Monthly Archives: novembro 2016

Temas prováveis para o ENEM 2016 (31)
   Luiz  André Medeiros  │     3 de novembro de 2016   │     20:06  │  0

Trigésima primeira postagem, a última do dia, aqui no blog Saber em Debate. Estamos chegando no dia da prova, por isso não devemos deixar de acompanhar os textos diários trazidos aqui para a nossa página. Confira agora mais uma temática com grandes chances de estar presente na prova do ENEM:

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Tese Principal – A relação de emprego é o vínculo jurídico básico da efetivação dos direitos trabalhistas. Esses direitos não existem apenas para satisfazer necessidades básicas do trabalhador. Existem para melhorar, de forma progressivamente constante, a condição de vida dos trabalhadores, fazendo com que o modelo de sociedade capitalista se apresente como viável para promover justiça social, conferindo a todas as pessoas condições dignas de vida.

Visões Universalistas

Argumento Histórico

          Nos últimos 40 anos, as práticas financeiras e as inovações tecnológicas que sustentam a competitividade da grande empresa globalizada detonaram um terremoto nos mercados de trabalho. A migração das empresas para as regiões onde prevalece uma relação mais favorável entre produtividade e salários abriu caminho para a diminuição do poder dos sindicatos e do número de sindicalizados.

Entendimento do Saber em Debate – O surgimento do precariado está presente em todos os continentes — na década de 1970, com a emergência do neoliberalismo e a adoção, nos anos 1980, das políticas de flexibilização do mercado de trabalho, que abrangiam o salário, o vínculo empregatício e a habilidade dos trabalhadores, de forma que esta fosse ajustada de acordo com as necessidades – na prática, tratava-se do desmonte das estruturas de proteção social que tinham sido construídas na Europa e nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, pilares da cidadania fordista e do Estado de bem-estar.

Argumento Jurídico

          Também não se pode vislumbrar a formação da relação de emprego com as empresas centrais do capitalismo apenas como fruto de uma opção gerencial destas, ou seja, quando estas empresas resolvam não terceirizar determinadas atividades por quaisquer motivos que sejam, criando, inclusive, uma discriminação odiosa entre terceirizados e efetivos, que apenas favorece a sua demonstração de poder frente aos trabalhadores transformando a subordinação em mera submissão.

Entendimento do Saber em Debate – Mostre no texto que os interesses econômicos das empresas não se sobrepõem à consagração constitucional dos direitos trabalhistas como direitos fundamentais (art. 7º, CF) e ao projeto, também constitucional, de desenvolvimento de um capitalismo com respeito aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (art. 1º, IV, CF), tendo-se estabelecido, inclusive, o princípio de que a economia respeite aos ditames da justiça social (art. 170, CF).

 

Argumento Sociológico

          O crescimento dos trabalhadores em tempo parcial e a título precário, sobretudo nos serviços, foi escoltado pela destruição dos postos de trabalho mais qualificados na indústria. O inchaço do subemprego e da precarização endureceu as condições de vida do trabalhador. A evolução do regime do “precariato” constituiu relações de subordinação dos trabalhadores dos serviços, independentemente da qualificação, sob as práticas da flexibilidade do horário, que tornam o trabalhador permanentemente disponível.

Entendimento do Saber em Debate – O economista britânico Guy Standing aponta que todos os trabalhadores vivem uma experiência de insegurança e falta de identidade baseada no trabalho: os imigrantes pela falta de direitos e renda estável; os recém-formados pela falta de perspectiva de futuro após descobrirem que o alto preço pago pelo diploma não tem o retorno esperado após a faculdade; e os filhos da antiga classe trabalhadora que, sem a opção de seguir as carreiras dos pais, ocupam postos de menor status socioeconômico.

Argumento Filosófico

          Vivemos em um capitalismo do desejo, da informação, das marcas, do projeto, do dinheiro e das finanças virtuais. Nesse capitalismo de projeto, o precariado é aquela pessoa aturdida, que gastou suas economias em um perfume propagandeado, mas que não obteve o sucesso social. Ao contrário do excluído tradicional, a condição essencial do precariado é a frustração.

Entendimento do Saber em Debate – o filósofo alemão Herbert Marcuse, considera que o trabalho é entendido apenas como atividade dirigida, comandada, não-livre, isto é, a atividade assalariada. Essa redução do conceito de trabalho a um aspecto econômico bem determinado, embora apresente uma aparente neutralidade, constitui um prejulgamento dos seus princípios mais importantes – trabalhe a concepção de que é entendido como uma atividade determinada, legitimando a exploração da força de trabalho no capitalismo.

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Modificar as relações de trabalho.

          Associado à robótica, à nanotecnologia e às tecnologias da informação, o império do “valor do acionista” desatou surtos intensos de reengenharia administrativa e a flexibilização das relações de trabalho. O desempenho empresarial tornou-se refém do “curto-prazismo” dos mercados financeiros e da redução de custos.

Construindo o Texto – Trabalhe a tese de que o efeito dessa situação de generalização da terceirização não é apenas uma questão de presunção de precarização das condições de trabalho dos trabalhadores, que já é, por si, muito grave, mas uma quebra da estrutura jurídica trabalhista como um todo, provocando uma reação sistêmica que, naturalmente, provoca um expurgo da terceirização, sob pena de uma corrosão irremediável.

2ª Tese – Evitar a reificação dos trabalhadores.

