Temas prováveis para o ENEM 2016 (5)
   Luiz  André Medeiros  │     25 de outubro de 2016   │     13:16  │  0

          Confira, nessa terça-feira, mais uma incrível temática com grandes chances de estar presente na prova do ENEM! Faltando poucos dias para a tão aguardada prova de redação, o Projeto Saber em Debate promove a melhor revisão de Redação para o ENEM, trazendo as melhores temáticas para você que deseja melhorar seu desempenho! Confira a seguir o nosso tema de hoje:

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Tese Principal – Erradicar a pobreza, reduzir a desigualdade entre e intra países, atingir equidade de gênero, regular o crescimento desordenado das cidades, acabar com a epidemia de Aids, garantir educação básica para todas as crianças e estancar completamente o desmatamento, fazem parte da lista de compromissos sociais, econômicos e ambientais assumidos nos dezessete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – Os Estados membros da ONU adotarão a resolução que representa o consenso político possível para, nos próximos 15 anos, tratar graves problemas que afetam o mundo.

Visões Universalistas

Argumento Atual

          Considerando as dificuldades do processo de negociação do acordo, o maior desafio começa agora, que é o de inserir a agenda de desenvolvimento sustentável nas prioridades das instituições privadas e públicas para que, de fato, seja possível articular políticas nacionais, estaduais e municipais orientadas pelos ODS, ou como será também conhecida, pela Agenda 2030 – neste processo de implementação, a adequação dos orçamentos públicos dos países e a forma como trabalham com a sociedade civil serão dois aspectos fundamentais para o sucesso desta empreitada.

Construindo o Texto – Trabalhar a ideia de que a importância dessa resolução a ser aprovada pela ONU é que ela dialoga diretamente com a realidade atual do planeta, dos países e das pessoas, caracterizada por desarranjos sociais, econômicos e ecológicos, algo sem precedentes na história recente – ela propõe soluções possíveis frente à percepção de que todas as crises se acumulam e se sobrepõem, impulsionadas por uma multiplicidade dos interesses de países, grupos e pessoas poderosas para a manutenção de suas posições hegemônicas.

Argumento Econômico

          É realmente difícil mudar os paradigmas do desenvolvimento, ainda substancialmente dominado pelo econômico sobre o social e ecológico. Por isso, qualquer análise contundente sobre os ODS deve ter por premissa que, mesmo não sendo o ideal para resolver os graves problemas mundiais, representam um acordo não legalizado, o consenso possível, entre países – diversos em suas culturas, crenças, capacidades econômicas e relações de poder – no sentido de acomodar a disputa primordial entre os interesses públicos e privados.

Construindo o Texto – Estabelecer a ideia de que implementar os compromissos acordados nos próximos 15 anos vai exigir coragem de todos os países porque o modelo da economia mundial há muito vem se consolidando como uma ditadura financeira – destacar que os orçamentos públicos dedicam a maior fatia dos recursos para cobrir juros de dívidas crescentes, enquanto políticas de austeridade e redução de investimentos diretos esfriam as atividades econômicas, colocando em risco a estabilidade dos países e comprometendo a empregabilidade de gerações futuras.

Argumento Sociológico

          O filósofo francês Giles Lipovestsky assevera que a sociedade estaria passando por uma nova e complexa metamorfose, um novo estágio nas relações micro e macroestruturais, bastante diferente das conhecidas relações da sociedade da produção – para ele essa nova fase começa com o advento da internet comercial. Nesse novo estágio, estaríamos vivenciando mudanças no campo da política, da cultura, da economia, da ética, do trabalho, do consumo etc. A modernidade, mãe dos acontecimentos que sacudiram as sociedades industriais até os anos 1980, chegou ao seu fim. A pós-modernidade, para Gilles Lipovetsky, é a sociedade hipermoderna, assentada no hiperconsumo e em novas formas de sociabilidade.

