Monthly Archives: outubro 2016

Temas prováveis para o ENEM 2016 (18)
   Luiz  André Medeiros  │     30 de outubro de 2016   │     11:19  │  0

Décima oitava temática liberada no blog Saber em Debate. Nesse domingo de eleições, não perca a oportunidade de revisar aqui o melhor conteúdo para a redação do ENEM!

x-default

1111

Tese Principal – O atual e ineficaz sistema de segurança pública brasileiro desperta a impotência e a injustiça ante a violência cotidiana que cresce desordenadamente. Diante desse quadro, grupos de civis se reúnem com o objetivo de, por eles mesmos, julgar e penalizar suspeitos de cometer crimes.

 

Visões Universalistas

Argumento Atual

          O Brasil é líder mundial em homicídios: são 29 a cada 100 mil habitantes, quase o quíntuplo do índice mundial, que é de 6,2, apontam dados levantados pelo Ministério da Justiça. Ainda, dados revelam que 80% dos inquéritos de homicídios são arquivados, e apenas 8% são elucidados.

Entendimento do Saber em Debate – Buscando suprir a omissão do Estado e a falha da justiça, os “justiceiros” aplicam ao suspeito de cometer crimes “penas” que vão desde humilhações públicas, espancamentos e, em muitos casos, até a execução. Apelar para a justiça pelas próprias mãos, além de nos igualar ao marginal como praticantes de crime, começa como uma prática contra o criminoso e termina como forma de solução de desafeições pessoais.

 

Argumento Histórico

          O nazismo foi apoiado pela quase totalidade dos alemães com nível universitário e mesmo por alguns dos maiores intelectuais do século XX. O nazismo, aliás, talvez seja o melhor exemplo em nossa história recente da insanidade que pode tomar conta do racionalismo. Ela não é privilégio dos fundamentalismos religiosos.

Entendimento do Saber em Debate – Considerar que esta prática, ora epidêmica de linchar suspeitos de práticas criminosas, é algo inaceitável, bárbaro e de uma violência insana totalmente contrária a um pacto civilizatório mínimo à essência da vida em sociedade.

Argumento Jurídico

          É preciso destacar que o Brasil forma um Estado Democrático de Direito e, assim sendo, atribui ao judiciário o monopólio da jurisdição, ou seja, apenas a ele cabe julgar, garantindo o devido processo legal, a ampla-defesa e o contraditório, e aplicar as penas, que não podem ser degradantes nem humilhantes e devem respeitar os direitos humanos.

Entendimento do Saber em Debate – Não há crime cometido pela vítima de um linchamento que possa ser pior que o dos agentes deste mesmo linchamento. Pois o linchamento não é apenas um crime cometido contra a vítima, mas contra a própria civilização enquanto tal, e contra o humano no que tem de peculiar em sua existência natural.

 

Argumento Sociológico

          De acordo com o sociólogo alemão Max Weber, uma das principais fontes de legitimidade do Estado reside em sua autoridade racional-legal, isto é, a crença de que o governo foi escolhido e empossado de uma forma legítima e aceita pelo conjunto dos cidadãos e de que ele se comportará de forma racional.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhar a ideia de que, como consequência desse fenômeno, o Estado moderno detém o monopólio da violência legítima, por meio das forças policiais e militares subordinadas à burocracia estatal. Portanto, nos Estados modernos, cabe somente aos governos e as suas forças de polícia, o uso da violência e o direto de realizar prisões, de forma a preservar a ordem ou contrato social.

Teses Para o Desenvolvimento

1ª Tese – Melhorar a eficácia do Estado.

          A omissão e a ineficácia do Estado em garantir um sistema de segurança pública capaz de assegurar a paz social aos cidadãos tem feito com que alguns grupos se reúnam para, por eles mesmos, julgar e penalizar os considerados suspeitos de cometer crime. Num país líder em homicídios, os “justiceiros”, muitas vezes aprovados pela sociedade, buscam suprir a omissão do Estado e a falha da justiça. Num Estado Democrático de Direito, contudo, onde o monopólio para julgar e aplicar pena é do judiciário, o “justiceiro” é também um criminoso.

Construindo o Texto – Os linchamentos de suspeitos têm se transformado em epidemia, com a complacência muda de nossas elites e dos meios de comunicação. Reforce a ideia no texto de que, o que mais perturba é que amplos setores de nossa sociedade apoiam de forma aberta este tipo de postura criminosa, de vingar o crime pelas próprias mãos, não com uma perspectiva real de combate à violência – Cite alguns casos se souber.

2ª Tese – Garantir o devido processo legal.

          Não há crime cometido pela vítima de um linchamento que possa ser pior que o dos agentes deste mesmo linchamento. Pois o linchamento não é apenas um crime cometido contra a vítima, mas contra a própria civilização enquanto tal, e contra o humano no que tem de peculiar em sua existência natural.

Construindo o Texto – Mostre que o devido processo legal, uma conquista humana irredutível e inegociável na sociedade civilizada contemporânea, pode não ser o método mais eficaz para nos oferecer segurança face à violência crescente da vida social, mas é o melhor método que a humanidade encontrou até hoje para aplicação de penas e sanções – não há muita surpresa que, entre esses setores sociais a apoiar a barbárie, figurem grupos escolarizados.

