Monthly Archives: abril 2017

Visões Universalistas – Estado Anômico: Desigualdades do Estado
   Luiz  André Medeiros  │     18 de abril de 2017   │     17:52  │  0

Dedicamos a postagem dessa terça-feira para exemplificarmos como fazemos a utilização de uma ferramenta essencial na produção textual do Saber em Debate: a Visão Universalista. É com ela que nosso aluno sente que está preparado para ganhar a nota máxima nas competências II e III na redação do ENEM e a nota máxima em qualidade de produção nos mais diversos vestibulares do Brasil. Confira agora alguns exemplos que foram expostos no nosso jornal Redação News dessa ferramenta, mais uma exclusividade que apenas o aluno Saber em Debate pode ter!

Visões Universalistas André

Filósofos Contratualistas – Os contratualistas foram pensadores que discutiram o que o Estado podia ou não fazer.

Para Thomas Hobbes, o Estado podia fazer tudo o que garantisse a segurança da população.

Para John Locke, o Estado só podia fazer o necessário para proteger os direitos naturais à liberdade e à propriedade.

Para Jean Jacques Rousseau, o Estado não podia fazer nada se suas leis não seguissem a vontade geral dos próprios cidadãos.

Dica – A ideia é que você possa incluir no seu texto o fato de o Estado ter sido criado com o propósito de assegurar os direitos naturais dos homens. Como os temas versam sobre problemáticas do Estado, essa noção contratualista é fundamental.

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Saber em Debate e o Processo de Correção
   Luiz  André Medeiros  │     12 de abril de 2017   │     11:05  │  0

Semana Santa reduzido
Com um público de mais de 800 alunos, o Saber em Debate, hoje, possui uma equipe de corretores especialistas em correção de redação, com experiências nos mais diversos vestibulares do Brasil. Todos os nossos corretores têm atuação comprovada por meio de certificados oficiais, de forma a assegurar o respeito a esse tipo de trabalho.

          Adotamos durante a correção os mesmos critérios exigidos pelo Ministério da Educação, os quais se tornam mais rigorosos a cada edição. Assim como no Enem, no Saber em Debate cada uma das redações são avaliadas por dois corretores. Os avaliadores têm a função de atribuir uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências abaixo:

1) Domínio da norma padrão da língua portuguesa;
2) Compreensão da proposta de redação;
3) Seleção e organização das informações;
4) Demonstração de conhecimento da língua necessária para montar a estratégia coesiva do texto
5) Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais.

          A nota final da redação é a média aritmética da pontuação total dada pelos dois corretores, exceto em casos em que há discrepância entre as duas notas.

          Se em uma ou mais competências a diferença entre as notas dos dois avaliadores for maior que 80 pontos, um terceiro corretor – também com experiência em correções oficias – dá a nota daquela competência.

O Edital do Enem prevê sete situações em que a redação do participante pode ser zerada ou anulada. São elas:

1) Fuga total ao tema;
2) Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
3) Texto com até 7 linhas;
4) Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
5) Desrespeito aos direitos humanos;
6) Redação em branco, mesmo com texto em rascunho.
7) Cópia do texto motivador

          Além disso, a equipe de corretores e de monitores do Saber em Debate está disponível em mais de dez plantões semanais com disponibilidade a atender a todos os nossos alunos quanto às mais diversas dúvidas que envolvem o universo da escrita.

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Falando sobre REGÊNCIA VERBAL
   Luiz  André Medeiros  │     4 de abril de 2017   │     18:11  │  0

reduzida

Por Isabele Barros, Professora colaboradora do Saber em Debate

 

          A língua escrita e a língua falada no Brasil hoje são diferentes em alguns aspectos. A regência verbal é um dos itens gramaticais que apresentam maiores divergências. Grande parte dos problemas de regência pode ser resolvida com a consulta a dicionários especializados. É viável recordar que grande parte do nosso conhecimento escolar, percebe-se que nossa regência se limita aquela “decoreba” das grandes listas de verbos. A regência verbal vai muito além disso, pois ela estuda as relações entre as palavras.  Em geral, as palavras de uma oração são interdependentes, isto é, relacionam-se entre si para formar um todo significado. Essa relação necessária que se estabelece entre duas palavras, uma das quais serve de complemento a outra, é o que se chama de REGÊNCIA. A palavra dependente denomina-se REGIDA, e o termo a que ela se suborna REGENTE.

          As relações de REGÊNCIA podem ser indicadas:

  • Pela ordem por que se dispõem os termos na oração;
  • Pelas preposições, cuja função é justamente a de ligar palavras estabelecendo entre elas um nexo de dependência;
  • Pelas conjunções subordinativas, quando se trata de um período composto.

