Monthly Archives: agosto 2016

Texto do Aluno Redação em Debate (36)
   Luiz  André Medeiros  │     16 de agosto de 2016   │     12:22  │  0

         Nessa terça-feira temos uma surpresa para os que acompanham diariamente nosso blog. Ana Carolina Lyra, primeiro lugar no último vestibular de Medicina do CESMAC, nos apresenta mais uma de suas excelentes produções. Ela é mais uma entre os inúmeros alunos do Projeto Redação em Debate a atingir mais de 900 pontos na redação, segundo os critérios de avaliação do ENEM. Confira agora o texto dessa grande aluna:

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Texto da aluna Ana Carolina Lyra:

         Um dos pilares que sustenta o Estado é o da credibilidade democrática, em que as pessoas devem acreditar que o governo trabalha pelo bem-estar social. Entretanto, essa confiança mostra-se fragilizada, em maio à intensa desigualdade social e à falta de serviços públicos de qualidade. Isso está ligado ao funcionamento do Estado e à pequena participação popular.

         O Estado funciona a partir do destino de recursos públicos para áreas específicas, desde a passagem do modelo agroexportador ao urbano-industrial. Esse fato, além de refletir nas desigualdades territoriais do Brasil, não coaduna com o princípio de “Justiça Social” de São Tomás de Aquino, que garante que todos são iguais nos deveres e dignos de direitos sociais.

         Além disso, em conformidade com conceito de “Capital Social” de Robert Putnam, as ações estatais são fundamentadas por ações sociais, então quanto maior for a mobilização popular, menores serão os problemas. Todavia, a população age de forma letárgica com relação à cobrança por um poder público eficiente, sem haver, dessa forma, indignação popular baseada no pedido de regulamentação de direitos, tal qual ocorreu em 1984 durante as “Diretas Já”.

         Portanto, como forma de garantir o bem-estar social e restabelecer a confiança no poder público, são necessárias ações do Estado e da população. Para o primeiro, é importante que faça jus ao “Pacto Federativo”, como forma de garantir que as verbas sejam distribuídas igualmente no território. Para a segunda, é imprescindível que busque participação nas decisões políticas, a partir de manifestações nas ruas e nas redes sociais, de modo a declarar o não apoio a eventuais decisões despóticas e prejudiciais à sociedade.

Horários Revisão Redação André

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (35)
   Luiz  André Medeiros  │     15 de agosto de 2016   │     13:15  │  0

          Quanto mais nos aproximamos das tão esperadas provas de fim de ano, mais destaques nas produções textuais de nossos alunos conseguimos observar. Confira agora a redação do aluno Daniel Vitor, mais um alunos que atingiu o objetivo dos “900+” nas avaliações segundo os critérios do Exame Nacional do Ensino Médio.

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Redação do aluno Daniel Vitor:

Abismos Simbólicos

          A arte de governar, de gerir os destinos, supõe o talento de criar convergências, em uma verdadeira comunidade. No Brasil, com efeito, a Constituição de 1988 ofereceu a normatização de diversos direitos sociais, mas que ainda não foram efetivados de modo a criar uma sociedade igualitária de harmônica. Nesse ínterim, as condições patogênicas de elites autoritárias, ligadas ao baixo teor do pensamento critico social, persistem intrinsecamente  relacionadas às desigualdades do país.

          Sob a óptica do ideal do “Capital Social”, proposto pelo sociólogo Robert Putnam, a união efetiva de um povo e a comunhão construtiva de pensamentos são vitais na resolução de conflitos. Nessas condições, a igualdade nos acessos aos direitos essenciais e a concretização da democracia ainda embargam no indivíduo e na apatia de representantes públicos, sobretudo onde os interesses particulares prevalecem e a tradição hierarquizante exerce maior peso no exercício do poder, o que provoca uma reação sistêmica, sob a pena de uma corrosão irremediável. Dessa análise, uma prática pública transparente, ética e altera é condição necessária contra a indiferença e a despolarização, marcas de laços autoritários  de mando em consonância com ideologias perversas e desiguais.

          É pertinente ressaltar, por conseguinte, a vitalidade do avanço no imaginário social no que tange a propugnar as garantias previstas em lei, sob a ponte da militância real de luta. Esse ideal ainda caminha a passos lentos e desordenados, haja vista o excesso de pensamentos heterônomos e pouco questionadores, frutos de uma educação pública ineficaz e desinteressada na formação de cidadãos críticos e conhecedores da própria realidade, o que acarreta abertura e a manutenção de portas para os extremos sociais. Nesse contexto, uma efetiva educação cidadã é mister na busca por melhores condições de vida da população, de modo que, por meio de cidadãos ativos, a justiça seja alcançada.