          As transformações no mercado de trabalho estabelecem a distinção entre trabalho e emprego. O trabalho para os remanescentes torna-se mais duro e exigente e desaparecem os empregos seguros, de longo prazo. Estão em extinção os empregos que proporcionam aposentadorias e pensões, seguro-saúde e outros. Com esses “privilégios” vai de embrulho a esperança de uma remuneração mais generosa na medida em que o trabalhador avança na carreira.

Construindo o Texto – Mostrar que o efeito dessa proposição não pode ser o rebaixamento de todos os trabalhadores à condição social e de trabalho dos ex-terceirizados e sim a elevação de todos aos patamares até alcançados pelos empregados, tidos por efetivos, vez que o princípio constitucional é o da melhoria da condição social dos trabalhadores (art. 7º, CF), cumprindo destacar que as garantias aos terceirizados, vislumbradas no projeto de lei, solidariedade etc., não são eficazes para eliminar as agressões a direitos fundamentais que a terceirização representa, na medida em que esfacela a classe trabalhadora.

Solução

          Diante das evidências denunciadas, os defensores da ampliação da terceirização não tiveram como deixar de reconhecer que a terceirização gera riscos aos terceirizados e à eficácia dos seus direitos, tanto que, para atingirem o objetivo de conseguirem ampliar essa forma de exploração do trabalho, ofereceram aos terceirizados, conforme previsto no PLC 30, a responsabilidade solidária entre as empresas tomadora e prestadora dos serviços, superando a responsabilidade subsidiária prevista na Súmula 331. Além disso, vislumbraram a necessidade de que as empresas prestadoras de serviços, preenchendo os requisitos da especialidade e da qualificação técnica, detenham capital integralizado compatível com a execução dos serviços, isto é, com o custo pertinente ao número de trabalhadores contratados, oferecendo, ainda, caução, seguro garantia ou fiança bancária, como garantia aos trabalhadores.

Detalhamentos

  • Respeitar os valores mínimos estabelecidos na Constituição Federal em seu artigo 7º – não permitir que as relações trabalhistas possam ser decididas por pacto entre as partes e transformá-las em cláusulas pétreas;
  • Fiscalizar as atividades terceiradas e estabelecer multas em caso de descumprimento das regras determinadas, sob perda de licença para atuação na área e responsabilidade objetiva a seus diretores e proprietários.

 

Redação do aluno JOÃO VICTOR RÉGIS

          As relações de emprego devem existir como vinculo jurídico básico para a efetivação dos  benefícios trabalhistas.  Assim esses direitos deve haver para melhorar a condição de vida dos trabalhadores.  No entanto, o Estado se mostra inoperante em garantir os deveres básicos do funcionário, eu por sua vez, tem sido submetido a situação precárias de serviço.

          Em coordenação com o artigo 170 da Legislação brasileira, a economia deve respeitar os ditames da justiça social, nessa forma, é dever do Estado garantir a boas uma qualidade de vida com a dignidade humanitária, de modo a promover o bem-estar nos meios de trabalho.  No entanto, o Estado apresenta-se ineficaz nesse aspecto, uma vez eu mesmo com os direitos regulamentados na constituição, ainda existem injustiças.

          Nesse mesmo contexto, infere-se da historia eu desde a substituição do homem pela maquina, ocorrida na revolução industrial, o trabalhador passa a buscar qualquer tipo de oficio.  Como a avanço da tecnologia, desde então, o seu humano passa a trabalhar de forma insegura, sem a garantia de seus direitos por parte das empresas.  Por isso, os funcionários não são tratados com a assistência eu merecem e, muitas vezes não tem oportunidades de emprego.

          Portanto, é fundamental eu o Estado seja mais rigoroso na efetivação dos direitos trabalhista, através de medidas protetivas e eficaz que assegurem ao empregado a sua preservação no serviço, como também a fiscalização e a punição das autoridades no mercado de trabalho.  Além disso, cabe as empresas contratantes a responsabilidade de oferecer apoio aos contratados por meio de contratos mais severos e eficientes.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

 

TEMA: A precarização do trabalho não promove justiça social

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: acentuação, concordância e crase.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 160 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical. Não podemos aceitar tantos vocábulos repetidos. Deve-se efetuar, nesses casos, a coesão lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 180 Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema, porém apresenta falhas quanto ao DETALHAMENTO.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (30)
   Luiz  André Medeiros  │       │     12:13  │  0

Temática de número 30 saindo agora, nessa tarde de quinta-feira, aqui no blog Saber em ora Debate. Confira mais uma produção realizada para que você tenha o melhor conteúdo para a prova do ENEM:

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Tese Principal – Os hábitos de vida do brasileiro estão longe de serem considerados saudáveis. Cada vez mais, o consumo de frutas, verduras, legumes e cereais tem estado em segundo plano, enquanto o consumo de alimentos com altos teores de gorduras, açúcar e sal cresce e é cada vez mais frequente. A atividade física é ausente, não estimulada pelo Estado, e as refeições principais dão lugar a lanches rápidos e nada nutritivos. Além da urbanização, a questão social também limita o acesso a alimentos saudáveis, que geralmente são mais caros, inviabilizando seu consumo pelas classes mais baixas.

Visões Universalistas

Argumento HISTÓRICO

          O século XX conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos ecossistemas e da biosfera. Até o final do século XIX, a vida na terra, em qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.