SOLUÇÃO

          A história demonstra que sair dos scripts legais para adotar formas pessoais de justiça sempre termina em injustiças graves e em uma vida mais violenta e bárbara. Os poderes públicos e nossos meios de comunicação devem mais que estar atentos à epidemia de linchamentos. Devem adotar medidas de desestímulo às suas práticas. A lei como forma é uma conquista humana. Não é um modo de proteger malfeitores, nem uma mera conquista de uma classe social em favor de seus interesses. Em uma sociedade em que há Estado, a inexistência da lei ou sua inutilização significam tirania e barbárie, e delas somos todos vitimas.

Detalhamentos

  • Fiscalizar e cobrar a segurança pública, a investigação policial e a justiça célere, para que o julgamento e a eventual penalização do suspeito de cometer crime ocorram dentro dos limites estabelecidos pela lei;
  • Investir em educação de qualidade para crianças e adolescentes e espaços de recreação e ocupação para fins de diminuição de criminalidade e violência;
  • Promover ações de conscientização dos papéis da polícia, do judiciário e do cidadão enquanto membros de uma coletividade que pode, conjuntamente e respeitando os limites de atuação estabelecidos na lei, realizar a justiça.

Redação do Aluno ARTHUR PEREIRA MIRANDA

          O Estado, desde a análise contratualista, surge para garantir os direitos e o bem-estar da população. Tal instituição, contudo, não cumpre sua função de defender a sociedade, o que abre margem para a população realizar “justiça com as próprias mãos”, diante de tamanha violência. Dessa forma, a ineficácia dos órgãos reguladores e a profunda desigualdade deflagram esse trágico.

          O monopólio do uso legítimo da violência, sob o respaldo do sociólogo Max Weber, é exclusivo do Estado, que o utiliza para o controle social. Lamentavelmente, essa estrutura reguladora está corrompida, seja pela negligência dos representantes políticos ou pela ineficácia policial, o que promove a impunidade. A sociedade, consequentemente, a mercê de criminosos, vê como alternativa o uso da violência para dete-los, o que, também, a torna  criminosa.

          Além disso, a desigualdade social emerge para seccionar ainda mais o convívio harmônico entre as mais diversas camadas sociais. São cerceados, nesse contexto, inúmeros benefícios, como educação e saúde, à população mais pobre, que não tem o amparo estatal. Assim, a marginalização é eminente e tem como fruto a prática de atos ilícitos por pessoa sem instrução e sem oportunidades, aumentando o abismo social brasileiro.

          Há, portanto, a necessidade, pelo Estado, de aumento do contingente populacional, por meio de concursos públicos, bem como sua distribuição equitativa, de modo a promover maior eficácia na interceptação de crimes e evitar o surgimento de “justiceiros”. É fundamental, ainda pelo Estado, o investimento em áreas deficitárias, como a construção de escolas para expandir a educação a população de baixa renda, a fim de criar oportunidades para todos e, através do fim da desigualdade, uni-los para evitar conflitos.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

 

TEMA:  A justiça com as próprias mãos é um drama social no Brasil

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra bom domínioda modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: colocação pronominal e acentuação.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 A atribuição da nota 5 deve-se ao fato de que o candidato apresenta proposta muito bem elaborada e detalhada em relação à argumentação desenvolvida. Os agentes mobilizadores são evidenciados, bem como cada proposta é seguida de uma riqueza de detalhamento.

>Link  

Temas prováveis para o ENEM 2016 (17)
   Luiz  André Medeiros  │     29 de outubro de 2016   │     21:10  │  0

Décimo sétimo tema liberado nessa noite de sexta-feira. Fiquem atentos à todas as temáticas liberadas nessa reta final para o ENEM, pois todas elas poderão estar presentes na prova.Confira agora o tema:

x-default

1111

Tese Principal – No Brasil, o planejamento familiar é privilégio exclusivo das famílias estruturadas e de boa renda – demonstrar a importância da paternidade responsável e do planejamento e o quanto isso influencia desde o pequeno núcleo familiar até na emergência de um país.

Visões Universalistas

Argumento Histórico

          A maioria da população vivia no campo, numa época de agricultura primitiva em que as crianças pegavam no cabo da enxada desde cedo. Quantos mais braços disponíveis houvesse na família ,maior a probabilidade de sobrevivência. Convivia-se com taxas de mortalidade infantil inaceitáveis para os padrões atuais. Ter perdido dois ou três filhos era rotina na vida das mulheres com mais de trinta anos. Além da cirurgia e dos preservativos de barreira, não existiam recursos médicos para evitar a concepção. Na década de 1960, quando as pílulas anticoncepcionais surgiram no mercado e a migração do campo para a cidade tomou vulto, uma esdrúxula associação de forças se opôs terminante ao planejamento familiar no país: os militares, os comunistas e a igreja católica.

Entendimento do Saber em Debate –  Os militares no poder eram contrários, por julgarem defender a soberania nacional: num país de dimensões continentais, quanto mais crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados os espaços disponíveis no Centro-Oeste e na Floresta Amazônica. Os comunistas e a esquerda simpatizante, por defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria caminho para a instalação da ditadura do proletariado. A igreja, por considerar antinatural – portanto, contra a vontade de Deus – o emprego de métodos contraceptivos. O resultado dessas ideologias não poderia ter sido mais desastroso: em 1970, éramos 90 milhões; hoje, temos o dobro da população, parte expressiva da qual aglomerada em favelas e na periferia das cidades.