          Torna-se imprescindível, portanto, a celeridade nas ações de improbidade administrativa, mediante quebra de foros privilegiados e revisão dos processos envolvidos, sob o olhar do Poder Legislativo, de forma a evitar a usurpação dos recursos da União, junto à abolição de quaisquer práticas de nepotismo e clientelismo, além da ampliação de programas assistencialistas, por intermédio de leis orçamentárias, o que dará nova luz na distribuição de riquezas. Ainda assim, cabe à escola, em parceria com a família, a promoção de palestras e mesas-redondas, com o objetivo de estimular a intersubjetividade e a consolidação de do pensamento crítico e altero, o que permitirá administrar positivamente os benefícios das políticas assistencialistas, além de superar laços autocráticos de mando e buscar acesso aos bens de cultura e consumo. Assim, os abismos sociais serão atenuados em detrimento de políticos éticos e íntegros e uma população crítica e ativa.

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Nota do aluno:

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Texto do Aluno Redação em Debate (34)
   Luiz  André Medeiros  │     12 de agosto de 2016   │     12:45  │  1

          Sexta-feira também é dia de prestigiar o resultado do empenho dos nossos alunos do Projeto Redação em Debate. Com a aproximação do ENEM nossas postagens se tornarão mais frequentes, tanto para trazer cada vez mais informação para os que acompanham nossa página, como para dar a oportunidade de homenagear devidamente a maior quantidade de alunos “900+”. Confira agora o texto da aluna Adriane Gomes, mais uma a atingir a marca dos 960 pontos e que possui grandes chances de repetir o sucesso nos vestibulares que se aproximam.

O ativismo digital é a nova maneira de fazer política andre

Redação da aluna Adriane Gomes:

          Em coadunação ao filósofo Marshall Mcluhan, as novas tecnologias eletrônicas tendem a encurtar distâncias e transformar o mundo em uma “aldeia global”, na qual a velocidade de comunicação é quase instantânea. Nesse viés, a internet traz um novo pacto social, baseado na ideia de que o ativismo politico tornou-se uma arma a favor da democracia. Faz-se imprescindível, então, ampliar a atuação do intervencionismo virtual, ao passo que se deve tratar a difusão desse meio com as condições de direito universal.

          o ciberativismo surge na década de 1990 como uma forma de trocar opiniões e aglomerar pessoas, de diferentes partes do globo, com os mesmos ideais. Desse modo, prosperou-se como o meio contemporâneo de maior influência nas questões mundiais, visto que permite findar o privilégio do Estado por meio de mobilizações. Com isso, o sociólogo Manuel Castells concatena com a ideia de que essas manifestações tecnológicas modificam o cenário, permitindo que o indivíduo seja autônomo, isto é, as barreiras, anteriormente responsáveis pela desistência ou falta de ânsia para participar de mudanças, foram exacerbadamente diminuídas, elevando-os a um patamar que anos atrás era considerado inatingível. É notório que a rápida disseminação de informações é, atualmente, o melhor método de demonstrar insatisfação e reivindicação e, por esse, motivo, faz-se de extrema importância difundir a liberdade conquistada, para que o direito à democracia seja plenamente dominado.

          Em contrapartida, tanta tecnologia contribuiu não só para o progresso, mas também para pontos negativos. A medida que avança, essa expansão aumenta a intolerância e o desrespeito, ocasionados pela fácil propagação do ódio, graças à simplicidade e à possibilidade de anonimato.. Além disso, a internet ainda não faz parte integralmente dos princípios constitucionais, e as punições concebidas aos eventuais choques de opinião não possuem tanta severidade. na perspectiva Baumaniana, a atualidade vive em um “estado de interregno”, ou seja, de incertezas, no qual não se tem conhecimento dos limites e proporções que a internet possibilita – de pequenos manifestos a revoluções, há um mundo que consegue transformar o que é virtual em algo real.

          Logo, é essencial que os poderes públicos aumentem a receptividade do sistema político à expressão popular nas redes e nas ruas, mediante o oferecimento de plataformas digitais para acatar, virtualmente, as reivindicações e opiniões da população; assim como, deve conceber áreas comuns com conexão wi-fi gratuita, com o objetivo de garantir a todos a oportunidade do ativismo cibernético. Ademais, cabe à própria sociedade ser mais participante e coagir aos outros, por meio da disseminação em redes sociais, de campanhas sobre os problemas que foram remediados devido à internet e, ainda, pode agir, em conjunto com a mídia, com debates e propagandas sobre como o universo virtual é eficaz no combate ao individualismo do Estado, a fim de estimular a intervenção de um número maior de cidadãos.