Entendimento do Saber em Debate – Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século XIX. Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida estável por equipamentos de ar condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.

Argumento Atual

          No conjunto dos componentes da segurança alimentar e nutricional, estão o crédito agrícola, a avaliação e a adoção de tecnologias agrícolas e industriais; os estoques estratégicos; o cooperativismo; a importação, a distribuição, a conservação e o armazenamento de alimentos; o manejo sustentado dos recursos naturais etc. As ações para garantir essa segurança extrapolam, portanto, o setor saúde, alcançando um caráter interssetorial, sobretudo no que respeita à produção e ao consumo, o qual engloba a capacidade aquisitiva da população e a escolha dos alimentos a serem consumidos, inclusive os fatores culturais que interferem em tal seleção.

Entendimento do Saber em Debate – É um equívoco pensar que civilização e meio ambiente são departamentos estanques. O moderno modo de vida das sociedades de consumo depende da resiliência dos ecossistemas em oferecer água, alimentos e todo o tipo de produtos minerais e vegetais necessários para a manutenção da sociedade do século XXI. A profunda descrença na capacidade humana em mudar é, na verdade, uma atitude inconsequente de uma geração acomodada no individualismo e no consumismo, onde as relações sociais se dão mais em redes cibernéticas do que no calor humano.

Argumento Jurídico

          Para produzir e vender qualquer alimento como orgânico, é preciso, segundo a Lei de 10.831/2003, comprovar que não foram usados adubos sintéticos, agrotóxicos ou sementes transgênicas no cultivo e, também, respeitar as leis trabalhistas dos empregados envolvidos no processo – juntam-se a toda burocracia regulatória outros entraves, como cooperativas mal articuladas e produtividade insuficiente, que fazem a agricultura orgânica e ecológica parecer não compatível com a demanda atual por alimentos. O preço e a disponibilidade destes produtos são os principais pontos que dificultam a adesão dos consumidores aos orgânicos.

Entendimento do Saber em Debate – Apesar do entusiasmo com a agroecologia, a realidade é outra, pois a produtividade dos orgânicos ainda é muito distante da do agronegócio. Mesmo assim, a agricultura familiar tem grande importância para os abastecimentos dos mercados brasileiros – ocupando aproximadamente 25% da área agricultável do País, o modelo familiar ainda corresponde a 38% da produção gerada no Brasil e a complexidade dos processos de cultivo desses alimentos não é respondida pela modelo de agricultura patronal – destacar que no Brasil, de 5,1 milhões de propriedade rurais, 4,3 mi são de agricultura familiar, com 12 milhões de trabalhadores.

 

Teses para o Desenvolvimento

 1ª Tese – Modificar a base alimentícia.

          A alimentação aderida pelo homem moderno tem como base gorduras animais, carnes, carboidratos e açúcar, o que causa um grande impacto social e ambiental, tendo em vista demandar uma produção agrícola voltada para a forragem animal.

Construindo o Texto – Trabalhar a ideia de que o brasileiro tem ingerido pouca quantidade de frutas, verduras e hortaliças e cada vez mais alimentos com um teor de gordura elevado, com grandes quantidades de açúcar ou sal. Ainda, o cotidiano de milhões de brasileiros é marcado pela ausência de prática de atividade física e pela troca de refeições completas por lanches rápidos e pouco ou nada nutritivos – destaque que o agronegócio não produz alimento, produz PIB, relações exteriores, negócios. Ele produz soja, biodiesel, cana, algodão, não produz comida – arroz, feijão, mandioca já não são produzidos pelo agronegócio. Já se produz o suficiente no mundo para alimentar o que está previsto até 2050 de aumento da população. Introduza a ideia de que o transgênico vai continuar a excluir pequenos de produzir e vai colocar na mão dos grandes a produção do não-alimento.

2ª Tese – Eliminar a discrepância social.

          Dentre outros fatores, a questão social é ainda fator limitador do consumo de alimentos nutritivos, por serem mais caros. Dessa forma, pessoas de baixa renda tendem a comprar alimentos pouco saudáveis – defender o consumo de produtos orgânicos pelo viés ambiental e nutricional, já que os benefícios do consumo dos orgânicos são uma questão mais plural, que beneficiam uma série de setores.

Construindo o Texto – Trabalhar a ideia de que, na verdade, esses vieses parecem que são separados, mas são costurados pelo contexto de saúde coletiva. A saúde coletiva implica condições sociais, ambientais e de estilo de vida saudáveis. Quando se olha na perspectiva de saúde coletiva, para você ser saudável você tem que trabalhar, ter dignidade, estar com quem gosta em um ambiente sustentável para ter saúde. Nessa perspectiva, o alimento orgânico de origem familiar vai ao encontro do ideal capitalista, porque vai dignificar o agricultor, e isso repercute na qualidade de vida nas grandes cidades na questão do desemprego – Destaque que tudo isso tem a ver com a saúde social urbana. E na saúde ambiental também, porque não adianta comer bem se o ar e o mar estiverem poluídos, se o clima estiver desequilibrado, causando repercussões sociais porque o ambiente não é só o indivíduo.