 Argumento Jurídico

          A assistência à concepção e contracepção está prevista no art. 3º, parágrafo único, inciso I, da Lei nº 9.263/96, devendo ser prestada pelo Sistema Único de Saúde. Em seu art. 4º. o planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundação.

Entendimento do Saber em Debate – Mostrar que, para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção. Importante frisar que o dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – demonstrar a importância da paternidade responsável e do planejamento.

          Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas novas aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.

Construindo o Texto – Faça uma alusão ao fator social – exemplifique que basta passar na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para darmos conta do número de adolescentes com bebês na fila. Cada criança, concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las, empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, ,e mais tarde, na construção de cadeias para trancar os marginalizados, fruto da desigualdade social.

2ª Tese – orientar por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações

          Ao tomarmos como exemplo os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontradas nos cinco bairros com melhor qualidade de vida. O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego na área mais pobre atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade em 2014. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área mais pobre é 19 vezes maior do que em um bairro de classe média.

Construindo o Texto – Trabalhe com a tese de que o pensamento religioso e as autoridades públicas que se negam a reconhecer o problema diante dele fingem não perceber é que; ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, compromete-se o futuro do País, porque se aprofunda perversamente a desigualdade social criando um processo que contém fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.

Solução

          Trabalhe com a concepção de que a uma boa política de planejamento familiar prevê a oferta na rede pública de anticoncepcionais, e a redução de seu preço nas farmácias populares, de serviços para esterilização voluntária e os voltados à reprodução assistida para casais com dificuldades de ter filhos, por isso o nome de programa de planejamento familiar, o direito de ter filho quando, como, onde e com quem quiser.

Detalhamentos

  • Trabalhe com a concepção de que a responsabilidade não pode ser só da mulher, tem que ser do homem também. Na prática, ele está focado na responsabilização da mulher, o espaço do cuidado e da família ainda é visto como de responsabilidade exclusiva da mulher – traga com mobilizador a ideia de que o Estado pode promover campanhas para modificar essa cultura de continuidade da relação de gênero mediante palestras e programações televisivas;
  • Estabelecer uma política de educação que ainda não forma o profissional para o serviço público e para o diálogo, ela forma apenas para a abordagem intima do consultório, onde decide o melhor para o paciente, nesse caso para o casal – proporcionar mudanças nas estruturas curriculares nos cursos de saúde.

Redação do Aluno TÚLIO GUSTAVO

          Desde o período da ditadura militar, a questão da fecundidade é discutida de forma polemica, uma vez que os militares achavam que quanto mais crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados os cargos na sociedade. Entretanto, esse processo aconteceu de forma desordenada, pois as maiores taxas de nascimento estão na parcela mais pobre da população, de modo a acarretar desigualdades sociais.

          Nas periferias das grandes cidades, a falta de informação a respeito dos métodos contraceptivos faz com que a maioria das garotas fiquem grávidas na adolescência. Dessa forma, as taxas de desemprego e de marginalidade aumentam consideravelmente, devido ao fato de que grande parte dessas crianças crescerão em condições precárias. Assim, é preciso que o Estado instale postos de saúde mais eficientes nessas áreas, com o objetivo de melhorar o atendimento e informar acerca de preservativos, de maneira a controlar a fecundidade.

          Segundo a Constituição Federal, entretanto, o dever do Estado não exclui o das outras parcelas da sociedade, de modo a deixar clara a autorização da participação de empresas privadas no tocante ao desenvolvimento familiar. Sendo assim é necessário que o setor público e privado ajam em conjunto, de maneira a garantirem à população carente o acesso igualitário às condições de saúde.

          Não obstante, é imperioso que as escolas públicas, a partir de uma certa idade, passem a orientar seus alunos, por meio de palestras, acerca do planejamento familiar e do uso de preservativos com o intuito de diminuir os índices de natalidade nas parcelas mais pobres. Como também, é imprescindível que as emissoras televisivas orientem os seus telespectadores, através de comerciais, dos riscos existentes em não usar preservativos, com a intenção de aumentar a informação e diminuir a pobreza.

 

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA:  A perversidade da desigualdade social e o planejamento familiar

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: concordância e ortografia.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora excelente proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto, com todas as etapas de detalhamento bem visíveis.

>Link  

Temas prováveis para o ENEM 2016 (16)
   Luiz  André Medeiros  │       │     15:24  │  0

Tema de número 16 liberado nessa tarde de sábado. Confira agora mais uma temática com grandes chances de estar presente na prova de redação do ENEM:

x-default

1111

Tese Principal – Diante das referências históricas, verificamos que as sociedades, em maior ou menor grau, tendiam à exclusão social das pessoas com deficiência, caracterizando violação aos direitos humanos. A edificação dos direitos humanos, e em especial dos conceitos de dignidade da pessoa humana, igualdade e não discriminação, levaram à implementacão de ações afirmativas visando à inclusão dessas pessoas.

Visões Universalistas

Argumento Filosófico

         Aristóteles, na sua concepção de Estado, exigia que, em nome da justiça, todos fossem tratados com igualdade e que os indivíduos não se lesassem mutuamente em seus direitos. Para Aristóteles, a igualdade consiste em tratar-se de modo desigual os desiguais – esse princípio estabelece que os iguais devem ser tratados de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida em que se desigualam.

