Monthly Archives: junho 2018

Redação do aluno Alan Nabor – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     19 de junho de 2018   │     20:26  │  0

Mais uma nova postagem em nosso blog, agora com o aluno nota 1.000 no ENEM: Alan Nabor. Buscando novos objetivos junto ao nosso projeto, Alan recheia nossas semanas com seus incríveis materiais. Essa semana, como fora realizado com diversos outros alunos e alunas, apresentamos sua redação, sobre uma temática debatida em sala de aula, e corrigida por nossa exclusiva equipe de professores. Confira a seguir o texto:

TEMA: O papel social da arte: desenvolvimento e inclusão social

Nota: 920 pontos

 

“Imagina como seria o nosso querido Brasil se, na matéria estudantil, se incluísse a poesia; se nosso prato do dia fosse o verso dum poeta, uma dieta seleta pra deixar a mente sadia”. Na poesia “Imagina como seria”, o rapper brasileiro Fábio Brazza enaltece o papel da literatura na formação sociocultural do indivíduo, desde a sua infância. Nessa lógica, percebe-se que a arte tem participação direta no desenvolvimento e no progresso civil, bem como na ratificação da inclusão social.        

No período da Ditadura Militar, no Brasil, a música teve papel fundamental — nas vozes de artistas como Chico Buarque, Jorge Bem e Gilberto Gil — nas manifestações contra a opressão da censura. Hoje é evidente que, naquele contexto, o samba e a bossa-nova — dentre outros seguimentos artísticos — foram de suma importância para dar suporte ao movimento anti-ditatorial. É possível notar, portanto, que o processo de concepção da arte não só aguça a criticidade do artista, como também lhe dá aptidão para utilizá-la como arma ideológica, com o fim de alcançar mudanças significativas no cenário sociopolítico de uma nação.

Além disso, a arte se revela como uma ferramenta indispensável à concretização da sociabilidade, visto que representa a exteriorização de ideais e pensamentos antes conservados no intelecto humano. Nesse sentido, a produção artística, uma vez disseminada, possui potencial de inclusão social — resultante da integralização promovida pelo compartilhamento de ideias —, além de ser uma extensão da natureza racional, capaz de ser concebida por qualquer indivíduo, conforme afirma o filósofo Aristóteles, ao defini-la como o preenchimento das lacunas naturais.

Logo, é necessário que o Ministério da Educação, em ação conjunta com grupos artísticos variados, implemente maior dinamismo ao estudo regular da arte nas escolas, mediante participação mais ativa do estudante, a fim de criar interesse nesse público pelo ofício e, assim, projetar uma sociedade de visão mais crítica e percepção de mundo desenvolvida. É imprescindível, ainda, que o Ministério da Cultura se una às prefeituras e, juntos, explorem mais intensamente a arte nas cidades, por meio da construção de centros culturais para a exposição de artistas que queiram disseminar seu trabalho — como em saraus —, o que propiciará inclusão pela exposição da arte, além da valorização desta.

ESPELHO DA REDAÇÃO – COMENTADO

  • COMPETÊNCIA I = 180 PONTOS

A redação demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. Observa-se desvio no uso abusivo dos travessões ( nota-se no primeiro desenvolvimento essa falha em destaque na redação). Percebe-se que a grafia da palavra antiditatorial não está de acordo com o novo acordo ortográfico brasileiro. Também, há ausência do uso da vírgula no primeiro desenvolvimento; “no Brasil” que deveria estar entre vírgulas. O texto não pode ser avaliado no nível 5, pois apresenta mais de dois desvios.

 

  • COMPETÊNCIA II = 200 PONTOS

A redação foi avaliada no nível 5 da Competência II, pois apresenta as três partes do texto dissertativo-argumentativo, abordagem completa do tema e repertório sociocultural produtivo, ou seja, os argumentos consistentes utilizados são legitimados pelas áreas do conhecimento e contribuem para a argumentação proposta ( “compositores brasileiros com a alusão à Ditadura Militar e a filosofia de Aristóteles”). O texto apresenta um excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo com proposição, argumentação e conclusão.

  • COMPETÊNCIA III = 180 PONTOS

Atribuiu-se a pontuação 180, pois essa  redação  é organizada e apresenta informação, fatos e opiniões desenvolvidos de forma consistente e estratégica. Porém, há falha quanto aos indícios de propostas de intervenção na C3, ou seja, ao invés de argumentar mais e de  problematizar, Alan trouxe soluções. A primeira impressão que temos ao ler essa redação é de que seu projeto de texto é claro, como já nos é apresentado na introdução do texto. O texto , configura autoria.

