Redação da aluna Maria Guadalupe
   Luiz  André Medeiros  │     16 de maio de 2018   │     19:31  │  0

Confira, nesta quarta-feira, a produção da nossa aluna Maria Guadalupe, do Projeto Solta Língua, em parceria com O Projeto Saber em Debate:

O povo brasileiro é mundialmente conhecido por sua alegria principalmente em eventos como o carnaval e a Copa do Mundo. Todavia, esse entusiasmo não se estende ao âmbito cidadão, uma vez que predomina a descrença no mundo político. Tal problemática é resultado da permanência de heranças nocivas somada à ausência de políticas que visem incentivar a cidadania “além-voto”.

Legados como o paternalismo do “português semeador”, relatado por Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, e a prática do clientelismo e seu “voto de cabresto” na República Oligárquica refletem em um cidadão brasileiro pouco crítico socialmente. Dessa forma, com frequência o direito confunde-se com o favor e as obrigações governamentais limitam-se à medidas assistencialistas.

Ademais, constata-se a necessidade de uma cidadania participativa, na medida em que ser cidadão, para muitos, é sinônimo de ser eleitor. Destarte, para romper esse impasse, consoante o filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, é primordial que por meio da educação formem-se indivíduos críticos. Assim, educar é a melhor maneira de traçar um novo rumo para a cidadania no Brasil.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação incorpore ao currículo escolar uma formação política. Para isso, deve-se intensificar as aulas de sociologia e filosofia, ao mesmo tempo que sejam promovidas campanhas e debates com a presença de cientistas políticos e sociais. Com isso, haverá na sociedade brasileira um maior engajamento político.

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