Entendimento do Saber em Debate – Em decorrência de fatores históricos e culturais, por preconceito ou por hipossuficiência econômica ou física, uma minoria de pessoas não podia ter as mesmas oportunidades que outros em melhores condições. Assim, com o propósito de reduzir as desigualdades das classes desfavorecidas e marginalizadas, estabelecem-se medidas compensatórias para combater e garantir a efetivação da igualdade em concreto.

         Rousseau teceu considerações acerca da igualdade, tanto no seu “Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, de 1754, como também no “Contrato Social”, de 1762. Rousseau aponta a existência de uma desigualdade natural ou física decorrente da idade, sexo, constituição do corpo, alma etc. e, outra denominada de desigualdade moral ou política proveniente de certos privilégios de que alguns gozam sobre outros.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhar a concepção de que, ao Estado, competia eliminar os extremos de pobreza e riqueza, de modo que os homens se tornassem iguais. Para Rousseau, por natureza, existiam desigualdades, mas, pela convenção do contrato social, todos se tornavam perfeitamente iguais.

Argumento Jurídico

         Na óptica do trabalho, a sociedade inclusiva passa a tratar as pessoas com deficiência como cidadãos hábeis. Suas qualidades como profissionais são valorizadas, respeitadas as limitações de sua deficiência. As pessoas com deficiência, que foram favorecidas por politicas de assistência social apenas em função de sua deficiência, passam a ter oportunidades reais de trabalho e independência, fora do âmbito da tutela das organizações assistenciais.

Entendimento do Saber em Debate – Temos que estender as normas jurídicas que buscam a inclusão das pessoas com deficiência e associá-las às normas que têm por finalidade dar fundamento à ordem social prevista em nossa constituição que tem como primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais.

 

Argumento Sociológico

         A sociedade inclusiva deveria proporcionar condições de acolhimento de todos, vindo na direção das demandas inerentes a diversidades. A remoção de barreiras arquitetônicas, adequação do transporte público, as políticas de ação afirmativa estimulando contratações para o trabalho, as escolas inclusivas, revelam um impulso social no sentido de acolhimento, como se a sociedade abraçasse a todos, agindo em favor de atrair eficazmente todos os grupos sociais, que abandonam, então, os guetos institucionais, e passam a conviver em todos os espaços públicos.

Entendimento do Saber em Debate – Compreender a tese de que a construção de uma sociedade inclusiva é um grande avanço em comparação à ideia de uma sociedade que observa tão somente a igualdade de condição.

Teses Para o Desenvolvimento

Tese 1 – Proporcionar uma conscientização social.

         A igualdade jurídica não pode, contudo, eliminar algumas desigualdades,  por exemplo, a econômica. Daí o conceito jurídico, significando que iguais oportunidades a todos deverão ser propiciadas pelo Estado, bem como o conceito realista, que reconhece que os homens são desiguais sob múltiplos aspectos, mas pugna pela igualdade proporcional, com tratamentos iguais aos substancialmente iguais e desiguais aos desiguais, para que as diferenças sejam supridas e se alcance a igualdade substancial.

Construindo texto – Argumente com base na ideia de que o Estado precisa ser mais efetivo pra evitar a adoção de critérios desiguais em relação a sujeitos que possuem os mesmos direitos – ela pode decorrer de preconceito ou concepções estereotipadas. Defenda a ideia de que tais medidas são possíveis por intermédio da discriminação positiva, que estabelece um tratamento diferenciado às classes desfavorecidas, com a finalidade precípua de colocá-las em um mesmo patamar de igualdade, equiparando-as com as demais.

Tese 2 – Propiciar condições de igualdade.

         Estas noções geram uma série de problemas. O primeiro é o impacto do preconceito na formação da personalidade de pessoas com deficiência. A vergonha da família acaba gerando um processo dialético, no qual a ideia de incapacidade (ou maldição) é internalizada pela pessoa. Tendo ouvido durante toda sua vida que são incapazes e um fardo aos familiares próximos, indivíduos com deficiência internalizam esse sentimento de inferioridade e, consequentemente, estão mais suscetíveis a problemas de baixa autoestima.

Construindo o Texto – Defenda a tese de que a discriminação positiva é aquela exteriorizada em políticas sociais do Estado, e, portanto, de ações públicas ou privadas destinadas a eliminar situações de desigualdade em determinados grupos socialmente fragilizados – o Estado assume uma postura ativa para a inclusão de minorias – Estruture seu texto com a ideia de o conceito de minoria não é um conceito numérico, mas sim a possibilidade de acesso às oportunidades sociais – cite exemplos de discriminação positiva nos últimos anos no Brasil.

Solução

         A inclusão social das pessoas com deficiência, paradigma do século XXI, é matéria que não pode ficar alheia aos governos e à sociedade sob a justificativa de falta de verbas públicas ou de não ser o particular responsável pela política social adotada pela nossa constituição – Apresente uma proposta de solução que traga a noção de que a inclusão social, por mais que seja objeto de pauta para a reivindicação da política pública, não é tema que diga respeito somente à pessoa com deficiência, a sua família e ao Estado, mas a toda a sociedade, pois pressupõe a cooperação, a solidariedade, o respeito, e a valorização das diferenças, e, acima de tudo, o reconhecimento de que todo cidadão tem direito à dignidade – sempre valorize o conjunto da sociedade.

