Monthly Archives: novembro 2016

Redação em Debate – Temáticas para UNCISAL
   Luiz  André Medeiros  │     30 de novembro de 2016   │     18:21  │  2

O Projeto Redação em Debate, pensando em seus seguidores e na prova tão exigente de redação da UNCISAL, disponibilizará temáticas aqui no blog. Confira a primeira delas a seguir:

3 - O desafio de amar nas relações atuais

Tese Principal – Na óptica de Zygmunt Bauman, nossa sociedade vive o fenômeno da “multidão solitária” em que as pessoas convivem lado a lado, mas dificilmente aprofundam contatos, o que torna cada vez mais raro o relacionamento genuíno entre dois indivíduos – as pessoas se tornam coisas que podem ser adquiridas, consumidas e descartadas ao gosto do usuário, trocando-o por outro que aparentemente se demonstre como mais “interessante” no momento.

 

Visões Universalistas

Argumento Sociológico

Ser livre pressupõe uma responsabilidade difícil de suportar perante a opressão de nossa líquida vida social, cada vez mais diluída na ausência de uma autêntica compreensão e valorização do “outro”, que é sempre imputado como o estranho, jamais um potencial indivíduo capaz de interação. As parcerias não se fortalecem e os medos não se dissipam. A grande ameaça, no contexto amoroso, decorre da incapacidade de compreendermos o valor afetivo de nossos interlocutores. Conforme diz Zygmunt Bauman acerca dessa dinâmica afetiva, “é preciso diluir as relações para que possamos consumi-las”

Entendimento do Saber em Debate – O interlocutor se torna uma mera imagem sensual a ser consumida e ejetada sem maiores delongas do círculo de contatos e do próprio âmbito da percepção pessoal. Pessoas retraídas se tornam poderosamente sedutoras através da mediação eletrônica, conseguindo extravasar as disposições sensuais que permaneceriam recalcadas em circunstâncias concretas. A assepsia das relações virtuais e a descartabilidade do que Bauman denomina como “relacionamentos de bolso” são a tônica do “amor líquido”, pois pode-se dispor deles quando necessário e depois tornar a guardá-los. Os ditos “relacionamentos virtuais” são assépticos e descartáveis, e não exigem o compromisso efetivo de nenhuma das partes pretensamente envolvidas nessa interação eletrônica.

Argumento Filosófico

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se – ou até mesmo troca-se por “versões mais atualizadas”.

Entendimento do Saber em Debate – Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis, um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo.

 

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Entender o acomodamento social.

As facilidades comunicacionais das nossas convergências midiáticas, em vez de favorecem o aumento de participação na esfera pública, geram um curioso efeito reverso de acomodamento social dos indivíduos, cada vez mais embotados pelo amálgama de informações que são reproduzidas diariamente pela estrutura midiática.

Construindo o Texto – Trabalhe a concepção de que as redes sociais, que, utilizadas de maneira crítica e consciente, promovem mecanismos de politização e interatividade interpessoal e, na dinâmica do “amor líquido” se tornam apenas utensílios quantitativos para a ampliação do número de amigos.

2ª Tese – Perceber a reificação dos indivíduos

O consumo está tão enraizado em nossa sociedade que as pessoas estão se consumindo como se fossem mercadorias. A “coisificação” do ser humano e o anseio pela novidade é o motor propulsor da sociedade de consumo e das relações interpessoais

Construindo o Texto – Trabalhar a ideia de que nessa dinâmica existencial, ninguém é considerado insubstituível e toda ideia de singularidade se torna um argumento vazio. Nesse processo de dissolução da dignidade humana, “a pessoa não se preocupa com sua vida e felicidade, mas em tornar-se vendável” e nisso as relações midiáticas são um meio para relações comerciais – as relações amorosas se tornam apenas um meio de obtenção imediata de prazer sexual, e de modo algum uma genuína interação interpessoal, pautada pelo respeito e pela armação do valor humano do outro. 

3ª Tese – Analisar a ansiedade e o distanciamento.O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Construindo o Texto – Mostre que, em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se a pessoa não gosta de uma declaração ou um pensamento, deleta, desconecta, bloqueia. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum e analisa-se o outro por suas fotos e frases de efeito.

