Monthly Archives: maio 2018

Análise colorida – Redação nota 1000
   Luiz  André Medeiros  │     23 de maio de 2018   │     20:08  │  0

Confiram, nessa noite de quarta-feira a análise colorida da redação da aluna Mayana Azevedo, texto que recebeu a pontuação máxima seguindo os critérios de correção do ENEM:


Sob a égide do artigo 5º da Constituição Federal, é dever do Estado assegurar o direito à vida, à liberdade e à igualdade; também, o item proclama a autonomia da expressão científica.
Nesse contexto, sabe-se que a bioética enfrenta desafios na atualidade devido aos limites entre a destruição e a libertação de uma sociedade retroagida no quesito de avanços tecnológicos da vida humana, animal e ambiental. Portanto, faz-se necessário refletir o contraditório entre ciência e ética, bem como propor uma educação em bioética para ser examinada e discutida junto à população.

O que Mayana fez?

Percebe-se que a introdução está dividida em três períodos. O primeiro vem com a VISÃO UNIVERSALISTA sobre a explanação do artigo 5º da Constituição Federal: é dever do Estado assegurar o direito à vida, à liberdade e à igualdade; também, o item proclama a autonomia da expressão científica.   O segundo período evidencia uma progressão da ideia apresentada no inicio da introdução. Mayana chama atenção positivamente dos corretores ao envolver com a contestação com o artigo 5º  e a partir disso, criou sua argumentação. E o terceiro período é a apresentação das teses.

Em alusão às ideias da filósofa judia Hannah Arendt — sobrevivente do holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial —, a coletividade tem a predisposição de naturalizar situações ímpares. Nessa perspectiva, a dignidade da vida humana é tratada, por vezes, alheiamente pelos cientistas, pois estão preocupados com a busca cega e incessante pela novidade — ao ultrapassar as fronteiras da raça humana em detrimento do seu progresso —, para alcançar o prestígio e o sucesso no corpo social. Dessa maneira, a notória disparidade entre ciências e princípios morais coloca em xeque a vulnerabilidade dos homens, de modo a engendrar efeitos colaterais negativos diretamente ligados ao seu bem-estar, o que enaltece a divergência entre esses âmbitos.

 

O que Mayana fez?

O momento agora é ARGUMENTAR: vê-se a evidência da visão dela em relação ao tema. Aqui, já comprovando a sua tese, Mayana mostra sua contrariedade quanto ao descaso dos cientistas perante a sociedade, pois há preocupação maior com o prestígio e sucesso com as novidades. O primeiro desenvolvimento foi iniciado com a VISÃO FILOSÓFICA de Hannah Arendt,  dando mais consistência argumentativa para sua defesa. Além disso, explicita notória disparidade entre ciências e princípios morais coloca em xeque a vulnerabilidade dos homens, de modo a engendrar efeitos colaterais negativos diretamente ligados ao seu bem-estar, o que enaltece a divergência entre esses âmbitos. Com maestria, configura autoria.

Outrossim, a escassa discussão nos setores de aprendizado  — a respeito da ascensão da genética — fundamenta a abstração da comunidade em relação à saúde e ao meio ambiente, de forma a torná-la inculta nos parâmetros éticos e morais de gradação de pesquisas científicas. Por consequência disso, o drama de temas cruciais — como a eutanásia, a doação de órgãos e o uso de ervas ilícitas em tratamentos médicos — promove alta repercussão e polêmica nos agrupamentos sociais, em virtude do despreparo das letárgicas diretrizes educacionais.

O que Mayana fez?

Com a apresentação da 2ª tese, no desenvolvimento em questão, expõe a carência da discussão nos setores do aprendizado que fundamenta a abstração da comunidade em relação à saúde e ao meio ambiente. A autoria está configurada pela seleção diversificada de argumentos, TODOS MOBILIZADOS EM DEFESA DO PONTO DE VISTA. Mayana mostra as causas e isso foi muito positiva no processo argumentativo: ao passo que traça uma linha de raciocínio que permite o FOCO TOTAL DO TEMA.

Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação desenvolver mecanismos contemporâneos que delimitem os horizontes da ciência com a garantia de não se causarem danos à moral do indivíduo —, por meio de programas tecnológicos com normas mais rígidas nas questões altruístas à sociedade, a fim de proporcionar maior promoção no campo de análise genética. Ademais, é encargo do Ministério da Educação modificar e reformular as condutas escolares de maneira ampla e exequível, com o fito de debater e examinar a bioética no país, além de fortalecer o ideal de Arendt acerca do amparo à humanidade.

O que Mayana fez?

Mayana arrebentou ao apresentar propostas de intervenção com aos 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento, vamos conferir!!

•         1° AGENTE MOBILIZADOR = Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação  

•          2° AGENTE MOBILIZADOR = Ministério da Educação.