 

Solução

          O financiamento da agricultura brasileira é de 25% para agricultura familiar e 75% para agronegócio – e mesmo com 25%, a agricultura familiar corresponde a 80% do que a gente come. Faltam incentivos e sensibilização do consumidor. Destaque que o consumidor, ao buscar mais e ao querer mais orgânicos, pode procurar por políticos que apoiem isso e, também, forçar o preço a baixar. A problemática do preço tem de ser compartilhada uma vez que o alimento ainda é uma mercadoria, quanto maior a compra, maior a oferta.

 

Detalhamentos

  • Estimular a discussão entre poder público, mídia e sociedade para traçar estratégias e buscar a realização de ações que efetivamente garantam alimentos saudáveis e da fácil acesso;
  • Realizar, dentro do âmbito da sociedade civil, ações de conscientização sobre a importância da manutenção de hábitos de vida saudáveis;
  • Diminuir os impostos cobrados nos itens alimentícios básicos para facilitar o acesso universal.

Redação da aluna CARLA GUIMARÃES

          Todo ser humano tem direito a um padrão de vida que lhe assegure saúde e bem-estar, sendo responsabilidade do Estado assegurar as condições para uma alimentação saudável e nutritiva. Em virtude das mudanças no cenário tecnológico e social da indústria alimentícia, a nutrição adequada da sociedade moderna tem se tornado um grande desafio a humanidade. Ou seja, a realidade demonstra que o problema não está necessariamente na escassez de alimentos, e sim no enorme desperdício, na má distribuição e na utilização de transgênicos dentro de uma estratégia capitalista de mercado.

          A partir da segunda metade do século XX, o desenvolvimento e a urbanização acelerados passaram a modificar a base alimentícia e os hábitos de consumo da sociedade no intuito de facilitar e agilizar o acesso aos alimentos, uma vez que as refeições passaram a ser feitas, na maior parte das vezes, fora de casa. Entretanto, os novos padrões utilizados pelas redes de “fast-foods” estimular um consumo de péssimo valor nutricional que vai de encontro ao direito do homem em ter uma alimentação saudável e segura.

          Um outro elemento fundamental que necessita ser compreendido no contexto capitalista é a transformação de alimentos saudáveis em produtos lucráveis em detrimento do bem-estar das pessoas. Com a mecanização e a industrialização da produção, os alimentos passaram a ser modificados geneticamente, ou seja, transformados em sua composição original, para atender a uma demanda de mercado em larga escala, cujos reflexos mostram-se extremamente prejudiciais.

          O direito a uma alimentação saudável dever ser entendido em conjunto com as esferas econômicas, sociais e culturais, onde deve prevalecer um padrão de vida satisfatório e de qualidade. Nesse sentido, devem se realizadas ações de conscientização, através de campanhas e projetos, para garantir o acesso e a informação com relação aos hábitos de vida saudáveis. Ainda, o fornecimento de subsídios para o fortalecimento da produção de orgânicos é fundamental para uma mudança paradigmática na alimentação.

 

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA Como garantir o acesso universal à comida saudável no Brasil

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 180 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: vírgula, pronome relativo e acentuação.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta ÓTIMO domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista. É NECESSÁRIO MAIS PROGRESSÃO ARGUMENTATIVA.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical, PRINCIPALMENTE ESTA ÚLTIMA.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora PERFEITA proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (29)
   Luiz  André Medeiros  │       │     7:09  │  0

Vigésima nona postagem liberada aqui no blog Saber em Debate. Prosseguiremos, nessa quinta-feira com nossa série de postagens com as possíveis temáticas para o ENEM, sempre na intenção de mantê-los, caros leitores, informados com o melhor conteúdo para a prova. Confira mais uma temática:

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Tese Principal – Mas o que é trabalho escravo contemporâneo? O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil – essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração.

 

 

Visões Universalistas

Argumento Jurídico

Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

III – a dignidade da pessoa humana

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

XXIII – a propriedade atenderá a sua função social;

Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente,

segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

III – observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

IV – exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.

 

Entendimento do Saber em Debate Ocorreu uma alteração da constituição trazendo uma explicitação do trabalho escravo em seu Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5º.

Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma da lei.

Argumento Sociológico

          Quem é o trabalhador escravo? Em geral, são migrantes que deixaram suas casas em busca de melhores condições de vida e de sustento para as suas famílias. Saem de suas cidades atraídos por falsas promessas de aliciadores ou migram forçadamente por uma série de motivos, que pode incluir a falta de opção econômica, guerras e até perseguições políticas. No Brasil, os trabalhadores proveem de diversos Estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, mas também podem ser migrantes internacionais de países latino-americanos – como a Bolívia, Paraguai e Peru –, africanos, além do Haiti e do Oriente Médio. Essas pessoas podem se destinar à região de expansão agrícola ou aos centros urbanos à procura de oportunidades de trabalho.

Entendimento do Saber em Debate – Tradicionalmente, o trabalho escravo é empregado em atividades econômicas na zona rural, como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Nos últimos anos, essa situação também é verificada em centros urbanos, principalmente na construção civil e na confecção têxtil.

 

Teses para o Desenvolvimento

 

1ª Tese – Garantir proteção aos direitos humanos.

          No trabalho forçado não se fere somente o princípio da liberdade, mas também o da legalidade, o da igualdade e o da dignidade da pessoa humana, na medida em que a prática afronta as normas legais, concede ao trabalhador em questão, tratamento diverso do concedido a outros; e retira dele o direito de escolha.

