensino Médio. Essa garota é a nossa querida Ana Laura Oliveira, aluna do nosso projeto de isolada paralelo, o Redação em Debate. Confira agora esse incrível texto na íntegra:

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Redação da aluna Ana Laura oliveira:

          Sob as reflexões tomistas do século XIII, a justiça social deve ser legitimada pelo Estado, com o intuito de assegurar o exercício da democracia para alcançar maior equidade no meio social. Porém, o Brasil enfrenta problemas históricos que levaram à descrença política dos indivíduos pela falta de espaço significativo para insatisfação, o que resultou em comodismo e aceitação. Nessa perspectiva, é fundamental fortalecer o papel do Estado com o fim de garantir serviços básicos aos cidadãos e incentivar a sociedade à ação coletiva como um entreposto para conquistar a soberania popular e os valores morais humanos.

          O Estado, sob o entendimento do sociólogo Max Weber, porta a responsabilidade de manter as relações sociais apaziguadas e estáveis. Entretanto, é notório que perdeu legitimidade ao proferir propostas que não foram realizadas, o que gerou espíritos revoltosos e descontentes, além de utilizar-se, algumas vezes, do autoritarismo como melhor método para a resolução dos problemas. Ademais, é obrigação dele manter a integridade dos serviços prestados, pois é necessário fortalecê-lo para harmonizar e politizar o pensamento da sociedade.

          Para alcançar profundas transformações sociais, o sociólogo estadunidense Robert Putnam defende que deve haver coletivismo. Desse modo, são criados laços entre os indivíduos com o objetivo de valorizar e heterogeneizar as relações, com o fim da reivindicação pela melhoria do espaço público, seja pela cobrança ao Estado pela garantia de direitos cívicos, seja por melhor atendimento à população. Para isso, é imprescindível que haja movimentação popular, para pressionar os governantes a proporcionarem efetivamente a justiça social e o direito constitucional da cidadania.

          Nesse sentido, faz-se necessário modificar os atuais modelos de Estado, a fim de regulamentar direitos básicos dos indivíduos, pois apesar de estarem na Constituição desde 1988, não são efetivos. A população, por sua vez, deve cobrar e pressionar as instituições responsáveis pela mudança. É importante, também, estabelecer e incentivar a criação de convenções, como sindicatos, uma vez que as transformações só ocorrem quando elas são criadas entre estratos e esses se unem para a conquista da participação política, com o poder do voto.

 Aulão Redação Auditório CESMAC andré

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (38)
   Luiz  André Medeiros  │     19 de agosto de 2016   │     15:03  │  0

          Não poderíamos acabar nossa semana letiva de nosso blog sem mais um grande texto de um dos nossos alunos do projeto Redação em Debate. Confira agora um brilhante texto da aluna Renatha Fernandes, mais uma aluna que obteve a pontuação acima dos 900 pontos, segundos os critérios de correção do ENEM.

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Texto da aluna Renatha Fernandes:

          No século XVIII, São Tomás de Aquino desenvolve a ideia de que só existe democracia com justiça social; todos são dignos e têm a mesma importância. Sob a óptica de Aquino, o Brasil é um país de extremos e com uma descrença social elevada. Dessa maneira, faz necessária uma modificação no modelo de Estado, com uma maior participação popular.

          A justiça social tornou-se um dos pilares da Constituição brasileira de 1988; através do aumento da renda e capacidade de consumo, as políticas sociais buscam garantir o direito à saúde e educação; no entanto, faltam leis que coloquem em prática essa norma. É fundamental modificar o modelo de Estado atual, ainda de caráter monárquico, onde aceita o uso do dinheiro público para fins individuais de quem está no poder. Economicamente, o Brasil está em 8º lugar mundial, porém há um abismo entre pobres e ricos.

          Dessa forma, a exigência de uma maior participação popular é indispensável. O Capital Social, de Robert Putnam, é determinado pelo nível de participação da população, quanto maior o número de pessoas nas ações coletivas, menores os problemas sociais. A população brasileira está letárgica, aceitou que a corrupção é algo natural e normal. Para realizar a transição de um Estado patrimonialista para um Estado moderno é preciso que haja indignação popular.

          Fica clara, portanto, a necessidade de medidas para resolver o impasse. Para gerar uma credibilidade democrática, é preciso de um poder político eficiente e com aplicação de leis. Através do Poder Legislativo, a criação de leis mais severas e o escalonamento da pena de acordo com o valor envolvido. O Estado tem que regulamentar os impostos sobre grandes fortunas, quem recebe mais, paga mais. Diminuindo, assim, os extremos brasileiros e a descrença social democrática.

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Horários Revisão Redação André

Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (37)
   Luiz  André Medeiros  │     17 de agosto de 2016   │     12:53  │  0

          Chegamos ao meio da semana com mais uma pontual postagem em nosso blog! Confira hoje um belíssimo texto da aluna Sophya Cedrim, mais uma aluna a atingir, em uma de nossas turmas do Projeto Redação em Debate, a atingir os 980 pontos na redação, segundo os critérios de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio. Confira agora o texto na íntegra:

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Redação da aluna Sophya Cedrim:

          As sucessivas crises econômicas e desigualdades sociais ocorridas no século XX são um dos principais fatores para a implementação do modelo de governo atuante na sociedade contemporânea, o Estado de Bem-Estar social. Entretanto, o Brasil, por ser um país de grande extensão territorial, dificulta a homogeneização dessa forma de governar, tornando-se um país de extremos com altos níveis de descrença social, já que os problemas solucionados são bastante escassos. Assim, é inegável a necessidade em acabar com o modelo de Estado monárquico ainda presente em algumas regiões, bem como exigir da população maior participação na resolução dos impasses brasileiros.

          Em coadunação com o sociólogo Durkheim, as sociedades devem ser interpretadas como organismos vivos, que dependem do bom funcionamento dos seus órgãos para desenvolverem-se. Nesse contexto, vale destacar a atuação do Estado sobre três pilares: poder público eficiente, aplicação de leis e credibilidade democrática. Entretanto, a efetivação do regime brasileiro só será possível com a transição do modelo arcaico, ainda persistente em algumas regiões, para o clássico. Logo, as leis já existentes serão regulamentadas e, consequentemente, a confiança cívica adquirida.

          Sob a égide do sociólogo Robert Putnam, quanto maior a colaboração social, em termos de cobrança e participação, consequentemente, menores serão os problemas enfrentados. Por isso, para que haja uma metamorfose no tipo de Estado, a população precisa reivindicar seus direitos, exigindo melhoria em diversos setores, como educação, saúde e economia. Dessa forma, o trabalho mútuo refletirá em significativos avanços para a nação.

          Levando-se em consideração esses aspectos, é imprescindível que o Estado conscientize-se que é necessário interferir nas diversas esferas, não apenas na econômica, para obter-se o fortalecimento do bem-estar dos indivíduos, por meio da melhor distribuição do dinheiro público. Não obstante, é preciso que a família trabalhe em prol da melhoria na qualidade de vida, por intermédio de organizações sociais e manifestações, com o intuito de obter retorno por parte do governo.

Horários Revisão Redação André

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Nota da aluna:

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