Conclusão

Coloque no texto que amor autêntico por uma pessoa não pode se fundamentar apenas em um contrato moral-jurídico-religioso, mas sim em uma poderosa celebração regida pela espontaneidade e pela alegria. O respeito verdadeiro pelo ser amado não brota pelo cumprimento de um formalismo contratual, mas sim pelo cuidado para com ele, nascido do sentimento de alteridade. Porém, essa experiência é incompatível com o regime de descartabilidade capitalista, no qual todas as coisas devem ser de pouca durabilidade, de modo que a roda do consumo jamais se paralise – a degradação da condição humana na experiência amorosa da sociedade tecnocrática provém da manifestação do medo social diante da incerteza em relação ao futuro cada vez mais problemático, assim como expressão da incapacidade humana de aceitar desafi­os, e não um suporte para o preenchimento do vazio interior produzido pela participação em uma realidade degradante.

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Redação em Debate – NOVAS TURMAS 2017
   Luiz  André Medeiros  │     28 de novembro de 2016   │     16:52  │  0

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          O Projeto Saber em Debate abre as portas para o período de matrículas para o ano de 2017! Serão turmas especializadas, totalmente direcionadas para a otimização da produção textual do aluno, tudo isso para formar resultados tão excelentes quanto os que tivemos nos últimos anos.

          Somos a única isolada em todo o estado de Alagoas com um aluno 1.000 pontos na redação do último resultado do ENEM. Além disso, somos a isolada que mais aprovou nos vestibulares particulares do estado, atingindo uma marca até antes nunca observada, tendo aprovado os sete primeiros colocados no vestibular do CESMAC!

          Dentro do nosso projeto, além das aulas completas semanais, ainda contamos com plantões diários para o auxílio ao aluno, simulados todas as sextas e sábados e a equipe de correção mais competente do estado com a presença, é claro, dos professores.

          Ligue para o número 3031.3610 e conheça um pouco mais sobre o nosso projeto visitando o nosso espaço onde as aulas são ministradas, o espaço reservado para os plantões com a presença dos professores, as salas de estudo individual e muito mais.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (34)
   Luiz  André Medeiros  │     4 de novembro de 2016   │     18:06  │  0

Última atualização do blog antes da prova do ENEM. A expectativa de toda a equipe do Saber em Debate paira agora sobre a temática a ser abordada nesse domingo. Mas, independente da imprevisibilidade do que estará na prova, temos a certeza de que fomos felizes na abordagem da maioria dos temas de grande relevância nesse ano. Fiquem agora com nossa última temática e com o desejo de “boa prova” de todo o grupo Saber em Debate:

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Tese Principal – Ainda que os diversos atentados que têm ocorrido ao redor no mundo nos últimos anos despertem uma sensação de insegurança, é essencial o esforço para reunir o maior número possível de informações e análises a fim de subsidiar um debate aprofundado a respeito do tema “terrorismo” na sociedade. A questão de se o terror deveria ser combatido não é controvertida. O que o é, entretanto, é como isso deveria ser feito. Como poderíamos encontrar um equilíbrio entre as necessidades de segurança e o respeito aos direitos humanos.

 

Visões Universalistas

Argumento Histórico

          Se olharmos sob uma perspectiva histórica, veremos que a garantia de direitos é, na maioria das vezes, um processo gradual – a Constituição francesa elaborada após a revolução instituiu o voto censitário, ou seja, a escolha de representantes para o Parlamento só era garantida àqueles que possuíssem um determinado patrimônio ou renda – tratava-se literalmente de uma democracia burguesa.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhe com a ideia de que na história da democracia posterior a essa fase, graças à articulação de movimentos sociais, esse direito foi universalizado. Os movimentos sindicais e dos trabalhadores conseguiram que essa garantia fosse estendida para a categoria, para os analfabetos e os menos favorecidos na escala social. Os movimentos de mulheres sufragistas asseguraram que elas também pudessem participar da vida política. O movimento dos negros nos EUA e na Europa trouxe a democracia ética para o ambiente político, permitindo que o negro pudesse votar e ter acesso aos bens públicos.