 

  • COMPETÊNCIA IV = 200 PONTOS

Na redação que foi avaliada no nível 5 da Competência IV, os mecanismos linguísticos garantem a articulação das partes textuais, ao construir uma boa tessitura coesiva no interior e entre os parágrafos do texto. Há um repertório bastante diversificado de recursos coesivos, a partir do qual a coesão referencial e a sequencial garantem a continuidade e a unidade textual. Não há, ao longo do texto, inadequações e repetições. Por esses motivos, a redação deve ser avaliada no nível 5.

 

  • COMPETÊNCIA V = 160 PONTOS

A redação encaixa-se no nível 5, visto que a proposta de intervenção é relacionada ao tema,  bem elaborada e articulada à discussão desenvolvida no texto, descartando-se, assim, a atribuição do nível 4. Há menção dos 4 elementos essenciais, porém não há detalhamento claro para essa proposta! Detalhe mais!

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Redações da semana dos Namorados – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     14 de junho de 2018   │     15:09  │  0

Retomamos nossas postagens dos namorados nessa quinta-feira com os textos do casal Amanda Vanessa e Marcos Malta. Confiram abaixo as redações:

TEMA: os desafios da bioética na atualidade e os limites entre a libertação e a destruição

ALUNA: AMANDA VANESSA

O regime nazista trouxe um avanço científico imensurável, não obstante a sabedoria foi aplicada em pesquisas como câmara de gás e fornos crematórios para o aniquilamento lastimoso de milhões de judeus. O holocausto foi um corolário da não associação da ética ao conhecimento tecnológico, em que se tornou um exemplo de necessidade de superar os desafios dessa junção. Assim, é cognoscível refletir sobre o avanço por meio de métodos humanos, bem como estimular o debate amplo acerca da bioética.

Amanda surpreende a banda corretora ao iniciar sua redação com alusão ao regime nazista e seu  grande avanço científico, mas, infelizmente, as pesquisas foram aplicadas para o aniquilamento de muitos judeus.  No segundo período, a Visão Universalista foi contextualizada com a apresentação do tema. E para terminar sua introdução, no último período, Amanda apresentou suas teses.

 

A princípio, com a paráfrase da Constituição Federal, o artigo 5 º garante o direito à liberdade e a não submissão a procedimento degradante e cruel. Todavia, muitos pesquisadores, plangentemente, efetuam projetos improcedentes que têm como cobaia o ser humano, submetendo-o, por exemplo, ao contágio de enfermidades para descobrir a cura ou tratamento da doença a fim dos médicos de secar em os corpos quando o infectado falecer, como o caso no Alabama, em que 400 negros com sífilis tiveram uma morte para pesquisas médicas neles. Isso ocorre, pois não há uma adequada reflexão no tocante aos avanços tecnológicos, o que sucinta o não respeito à dignidade humana.

O primeiro desenvolvimento tem início com o argumento jurídico, a Constituição Federal que garante o direito à liberdade e à não submissão a procedimento degradante e cruel. A primeira tese, contextualizada com a alusão jurídica, contrapõe-se, ao trazer os projetos improcedentes de muitos pesquisadores que têm como cobaia o ser humano. Amanda consegue defender seu ponto de vista brilhantemente.

 

De forma análoga, por concepção equiparada, a falta de debate social acerca da bioética nos primórdios dos anos de uma vida humana é um impulso para conciliar a ética e o desenvolvimento científico. Tal fato é proveniente da não discussão nas escolas formadoras de futuros profissionais. Por conseguinte, as gerações terão a cultura letárgica incongruente com o bem-estar do próximo, consequentemente, “a banalidade do mal” — expressão criada por Hannah Arendt — será uma realidade, isto é, ocorrerá a lamentável trivialidade da violência e da destruição.

No último desenvolvimento, Amanda traz a segunda tese totalmente reafirmada. Percebe-se que a falta de debate social acerca da bioética,a qual poderá levar gerações à cultura letárgica incongruente com o bem-estar do próximo, foi coadunada com “ banalidade do mal” de Hannah Arendt.

 

Destarte é sine qua non que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico discuta desenvolvimento do cenário tecnológico brasileiro, mediante reuniões anuais nas quais ocorrem os julgamentos e referência ao biopoder, com sociológicos e cientistas adidos ao debate, com o fito de priorizar a ética entre os pesquisadores nos avanços da ciência. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover discussões acerca dos princípios morais e a pesquisa e a prática médica em projetos desumanos, por intermédio de palestras com profissionais especializados em sociologia e em biologia, para que, dessa forma, os desafios da bioética sejam minimizados com os futuros especialistas e, também, os acontecimentos lastimosos na Alemanha nazista não se repitam.

 Amanda explanou proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento. De maneira mais lúdica, percebe-se que foram usadas, para cada elemento essencial, cores diferenciadas. O detalhamento está ,em destaque, com a cor roxa. O outro período configura progressão da C3.