Construindo o Texto – Defenda a tese de que a coação – elemento que possibilita essa modalidade de sujeição do trabalhador à condição análoga à de escravo – pode ser moral, psicológica ou física, e é cada vez mais intensa apesar  da fiscalização – mostre que é fundamental que o Estado possa agir na orientação dessas pessoas mais vulneráveis.

 

 

2ª Tese – Desenvolver políticas públicas de geração de emprego.

          Mas em sendo a escravidão contemporânea um problema também social, gerado pela extrema miséria e exclusão social em que vive grande parte da população, aliadas ao alto índice de desemprego e consequente excesso de mão-de-obra, é indispensável o desenvolvimento de políticas pública preventivas, de geração de emprego e renda e até uma reforma agrária efetiva que evite o êxodo dos trabalhadores para outros locais.

Construindo o Texto – Defenda a tese de que no Brasil, 95% das pessoas submetidas ao trabalho escravo rural são homens. Em geral, as atividades para as quais esse tipo de mão-de-obra é utilizado exigem força física, por isso os aliciadores buscam principalmente homens e jovens. Os dados oficiais do Programa Seguro-Desemprego de 2003 a 2014 indicam que, entre os trabalhadores libertados, 72,1% são analfabetos ou não concluíram o quinto ano do Ensino Fundamental.

 

Solução

          Para que esse ciclo vicioso seja rompido, são necessárias ações que incidam na vida do trabalhador para além do âmbito da repressão do crime. Por isso, a erradicação do problema passa também pela adoção de políticas públicas de assistência à vítima e prevenção para reverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade de comunidades – dentre essas políticas, estão as ações formativas no âmbito da educação.

 

Detalhamentos

  • Institucionalização do tema do trabalho escravo no Plano Municipal de Educação de alguns municípios.
  • Ações em comunidades escolares da zona rural, mobilização da rede de ensino em torno dos projetos de combate ao trabalho escravo.
  • Fortalecimento dos sistemas de formação de professores e a abordagem do tema em sala de aula sob uma perspectiva dos direitos humanos.

Redação da aluna Izabel Rocha:

          Ao falar de escravidão, logo vem à mente os comerciantes portugueses, espanhóis e ingleses que lotavam os navios negreiros com africanos, colocando-os à venda de forma desumana e cruel por toda América. Apesar das transformações do mundo e as reivindicações pelos direitos humanos, ao longo de mais de 100 anos, a escravidão é uma problemática ainda enfrentada, sobretudo, por causa das desigualdades sociais que aumentam a vulnerabilidade das pessoas.

          Em geral, os “escravos” atuais são migrantes, que saem de suas casas por melhores condições de vida; e crianças, principalmente meninas, para exploração doméstica e sexual. Dessa forma, percebemos que a escravidão não só priva as pessoas de autonomia, mas também da garantia de direitos como lazer, educação, trabalho remunerado e aposentadoria.

          Além disso, conforme demonstra a tese jusnaturalista, os homens são possuidores de direitos que são naturais, tais como igualdade, liberdade e legalidade. No entanto, a miséria e a exclusão social, juntamente com o desemprego, são fatores que influenciam a exploração do trabalhador. Com isso, muitas pessoas se veem sem saída ou são iludidas por propostas de emprego utópicas.

          Logo, é imperioso que o Estado invista na divulgação dos direitos dos trabalhadores, por meio da institucionalização do tema no Plano Municipal de Educação de todos os municípios, com o objetivo de informar os direitos de cada cidadão. Bem como, é preciso uma ação conjunta da sociedade, do Governo e da mídia para fiscalizar irregularidades, mediante a realização de concursos públicos para cargos de fiscais do trabalho (por parte do Estado) e o envolvimento sistemático da televisão local e da comunidade, com a finalidade de combater a exploração.

     

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

Tema: O trabalho escravo no Brasil e o desrespeito à dignidade humana

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 160 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções de crase, vírgula e concordância.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista. Não recomendamos, portanto, a condução dos verbos em primeira pessoa para que não caracterize indício de interação com o corretor(2º parágrafo)
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 180 Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 180 Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema, porém apresenta falhas quanto ao DETALHAMENTO. Todos os critérios de detalhamento devem ser usados em cada proposta.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (28)
   Luiz  André Medeiros  │     2 de novembro de 2016   │     21:23  │  0

Nova postagem saindo nessa noite de quarta-feira. Confirmando nosso compromisso com os acompanhantes do blog, prosseguiremos até o dia anterior ao ENEM com nossas postagens diárias. Confira agora mais uma incrível temática:

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Tese Principal – A comunidade internacional precisa se mover em torno da prevenção e da solução de conflitos. Não dá para achar que as crises humanitárias têm uma solução humanitária; a solução é política. É preciso repensar o modelo de discussão multilateral, criando instituições que tenham um diálogo produtivo na busca de um consenso que resulte em uma ética universal.

Visões Universalistas

Argumento Jurídico

          O art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípio da prevalência dos direitos humanos – esse princípio é o segundo inciso do art. 4º da Constituição Federal de 1988, afinal, a República Federativa do Brasil tem como seu fundamento a dignidade humana, por isso, tem como característica fundamental o respeito aos Direitos Humanos e irá propagar e defender este princípio perante a comunidade internacional.

Entendimento do Saber em debate – A liberdade da pessoa humana, as garantias e as regulamentações de seus direitos sempre foram matéria constitucional, pois o Estado existe para promover e garantir a dignidade humana – mostre que o dispositivo constitucional positiva este princípio regulamentador e torna como inaceitável obscuridades nas relações entre outros Estados.