Argumento Atual

          A “guerra ao terror”, iniciada pelos Estados Unidos após o 11 de Setembro, é um fiasco retumbante. Segundo um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA, em 2002, 725 pessoas morreram vítimas de atentados terroristas. No ano passado, foram 37.727 mortes. O crescimento exponencial se deu porque o combate ao extremismo hoje é centrado no contraterrorismo e nas intervenções militares, ações cujo objetivo não é lidar com as raízes do extremismo, mas com seus efeitos.

Entendimento do Saber em Debate – Utilize a tese de que as sociedades e governos precisam superar essa lógica e fazer reflexões profundas para desenvolver ações capazes de manejar a crise ensejada pelo radicalismo islâmico e sua face mais sombria na atualidade, o Estado Islâmico – mostrar que, antes de se apressar para retaliar os jihadistas, é preciso deliberar sobre o formato da reação.

Argumento Jurídico

          São chamadas liberdades civis os direitos conferidos a todos os cidadãos de assumirem e externar livremente suas convicções mais pessoais, sem sofrer perseguição de qualquer governo, instituição ou grupo étnico ou social. Elas estão possivelmente entre as maiores conquistas do ser humano moderno, que hoje dispõe destas garantias após séculos de confrontos com regimes autoritários e conscientização da população sobre garantias não-negociáveis, que necessitavam ser implantadas.

Entendimento do Saber em Debate – Liberdade de Expressão é o direito que todo o cidadão possui de expressar sua opinião, sugestões, ideias, pensamentos, e  sentimentos. A liberdade de expressão é um conceito fundamental na democracia dos países, sem estar sujeita a qualquer tipo de repreensão – já liberdade de associação é o direito dos cidadãos de formar um grupo para realização de determinada atividade, social, financeira, econômica entre outras.

Argumento Filosófico

          Para o filósofo estadunidense Ronald Dworkin, a leitura moral da constituição norte-americana, leciona que a liberdade de expressão tem, por um lado, uma importância instrumental, ou seja, não é relevante apenas porque as pessoas têm o direito moral intrínseco de dizer o que pensam, mas porque a permissão de que elas o digam produzirá efeitos benéficos para o conjunto da sociedade. Nesse contexto, a segunda justificação da liberdade de expressão pressupõe que ela é importante não apenas pelas consequências que produz, mas porque o Estado deve tratar todos os cidadãos como agentes morais responsáveis, em uma sociedade política justa.

Entendimento do Saber em Debate – Entender que é preciso deixar claro o que é a definição de terrorismo que foi construída no Brasil usa termos complicados, como extremismo político, ocupação de prédios públicos e apologia ao terrorismo. Por sua amplitude, pode capturar expressões legítimas, eventualmente muito contrárias a um governo ou muito críticas contra o sistema, mas que são manifestações protegidas pelo direito à liberdade de expressão e pelo direito à liberdade de associação.

 

1ª Tese – Estabelecer critérios legais claros.

          Se, por um lado, há movimentos terroristas que praticam formas específicas de criminalidade, que precisam ser combatidas, por outro, observa-se o conceito de terrorismo sendo utilizado, muitas vezes, ao longo da história, como forma de persecução política a pessoas e movimentos que lutaram pela ampliação de direitos.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhe com a ideia de que esses processos de dilatação de direitos só foram possíveis pelo uso da livre expressão e da possibilidade de manifestação política, os quais garantiram e garantem a evolução da democracia, que é um sistema vivo, uma construção permanente.

 

2ª Tese – Respeitar os direitos como fatores inalienáveis.

          Jean Jacques Rousseau, em fins do século XVIII, defendia que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem e os direitos inalienáveis do homem seriam a garantia equilibrada da igualdade e da liberdade, é dele, também, a ideia de que a organização social deve basear-se em um contrato social firmado entre todos os cidadãos que compõem a sociedade e a partir do contrato social surgiu a vontade geral que é soberana e que objetiva a realização do bem geral.

Construindo o Texto – Mostrar que a aplicação de regras que suprimem direitos, na forma como são concebidas, implicam a suspensão de direitos de determinados grupos pelo Estado, os quais são eleitos como inimigos e têm retirada sua proteção político-jurídica inerente à condição humana, com função política.