 

 

Tema: a importância da discussão sobre suicídio como uma questão social

Aluno: marcos malta

 

Sob a óptica do filósofo Byung-Chul Han, no modo de vida que rege o indivíduo, este se explora e acredita que isso é realização — denominado por ele como “sociedade de controle”. Devido a isso, quando essa autoexploração não atinge o objetivo esperado pelo corpo social, o sujeito é submetido ao isolamento por ser considerado incapaz de alcançar metas; muitos não suportam a situação e optam por uma saída: o suicídio. Dessa forma, faz-se necessário valorizar uma sociedade de pertencimento, bem como buscar maior aproximação pessoal.

Dividida em 3 períodos, sua introdução foi iniciada pela filosofia de Chul Han, em que o indivíduo se explora e acredita que isso é realização. No segundo período, evidencia-se a reafirmação do tema contextualizada com a Visão Universalista. E no terceiro período, encontramos as teses, as quais serão desenvolvidas nos desenvolvimentos seguintes.

 

Em coadunação com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “sociedade de pertencimento” é aquela na qual a existência de objetivos comuns alicerça a efetividade de elos entre seus componentes. Porém, é perceptível a injusta exclusão e isolamento dos cidadãos; em razão dos avanços das redes sociais da globalização, a ocasião de considerações suicidas cresceu com a desvalorização dos laços afetivos, pois distanciou os indivíduos em suas relações. Nesse sentido, enaltece o errôneo o sentimento de fraqueza, de fracasso e de tristeza — que seriam inexistentes sob o regime do sistema capitalista.

Marcos dará início para suas argumentações: no primeiro período, ele usou a sociologia de Zygmunt Bauman para expor a “sociedade de pertencimento”, ao reafirmar a primeira tese, Marcos negou a efetividade de elos entre seus componentes. No terceiro período, Marcos configura sua interpretação da problemática em questão.

 

Ademais, “sociedade de controle” — conceituada por Chul Han — é definida por interesses individuais, em que ter sucesso significa obter renda. Por causa desse interesse do cidadão em se tornar uma pessoa de sucesso, o desafio dos profissionais da Saúde e da Família, para perceber que a exploração dele reflete negativamente nas relações, é aumentada ao longo do tempo, de maneira a não deixar que os entes percebam o pensamento errado que está em sua mente, devido ao desprezo em massa dos vínculos afetivos e do sentimento de incapacidade.

No segundo desenvolvimento, Marcos retomou Chul Han com a “ “sociedade de controle”. Há tentativa de tornar produtiva a Visão Universalista, mesmo com sentido inacabado, sob avaliação do corretor. A segunda tese teria que ser mais evidenciada.

 

Logo, cabe ao Governo Federal a criação de centros de estudo profissional de saúde mental, por meio de maiores investimentos que estejam ligados à saúde e ao bem-estar da sociedade, com o fito de fortalecer a percepção de especialistas para pessoas com problemas neuronais. Também, é dever do povo suscitar um maior sentimento de solidariedade de modo a criar uma ligação humana, além de se movimentar de encontro à teoria de Bauman.

 Marcos traz proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais, mas há carência de detalhamento. E no último período do parágrafo conclusivo, com maestria, retoma Bauman.

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Redações do Dia dos Namorados – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     12 de junho de 2018   │     15:58  │  0

O Saber em Debate homenageia todos os namorados em seu dia e aproveita para publicar vários textos em nosso blog. Confira hoje as redações dos namorados Hélio e Lara, ambos alunos do Projeto Redação em Debate. Namorados unidos no amor e na redação perfeita!

Redação da aluna Lara:

TEMA: OS DESAFIOS DA BIOÉTICA NA ATUALIDADE E OS LIMITES ENTRE A LIBERTAÇÃO E A DESTRUIÇÃO.

Sob a perspectiva histórica do Renascimento Científico, os fundamentos racionais tornaram-se, em sua forma tradicional, o centro ordenador da existência humanística. Nesse sentido, o avanço medicinal em passos largos atrelado ao ausente monitoramento estatal acabam por dissociar, de maneira indevida, a mecanosfera capitalista da dignidade populacional. Dessa forma, é primordial refletir sobre o prosseguimento da ciência, bem como uma reivindicação jusnaturalista mediante cooperação popular. 

Nossa querida Lara abre sua introdução com a visão histórica ao trazer o Renascimento Científico; a Visão Universalista é contextualizada com a reafirmação do tema no 2º período, assim, tornando-se produtiva. E no 3º período, encontramos as TESES.    