Argumento Histórico

          É o reflexo da diferença entre a formação dos principais Estados-nações da Europa Ocidental e os da Europa Central e Oriental.

Entendimento do Saber em Debate – Os primeiros, formados até o século XVIII, consolidaram seu conceito de cidadania antes de o nacionalismo tornar-se uma força política dominante e consideraram costumes e religião secundários em relação ao acatamento da lei civil – já para as Estados mais jovens do Leste, formados nos séculos XIX e XX, a “pureza étnica” legitimou a afirmação contra o imperialismo de nações mais poderosas, tanto as ocidentais quanto a Rússia.

 

Argumento Filosófico

          O Imperativo Categórico Kantiano – A razão humana é uma Razão Legisladora que elabora normas universais, uma vez que constitui um predicado universal dos homens – um ato só pode ser considerado moral quando praticado de forma autônoma, consciente e por dever.

Entendimento do Saber em debate – Denominamos humanismo essa postura filosófica que busca no conhecimento da natureza ou condição humana a fundamentação para as normas éticas e os valores que devem orientar a vida individual e coletiva – para Kant a natureza humana é essencialmente Razão.

“A liberdade é a condição da lei moral”, o que equivale a dizer que só pode ser considerada uma ação moral aquela realizada de forma livre e autônoma. Sem liberdade, não há ação verdadeiramente moral.

                                                                                                                                         Luiz André Medeiros

Razão Comunicativa de Habermas – Razão Dialógica é a que brota do diálogo e da argumentação entre os agentes interessados – é a razão que surge da “Ação Comunicativa”, do uso da linguagem como meio de alcançar o consenso.

Entendimento do Saber em debate – Para que essa argumentação leve a um entendimento real entre os indivíduos, é necessário que o diálogo seja um diálogo livre, sem constrangimentos de qualquer ordem e que o convencimento se dê a partir de argumentos válidos e coerentes.

“O direito de asilo é um direito humano, e qualquer pessoa que pedir asilo deve ser tratada de forma justa e, se for o caso, deve ser acolhida com todas as consequências.”

                                                                                                                                              Jurgen Habermas

Teses para o Desenvolvimento

1ª Tese – Não eximir-se dessa responsabilidade moral.

          Esse imperativo moral advém da responsabilidade histórica pelo legado negativo do colonialismo. Não é possível eximir-se dessa responsabilidade moral no momento em que as vítimas de tais ações acorrem às fronteiras. Trabalhe a ideia de que a busca por um diálogo que leve a um consenso é fundamental partindo de uma lógica multilateral.

Construindo o Texto – Trabalhe a tese de que o Acnur está longe de atingir a meta de arrecadação financeira para atender aos milhões de pessoas sob seus cuidados – traga a ideia de que, em vez de palavras, o COI poderia ter doado parte dos lucros bilionários que obteve com os Jogos Olímpicos de 2016 ao Acnur, assim como boa parte dos países representados, efetivas ou interinamente, na cerimônia de abertura.

2ª Tese – Buscar uma sensibilização em razão de sua vulnerabilidade.

          A sensibilização para a condição de extrema vulnerabilidade dos refugiados não é crucial apenas para as políticas de proteção, voltadas majoritariamente para soluções temporárias. Ela é tão ou mais importante nas soluções duradouras, em que as políticas de integração dos refugiados – que incluem acesso à educação, saúde, habitação, trabalho etc. – são absolutamente necessárias para sua integridade física e psicológica.

Construindo o Texto – Trabalhar a ideia de que o Direito de Asilo é obrigatório por parte dos países que compõem a ACNUR, órgão da ONU, que trata da questão dos refugiados – as políticas devem incluir acesso à educação, saúde, habitação, trabalho, pois estas são absolutamente necessárias para sua integridade física e psicológica.

Solução

          Pela legislação internacional, as pessoas que fogem de guerras ou perseguições têm o direito de obter asilo. E fazer pouco ou nada para ajudá-los apenas prolonga o seu sofrimento – nenhum governo deveria fugir das suas responsabilidades humanitárias.

Detalhamentos

  • Regras de asilo – Um compartilhamento maior das informações sobre os imigrantes – por exemplo, do registro de suas impressões digitais e identidade – poderia permitir um melhor acompanhamento dos seus movimentos nas regiões;
  • Cotas para o acolhimento de refugiados – Discussão sobre uma proposta para a criação de cotas nacionais de asilo para dividir o fardo do acolhimento dos refugiados igualmente entre os países;
  • Caminhos legais de imigração – Criar centros de acolhimento na África e no Oriente Médio para conseguir dar conta de todos os pedidos de asilo. Isso ajudaria a evitar tragédias como as que acontecem na travessia do Mar Mediterrâneo.

Redação da aluna ANA CAROLINA LYRA

          A condição de sujeito racional a moral se expressa no “Imperativo Categórico” de Immanuel Kant, já eu existiria um dever da sociedade em agir conforme princípios idealizados pela mesma com leis da natureza humana. Entretanto, essa lógica se mostra utópica, visto que a questão dos refugiados esbarra em desafios éticos ligados à isenção da responsabilidade moral dos países eu deveriam recebe-los e à falta de sensibilização para com a vulnerabilidade desses emigrados.