Solução

          Trabalhe a ideia de que cabe a cada cidadão não ceder ao reflexo do medo e se dar conta de que não será por um atentado às liberdades que sua segurança será garantida. Medidas excepcionais precisam estar claramente definidas, com um período de tempo delimitado, prestação de contas e garantias do devido processo legal. Se não houver controle, haverá abusos. Os organismos de segurança podem agir com mais inteligência, com agentes infiltrados, com ações de espionagem. Isso é mais efetivo do que vigiar as comunicações de todas as pessoas. Não é preciso violar os direitos humanos para combater a ameaça terrorista.

Detalhamentos

  • Diminuição na concessão de recursos processuais;
  • Eliminação de entraves burocráticos para operações de prisões;

          Porém, os núcleos vitais dos direitos devem ser preservados, ou seja, a garantia da existência do direito deve ser mantida na luta contra o terrorismo, porém, a contestação do suspeito precisa prescindir de certos formalismos, pois a celeridade é, mais do que nunca, no caso do terrorismo, ato de lídima justiça.

Redação da aluna YASMIN MONTEIRO

          Sob a óptica do sociólogo britânico Thomas Marshall, os direitos são alcançados por meio de lutas, sendo um processo gradual. Portanto, não se pode cercear os direitos naturais, a fim de preservar a segurança, mas sim subsidiar uma discussão mais profunda quanto às práticas discriminatórias, tal qual o terrorismo. Dessa forma, é preciso respeitar os direitos como fatores não negociáveis, bem como estabelecer, de forma clara e concisa, um conceito de radicalismo.

          Conforme as Declarações Universais dos Direitos, o homem é possuidor de direitos naturais e cabe ao Estado assegurá-los. Nessa perspectiva, observa-se que a democracia não deve ser atentada com intuito de garantir a segurança, já que medidas que erradicam os direitos humanos alimentam ainda mais práticas terroristas. Diante disso, os direitos de liberdades civis e privacidade no uso dos meios de comunicação tornam-se ameaçados pelo próprio Estado.

          É perceptível que o terrorismo deve ser combatido, no entanto, é necessário, primeiramente, estipular padrões que possam delimitá-lo, de maneira que movimentos sociais, por exemplo, não sejam alvos de leis antiterror. Nesse viés, a distorcida definição para terror foi responsável, na história, por considerar grandes defensores dos direitos humanos como extremistas, a exemplo de Martin Luther King. É notório o avanço do extremismo no mundo, o que demonstra que o problema não vem sendo combatido pela sua gênese, mas sim pelos seus efeitos.

          É evidente, nesse caso, que os agentes de segurança tornem suas investigações mais eficientes e inteligentes, mediante ações de espionagem e agentes infiltrados, com o propósito de lidar com as raízes do extremismo, promovendo estratégias anti-terroristas eficientes. Por fim, o Poder Legislativo deve fortalecer o seu papel a este respeito, por intermédio da adoção de medidas, como aprovação de projetos de lei que tipifiquem o terrorismo como crime, mas apresentando, de maneira coerente, os casos que se encaixam na situação com o fito de equilibrar a segurança e os direitos humanos.

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA:  Terrorismo e direitos: não podemos atentar contra a democracia sob a justificativa de protegê-la

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do texto sem inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. A leitura torna-se prazerosa quando a coesão funciona, de fato.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora excelente proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto, com todas as etapas de detalhamento bem visíveis.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (33)
   Luiz  André Medeiros  │       │     15:52  │  0

Mais uma postagem disponibilizada nessa tarde de sexta-feira pré-ENEM. Não deixem de revisar os últimos conteúdos fornecidos aqui no blog, pois todos serão de suma importância para o Exame Nacional. Confira agora mais uma temática:

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Tese Principal – Avanços alcançados nas últimas décadas na redução da desigualdade e na ampliação das políticas sociais contrastam com crescentes indicadores de violência e imobilismo no que diz respeito às políticas de segurança pública – a maior incidência de crimes violentos, tanto nos grandes centros urbanos como no interior do país, fazem da segurança uma preocupação crescente da população e dos dirigentes. Ainda que a inadequação do atual modelo seja clara, a ausência de um debate mais profundo tem se mostrado um grande empecilho à formulação de propostas alternativas.