Detalhamentos

  • O Estado deve dedicar recursos econômicos a necessários para assegurar os direitos fundamentais previstos no ordenamento jurídico e para que a pessoa com deficiência tenha condição de participar no mercado de trabalho competitivo;
  • A questão da inclusão da pessoa no mercado de trabalho deve ser resolvida não apenas com o cumprimento da cota, mas sob o enfoque da dignidade da pessoa humana. A sociedade deve dar à pessoa com deficiência, segundo suas condições pessoais, as mesmas oportunidades dadas as que não as têm.

Redação do Aluno ADRO ADONAI

         Sob a óptica dos filósofos iluministas, o Estado foi criado para garantir os direitos do cidadão. Entretanto, há uma desigualdade de direitos ao se tratar de pessoas com deficiências, pelo fato de não possuírem acessibilidade devida tanto em espaço público, quanto em determinados locais privados. Dessa forma, faz-se necessária uma reestruturação do espaço urbano, além de uma conscientização da população.

         Na Grécia antiga, as crianças que nascessem com deficiência logo seriam jogadas de um penhasco, permanecendo apenas as saudáveis. No Brasil, por outro lado, não há tal atrocidade cometida aos portadores de deficiência; mas, a atual situação em que o espaço urbano se encontra prejudica a mobilidade e a acessibilidade desses indivíduos em determinados ambientes. O que, dessa forma, demonstra a fragilidade quanto à aplicação de direitos iguais para todos.

         Por outro lado, o espaço não é o único fator de influência nas desigualdades, mas também a população em si favorece que tal disparidade permaneça. Indivíduos que não possuam deficiência, muitas vezes, utilizam-se de locais preferenciais, como vagas em estacionamentos, ou assentos em ônibus destinados a cadeirantes. Essas atitudes desrespeitam não só a pessoa com deficiência, mas também a sociedade por mostrar um caráter individual.

         O Estado, portanto, deve prover uma reforma dessa ambientação do espaço público, com o intuito de efetivar o direito de ir e vir dessas pessoas portadoras de deficiências, por meio de reformas em calçadas e de transportes públicos, para os acomodarem melhor. Além disso, a sociedade deve participar dessa igualdade de direitos, com a ajuda da escola ao ensinar a respeitar os portadores, por meio de palestras, em que os palestrantes sejam deficientes que relatem experiências de vida.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA: A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE INCLUSIVA: A CONVIVÊNCIA COM AS PESSOAS DEFICIENTES

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 160 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais:, vírgula, acentuação, colocação pronominal, crase e acentuação gráfica.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, com a seleção de teses pertinente à proposta solicitada, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical. Bem como do papel de alguns sinais de pontuação usados para isolar ou realçar determinados coesivos.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora muito bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. As etapas de detalhamento, essenciais para a nota máxima, foram bastante enfatizadas no decorrer das propostas.

>Link  

Temas prováveis para o ENEM 2016 (15)
   Luiz  André Medeiros  │       │     9:36  │  0

Nova temática liberada no blog Saber em Debate. Confira, nessa manhã de sábado, há exatamente 1 semana da prova do ENEM, mais uma temática com grandes chances de estar presente na prova. Confira a seguir:

x-default

1111

Tese Principal – Em matéria de criminalidade, ou melhor, do seu combate, uma questão instigante é saber até que ponto a lei penal é suficiente para inibir as condutas ilícitas. Nos dias de hoje, assiste-se a uma fúria legiferante de caráter penal. O legislador parece querer transferir para o Direito responsabilidades não cumpridas pela própria sociedade. Pergunta-se: será que o homem não pode refrear seus impulsos lesivos, independentemente de uma ameaça sancionatória?

Visões Universalistas

Argumento Filosófico

          O objetivo primordial do Direito é a eliminação dos conflitos oriundos da mobilidade social, os quais produzem a evolução do ordenamento jurídico que busca exatamente empregar a punição prevista com a finalidade de reprimir a maior diversidade das condutas consideradas antissociais – entender que as normas universais criadas pela Ética não são de caráter obrigatório, como são as regras de Direito. Porém, ambos, Ética e Direito, encontram-se relacionados com um objetivo comum que é o de orientar a conduta humana com base em regras previamente estabelecidas por técnicas circunstanciais e permissivas da boa convivência social, por decorrer do agir humano.

Entendimento do Saber em Debate – O pensamento do filósofo Sócrates, o pai da Ética, apresenta a reflexão de que a mais profunda garantia da sua ética é justamente este potencial auto-reconstrutivo da verdade quando vista sem os véus das aparências e vaidades, um conhecimento capaz de, por si só, tornar o homem mais sábio e melhor – nesse sentido, trabalhe com a concepção socrática de que os valores são empregados aos olhos do social como ações vestidas de bom caráter, justiça e eticidade, as quais devem ponderar a qualquer atitude humana, seja no âmbito familiar, nas relações sociais.

 

Argumento Jurídico

          São verificáveis, hoje, vários princípios com a finalidade de impor limites ao poder punitivo estatal. O princípio da legalidade teve sua origem na Magna Carta inglesa de 1212. Entretanto, fora com a Revolução Francesa que se houve uma maior tutela, pois precisavam efetivar a limitação do poder punitivo estatal, rompendo com sua arbitrariedade e excesso. De acordo com tal princípio, nenhuma ação pode ser considerada crime acarretando sanção, sem que antes não haja norma que declare a ilicitude do ato e a pena correspondente prevista para a conduta definindo-a, assim, como crime – princípio da reserva legal e o princípio da anterioridade.

