Temas prováveis para o ENEM 2016 (17)
   Luiz  André Medeiros  │     29 de outubro de 2016   │     21:10  │  0

Décimo sétimo tema liberado nessa noite de sexta-feira. Fiquem atentos à todas as temáticas liberadas nessa reta final para o ENEM, pois todas elas poderão estar presentes na prova.Confira agora o tema:

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Tese Principal – No Brasil, o planejamento familiar é privilégio exclusivo das famílias estruturadas e de boa renda – demonstrar a importância da paternidade responsável e do planejamento e o quanto isso influencia desde o pequeno núcleo familiar até na emergência de um país.

Visões Universalistas

Argumento Histórico

          A maioria da população vivia no campo, numa época de agricultura primitiva em que as crianças pegavam no cabo da enxada desde cedo. Quantos mais braços disponíveis houvesse na família ,maior a probabilidade de sobrevivência. Convivia-se com taxas de mortalidade infantil inaceitáveis para os padrões atuais. Ter perdido dois ou três filhos era rotina na vida das mulheres com mais de trinta anos. Além da cirurgia e dos preservativos de barreira, não existiam recursos médicos para evitar a concepção. Na década de 1960, quando as pílulas anticoncepcionais surgiram no mercado e a migração do campo para a cidade tomou vulto, uma esdrúxula associação de forças se opôs terminante ao planejamento familiar no país: os militares, os comunistas e a igreja católica.

Entendimento do Saber em Debate –  Os militares no poder eram contrários, por julgarem defender a soberania nacional: num país de dimensões continentais, quanto mais crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados os espaços disponíveis no Centro-Oeste e na Floresta Amazônica. Os comunistas e a esquerda simpatizante, por defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria caminho para a instalação da ditadura do proletariado. A igreja, por considerar antinatural – portanto, contra a vontade de Deus – o emprego de métodos contraceptivos. O resultado dessas ideologias não poderia ter sido mais desastroso: em 1970, éramos 90 milhões; hoje, temos o dobro da população, parte expressiva da qual aglomerada em favelas e na periferia das cidades.

 Argumento Jurídico

          A assistência à concepção e contracepção está prevista no art. 3º, parágrafo único, inciso I, da Lei nº 9.263/96, devendo ser prestada pelo Sistema Único de Saúde. Em seu art. 4º. o planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundação.

Entendimento do Saber em Debate – Mostrar que, para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção. Importante frisar que o dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – demonstrar a importância da paternidade responsável e do planejamento.

          Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas novas aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.

Construindo o Texto – Faça uma alusão ao fator social – exemplifique que basta passar na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para darmos conta do número de adolescentes com bebês na fila. Cada criança, concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las, empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, ,e mais tarde, na construção de cadeias para trancar os marginalizados, fruto da desigualdade social.

2ª Tese – orientar por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações

          Ao tomarmos como exemplo os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontradas nos cinco bairros com melhor qualidade de vida. O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego na área mais pobre atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade em 2014. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área mais pobre é 19 vezes maior do que em um bairro de classe média.

Construindo o Texto – Trabalhe com a tese de que o pensamento religioso e as autoridades públicas que se negam a reconhecer o problema diante dele fingem não perceber é que; ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, compromete-se o futuro do País, porque se aprofunda perversamente a desigualdade social criando um processo que contém fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.

Solução

          Trabalhe com a concepção de que a uma boa política de planejamento familiar prevê a oferta na rede pública de anticoncepcionais, e a redução de seu preço nas farmácias populares, de serviços para esterilização voluntária e os voltados à reprodução assistida para casais com dificuldades de ter filhos, por isso o nome de programa de planejamento familiar, o direito de ter filho quando, como, onde e com quem quiser.

Detalhamentos

  • Trabalhe com a concepção de que a responsabilidade não pode ser só da mulher, tem que ser do homem também. Na prática, ele está focado na responsabilização da mulher, o espaço do cuidado e da família ainda é visto como de responsabilidade exclusiva da mulher – traga com mobilizador a ideia de que o Estado pode promover campanhas para modificar essa cultura de continuidade da relação de gênero mediante palestras e programações televisivas;
  • Estabelecer uma política de educação que ainda não forma o profissional para o serviço público e para o diálogo, ela forma apenas para a abordagem intima do consultório, onde decide o melhor para o paciente, nesse caso para o casal – proporcionar mudanças nas estruturas curriculares nos cursos de saúde.

Redação do Aluno TÚLIO GUSTAVO

          Desde o período da ditadura militar, a questão da fecundidade é discutida de forma polemica, uma vez que os militares achavam que quanto mais crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados os cargos na sociedade. Entretanto, esse processo aconteceu de forma desordenada, pois as maiores taxas de nascimento estão na parcela mais pobre da população, de modo a acarretar desigualdades sociais.

          Nas periferias das grandes cidades, a falta de informação a respeito dos métodos contraceptivos faz com que a maioria das garotas fiquem grávidas na adolescência. Dessa forma, as taxas de desemprego e de marginalidade aumentam consideravelmente, devido ao fato de que grande parte dessas crianças crescerão em condições precárias. Assim, é preciso que o Estado instale postos de saúde mais eficientes nessas áreas, com o objetivo de melhorar o atendimento e informar acerca de preservativos, de maneira a controlar a fecundidade.

          Segundo a Constituição Federal, entretanto, o dever do Estado não exclui o das outras parcelas da sociedade, de modo a deixar clara a autorização da participação de empresas privadas no tocante ao desenvolvimento familiar. Sendo assim é necessário que o setor público e privado ajam em conjunto, de maneira a garantirem à população carente o acesso igualitário às condições de saúde.

          Não obstante, é imperioso que as escolas públicas, a partir de uma certa idade, passem a orientar seus alunos, por meio de palestras, acerca do planejamento familiar e do uso de preservativos com o intuito de diminuir os índices de natalidade nas parcelas mais pobres. Como também, é imprescindível que as emissoras televisivas orientem os seus telespectadores, através de comerciais, dos riscos existentes em não usar preservativos, com a intenção de aumentar a informação e diminuir a pobreza.

 

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA:  A perversidade da desigualdade social e o planejamento familiar

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: concordância e ortografia.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora excelente proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto, com todas as etapas de detalhamento bem visíveis.

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