Texto do Aluno Redação em Debate – Júlia Pessôa Nobre
   Luiz  André Medeiros  │     23 de maio de 2017   │     11:38  │  2

Confira, nessa terça-feira, mais uma incrível produção textual de uma de nossas alunas do Projeto Redação em Debate. A produção de grandes textos é constante em nosso curso, por isso, reservamos parte do espaço de nosso blog para homenagear algumas produções que se descaram durante a semana e, dessa vez, temos uma redação da aluna Júlia Pessôa Nobre. Confira o texto a seguir:

Para o contratualista Rousseau, o “Contrato Social” deveria eliminar todas as desigualdades existentes na natureza. No entanto, o Estado brasileiro encontra-se bastante ineficaz nesse âmbito, visto que os deficientes passam por inúmeras dificuldades e constrangimentos em suas tentativas diárias de independência. Dessa forma, deve-se assegurar a dignidade de todos os cidadãos e ampliar programas de assistência psicológica aos portadores de deficiências físicas ou mentais.

Apenas após o genocídio da Segunda Guerra Mundial, percebeu-se a necessidade do estabelecimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos para assegurar o direito à igualdade e à dignidade de todo e qualquer homem. Entretanto, nem sempre isso acontece no Brasil. Nesse sentido, barreiras arquitetônicas e a falta de adaptações em geral, que se adequem às necessidades especiais dos deficientes, dificultam sua plena integração à sociedade e ferem os pressupostos de Justiça Aristotélica.

Essa concepção de justiça consiste em desigualar os desiguais, o que prevê a necessidade de medidas compensatórias e opõe-se à cultura meritocrática predominante na sociedade. Todavia, a ausência dessas medidas condiciona os deficientes à dependência contínua de que os outros cumpram seu dever social da solidariedade. Mesmo que isso aconteça esporadicamente, promove-se um forte sentimento de incapacidade e, assim, leva-se à baixa da autoestima dessa parcela da população que, sem acesso à assistência psicológica, muitas vezes, somam a depressão ao seu quadro clínico geral.

Diante disso, o Estado deve preservar a mobilidade de todos, reestruturando o Plano Diretor das cidades para a remoção de barreiras arquitetônicas, além de padroniza-las por todo o país de forma a efetivar o direito constitucional a uma vida digna e em igualdade proporcional. Concomitantemente, ONGs e centros de assistência direta à população devem prestar assistência psicológica aos deficientes para prevenir o desenvolvimento de quadros depressivos (corriqueiros nessa parcela social).

 

 

Nota da aluna:

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COMENTÁRIOS
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    1. Luiz André Medeiros Post author

      Olá Andrea, aqui é a equipe do Projeto Redação em Debate. Obrigado pelo elogio, sua opinião é sempre muito importante em nosso blog para que possamos sempre melhorar nosso conteúdo!

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