Monthly Archives: maio 2017

Saber em Debate e o Espelho da Redação
   Luiz  André Medeiros  │     24 de maio de 2017   │     20:04  │  0

Olá acompanhantes do nosso blog! Nessa noite de quarta-feira disponibilizamos mais um conteúdo de extrema relevância para você que deseja aprovação nos mais diversos vestibulares pelo Brasil. Confira hoje a redação do aluno André Felipe Cavalcante Fonseca, juntamente com o respectivo espelho de correção a uma ferramenta bastante importante usada em nossas turmas de redação: a CORREÇÃO COLORIDA! Confira o tema e o texto a seguir:

Aluno: André Felipe Cavalcante Fonseca

Na análise durkheimiana, anomia é uma condição em que as normas sociais e morais são confundidas, pouco esclarecidas ou simplesmente ausentes. Entretanto, a cultura do estupro não pode ser vista como um fenômeno sociocultural, o qual possa intervir no estabelecimento de mecanismos sociais que ofereçam políticas públicas em prol da sociedade. Nessa perspectiva, é de fundamental importância propor condições de igualdade e mudanças culturais para o ser humano.

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, todos os indivíduos possuem o “direito a ter direitos”. A questão da cultura do estupro, porém, vem a ser uma prática maléfica a que muitos brasileiros são submetidos, e, em pleno século XXI, a mulher é objetificada e torna-se um símbolo de assédio para o grupo machista. Assim, essa violação não afeta só a dignidade humana, como também toda a pirâmide constitucional. Nessa lógica, vale abordar que o direito de igualdade deve ser observado nas condições de vida da mulher, já que, muitas vezes, elas não denunciam o feitor por medo de sofrer algum tipo de violência. Logo, essa situação não coaduna com o modelo de um Brasil que almeja um desenvolvimento de políticas públicas que iguale o direito a todo cidadão.

Nesse contexto, a mudança que reflete a ânsia da sociedade por melhoria não apenas legislativa, mas também cultural está englobada na reflexão de ações do próprio homem. Dessa forma, a transformação da cultura deve ser analisada desde as primeiras fases da vida, ainda mais com a garantia de que o estupro é um crime hediondo e pejorativo. Dentro desse mesmo raciocínio, enxerga-se a escola e o seio familiar como dois pilares que dão sustento a toda forma de transição cultural, visto que, no Brasil, o pensamento e as atitudes machistas são impregnados, desde o país colonial, até o presente momento.

Por tudo isso, são necessários leis draconianas que ofereçam recursos que valorizem as diferenças e, acima de tudo, o reconhecimento de que todo ser humano tem direito à dignidade, mediante a criação e a renovação de leis pelo Poder Legislativo, de modo a visar ao controle e à punição daqueles que desrespeitarem as vítimas de estupro. Assim, é essencial uma consciência social promovida pelas escolas, com a iniciativa de campanhas educativas: confecção de panfletos, debates e apresentação de vídeos que possibilitem aos alunos uma análise crítica sobre a problemática desse crime e provoque, também, uma mudança cultural de forma mais ampla.

COMP. I DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Os sinais de pontuação foram empregados de forma a facilitar o processo coesivo do texto, pois muitos foram usados para intercalar orações ou elementos de síndeto.
COMP. II COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta ÓTIMO domínio do texto dissertativo-argumentativo. Além disso, ressaltamos a escolha das visões universalistas na introdução e no primeiro parágrafo de desenvolvimento, o que denota habilidade de contextualizar e cumpre uma das funções desta competência quando exige a APLICAÇÃO DE OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO.
COMP. III CAPACIDADE DE SELECIONAR E ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES 200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, CONFIGURANDO AUTORIA, em defesa de um ponto de vista. Interpretar é sempre um desafio para o escritor da redação; neste texto, enfatizamos o que é chamado de INDÍCIO DE AUTORIA, principalmente nas linhas 10 a 15 e linhas 18 a 22. Perceba que no desenvolvimento essa é a parte mais consistente.
COMP. IV DEMONSTRAR DOMÍNIO QUANTO AOS ELEMENTOS COESIVOS 200 Articula as partes do texto com  repertório diversificado de recursos coesivos. É necessário estar ciente dos três mecanismos coesivos: referencial, sequencial e lexical.
COMP. V APRESENTAR PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 200 Elabora PERFEITA iniciativa de solução relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Nas duas propostas, os agentes mobilizadores estão bem evidenciados, bem como os objetivos de cada intervenção.