Entendimento do Saber em Debate – Então, tudo o que não é expressamente definido com precisão como ilícito, não é considerado crime no Direito Penal. O princípio sempre esteve presente nos Códigos brasileiros, hoje, está previsto no art. 1° do Código Penal, bem como no inciso XXXIX do art. 5° da CF, determinando que “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”.

 

Argumento Sociológico

          Em seu livro “O Que Faz o Brasil, Brasil?”, o antropólogo Roberto Damatta aponta o espanto com que os brasileiros reagem àqueles cidadãos (de outros países) que respeitam e dão valor às leis. Para ele, as instituições brasileiras foram desenhadas para coagir e desarticular o indivíduo. Quase que como uma marca, o “jeitinho brasileiro” faz parte da identidade nacional – o senso comum diz que o brasileiro é acostumado a ter uma saída e um modo fácil de resolver qualquer coisa em benefício próprio, mesmo que, para isso, seja necessário algum pequeno ato de corrupção. Trabalhe a concepção de que quando alguém percebe que as leis não são cumpridas em determinadas camadas sociais, surge um sentimento de que ele, também, pode realizar tais atos. Nesse caso, os pequenos atos de corrupção são atenuados e disfarçados de esperteza e flexibilidade diante de normas sociais, gerando um tom de comicidade que, por vezes, pode incentivar a glamourização de obter vantagem em cima do outro.

Entendimento do Saber em Debate – Não há, no Brasil, algo inato que lhe dê o desejo de burlar as leis. Existe, na verdade, uma construção histórica e conjuntural, aliados ao sentimento de impunidade que reflete nos pequenos atos do cidadão – o brasileiro tem o desafio de afastar de si o estigma. Questões culturais, éticas, morais e outras relacionadas às carências sociais, à desestruturação do núcleo familiar, à ganância e ao individualismo formam as bases, de uma estrutura ilícita que avança e atinge quase todos os setores da vida nacional, apresentando-se com matizes e características diversas, mas eficiente e capaz de lesar valores fundamentais.

 

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Restaurar o sentimento de solidariedade e respeito.

          O caminho da delinquência é trilhado, muitas vezes, a partir dos pequenos e aparentemente insignificantes desvios de condutas. O levar vantagem, a esperteza e o jeitinho como componentes culturais da nossa gente conduzem aos comportamentos desviantes que infringem normas, desrespeitam direitos alheios e quebram a harmonia e a ordem.

Construindo o Texto – Tal postura atingiu as relações interpessoais e familiares. Os laços afetivos se afrouxam, dando lugar ao comodismo e ao egoísmo – defender o ponto de vista de que o individualismo exacerbado reduziu o sentimento de solidariedade e o respeito pelo próximo.

2ª Tese – Valorizar a moral como fator de prestígio.

          Os mecanismos penais não podem ser apresentados como panaceias para o mal do crime. Os defensores das soluções penais utilizam o discurso repressivo como verdadeira cortina de fumaça para encobrir as causas reais dos abusos cometidos contra bens, valores e interesses relevantes para a sociedade – entender que é preciso notar-se que as razões do ilícito não se situam no campo legislativo. As leis penais ou a sua carência são o efeito da sua prática, e não a sua causa.

Construindo o Texto – Ao lado de nossas características e peculiaridades, um fator decisivo a partir de algumas décadas passou a impulsionar a curva ascendente do crime. Trata-se da cobiça. A valorização do ter, como fator de prestígio e de respeito social de um lado e o modelo que superestima o econômico em detrimento do desenvolvimento humano do outro, tornam vulneráveis e frágeis as barreiras entre o justo e o injusto, o lícito e o ilícito – trabalhar a ideia de que a tênue linha divisória entre a ética e a sua negação passou a ser transposta com grande agilidade em nome da felicidade momentânea e do prazer de fácil alcance.

Solução

          A eficiente proteção dos nossos direitos e interesses mais caros só ocorrerá quando o homem individualmente e a sociedade como um todo direcionarem o foco de seu empenho e de sua atenção para os valores que dignificam o homem e contribuem para o seu desenvolvimento ético. Assim, o crime estará sendo combatido com ou sem leis mais rigorosas.

Detalhamentos

  • Proporcionar um debate social amplo na sociedade sobre as concepções morais mediante a participação da sociedade civil e do Estado, tornando mais draconianas as regras de punição;
  • Criar mecanismos de debates nas escolas, desde o ensino fundamental, com a participação dos pais – o intuito é ter a presença dos pais na escola, desde a mais tenra idade, reforçando o conteúdo moral da criança.

 

Redação da aluna MARESSA CAVALCANTI FALCÃO

          À luz do antropólogo Sergio Buarque, no lugar do respeito às leis universais, o homem “cordial” se vale da expontaneidade. A harmonia social, portanto, é fruto das ações legais, mas essencialmente das morais. Assim, denota-se a carência de restaurar o sentimento de respeito e valorizar a moral como fator de prestígio.