Os agentes são apresentados com especificações das ações, dos meios de realizá-las e da finalidade de cada uma.

 

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Redação da aluna Maria Isabel de Farias
   Luiz  André Medeiros  │     19 de maio de 2018   │     16:14  │  0

Confiram, neste sábado, mais uma incrível produção de uma de nossas alunas. Para esta tarde, temos o orgulho de apresentar uma redação que recebeu a nota máxima em nossa correção, seguindo os parâmetros do ENEM. Confiram agora o texto da aluna Maria Isabel:

 

Sob a égide da Constituição Federal, é sabido que todo poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente por meio de mecanismos como a iniciativa popular. Conquanto, na seara política brasileira, denota-se a falência do modelo político democrático – subjugado por interesses elitistas e reduzido às eleições. – Dessa maneira, diante da crise de representatividade do sistema político, é imprescindível uma mobilização para formar uma cultura cidadã, bem como possibilitar uma participação popular menos burocrática.

A partir de uma apropriação histórica, a filósofa Hannah Arendt estabeleceu que a compreensão acerca das vicissitudes politicas em torno de mecanismos ambiciosos e nefastos não é atual, mas decorre de uma deturpação da atividade política – enquanto um meio, e não um fim em si – vigente desde a época Socrática. Nesse viés, a formação de políticas públicas em consonância com a sociedade depende de um engajamento civil em ações deliberativas, de modo que este é o desafio constante na efetivação da democracia, o que culminaria na crise de representatividade. Dessa forma, é notório que em essência a liberdade é o fim da política, outrora, eram semelhantes, hodiernamente, figuram-se em símbolos destoantes, de modo que geram desconfiança no sistema.

Ligado a isso, durante a formação do modelo de governabilidade do país, foi implementado a profusão dos partidos políticos, que capitaneiam as formas de atuação das instituições e tornam viáveis ações coordenadas em torno da  esfera cívica. Não obstante, nesse molde instaurado, a Reforma Política fica à mercê da representação partidária, o que burocratiza a atuação popular e restringe o debate. Assim, a atuação do partido precisa depender mais da participação dos eleitores do que da capacidade de manipulação dos grupos detentores de capital.

Logo, dada a ubiquidade da internet, é fundamental que o Governo crie ferramentas, como plataformas digitais e novos espaços tecnológicos que ampliem as formas de consulta de deliberação acerca dos temas de cunho civil, a fim de que a tecnologia seja um instrumento democrático. Além disso, é necessário que o Legislativo formule projetos de leis que promovam a abertura dos sistemas de informação acerca da gestão governamental, por meio de consultas públicas, com o fito de que a governança se estabeleça em princípios de transparência.

 

NOTA FINAL DA ALUNA: 1.000 PONTOS.

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Redação da aluna Maria Guadalupe
   Luiz  André Medeiros  │     16 de maio de 2018   │     19:31  │  0

Confira, nesta quarta-feira, a produção da nossa aluna Maria Guadalupe, do Projeto Solta Língua, em parceria com O Projeto Saber em Debate:

O povo brasileiro é mundialmente conhecido por sua alegria principalmente em eventos como o carnaval e a Copa do Mundo. Todavia, esse entusiasmo não se estende ao âmbito cidadão, uma vez que predomina a descrença no mundo político. Tal problemática é resultado da permanência de heranças nocivas somada à ausência de políticas que visem incentivar a cidadania “além-voto”.

Legados como o paternalismo do “português semeador”, relatado por Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, e a prática do clientelismo e seu “voto de cabresto” na República Oligárquica refletem em um cidadão brasileiro pouco crítico socialmente. Dessa forma, com frequência o direito confunde-se com o favor e as obrigações governamentais limitam-se à medidas assistencialistas.

Ademais, constata-se a necessidade de uma cidadania participativa, na medida em que ser cidadão, para muitos, é sinônimo de ser eleitor. Destarte, para romper esse impasse, consoante o filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, é primordial que por meio da educação formem-se indivíduos críticos. Assim, educar é a melhor maneira de traçar um novo rumo para a cidadania no Brasil.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação incorpore ao currículo escolar uma formação política. Para isso, deve-se intensificar as aulas de sociologia e filosofia, ao mesmo tempo que sejam promovidas campanhas e debates com a presença de cientistas políticos e sociais. Com isso, haverá na sociedade brasileira um maior engajamento político.

