Redação da Aluna Saber em Debate e o Espelho de Correção
   Luiz  André Medeiros  │     27 de julho de 2017   │     18:45  │  0

Retornamos com mais uma postagem em nosso blog, nessa quinta-feira, trazendo a redação da aluna Vívian Lucena e mais uma exclusividade do curso presencial Redação em Debate: O espelho de correção, avaliando minunciosamente o texto de nossa aluna. Confiram mais essa ótima produção a seguir:

REDAÇÃO DA ALUNA VÍVIAN LUCENA

A organização social é caracterizada pela interação eficiente do Estado com as instituições socioeconômicas, educacionais e políticas. Não obstante, caso haja uma deturpação em algum setor, todo o conjunto se desestabiliza, e é dessa forma que o Brasil é gerido.  Assim, desenvolve no país um método hereditário, excludente e desumanizado, dotado de ineficiência da sociabilidade e obsoleto mecanismo urbano que intensifica a nefasta posição de retrocesso desenvolvimento.

Nesse incongruente contexto, é nítido observar que tais aspectos degradantes são reflexos do antigo método urbano brasileiro – desde a República Velha, durante a presidência de Rodrigo Alves, na remodelação do Rio de Janeiro, que demoliu os cortiços e marginalizou as camadas pobres em prol do embelezamento das cidades.  Sob esta óptica, o convívio harmônico e antidiscriminatório torna-se utópico, visto que há métodos separatistas para a integração unitária das pessoas e origina uma desorganização generalizada e catastrófica, denominada pelo sociólogo Émile Durkeim como “ Estado anômico”.

Por outro lado, vale ressaltar que a urbanização das cidades brasileiras é incompatível com a circulação segura das pessoas, pois a largura das ruas e das calçadas interrompe o livre trânsito dos pedestres, graças à desestrutura e à ineficácia engenheira. Além disso, não há uma prosperidade estatal para um sistema urbano de qualidade, nem tampouco pesquisas dos reflexos de melhoria de eventos internacionais que alavancaram os países, como, por exemplo, a Comuna de Paris, que restaurou uma perspectiva favorável na França.

Por tudo isso, a disponibilidade dos espaços de convívio é fundamental para a interação social, com a construção de praças e parques públicos gerenciados com uma gestão eficaz pelo Estado, para tornar o lugar mais atrativo e sociável para todos. Ademais, são importantes ações escolares que visem à empatia e à preservação dos espaços públicos para conservar a estrutura, bem como políticas públicas de revitalização do círculo urbano, com o intuito de assegurar os direitos de um local digno de  viver.

ESPELHO DE CORREÇÃO DA ALUNA VÍVIAN LUCENA

 

  • COMPETÊNCIA I = 160 PONTOS

A redação evidencia bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa, há poucos desvios gramaticais, tais como ausência do sinal indicativo da crase no desenvolvimento (“…graças à desestrutura e à ineficácia engenheira”) e também no parágrafo conclusivo ( …ações escolares que visem à empatia e à preservação dos espaços públicos). A competência é avaliada com 160 pontos, não podendo ser avaliada no nível 5 por apresentar mais de um desvio gramatical.

  • COMPETÊNCIA II = 200 PONTOS

A produção textual deve ser avaliado com 200 pontos, em razão da argumentação consistente em torno da temática sobre a humanização dos espaços urbanos para o benefício para um convívio social. Além disso, caracteriza-se pelo excelente domínio do tipo dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Desenvolve um ótimo domínio argumentativo, a partir de um repertório sociocultural produtivo ( o uso do argumento histórico ao mencionar a República Velha com a presidência de Rodrigo Alves e dar foco ao estudo sociológico de Émile). Por apresentar aspectos de repertório sociocultural produtivo, não pode ser avaliada no nível 4.

  • COMPETÊNCIA III = 200 PONTOS

Em defesa do ponto de vista ao criticar que o desenvolvimento de um método hereditário, excludente e desumanizado, “dotado de ineficência da sociabilidade e obsoleto mecanismo urbano” intensifica a nefasta posição do retrocesso desenvolvimentista. A redação apresenta informações, fatos e opiniões diversificados, tais como o argumento histórico ao mencionar a República Velha quando “houve a remodelação do Rio de Janeiro que demoliu os cortiços e marginalizou as camadas pobres em prol do embelezamento da cidade”. Logo após, de modo consistente, defende bem, configurando autoria ao ressaltar informações sobre a incompatibilidade entre a urbanização das cidades brasileiras com a circulação segura das pessoas, pois a largura das ruas e das calçadas interrompe o livre trânsito dos pedestres. Essas ideias se apresentam muito bem organizadas e hierarquizadas, o que promove a consistência da argumentação e explicita a autoria no texto, não permitindo a avaliação do texto no nível 4.

  • COMPETÊNCIA IV = 180 PONTOS

A produção textual se enquadra com 180 pontos porque não apresenta problemas na articulação tanto no que se refere à expressão das ideias que compõem cada parágrafo quanto na sequenciação de tais parágrafos. Além de estruturar-se de forma adequada, o texto apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, como de sequenciação ( “Sob esta ótica”, no 2º parágrafo; “Além disso”, 3º parágrafo), dentre outros. Porém, é pertinente evitar elemento coesivo sequencial no ínicio do primeiro parágrafo do primeiro desenvolvimento, “Nesse inconcruente contexto”.

  • COMPETÊNCIA V = 200 PONTOS

A redação enquadra-se no nível 5, porque a proposta de intervenção é relacionada ao tema, muito bem elaborada, detalhada e articulada à discussão desenvolvida no texto, descartando-se, assim, a atribuição do nível 4. Há menção dos agentes ( Estado e as ações escolares) e descrição das ações que esses agentes devem executar, respectivamente (construção de praças e parques públicos em tornar os lugares mais atrativos e sociáveis e a conservação da estrutura dos espaços urbanos, bem como políticas públicas de revitalização do círculo urbano).

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