Texto do Aluno Redação em Debate (44)
   Luiz  André Medeiros  │     8 de outubro de 2016   │     20:09  │  0

          Com a proximidade das datas para os vestibulares particulares de medicina do nordeste, nada como prestigiar mais um incrível texto de uma de nossas alunas do Projeto Saber em Debate. A homenageada de hoje é a nossa querida aluna Carla Guimarães, que redigiu uma excelente redação, alcançando os 396 pontos dos 400 possíveis para a avaliação segundo os critérios de correção do CESMAC. Confira na íntegra o texto da nossa aluna:

A engenharia genética e o limite entre a libertação e a destruição

Texto da aluna Carla Guimarães:

          A ciência deve ter como paradigma o respeito aos princípios constitucionais que garantam a personalidade com vista à proteção da dignidade humana, à vida e à integridade física e moral do indivíduo. Entretanto, os vigorosos avanços da tecnologia, nos últimos anos, têm fomentado discussões acerca do genoma humano, cuja manipulação não deve ferir os princípios de liberdade e nem satisfazer os interesses econômicos e políticos.

          O rápido progresso do conhecimento e descobertas no campo da engenharia genética pode ser entendido à luz da “razão dominadora” frankfurtiana, a qual está a serviço dos grandes interesses capitalistas. Nesse sentido, o direito não pode ficar alheio à inovações científicas, e deve promover a flexibilização de sua atuação no sentido de harmonizar a liberdade de investigação pessoal do cientista à manutenção da dignidade humana e suas implicações éticas e sociais.

          Aliado à importância em se criar limites ético-jurídicos para o conhecimento científica na manipulação genética, está o discurso de uma formação bioética que estimula reflexões críticas sobre os possíveis riscos oferecidos pelas possibilidades de exploração desenfreada do genoma humano. Assim, a bioética torna-se portadora de uma transdisciplinaridade que ultrapassa o conhecimento técnico do cientista, devendo ser discutida e debatida junto à sociedade a fim de garantir a manutenção de seus valores éticos.

          Diante da capacidade inesgotável do homem em produzir coisas novas, as discussões sobre as possibilidades e limites de atuação na biotecnologia sugerem uma reflexão moral arraigada ao pensamento científico, ou seja, o cientista, o pesquisador e o jurista devem realizar um trabalho conjunto. Além do alinhamento do marco jurídico em relação à evolução dos tempos a às mudanças nos valores humanos e sociais, abordar a educação em bioética nas escolas é fundamental para estimular a cidadania do indivíduo e fazer com que este se reconheça enquanto ser único e portador de direitos individuais.

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Nota da aluna:

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