Chamada Revisão Fim de ano Redação andré

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Nota da aluna:

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Texto do Aluno Redação em Debate (33)
   Luiz  André Medeiros  │     11 de agosto de 2016   │     21:13  │  0

         Voltamos para mais uma postagem ainda nessa quinta-feira de “futuros aprovados”. Apresentamos nesse momento a redação da aluna Mirelle Braga, aluna dedicada e que é mais uma prova de que os esforços despendidos pelos professores Luiz André Medeiros e Laura Acioli estão dando cada vez mais certo. Confira o texto dessa incrível aluna a seguir:

A perversidade da desigualdade social e o planejamento familiar  andreChamada Revisão Fim de ano Redação andré

Redação da aluna Mirelle Braga:

          A partir do governo de Juscelino Kubischek, o elevado processo de urbanização influenciou na baixa do índice de natalidade do país. No entanto, geograficamente, esse fato sé é evidenciado em regiões privilegiadas, ou seja, a população de baixa renda não é beneficiada com o planejamento familiar efetivo. Nesse sentido, há uma necessidade de demonstrar a importância da paternidade responsável e a garantia de ações preventivas.

          Diante disso, é possível ressaltar que a influência de uma cultura arcaica e autoritária impede que os recursos médicos, para evitar a concepção precoce, tenham suas eficácias. De fato, caso uma jovem busque por camisinhas ofertadas pelo Sistema Público de Saúde, por exemplo, ela será visada com maus olhos pela sociedade conservadora. Em consequência desse falta de planejamento familiar, devido a barreiras ideológicas e religiosas, cresce o número de adolescentes nas periferias com filhos que, provavelmente, não terão acesso a uma boa qualidade de vida e educação.

          Além disso, o déficit dessa política pública está na desigualdade social, pois o indivíduo rico resolve seu próprio problema em hospitais particulares. Ou seja, o planejamento voltado só para a população de baixa renda não é eficaz, já que ela sozinha, nãos possui um  poder de pressão, porém se todos tivessem que usar o sistema público, haveria melhorias, como feito no programa de vacinações.

          O acesso de métodos de contracepção modernos é, portanto, fundamental para o desenvolvimento do país, pois irá diminuir a distinção de classes ao evitar a gravidez indesejada – crianças que ficariam vulneráveis à marginalização. Tal melhoria é possível a partir da união de empresas privadas com o SUS para participar do processo de planejamento familiar, ao estabelecer metas de controle de contracepção no segmentos mais pobres. Por fim, criação de ONG’s que trabalhem com o jovens a questão da prevenção e a importância de estar preparado para ser pai ou mãe.

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Texto do Aluno Redação em Debate (32)
   Luiz  André Medeiros  │       │     16:49  │  0

          Confira hoje, nessa quinta-feira, mais uma postagem do Projeto Redação em Debate em homenagem mais uma aluna que alcançou o objetivo dos 1000 pontos da redação, segundo os critérios de correção do ENEM. Essa é a nossa queria Alana Oliveira, que já é fera Medicina CESMAC 2016.2, mas que busca mais uma aprovação na Federal ou na Estadual de Alagoas. Confira agora a redação na íntegra:

O ativismo digital é a nova maneira de fazer política andre

Chamada Revisão Fim de ano Redação andré

          Na visão contratualista, o Estado deve promover a sociabilidade, devido ao fato de o homem não a ter como algo da própria essência. Assim, o voto é posto como mecanismo de participação cidadã na atuação estatal. Um novo “pacto social”, entretanto, precisa ser praticado, tendo como aliado principal o ativismo digital, visto que votar de quatro em quatro anos não é mais uma efetiva forma de inclusão política.

          É certo que a internet é palco de manifestações preconceituosas e de discursos de ódio, porém, levando-se em consideração que é um meio democrático, a educação e o senso crítico podem ser “armas” no combate à parte negativa do meio virtual. Desse modo, tendo em vista o alto número usuários da rede mundial de computadores, a tecnologia pode ser usada como ferramenta dialógica política, baseada, obviamente, no respeito mútuo.

          A participação cidadã é, segundo o pensador Robert Putnam, essencial nesse processo de sinergia entre o Estado e sociedade, a fim de diluir os problemas sociais. Nesse sentido, o ciberespaço libera a expressão pública e atende às novas exigências de uma população mais escolarizada e crítica. Para tanto, porém, a expansão do uso da internet para todas as classes é fator básico para a atuação conjunta e para o retorno da crença nas mudanças no país.

          Logo, o Estado é importante na tarefa de criar plataformas de debates públicos que envolvam questões relacionadas a projetos de lei, por exemplo: discussões e esclarecimentos a respeito do casamento gay, mudanças nas grades escolares, entre outros. Além disso, é imprescindível que o ambiente escolar estimule a participação e o respeito à opinião alheia, por meio de atividades dinâmicas e mesas redondas, com o objetivo de decidir temas de seminários e a melhor maneira de consolidação dos trabalhos em grupo.

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Nota da aluna:

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