 

Visões Universalistas

Argumento Jurídico

          No título V da Constituição Federal de 1988, “da defesa do Estado e das instituições democráticas”, está o capítulo III, “da segurança pública” que em seu único artigo dispõe:

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos…

          Observa-se no artigo supracitado que não são apenas os entes estatais responsáveis pela segurança pública, todos os cidadãos têm a responsabilidade de zelar pela segurança uns dos outros.

Entendimento do Saber em Debate – Apesar de atribuir ao Estado o dever principal, o constituinte ao dispor que a segurança pública é “direito e responsabilidade de todos”, imputa à sociedade não só o gozo, mas também a participação na segurança pública. Dessa forma, todos os cidadãos devem zelar e fazer o possível para garantir a manutenção da sua segurança e do próximo e quem garante é o Estado, já que tomou para si o monopólio do uso da força na sociedade e é, pois, o responsável pela ordem pública.

Argumento Atual

          A situação da segurança pública no Brasil é tão dramática, que ninguém está satisfeito: nem a sociedade, nem os policiais. 56 mil pessoas são assassinadas por ano, no país. São 29 vítimas por 100 mil habitantes. A maioria das vítimas são jovens pobres e negros, moradores de territórios socialmente vulneráveis. Entretanto, as investigações não esclarecem mais do que 8% desses crimes, que são os mais graves, porque violam o bem mais valioso: a vida.

Entendimento do Saber em Debate – Esse patamar de homicídios dolosos vem se repetindo ao longo dos anos, o que mostra que não temos conseguido preveni-los. Apesar de 92% de impunidade, no que se refere aos homicídios dolosos, o país tem a quarta população penitenciária do mundo (622 mil presos, em 2015, ou 300 por 100 mil habitantes) e a segunda taxa de crescimento mais elevada. Esses dados mostram que alguma coisa está profundamente errada – prendemos muito, mas negligenciamos a violência à qual deveríamos dedicar atenção prioritária.

Argumento Sociológico

          Devemos buscar as causas da violência na pobreza, no desemprego e nos baixos índices de educação? Ou será que a culpa é do nosso sistema judiciário, tido por muitos como ineficiente e guardião de leis inadequadas?

          A antropóloga Alba Zaluar deu início a uma pesquisa que resultou no livro “A máquina e a revolta”  -desvinculou duas noções que, no discurso do senso comum, aparecem quase sempre associadas: pobreza e violência. Essa associação desenha um círculo de encadeamentos lógicos: o indivíduo é violento porque é pobre, é pobre porque não tem acesso à educação, não tendo educação não sabe votar nem exigir seus direitos – nesse circulo vicioso, a criminalidade aparece como uma consequência automática e praticamente inevitável.

Entendimento do Saber em Debate – Na visão da antropóloga, a pobreza não é um ingrediente óbvio da criminalidade, pois se assim fosse, todos os pobres seriam necessariamente criminosos. O que está longe de ser verdade, ou seja, como comprovam os chamados crimes do colarinho branco cometidos por cidadãos procedentes das classes médias e altas da sociedade – mas, ainda hoje, a lógica que associa pobreza e criminalidade segue prevalecendo no imaginário social.

Argumento Filosófico

          Evidencia-se que, na tese iluminista, o Estado foi criado para assegurar os direitos naturais dos homens, e que, esse Direito Natural fundamenta o Direito Positivo, confluindo na instalação de um novo paradigma que se consolida no final do século XIX e início do século XX.

 Entendimento do Saber em Debate – Ao lançar o olhar sobre o jusnaturalismo, assume-se a ideia de que em sua construção  na época moderno-iluminista se encontra o nascedouro do positivismo jurídico, sobretudo nos postulados contratualistas desenvolvidos por Locke e Rousseau, avançando a partir da racionalidade e de fundamentos regulativos a um positivismo das normas.

Teses para o Desenvolvimento

 

1ª Tese – Modificar a estrutura dos serviços policiais.

          A transformação da situação da segurança pública no país passa necessariamente pelo debate a respeito de nossas polícias. De maneira geral, podemos afirmar que os serviços hoje prestados pelas instituições são de qualidade insatisfatória.

Construindo o Texto – Defender a primeira tese com base na ideia de que as frequentes denúncias sobre atuação com emprego de violência desproporcional e corrupção afetam a confiança da população nas forças policiais e acabam por reforçar esse quadro violento – fundamente o texto afirmando que a capacidade investigativa tem se mostrado muito deficiente, com baixíssimas taxas de elucidação para todos os crimes, mesmo os mais graves, contra a vida.