          A falta de responsabilidade moral está relacionada com a ausência de reconhecimentos de que o asilo é um direito humano e de que existe uma dúvida colonial. Assim, isso só seria solucionado a partir do que Jurgen Habermas denomina de “Ação Comunicativa”, o uso da linguagem como meio para alcançar consenso, com argumentos livres. Porém, isso não se torna possível por conta da desigualdade sofrida por países pelo Conselho de Segurança da ONU, dado que esse órgão atua de forma unilateral.

          Além disso, demonstra-se a falta de sensibilização para a vulnerabilidade das vítimas, que são amparadas por um conjunto de soluções temporárias. Isso é causado pela não percepção de eu a maior parte dos movimentos foram consequências de políticas ocidentais eu vários europeus procuraram se beneficiar como a derrubada de radicais islâmicos do poder. Essa teoria fica clara quando é observado eu o número de refugiados já ultrapassou a população britânica.

          Portanto, para a mudança dessa situação, é necessário que a ONU comece a agir de forma multilateral, em benefício a todos. Ademais, é importante a busca de solução duradouras eu visem a integração dos refugiados, a partir do acesso aos direitos básicos; estabelecimento de cotas para o acolhimento, como forma de dividir o fardo de maneira igualitária e, por fim, a criação de caminhos legais de imigração, com base em centros de acolhimento.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

TEMA: A questão dos refugiados no mundo e os desafios éticos

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 160 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios de convenção ou gramaticais: gerúndio desnecessário, vírgula e  crase.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do sem inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 180 Elabora muito bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto, porém apresenta falhas quanto ao DETALHAMENTO.

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Temas prováveis para o ENEM 2016 (27)
   Luiz  André Medeiros  │       │     11:53  │  0

Nova postagem liberada aqui na nossa página. Estamos na reta final para o ENEM e redobramos nossos esforços para entregar o melhor conteúdo de revisão para a redação. Confira agora mais um texto:

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Tese Principal – Compreender o funcionamento das instituições sociais e políticas tendo em vista diferentes formas de regulamentação das sociedades e ordenamento do espaço geográfico em relação à demarcação de terras indígenas. O que o país precisa é de um novo paradigma político, que esteja à altura dos instrumentos legais dos quais já dispomos, como a Constituição de 1988 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

Visões Universalistas 

Argumento Histórico

          Foi apenas na década de 1750 que a escravidão indígena no Brasil foi oficialmente abolida pela Coroa Portuguesa, que começou a estimular o tráfico de escravos africanos. No início do século XX, ainda predominava a visão de que o índio deveria ser “civilizado”, ou seja, ser assimilado à cultura ocidental, se tornar um “não-índio” – em 1910 foi criado o SPI – Serviço de Proteção ao Índio, que buscava fazer o contato com tribos isoladas e promover a coexistência pacífica entre colonizadores e indígenas nas frentes de expansão econômica.

Entendimento do Saber em Debate – Destacar que foi somente em 1973 que o governo aprovou o Estatuto do Índio, e finalmente, em 1988, é promulgada a nova Constituição Federal, que inovou ao estabelecer o direito originário dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam e reconheceu oficialmente direitos de cidadania, como o respeito à identidade e organização social, costumes, línguas, crenças e tradições.

Argumento Jurídico

          A Constituição em seu Art. 231 que: “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.”

 

Entendimento do Saber em Debate – Desta forma, é vislumbrado aos povos tradicionais o direito à diferença, reconhecendo-se a sua organização social, costumes e tradições, salvaguardando o direito de serem e permanecerem como índios, sujeitos de direitos originários, ou seja, anteriormente a instituição do regime proposto pela atual Constituição, os índios já são possuidores de direitos justificados por fatos previstos pela nova norma constitucional.

Argumento Sociológico 

          Por meio do estudo da evolução legal dos direitos indígenas no ordenamento jurídico brasileiro constata-se que a tutela dos direitos indígenas fundamentais compreendidos entre aqueles imprescindíveis à sobrevivência com dignidade desse grupo étnico, se consubstancia de forma gradativa e em atendimento a determinados objetivos políticos e econômicos, pelos quais se identifica a formação de três modelos jurídicos indígenas: o exterminacionista, o integracionista e o de reconhecimento e ampliação de direitos.

Entendimento do Saber em Debate – A diversidade étnica brasileira é uma característica peculiar que faz do Brasil um país multicultural, graças ao patrimônio cultural dos diversos grupos sociais formadores da sociedade nacional. Apesar do extermínio sofrido muitas populações indígenas, resistiram e atualmente seus integrantes são reconhecidos como sujeitos de direitos, que devem ser promovidos e protegidos pela ordem jurídica nacional, em razão da tutela do patrimônio cultural da humanidade, da qual faz parte a identidade indígena.

Teses para o Desenvolvimento

 

1ª Tese – Reconhecer os direitos como um fortalecimento da sociedade democrática.

          Assim, os direitos indígenas fundamentais têm a função não apenas de reconhecer a existência das comunidades nativas, mas, sobretudo, assegurar o respeito ao seu modo de interação com o mundo, sua organização social, sua identidade cultural – esses grupos sociais reivindicam direitos de caráter coletivo, como a garantia do direito a terra, aos recursos naturais e principalmente à autodeterminação política e à cultura própria, dos quais o resguardo passa pela efetividade de seus direitos fundamentais.