A hipermodernidade aponta para uma sociedade excludente e, ao mesmo tempo, para uma falsa e perversa “inclusão”. Para explicar o paradoxo, nada como o consumo tratado por ele como hiperconsumo, justamente porque se trata de uma nova forma de consumir, cujas consequências estariam mais que visíveis na individualização, no luxo desmesurado, na carência, no conforto, nos riscos não calculáveis, no conformismo, no fim das mobilizações, no vazio existencial e nas relações dominadas pelo mercado e pelo hedonismo exacerbado. A característica manifesta nos comportamentos é resultado de um conjunto de ações racionais e irracionais voltadas para o reconhecimento através do doentio e compulsivo desejo de consumir.

Luiz André Medeiros

 

Construindo o Texto – Para entender a crítica sobre o ‘modelo’, basta observar como os padrões de desejo foram se tornando hegemônicos, condicionando o significado social do indivíduo, capturando as subjetividades frente a simbologias repetidas em cada espaço social, reproduzidas em uma imensa rede de canais em que mensagens subliminares – comprar, adquirir, acumular para depois descartar e repor – é na prática o coração do crescimento econômico a-qualquer-custo para se alcançar esse tipo de prosperidade.

Teses para o Desenvolvimento

Tese 1 – Dar continuidade as pautas igualitárias.

          Observando o que passa hoje situações como: a população indígena brasileira, as cifras dos assassinatos de jovens negros, das mulheres, de gays; os dados sobre aumento da pobreza; a situação da saúde, educação e os índices de competitividade que despencam, é possível afirmar que a implementação dos ODS no Brasil, exigiria a transição de um Estado – e de uma sociedade – que desrespeitam direitos, para um Estado que, além de manter os avanços das últimas décadas, garanta as pautas da equidade de gênero, das igualdades raciais, do respeito étnico, da orientação sexual, da democracia econômica e do direito ao meio-ambiente.

Construindo o Texto – Justificar essa tese com a ideia de que alinhar-se aos ODS e a outros compromissos internacionais, exigiria ainda a coragem de optar por uma política tributária progressiva, de obrigar grandes empresas, corporações nacionais e transnacionais, a atuarem sob o marco dos direitos humanos e ambientais – isso implicaria em construir alianças verdadeiramente democráticas, inclusive envolvendo a sociedade civil brasileira na construção da melhoria dos indicadores nacionais.

Tese 2 – Mudar a lógica de financiamento da sustentabilidade.

 

          No caso do Brasil, para alocar recursos a partir de 2016 já é necessário agir agora, alinhando o Plano Plurianual, por exemplo, e começando a preparar as estruturas de acompanhamento dos ODS. Este será o principal indicador sobre o interesse sincero do governo em honrar os compromissos assumidos na ONU pois, é preciso compromisso generalizado do Estado no sentido de levar esse debate para todas as comunidades e populações afetadas pelas desigualdades.

 

Construindo o Texto – Coloque como contra-argumentação a ideia, tão importante para os defensores do utilitarismo neoliberal em voga no mundo, que, para sua implementação, a Agenda 2030 insiste que o crescimento econômico deve vir acompanhado de distribuição de renda e respeito ao meio ambiente e às populações vulneráveis – abordagem visivelmente discutida do contexto brasileiro.

Solução

          Trabalhe a ideia de que é necessário uma composição social que contemple espaços múltiplos para participação qualificada da sociedade civil, tenha representações multissetoriais dos governos federal, estaduais e municipais e que, principalmente, tenha eficiência deliberativa – destaque em seu texto que a agenda para o desenvolvimento sustentável  clama aos países adotarem políticas tributárias progressivas, buscando desonerar a população com redução de impostos regressivos sobre o trabalho e a produção.

 

Detalhamentos

 

  • O Estado precisa trabalhar com a ideia de justiça fiscal e progressividade tributária como a célula principal tanto para a mobilização de novos recursos, como para dar continuidade à redução de desigualdades sociais e econômicas, inclusive com diminuição de riquezas extremas. Isto seria o início de uma possível democracia econômica promovida pelo poder soberano do Estado em coletar e alocar recursos públicos de forma justa, eficiente e responsável.
  • Promover a reforma tributária visando a progressividade fiscal, e inclusive, como demandado pela sociedade civil, utilizar arrecadações de tributos sobre transações financeiras para fomentar políticas de desenvolvimento sustentável, desonerando alimentos e o trabalho e tributando grandes fortunas.

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