 

2ª Tese – Padronizar sua formação.

          Estabeleça a ideia de que no caso da formação policial, não há parâmetros nacionais relativos a tempo de estudo, mínimo de disciplinas ou ciclo básico comum, nem avaliação sistemática ou controle de qualidade como existem em outras atividades profissionais.

Construindo o Texto – Fundamente seu texto afirmando que, nas polícias civis e na polícia federal, é possível ingressar por meio de dois concursos públicos diferentes: para agente (investigador) ou para delegado – defenda a tese que, desse modo, mesmo os agentes que se destacam, ou são bacharéis em direito, não podem chegar ao cargo de delegado se não participarem de concurso externo, competindo com candidatos que nunca pisaram numa delegacia. O mesmo acontece nas polícias militares: as praças não podem ascender a oficial, se não por um concurso externo.

Solução

          Para definir novos rumos e formar uma coalizão ampla o suficiente para conferir força política ao esforço de mudança, é preciso ouvir os policiais de todas as esferas, os estudiosos e a sociedade civil, buscando construir um consenso mínimo em torno das reformas básicas.

Detalhamentos:

  • Desmilitarização – A Constituição determina que haja duas polícias estaduais: uma é militar, ligada ao Exército, reproduz seu modelo de organização e é encarregada das ações ostensivas e preventivas; outra é civil e responsável pelas investigações.
  • Descentralização Federativa – Algumas pensam que a melhor solução para a Segurança Pública no Brasil, considerando-se as enormes diferenças regionais, seria a adoção de modelos policiais diferentes em cada estado, de acordo com as características territoriais e os tipos criminais predominantes.
  • Controle da Atividade Policial – Na democracia, as polícias são instituições que têm autoridade para usar a força, de maneira comedida, com o objetivo de garantir o respeito a direitos ameaçados. Este poder exige controle por parte da sociedade. No Brasil, hoje, o controle interno é exercido pelas corregedorias das próprias polícias. Já o controle externo é exercido pelo Ministério Público. Esses mecanismos têm se mostrado insuficientes, dada a gravidade dos problemas não resolvidos.
  • Ciclo Completo – A Constituição federal estabelece que, nos Estados e no Distrito Federal, o ciclo de trabalho policial seja dividido em duas partes, destinando-se uma polícia às tarefas chamadas ostensivo-preventivas e outra, às tarefas investigativas.

Texto da aluna Maria Eduarda Lavenère:

          Em coadunação ao artigo 144 da Constituição Federal, a segurança pública é dever do Estado. No entanto, percebe-se que há um descaso em relação a isso, confirmado pelos altos índices de violência do país. Portanto, essa falha governamental provoca uma segurança pública ineficiente e precária.

          Um dos motivos é que os serviços policiais são de qualidade insatisfatória. Isso porque não já formação adequada, com órgãos que avaliem ou controlem o nível do curso, bem como parâmetros nacionais relativos a tempo de estudo, mínimo de disciplinas e ciclo básico comum. Pode-se citar, por exemplo, o fato de que o curso de formação de policiais civis, no Paraná, tem duração somente de 5 meses, sendo apenas 40% dedicado à pratica. Assim, o resultado disso são policiais sem a credibilidade da população e despreparados, os quais são ineficazes na resolução de crimes e, muitas vezes, empregam força desproporcional, reforçando o cenário violento.

          Somado a isso, o sistema carcerário brasileiro é falido. Ocorre que, além da superlotação, os presídios não possuem um programa de ressocialização e atendimento aos presos, o que culmina em altos índices de reincidência. Por exemplo, 47,7% dos ex-condenados, no Brasil, voltam a cometer crimes após soltos, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Logo, o que era para ser um ambiente saudável de reabilitação e aprendizado, a prisão torna-se um local de tensão, com rebeliões frequentes e violência, tronando-o repugnado pela sociedade.