Construindo o Texto – Comprove a tese de que demarcar terras é uma condição necessária, mas não suficiente para resolver um emaranhado de problemas – é inegável que, a despeito das muitas reclamações, houve alguns avanços efetivos nos campos da educação e da saúde. Fundamente sua tese com a ideia de que diversos indicadores poderiam ser evocados: o número de indígenas chegando às universidades é crescente; as taxas de mortalidade infantil caíram, mas ainda são muito pequenos os avanços.

 

2ª Tese – Respeitar sua condição de sujeito de direitos.

          Mesmo quando conseguimos superar a ideia de um Estado que atua como um tutor de populações que evoluirão até se tornarem “civilizadas”, ainda não fomos capazes de construir instrumentos para tratar os grupos indígenas como povos, como nações. Nesse sentido, continuamos bem atrás de vizinhos como a Bolívia e o Equador, que já avançam rumo ao estabelecimento de Estados plurinacionais.

Construindo o Texto – Comprove a tese de que, necessário se faz reconhecer, que como entrave a essa evolução ainda persiste diplomas normativos impregnados pelos princípios integracionistas da população indígena à sociedade brasileira, quando na verdade se vive um estágio de reconhecimento de que os índios são essencialmente indivíduos formadores da nação brasileira, conforme sua peculiar organização social.

Solução

          Destarte, no processo de tutela dos direitos indígenas é notório o avanço adquirido pelas normas jurídicas em busca do atendimento aos interesses e necessidades prementes das comunidades tradicionais, resguardando-se, sobretudo o necessário respeito à diferença cultural, que tem corroborado a formação e manutenção da rica diversidade étnica e cultural brasileira.

Detalhamento

  • Desse modo, é imperiosa a análise do Projeto de Lei n 2.057/91 (Estatuto do Índio) que se encontra em tramitação, devendo esta ocorrer não só entre os legisladores, mas em conjunto com a população (indígena e não indígena) por meio de uma discussão sistêmica que primeiramente leve em consideração a opinião e manifestação dos próprios indígenas, visando-se a urgente aprovação de um diploma legal que se coadune com os atuais preceitos constitucionais de disciplinamento amplo dos direitos indígenas.
  • Aliado a esse processo deve ainda o Estado dar efetivo cumprimento às políticas públicas indígenas previstas na lei, sob pena de não se atingir a sua eficácia que objetiva a proteção integral das sociedades indígenas.

 

Redação do aluno Caio Lyra:

          Produto de divergências culturais e étnicas, a sociedade formadora do Brasil, apesar de possuir o indígena como expoente genuinamente nacional, foi – e ainda é – atraída e induzida por uma faceta conservadora e excludente em relação à incorporação da cultura nativa e a consequente participação do índio como um ser social. Nesse âmbito, é importante destacar a ausência do “Capital social”, proposto por Robert Putnam, no sentido de validar um bem-estar e o posterior desenvolvimento harmônico da comunidade cívica. Logo, o reconhecimento e a aplicação dos direitos legais já propostos aos nativos e a união cidadã em busca de uma maior valorização do papel deles na conjuntura social são incontestáveis.

          Em grande parte do seu período histórico, o Brasil considerou os indígenas como o reflexo de uma comunidade atrasada e excessivamente incompatível, em sua forma bruta, com a vida cívica. Isso demonstra uma visão altamente preconceituosa que precisa ser abolida para alcançar-se o ápice sociocultural almejado. Historicamente, parece que apenas na 1ª fase do Romantismo brasileiro o índio teve realmente seu valor social comprovado. Porém, a Iracema de José de Alencar demonstra que teve vida curta e as belas poesias indígenas de Gonçalves Dias já não ecoam mais no silencioso salão da dita sociedade miscigenada brasileira.

          Em relação à representabilidade dos índios nas diferentes classes e camadas sociais, percebe-se a escassez de representantes político-sociais desse povo, tanto no processo eleitoral, quanto no assistencial. Assim, apesar da garantia dos direitos previstos pela Constituição em 1988, não há a efetivação deles e, consequentemente, deixa de existir uma valorização do índio como um elemento integrador da comunidade. por consequência, órgãos como a FUNAI carecem de uma “voz ativa” que possa levar à discussão projetos de inclusão da classe indígena e seu respectivo conhecimento cidadão.

          Nesse sentido, a efetivação do indígena como um ser social e possuidor de direitos torna-se de urgente importância. Desse modo, o Ministério Público deve fiscalizar a garantia desses direitos e, se necessário, punir penalmente àqueles que tentarem obstruir o exercício da inclusão indígena. Sob outra análise, a aliança entre ONG’s e a mídia para a divulgação da importância do reconhecimento da plurinacionalidade brasileira, a fim de mobilizar a população e mostrar que essa causa é, além de necessária para a harmonia social, uma legitimação da sociedade civil e democrática, são medidas imprescindíveis.

ESPELHO DA REDAÇÃO DO SABER EM DEBATE

Tema: Um Estado plurinacional só é possível quando reconhecermos as populações indígenas

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. É isso o que o corretor espera de todo candidato bem preparado.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista. Habilidade de relacionar História, Literatura e Sociologia, em defesa de um ponto de vista, alavancou esta nota para o índice máximo.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do texto sem quaisquer inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora excelente proposta de intervenção relacionada ao tema, com todos os critérios de detalhamento enfatizados.

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