          A lei positivada é indispensável para a ordem, porém, é originária dos valores morais, já que surge da necessidade de fatos sociais ocorridos. Essa por vezes, não é respeitada em detrimento de tirar vantagens pessoais, o característico “jeitinho brasileiro” definido pelo antropólogo Damatla. Tal esperteza é valorizada e desejada por muitos, ao ponto de destoar da gravidade de um ato ilícito, mesmo que, diretamente ou indiretamente, prejudique outro cidadão.

          Essas regas são corriqueiramente quebradas por não haver uma construção da ética no país. Ao contrário, a conduta dos indivíduos é orientada sob o paradigma de que o prestígio social tem relação com a aquisição de bens materiais, ao invés de se substanciar em ideais coletivos e de bom caráter. Sob a reflexão do pensador Sócrates, que coaduna com esse contexto, a garantia da ética é a verdade quando vista sem os véus das aparências e das vaidades.

          Nesse viés, a família, contato primário de um indivíduo, mais especificamente os pais, ou os responsáveis, devem aproveitar as situações do cotidiano para orientar os filhos a encará-las com eticidade, tanto por meio de conversas, quanto pelo seus próprios exemplos de não praticar ilicitudes, com a finalidade de resgatar o bom convívio social. A escola, concomitantemente, necessita incluir atividades artísticas, como peças teatrais ou pintura, que possuam sempre como tema atitudes morais, a fim de torná-lo relevante aos jovens

 

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA:  A PROTEÇÃO DE DIREITOS DEPENDE DAS LEIS E DO RESGATE DOS VALORES QUE DIGNIFICAM O HOMEM.

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 160 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: vírgula, acentuação, ortografia e concordância.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Trata-se de texto com excelente articulação das ideias apresentadas, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos. Apresenta um repertório diversificado de recursos coesivos, utilizado com ótimo domínio. Faz uso de elementos de ligação entre os parágrafos.

 

COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 A atribuição da nota 5 deve-se ao fato de que o candidato apresenta proposta muito bem elaborada e detalhada em relação à argumentação desenvolvida. Os agentes mobilizadores são evidenciados, bem como cada proposta é seguida de uma riqueza de detalhamento.

>Link  

Temas prováveis para o ENEM 2016 (14)
   Luiz  André Medeiros  │     28 de outubro de 2016   │     20:14  │  0

Décima quarta temática liberada nessa noite de sexta-feira em nosso blog. São postagens diárias para você, que está nos últimos passos da preparação para o ENEM, estar sempre em dia com o melhor conteúdo! Confira a seguir o tema dessa noite:

x-default

1111

Tese Principal – Atualmente, os subsídios públicos concedidos para a mobilidade motorizada individual são muito superiores àqueles concedidos para o transporte coletivo e para a mobilidade não-motorizada. Com o crescimento da frota de automóveis, proporcionalmente aumentam a poluição atmosférica, a apropriação privada do espaço público, o tempo perdido em congestionamentos, as fatalidades de trânsito e os gastos com saúde pública, provocando a diminuição da qualidade de vida da maioria dos cidadãos – a falta de planejamento e de infraestrutura adequadas reprimem o uso da bicicleta como meio de transporte.

Visões Universalistas

Argumento Jurídico

          A Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelece como fundamento a ideia de: acessibilidade universal, desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais, equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo, segurança nos deslocamentos das pessoas.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhe com a concepção de que suas diretrizes estabelecem: a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; a integração entre os modos e serviços de transporte urbano; a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade; o incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis e menos poluentes.

 Argumento Econômico

          As transformações do ecossistema acontecem rapidamente no cenário mundial, o que colabora para os grandes impactos sofridos pela natureza, causando esgotamento de recursos renováveis na atmosfera, nas águas, nos solos e extinguindo espécies de seres vivos. Os problemas ambientais irreversíveis são basicamente potencializados pelas emissões de dióxido de carbono, que alteram a atmosfera da Terra, influenciando nas mudanças climáticas que tendem a ameaçar a sobrevivência das espécies.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhe a concepção de que o império do veículo automotor individual está baseado em um investimento vultoso em propaganda, e que toda a sociedade “civilizada” está num processo de sedentarismo crescente, é possível antecipar os entraves à lei da política de mobilidade urbana sustentável, pois não se está falando de ideologia, mas em modificar hábitos de vida.

Argumento Sociológico

          Políticas públicas sociais são necessários para integrar a estética da cidade aos lugares de lazer e bem-estar da população. O lazer e a qualidade de vida foram incluídos entre os direitos fundamentais humanos pelas Nações Unidas em 1948. Com as transformações do perímetro urbano, os valores da sociedade também acabam por transformar suas relações de comportamento em relação à saúde e à vivência urbana.

Entendimento do Saber em Debate – Além das relações dos cuidados com o corpo em questão da saúde, existem outras questões, como a sobrevivência. Essa tendência global do viver “slow” transforma os estilos de vida, os espaços públicos e o consumo. À medida que as pessoas desaceleram, adquirem melhor qualidade de vida e consomem os espaços públicos para a interação social e lazer, o que faz com que as políticas públicas reorganizem esses espaços e fortaleçam a interação social.

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Promover a cultura da sustentabilidade.

          As mudanças nas relações em sociedade devem se modificar e se qualificar. Nessa perspectiva, torna-se possível enfatizar que são necessários estratégias que levem em conta o desenvolvimento sustentável.  É importante que cada indivíduo contribua para o processo de mudança e de aprendizagem social sustentável, com a promoção de inovação por grupos autorais e redes de projeto mais abertas e flexíveis, que podem fortalecer a sustentabilidade.