          Por conseguinte, faz-se necessário que as ONGs, em aliança com o governo, desenvolvam um projeto nas penitenciárias que promova a recuperação dos presos, por meio de atividades sociais, consultas psicológicas e educação básica, com o objetivo de melhorar o ambiente carcerário e, com isso, reduzir os índices de reincidência. O Estado, por sua vez, deve realizar concursos para as carreiras de policial, bem como criar um órgão específico que se responsabilize por todas as questões de formação, como tempo mínimo de curso e disciplinas obrigatórias, mediante avaliações regulares, com o intuito de tornar a polícia uma entidade séria, responsável e preparada para todos os tipos de crime.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

Tema: A segurança pública é um dos grandes desafios do Brasil hoje

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. É isso o que o corretor espera de todo candidato bem preparado.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista. Habilidade de relacionar História, Literatura e Sociologia, em defesa de um ponto de vista, alavancou esta nota para o índice máximo.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora excelente proposta de intervenção relacionada ao tema, com todos os critérios de detalhamento enfatizados.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (32)
   Luiz  André Medeiros  │       │     13:04  │  0

Trigésima segunda postagem com os temas mais relevantes para o ENEM, aqui no blog Saber em Debate. Estamos extremamente felizes em informar que nosso papel de transmitir o melhor conteúdo de redação está sendo finalizado com bastante sucesso. Nos resta apenas o dia de hoje e já temos a certeza de que todo o conteúdo aqui passado será de grande ajuda a muitos alunos que realizarão a prova nesse fim de semana. Confira agora mais uma temática:

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Tese Principal – Em tempos tão ácidos e de debate público tão acalorado como o que temos vivido, sempre vem à tona a discussão sobre a eterna disputa entre projetos políticos supostamente opostos. Sem adentrar o mérito de quais sejam esses projetos e seus defensores, podemos apenas dizer que o mais comum é que incorramos no estabelecimento da velha dicotomia entre um Estado que promova a proteção social de seus cidadãos, o que podemos chamar de Estado de bem-estar social, e a prática do livre mercado.

Visões Universalistas

Argumento Atual

          A propagação de que liberdade econômica e proteção social são inconciliáveis é um mito, estabelecido tanto pela direita quanto pela esquerda, pois é cômodo ao discurso de ambas vulgarizar esse debate, tornando-o mais simples do que de fato é, o que facilita a defesa de posições ideológicas.

Entendimento do Saber em Debate – No entanto, se olharmos com atenção o índice de liberdade econômica elaborado pelo conservador The Heritage Fundation, que desde 1995 monitora o grau de liberdade econômica de mais de 178 países ao redor do mundo, levando em conta fatores políticos e institucionais, veremos que muitos daqueles que figuram no ranking como portadores de “ótima” ou “muito boa” liberdade de mercado são países onde se reconhece uma grande amplitude de defesa dos direitos e garantias sociais, dentre os quais Noruega, Suíça e Dinamarca. No atual ranking, a Suíça aparece na quarta colocação, enquanto os Estados Unidos, que são referência em liberdade de mercado, estão em 11º lugar.

Argumento Sociológico

          Os problemas brasileiros derivam da incapacidade do sistema para integrar um vasto contingente de excluídos, a quem faltam não apenas recursos materiais, mas equipamentos básicos de educação, autoestima e cidadania – a óbvia inexistência desse “fair play”, ou seja, dessas condições para uma competição minimamente justa  no caso do Brasil, é o principal fator de geração de violência e de criminalidade.

Entendimento do Saber em Debate – Trabalhe a concepção de que sociedades ricas que possuem maior uniformidade na riqueza ou sociedades pobres que têm maior uniformidade na pobreza são pacíficas. A violência ocorre onde há desigualdade social, onde não há justiça nas condições de disputa por bens raros.

Argumento Jurídico

          Temos por dignidade da pessoa humana a qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover sua participação ativa co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão dos demais seres humanos.

Entendimento do Saber em Debate – Mostre no texto que a dignidade da pessoa humana, prevista no artigo 1º, inciso III da Constituição Federal, constitui um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, inerente à República Federativa do Brasil. Sua finalidade, na qualidade de princípio fundamental, é assegurar ao homem um mínimo de direitos que devem ser respeitados pela sociedade e pelo poder público, de forma a preservar a valorização do ser humano.

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Possibilitar uma competição de forma mais justa.