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Texto do Aluno Redação em Debate – Júlia Pessôa Nobre
   Luiz  André Medeiros  │     23 de maio de 2017   │     11:38  │  2

Confira, nessa terça-feira, mais uma incrível produção textual de uma de nossas alunas do Projeto Redação em Debate. A produção de grandes textos é constante em nosso curso, por isso, reservamos parte do espaço de nosso blog para homenagear algumas produções que se descaram durante a semana e, dessa vez, temos uma redação da aluna Júlia Pessôa Nobre. Confira o texto a seguir:

Para o contratualista Rousseau, o “Contrato Social” deveria eliminar todas as desigualdades existentes na natureza. No entanto, o Estado brasileiro encontra-se bastante ineficaz nesse âmbito, visto que os deficientes passam por inúmeras dificuldades e constrangimentos em suas tentativas diárias de independência. Dessa forma, deve-se assegurar a dignidade de todos os cidadãos e ampliar programas de assistência psicológica aos portadores de deficiências físicas ou mentais.

Apenas após o genocídio da Segunda Guerra Mundial, percebeu-se a necessidade do estabelecimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos para assegurar o direito à igualdade e à dignidade de todo e qualquer homem. Entretanto, nem sempre isso acontece no Brasil. Nesse sentido, barreiras arquitetônicas e a falta de adaptações em geral, que se adequem às necessidades especiais dos deficientes, dificultam sua plena integração à sociedade e ferem os pressupostos de Justiça Aristotélica.

Essa concepção de justiça consiste em desigualar os desiguais, o que prevê a necessidade de medidas compensatórias e opõe-se à cultura meritocrática predominante na sociedade. Todavia, a ausência dessas medidas condiciona os deficientes à dependência contínua de que os outros cumpram seu dever social da solidariedade. Mesmo que isso aconteça esporadicamente, promove-se um forte sentimento de incapacidade e, assim, leva-se à baixa da autoestima dessa parcela da população que, sem acesso à assistência psicológica, muitas vezes, somam a depressão ao seu quadro clínico geral.

Diante disso, o Estado deve preservar a mobilidade de todos, reestruturando o Plano Diretor das cidades para a remoção de barreiras arquitetônicas, além de padroniza-las por todo o país de forma a efetivar o direito constitucional a uma vida digna e em igualdade proporcional. Concomitantemente, ONGs e centros de assistência direta à população devem prestar assistência psicológica aos deficientes para prevenir o desenvolvimento de quadros depressivos (corriqueiros nessa parcela social).

 

 

Nota da aluna:

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Temáticas de Revisão – Última Semana
   Luiz  André Medeiros  │     16 de maio de 2017   │     18:00  │  0

Em nossa última semana de revisão no Projeto Redação em Debate, dedicaremos o tempo disponível em sala de aula para aprofundar os conhecimentos acerca das temáticas expostas a seguir:

Foram exaustivas aulas com diversos temas de cunho social e médico, sempre buscando trazer o máximo de conhecimento e técnicas possíveis para dentro da sala de aula, sempre com o intuito de promover no aluno os conhecimentos necessários para se produzir os melhores textos, independentemente da temática que virá na prova, por isso buscamos ao máximo a variação dos temas durante as semanas. Desejamos a todos uma boa semana de revisão para as provas do CESMAC, UNIT e as diversas outras que serão realizadas nos demais estados!

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Visão Universalista – Temática dos migrantes
   Luiz  André Medeiros  │     4 de maio de 2017   │     17:56  │  0

Gilles Lipovetsky – Filósofo Francês

A Era do Vazio“, “O Império do Efêmero“. Os títulos dos principais livros de Gilles Lipovetsky indicam sua abordagem da condição contemporânea: um universo hiperindividualista e hiperconsumista, que prometia emancipação em relação a tradições e um gozo material ininterrupto, mas acabou por criar aquilo que ele descreve como “hedonismo ansioso”.

Entendimento do Saber em Debate – Há na mundo, e principalmente na Europa de hoje, uma grande inquietação identitária, provocada pela globalização econômica, gerando nas coletividades o medo de serem submersas por outras nações, de perderem suas identidades. Um medo que se manifesta no sucesso dos movimentos populistas e traduz a fragilização de indivíduos em geral não muito diplomados e com atividades econômicas na base da pirâmide social. A repetição do prefixo “hiper” é uma das marcas do pensador francês. Ele contrapõe à expressão pós-moderno (no sentido de diluição do moderno) o conceito de hipermodernidade, vendo nesse estágio -o presente- uma hiperbolização de vetores como o direito individual, a tecnociência, a democracia e o mercado, que para ele se tornaram incontornáveis. Para o bem e para o mal.

Dica da temática – No tocante ao pensamento do filósofo Gilles Lipovetsky, há na mundo uma grande inquietação identitária, provocada pela globalização econômica, gerando nas coletividades o medo de serem submersas por outras nações, de perderem suas identidades. Um medo que se manifesta no sucesso dos movimentos populistas e traduz a fragilização de indivíduos em geral não muito diplomados e com atividades econômicas na base da pirâmide social.

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