Observem os exemplos a seguir:

  1. I) As garotas amam
  2. II) As garotas gostamde maquiagens.

          Na primeira frase, o verbo “amar” exige um complemento(“maquiagens”) não preposicionado. Já na segunda sentença, percebemos que o verbo “gostar” exige um complemento preposicionado (“de maquiagens”).  Logo, os verbos em destaque acima se diferem quanto à regência. Os erros de regência são muito corriqueiros na língua falada que não condiz com a linguagem culta.  Observe a imagem a seguir:

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          Apesar da veracidade da mensagem acima, ela apresenta um erro de regência tão comum na oralidade informal. Reparem que há, na imagem acima, um erro clássico de regência incluindo o verbo “preferir”, que exige dois complementos: um sem preposição e o outro com a preposição A. Além disso, não se deve usar palavras como: mais, muito mais, antes, mil vezes, nem que ou do que.

  • Eu oro, pois prefiro as marcas nos meus joelhos às feridas no meu coração.(CORRETO)

Selecionamos alguns verbos que costumam gerar dúvidas no ENEM:

ASPIRAR

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  • É transitivo direto quando significa “inalar”, “respirar”, “sorver”:

Os maceioenses aspiram um ar prejudicial à sua saúde.

Ela aspirou o ar puro do interior.

  • Na acepção de “desejar”, “pretender”, esse verbo tem outra regência – é transitivo indireto e rege a preposição “a”:

Os alunos do Saber em Debate aspiram a uma aprovação no ENEM.

 

ASSISTIR

 

  • No sentido de “prestar ajuda”, é transitivo direto:

Prefeitura pede colaboração de voluntários para assistir desabrigados pela chuva.

  • No significado de “presenciar”, “ver”, é transitivo indireto, pede a preposição a, e não admite lhe como complemento;

O estudante assiste a vários debates e audiências.

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  • No sentido de “pertencer”, “caber”, é transitivo indireto e admite lhe como complemento;

Este direito assiste ao cliente.

 

  • Na acepção pouco usada de “morar”, “residir”, é intransitivo e pede por complemento um adjunto adverbial de lugar;

               Os moram assistem em humilde casa.

IMPLICAR

  • No sentido de “trazer como consequência”, acarretar, o verbo “Implicar” é transitivo direto:

A assinatura de um contrato implica a aceitação de todas as suas cláusulas.

  • Nos sentidos de “envolver”, “enredar”, “comprometer”, o verbo “Implicar” é construído com dois complementos (direto e indireto):

Falsos amigos implicaram o jornalista na conspiração.

  • Nos sentidos de promover rixas, mostrar má disposição para com alguém, o verbo “Implicar” é transitivo indireto.

Marcos era uma criatura que implicava com todo o mundo

 

OBEDECER

  • “Obedecer” é um verbo que sempre se constrói com objeto indireto

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Os filhos obedecem aos pais.

 

Obs.: Embora Transitivo Indireto, admite forma passiva:

Os pais são obedecidos pelos filhos.

O antônimo “Desobedecer” também segue a mesma regra.

MORAR, RESIDIR

  • Trabalham com a preposição EM e não com a preposição A, como, algumas vezes, acontece.

Moro em Maceió.

Resido no Rio de Janeiro.

SER

  • É incorreta a construção ser + preposição EM. Logo:

Somos seis. (CORRETO)

Somos em seis. (INCORRETO)

SIMPATIZAR

  • Exige a preposição COM.

Simpatizei com aquele rapaz.

ATENÇÃO

O verbo simpatizar não é pronominal. Dessa forma, não existe “simpatizar-se”, nem “antipatizar-se”.

O meu pai se simpatizou com meu novo amigo. (INCORRETO)

Visar

  • É transitivo direto nas acepções de “pôr o sinal de visto em”; “apontar arma de fogo”.

Visar um passaporte

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Visa sempre o mesmo alvo

  • No sentido de “ter em vista um fim”, “dirigir os seus esforços para”, “tender”, constrói-se como transitivo indireto, com a preposição a

Os conspiradores presos visavam provavelmente a estabelecer a internacional socialista” (Camilo Castelo Branco).

Bons estudos!

CEGALLA, Domingos Paschoal.Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999. p. 413-414.
LUFT, Celso Pedro.Dicionário Prático de Regência Verbal. 8. ed. São Paulo: Ática, 1999. p. 534.
CUNHA, Celso. Gramática do Português Contemporâneo. 7 ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1978.

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