          No entanto, em um contexto de desigualdade social como o nosso, é impossível pensar que essa disputa possa se dar apenas por mérito ou mera sorte, que é um fator aleatório, pois aqueles que pertencem às classes mais privilegiadas partem de uma imensa vantagem em relação a quem é originário das classes menos privilegiadas – não apenas no que diz respeito ao capital financeiro, mas também ao capital cultural e simbólico.

Construindo o Texto – Utilizar fatores da desigualdade econômica – O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Trabalhe a ideia de que a grande concentração de renda observada hoje foi mantida durante o último século, apesar de observarmos algumas variações associadas a decisões políticas e a acontecimentos históricos nas últimas décadas.

2ª Tese – Estabelecer garantias mínimas de dignidade.

          Ao passo que aqueles que pertencem à elite econômica e social contam com várias redes de proteção – dentre as quais a mais eficiente e consistente é a familiar –, independendo do Estado para que possam viver com dignidade, por exemplo, se em algum momento da vida forem alcançados por um infortúnio e se tornarem improdutivos, os mais vulneráveis na escala social, em geral, não têm quem os suporte.

Construindo o Texto – Trabalhe a tese de que a ideia de garantia de direitos sociais mínimos tem por finalidade permitir a construção pelo Estado de uma rede semelhante de proteção e amparo para suprir a ineficácia dessas outras redes privadas, quando a pobreza ocorre.

Solução

          A convivência entre patamares elevados de liberdade de mercado com índices também elevados de justiça e desenvolvimento social é não só viável, mas também desejável.  E é possível pensarmos em uma boa relação entre esses dois valores por meio da aplicação de mecanismos que deem um tratamento adequado à acumulação da riqueza – impostos sobre grandes fortunas e sobre herança, por exemplo, e até o questionamento do próprio direito de herança – sem que isso implique, necessariamente, prejuízos à liberdade de mercado e aos benefícios que ela traz.

Detalhamentos

  • Estabelecer tratamentos mínimos as pessoas que necessitam mediante programas de distribuição de renda associados ao rendimento escolar – detalhe que esse programa pode ser fiscalizada por assistentes sociais;
  • Manutenção de políticas de discriminação positiva para a eliminação rápida da desigualdade social, com prazo e resultados monitorados pelo Estado e entidades não governamentais.

 

Redação do aluno ARTHUR PEREIRA MIRANDA

          As sucessivas crises do Brasil na atualidade são marcadas pela dicotomia entre seus governantes, na qual as secções pouco colaboram para o bem-estar social e avanço econômico do país. Tal antagonismo, nesse sentido, põe em xeque o acordo desses ideais e, consequentemente, a melhoria efetiva de toda a sociedade. Com isso, a política brasileira, não sabendo administrar tais interesses, provoca a instabilidade social, comprometendo suas relações e seus interesses.

          O keynesianismo emerge, no século XX, como ideologia econômica criada para conceder benefícios sociais, suprindo a carência de segmentos da iniciativa privada. O Estado brasileiro, contudo, não consegue tamanha harmonia financeira, na medida em que não há a devida tutela aos mais frágeis e as desigualdades só aumentam. Nesse sentido, com os impostos díspares e péssimas condições dos bens públicos, as diferenças crescem e a sociedade involui.

          Além disso, a segregação gerada pela política é um agravante real, uma vez que distancia uma conciliação entre as partes. Dessa forma, o ideal de “Capital Social”, proposto pelo sociólogo Robert Putnam, é fundamental, posto que sugere a união da sociedade para resolver sues problemas. Infelizmente, essa alternativa está distante da realidade, o que impossibilita a resolução da problemática.

          Há, portanto, a necessidade, pelo Estado, de correções nos impostos, de modo que sejam cobrados proporcionalmente à renda de cada indivíduo, bem como a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas, tornando as taxas mais igualitárias e aumentando o poder financeiro da população. É essencial, ainda, uma integração social, promovida por partidos políticos, a fim de que estes representem aqueles de maneira contratualista, suprindo suas necessidades, como escolas e hospitais, criando, assim, condições equitativas para toda a população.

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA:  Proteção social e livre mercado: uma convivência possível

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções aqui encontrados e não reincidentes não prejudicaram a construção gramatical do texto.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta EXCELENTE domínio do texto dissertativo-argumentativo
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.PERFEITO!!!
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora PERFEITA proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.

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