Texto do Aluno Redação em Debate (40)
   Luiz  André Medeiros  │     27 de agosto de 2016   │     18:31  │  0

Nesse sábado, o Projeto Redação em debate, em paralelo com nosso blog, libera mais um incrível texto de uma de suas alunas para exposição no “Hall dos 900+”, segundo os critérios de correção do ENEM. Confira agora a redação da aluna Yamin Monteiro, nossa querida aluna que entra para a seleta lista de candidatos aos mil pontos na redação do ENEM.

Terrorismo e direitos - não podemos atentar contra a democracia sob a justificativa de protegê-la andré

 

Redação da aluna Yasmin Monteiro:

          Sob a óptica do sociólogo britânico Thomas Marshall, os direitos são alcançados por meio de lutas, sendo um processo gradual. Portanto, não se pode cercear os direitos naturais, a fim de preservar a segurança, mas sim subsidiar uma discussão mais profunda quanto às práticas discriminatórias, tal qual o terrorismo. Dessa forma, é preciso respeitar os direitos como fatores não negociáveis, bem como estabelecer, de forma clara e concisa, um conceito de radicalismo.

          Conforme as Declarações Universais dos Direitos, o homem é possuidor de direitos naturais e cabe ao Estado assegurá-los. Nessa perspectiva, observa-se que a democracia não deve ser atentada com intuito de garantir a segurança, já que medidas que erradicam os direitos humanos alimentam ainda mais práticas terroristas. Diante disso, os direitos de liberdades civis e privacidade no uso dos meios de comunicação tornam-se ameaçados pelo próprio Estado.

          É perceptível que o terrorismo deve ser combatido, no entanto, é necessário, primeiramente, estipular padrões que possam delimitá-lo, de maneira que movimentos sociais, por exemplo, não sejam alvos de leis antiterror. Nesse viés, a distorcida definição para terror foi responsável, na história, por considerar grandes defensores dos direitos humanos como extremistas, a exemplo de Martin Luther King. É notório o avanço do extremismo no mundo, o que demonstra que o problema não vem sendo combatido pela sua gênese, mas sim pelos seus efeitos.

          É evidente, nesse caso, que os agentes de segurança tornem suas investigações mais eficientes e inteligentes, mediante ações de espionagem e agentes infiltrados, com o propósito de lidar com as raízes do extremismo, promovendo estratégias anti-terroristas eficientes. Por fim, o Poder Legislativo deve fortalecer o seu papel a este respeito, por intermédio da adoção de medidas, como aprovação de projetos de lei que tipifiquem o terrorismo como crime, mas apresentando, de maneira coerente, os casos que se encaixam na situação com o fito de equilibrar a segurança e os direitos humanos.

Aulão Redação Auditório CESMAC andré

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