Temática vestibular CESMAC – Redação em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     7 de maio de 2018   │     22:40  │  0

Retornamos hoje ao nosso blog com mais uma incrível notícia com relação aos resultados obtidos em nossa turma de particulares! Além dos excelentes desempenhos de nossos alunos, algo que felizmente estamos obtendo desde o início do curso, no último vestibular do CESMAC, realizado no fim de semana passado, fomos contemplados com uma temática que fora não apenas apresentada e debatida, mas destrinchada e ornamentada através de incríveis ideias de Visões Universalistas e Argumentos de especialistas, marcas registradas em nosso curso. Confira abaixo nosso material fornecido em nosso curso para todos aqueles que realizaram a prova do CESMAC:

TESE PRINCIPAL

A sustentabilidade dos sistemas de saúde é hoje um desafio mundial e, em especial, para o Brasil que vive várias transições (epidemiológica, nutricional, tecnológica e demográfica) e um subfinanciamento crônico. No campo epidemiológico, o país tem uma tríplice carga de doenças: infecciosas (como dengue e zika), crônicas (cardiovasculares e câncer) e de causa externa (acidentes e ferimentos a bala). A transição demográfica (em 2030 haverá mais brasileiros acima de 60 anos do que abaixo de 14 anos) e o aumento da obesidade, além dos custos crescentes, impõem a busca por novos modelos.

Visões Universalistas

Argumento Econômico

Há uma unanimidade no setor de que é preciso uma mudança na atenção à saúde, hoje focada na doença e não na prevenção, e na forma de remunerar os prestadores de serviços. Os sistemas público e privado remuneram pela quantidade de procedimentos e não pela qualidade.
Entendimento do Saber em Debate – Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em vários países há sistemas públicos de saúde eficazes. Em geral, eles investem até três vezes mais que o Brasil, cujo gasto público em saúde corresponde a 4,7% do PIB.

Argumento Sociológico

Só é possível mudar o sistema de remuneração dos serviços de saúde com a alteração de um modelo em que quanto mais se gasta, mais se ganha, e que privilegia o atendimento imediato em detrimento do cuidado contínuo, além de não pensar a saúde de forma integral.
Entendimento do Saber em Debate – Um novo modelo, voltado à promoção, proteção e prevenção, só é possível com uma nova divisão do trabalho médico. Uma nova divisão do trabalho é uma forma não só de repensar o modelo de remuneração, mas de acolher melhor a população. A criação de novos modelos exige uma visão e organização sistêmicas, em que as diversas áreas ajam de forma integrada – atualmente, o atendimento dos pacientes é feito de forma fragmentada, criando redundância, desperdícios e custos.

Argumento Geográfico

Idosos são 13% da população brasileira hoje, e nos próximos 40 anos este número deve dobrar. A transição demográfica se acelera, mas o modelo de assistência é o mesmo da década de 1960.
Entendimento do Saber em DebateO cuidado deve ser integral e centrado na pessoa, não no tratamento da doença – o gerenciamento apenas da doença não atende às necessidades de idosos que geralmente têm mais que uma doença crônica. Tabaco, álcool, falta de atividade física e alimentação inadequada são as principais causas de doenças crônicas que dificultam a vida de idosos e, segundo estudo da OMS, podem até influenciar negativamente o PIB. O ambiente regulado com políticas públicas é essencial para a redução de doenças – políticas públicas brasileiras, como a proibição da propaganda do tabaco e a melhora na qualidade da merenda escolar, aliadas à informação e educação, ajudam a reduzir a incidência de doenças crônicas.

Teses Para o Desenvolvimento

1ª Tese – Repensar o modelo de saúde.

O problema no atendimento inicial dos pacientes não está na falta de médicos, mas sim na má distribuição por especialidade e região do país – é necessária uma equipe multidisciplinar, que deve agir de forma integrada, já que o sistema atual, fragmentado, não responde às necessidades, ele precisa ser substituído por uma rede de atenção primária integrada. Essa mudança do modelo de serviço reduz internações e atendimentos de emergência nos prontos-socorros.
Interpretando a Tese – Trabalhar a ideia de que o gasto com SUS é investimento, o retorno do PIB é de uma vez e meia daquilo que é investido – o SUS aumenta a geração de empregos, o que reduz a inadimplência. Sem o SUS não teríamos 12 milhões de brasileiros formalmente empregados – outro efeito do fortalecimento do sistema público de saúde é uma melhoria nos serviços ofertados pela rede privada.

2ª Tese – Fortalecer o modelo público.

Defender a ampliação do atendimento básico e das campanhas de prevenção como forma de reduzir gastos desnecessários futuros.
Interpretando a Tese – Mostrar que um dos nós da assistência é o fato de o modelo estar organizado em cima de hospitais, que se tornam a única porta de entrada no sistema de saúde. Com um sistema de remuneração que privilegia os gastos (com médicos, exames, internações, procedimentos), o custo da saúde tende a ficar insustentável.

CONCLUSÃO

Para oferecer serviços de saúde de qualidade, os países costumam investir em três frentes fundamentais: uma rede integrada de atendimento familiar e comunitário, gestão rígida de contratos e bases de dados informatizadas.

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