Texto do Aluno Redação em Debate (35)
   Luiz  André Medeiros  │     15 de agosto de 2016   │     13:15  │  0

          Quanto mais nos aproximamos das tão esperadas provas de fim de ano, mais destaques nas produções textuais de nossos alunos conseguimos observar. Confira agora a redação do aluno Daniel Vitor, mais um alunos que atingiu o objetivo dos “900+” nas avaliações segundo os critérios do Exame Nacional do Ensino Médio.

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Redação do aluno Daniel Vitor:

Abismos Simbólicos

          A arte de governar, de gerir os destinos, supõe o talento de criar convergências, em uma verdadeira comunidade. No Brasil, com efeito, a Constituição de 1988 ofereceu a normatização de diversos direitos sociais, mas que ainda não foram efetivados de modo a criar uma sociedade igualitária de harmônica. Nesse ínterim, as condições patogênicas de elites autoritárias, ligadas ao baixo teor do pensamento critico social, persistem intrinsecamente  relacionadas às desigualdades do país.

          Sob a óptica do ideal do “Capital Social”, proposto pelo sociólogo Robert Putnam, a união efetiva de um povo e a comunhão construtiva de pensamentos são vitais na resolução de conflitos. Nessas condições, a igualdade nos acessos aos direitos essenciais e a concretização da democracia ainda embargam no indivíduo e na apatia de representantes públicos, sobretudo onde os interesses particulares prevalecem e a tradição hierarquizante exerce maior peso no exercício do poder, o que provoca uma reação sistêmica, sob a pena de uma corrosão irremediável. Dessa análise, uma prática pública transparente, ética e altera é condição necessária contra a indiferença e a despolarização, marcas de laços autoritários  de mando em consonância com ideologias perversas e desiguais.

          É pertinente ressaltar, por conseguinte, a vitalidade do avanço no imaginário social no que tange a propugnar as garantias previstas em lei, sob a ponte da militância real de luta. Esse ideal ainda caminha a passos lentos e desordenados, haja vista o excesso de pensamentos heterônomos e pouco questionadores, frutos de uma educação pública ineficaz e desinteressada na formação de cidadãos críticos e conhecedores da própria realidade, o que acarreta abertura e a manutenção de portas para os extremos sociais. Nesse contexto, uma efetiva educação cidadã é mister na busca por melhores condições de vida da população, de modo que, por meio de cidadãos ativos, a justiça seja alcançada.

          Torna-se imprescindível, portanto, a celeridade nas ações de improbidade administrativa, mediante quebra de foros privilegiados e revisão dos processos envolvidos, sob o olhar do Poder Legislativo, de forma a evitar a usurpação dos recursos da União, junto à abolição de quaisquer práticas de nepotismo e clientelismo, além da ampliação de programas assistencialistas, por intermédio de leis orçamentárias, o que dará nova luz na distribuição de riquezas. Ainda assim, cabe à escola, em parceria com a família, a promoção de palestras e mesas-redondas, com o objetivo de estimular a intersubjetividade e a consolidação de do pensamento crítico e altero, o que permitirá administrar positivamente os benefícios das políticas assistencialistas, além de superar laços autocráticos de mando e buscar acesso aos bens de cultura e consumo. Assim, os abismos sociais serão atenuados em detrimento de políticos éticos e íntegros e uma população crítica e ativa.

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Nota do aluno:

222

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