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Redação da aluna Gabriella Nonato
   Luiz  André Medeiros  │     14 de maio de 2018   │     20:59  │  0

Mais uma de nossas alunas conquista, nessa segunda-feira, a excelência na produção textual! Nossa queria aluna Gabriella Nonato produziu uma incrível redação e alcançou 980 pontos em sua nota final. Confira a seguir a temática e a redação da aluna na íntegra:

A Revolução Neolítica ocorreu quando os indivíduos passaram a ser sedentários, pois haviam aprendido a dominar a natureza para suprir suas necessidades de subsistência. No entanto, ao longo do tempo, o homem passou a usar o meio ambiente de forma exagerada com a utilização excessiva de recursos naturais, o que resultou no desequilíbrio exploratório. Nesse âmbito, possibilitar um estímulo à consciência ecológica, bom como formar um novo modelo de intervenção ambiental, são fundamentais para a harmonia entre o homem e os ecossistemas.

Em conformidade com o sociólogo inglês Anthony Giddens, a maior parte dos problemas ambientais, enfrentados na atualidade, é resultado direto dos avanços técnicos e científicos. Nessa lógica, de forma inevitável, percebe-se que o progresso materialista é intimamente associado à carência de pensamento sustentável, além da publicidade que gerou uma massa alienada, provocou o consumo exacerbado e uma intensa degradação da biosfera. Entretanto, existem formas menos nocivas de exploração que conciliam a evolução tecnológica à manutenção saudável do meio natural; todavia, essas medidas são mal utilizadas, pois o Estado não garante um ambiente ecologicamente equilibrado, assim como a conscientização dos cidadãos.

Ademais, é notório que o atual modelo de intervenção na natureza é obsoleto, já que as sociedades modernas são materialistas, consumistas e possuem um padrão de consumo incompatível com a capacidade de renovação dos recursos naturais. Sendo assim, o consumismo, impulsionado pelos falsos desejos plantados pelo capitalismo ameaça  seriamente a capacidade biótica da Terra. Logo, as pessoas não querem aceitar que o estilo de vida atual contribui com a mudança climática, considerada uma questão de baixa prioridade, mas não deveria ser.

Portanto, é dever do Ministério do Meio Ambiente construir, nas comunidades, oficinas de reciclagem e desenvolver campanhas educativas que explanem o quão importante é a preservação do planeta. Outrossim, é necessário, por parte governamental, modificar os atuais mecanismos de usufruto da natureza, mediante a obediência dos parâmetros estipulados pela RIO+20 – maior conferência sobre desenvolvimento sustentável do mundo -, com ações para garantir o avanço ecológico no mundo e reduzir os impactos ambientais, a fim de promover a plena sustentabilidade.

Nota final da aluna: 980 pontos.

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Redação da aluna Jasmim Kunty
   Luiz  André Medeiros  │     11 de maio de 2018   │     20:46  │  0

Retornamos, nessa sexta-feira, com mais um excelente texto de uma de nossas alunas do Projeto de Redação que mais aprova no estado de Alagoas. Confiram agora a redação da aluna Jasmim Kunty:

Em fins do século XVIII, foi relatada pela primeira vez uma enfermidade de nome “banzo”: estado de melancolia profunda que acometia escravos e levava-os ao ato suicida. Apesar das mudanças sociais e dos avanços humanos, os casos de depressão que levam á morte têm crescido consideravelmente no Brasil, seja pelo significativo individualismo nas cidades, seja pelo tabu que encobre essa problemática.

Evidencia-se que, para o sociólogo Zygmunt Bauman, as formas de vida contemporâneas assemelham-se pela vulnerabilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identidade por muito tempo. Essa volatização das relações sociais e dos laços humanos lamentavelmente contribui para o constante estado de solidão no cotidiano pós-moderno. Dessa maneira, a segurança e a empatia que outrora faziam-se base dos vínculos coletivos, deram lugar para a angustiante introspecção que ocupa os indivíduos, e assim, a depressão alastra-se pelas comunidades apáticas e tem seu ápice na penosa ação suicida.

Ligado a isso, tem-se a falha atuação do Ministério da Educação (MEC), que ao velar à temática do suicídio e dos males que o precedem, gera um danoso tabu, o que favorece o silenciamento dos jovens e o consequente elevado índice de atentados contra a própria vida por esses. Tal situação é alarmante, afinal, a condição de intenso desolamento, destacado na obra romântica “Os sofrimentos do jovem Werther” de Goethe, perpassa a literatura e converte-se na realidade dos adolescentes, desamparados, no Estado brasileiro.

Logo, faz-se necessário que o MEC estabeleça um sistema educativo humanizado, por meio de atividades que estimulem a coletividade e palestras com psicólogos que dissertem sobre os desdobramentos da depressão, e assim, os casos de suicídio sejam mitigados. Além disso, é preciso que a sociedade civil organizada fortaleça os laços afetivos – com a criação de grupos municipais que desenvolvam atividades beneficentes – a fim de restabelecer a solidez das relações e diminuir a solidão na vida contemporânea.

 

NOTA FINAL DA ALUNA: 980 PONTOS

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