Construindo o Texto – Para tanto, é necessário que haja a promoção da cultura da sustentabilidade, com a bicicleta como signo de mudança cultural dentro da área central da cidade e, assim, potencializar a segurança, a economia, a saúde pública, a vida em comunidade e o fortalecimento do ambiente limpo, visando à inovação social incremental por meio da cultura da bicicleta.

2ª Tese – Modificar a cultura narcisista do automóvel.

          A ideia da “sociedade em crise” provém da visão vinculada ao crescimento da população da cidade e o desenvolvimento de uma política que busca ampliar as vias de rolamento para maior consumo de bens meios de transporte próprios   individuais. Os mecanismos de sedução da população que permeiam o narcisismo individual são absorvidos por bens materiais como os automóveis.

Construindo o Texto – Esse cenário adverte que há a possibilidade de melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional pelo maior índice de consumo de veículos automotores e privilegiar o conforto e a individualismo na sociedade. A visão da “sociedade em crise” também se dá pelo aumento da dispersão dos gases poluentes na atmosfera, a poluição ao gerar intenso trânsito e congestionamento dentro da cidade, também na promoção da não educação de todos que compartilham as vias urbanas.

Solução

          Dessa forma, descobriu-se como principal viés para a mudança cultural que a educação ou a reeducação da sociedade é obrigatória para que haja a troca de valores e melhor compreensão do objeto – a bicicleta -, inserido no território urbano da cidade.  Iniciativas urbanas das ONGs, de trabalhar em redes de projeto em conjunto com múltiplos atores envolvidos de diferentes áreas de atuação possibilitarão a perpetuidade da cultura da sustentabilidade a partir da bicicleta inserida na sociedade. Também se observa que a educação para o trânsito deve ser adotada como uma potencialidade de ação para as organizações. Quando implantada na educação fundamental como possibilidade de gerar frutos futuros, poderá servir como base de ética e civismo para estimular a cultura do cuidado com as coisas, pois o trânsito fará parte da vida das cidades independentemente do cenário que se constituirá.

Detalhamentos

  • Redução da velocidade no perímetro central para que tenha mais fluidez e segurança para todos os constituintes do trânsito;
  • Conceder, de fato, prioridade, nas políticas públicas relativas à mobilidade urbana, aos modos não-motorizados, ao transporte coletivo e à integração entre eles, dessa forma favorecendo a humanização do espaço público e a democratização do acesso à cidade;
  • Criar programa visando à desoneração tributária da cadeia produtiva da bicicleta, suas partes e peças, bem como desenvolver uma política industrial para o setor em todo o território nacional;
  • Instalar bicicletários adequados em todos os prédios públicos federais, de todas as cidades brasileiras, quando houver espaço disponível, suprimindo, se necessário, vagas de estacionamento de automóveis.

Redação da aluna KELIANY ACIOLI

          Uma das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída em 2012, estabelece a prioridade do transporte não motorizado sobre o motorizado, a fim de contribuir para a melhoria da acessibilidade coletiva. Porém, no Brasil, o desrespeito com o usuário das ciclovias (quando existem) ainda é significativo. Com isso, é importante eu as pessoas se conscientizem de que as pessoas se conscientizem de que o individualismo, além de desestabilizar as relações sociais, pode desequilibrar o meio ambiente em eu vivem.

          Já na década de 1980,  em coadunação ao artigo 21 da Constituição Federal, havia a correlação entre a qualidade do transporte e o desenvolvimento urbano. Hoje, devido ao crescimento populacional, esse desenvolvimento poderia estar ligado à sustentabilidade ecológica, uma vez que, com o aumento do número de carros circulantes, há mais gases poluentes sendo emitidos na atmosfera. Nessa lógica, uma cidade estruturada seria aquela eu adequasse a mobilidade urbana ao desenvolvimento sustentável, em prol um meio ambiente socialmente saudável para seus habitantes.

          Todavia, a sociedade atual ainda cultua a posse de bens materiais como parâmetro de se obter status, no caso, ter ou não um carro. A partir daí, cria-se um individualismo exibicionista, eu vai de encontro à ideologia durkheimiana, à medida eu coloca um comportamento individual específico em evidência, e eu, por sua vez, altera o modo coletivo de se relacionar. Contudo, esse fator pode ser diferente, caso seja dada a devida importância ao cumprimento das leis supracitadas, que, apesar de terem esse propósito, parecem funcionar apenas em um mundo ideal, utópico.

          Logo, é dever do Estado investir em uma infraestrutura cicloviária, a fim de garantir a humanização do espaço público, bem como a democratização do acesso urbano, instalando bicicletários e ciclofaixas, por exemplo. à sociedade, cabe se reeducar quanto à inversão de valores existente, participando mais ativamente de projetos, ONG´s voltadas à sustentabilidade, a fim de compreender, por exemplo, a função social do “objeto” bicicleta na busca por um meio ambiente mais equilibrado.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA: Os ciclistas e o seu direito de ir e vir ameaçado

 

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções aqui encontrados e não reincidentes não prejudicaram a construção gramatical do texto, porém é importante observar o procedimento da regência.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200

Elabora muito bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto, com todas as etapas de detalhamento bem visíveis.

 

>Link