 

 A “Razão instrumental“, enquanto nação com filósofo Theodor Adorno, é um processo metodológico de domínio exploração comunitária. Assim, a viabilidade da manipulação gênica com objetivos discriminatórios, como também a possibilidade de hereditariedade o gene modificado, ameaça, de modo gritante, O panorama humano pós-moderno. Lamentavelmente, o fajuto conhecimento moral da população alienada perpetua o ideal da liberdade científica preponderar a coesão interpessoal, impulsionam rompimento do acordo monopolizador me penas, “jus puniend”, pelo sistema judiciário, lastimavelmente, falido por não atuar de maneira impeditiva para com as evoluções biológicas desordenadas.

 

Iniciou sua argumentação no seu desenvolvimento 1. O parágrafo foi dividido em três períodos: o 1º traz a filosofia de Theodor Adorno com o processo metodológico de domínio da exploração comunitária.  Lara coaduna sua Visão Universalista com a reafirmação da 1ª, ao reforçar a reflexão do prosseguimento da ciência. No 3º período, encontramos a configuração de autoria.

 

Por outro viés, o “ capital social”, na concepção sociológica de Robert Putnam, é o conjunto de ações coordenadas que refletem no desempenho institucional. Nessa lógica, a fragilização dos laços afetivos, oriunda da ascenção capitalista no país, abate quaisquer iniciativas por lutas de direitos naturais. Isto é, o governo – amparado por nulas insatisfações compartilhadas – ignora os massacrantes riscos advindos da engenharia genética como máquina para predeterminações de cargos individuais, uma vez que tal manipulação da árvore genealógica não interfere, à primeira vista, no convívio harmônico da esfera aristocrática detentora de poder letárgico.

     O 2º desenvolvimento de Lara foi divido em três períodos: de início, vê-se o “capital social” de Putman, contextualizado com a fragilização dos laços afetivos que são abatidos por iniciativas por lutas de direitos naturais. No último período, vemos a interpretação e defesa do ponto de vista da nossa aluna. 

 

Logo, é dever do Congresso Nacional controlar os avanços medicinais, por meio de uma legislação que opere de forma impeditiva no tocante à alternativa discriminatória, a fim de preservar a contingência humana em sua totalidade. Ademais, cabe ao MEC instituir palestras (ministradas por psicólogos, mestres ou doutores em biotecnologia), por intermédio de campanhas públicas, com o fito de disseminar a relevância do cotidiano digno refém do princípio jusnaturalista: o homem sujeito a condições beneméditas.

 

 

Chegamos no último parágrafo, o que é esperado pelo o avaliador são os 4 elementos essenciais e seu devido detalhamento: no 1º período, encontramos proposta de intervenção que faz progressão com as teses. No período seguinte, vê-se proposta de intervenção COMPLETA: AGENTE (MEC)/ AÇÃO ( INSTITUIÇÃO DE PALESTRAS)/ RECURSOS ( CAMPANHAS PÚBLICAS)/ EFEITO ( DISSEMINAÇÃO DA RELEVÂNCIA DO COTIDIANO DIGNO REFÉM DO PRINCÍPIO JUSNATURALISTA.

 

Redação do aluno Hélio:

TEMA: A FALÊNCIA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA REDUZIDA APENAS NO MOMENTO ELEITORAL

 

Sob a óptica do filósofo Aristóteles – o homem se torna cidadão quando atua em cooperação com os poderes do Estado. Entretanto, ser cidadão, no Brasil, restringe-se a épocas eleitorais, o que resulta no oposto do significado de democracia, além de iniciar sua falência. Dessa forma, é primordial formar uma cultura política e cidadã, bem como participação popular menos burocrática.

 

 

HÉLIO divide sua introdução em três períodos: no primeiro, com a visão filosófica de Aristóteles, o homem atua em cooperação com poderes do Estado quando este se torna cidadão.   O segundo período mostra a reafirmação do tema, contextualizada com a Visão Universalista, Hélio nega a visão aristotélica. E o terceiro período é a apresentação das teses.


              Em coadunação com o sociólogo Robert Putnam – Capital Social é indispensável para a organização social, assim como a construção de confiança mútua e espírito comunitário. Porém, os frequentes escândalos de corrupção na política afastam ainda mais a relação entre governantes e eleitorado, ao quebrar a confiança dos que os elegem. Nesse sentido, quanto menos houver transparência e democratização da vida interna dos partidos, mais falida será a política brasileira, ao tornar-se estigmatizada, infelizmente.

  Chegou a hora do Hélio comprovar suas teses: foi evidenciado sua contrariedade quanto aos frequentes escândalos de corrupção na política afastam ainda mais a relação entre governantes e eleitorado, ao quebrar a confiança dos que os elegem. O primeiro desenvolvimento foi iniciado com a VISÃO SOCIOLÓGICA de Robert Putnam,  dando mais consistência argumentativa para sua defesa. Além disso, evidencia que quanto menos transparência e democratização, mas falida será a política brasileira. Com maestria, configura autoria.

              Somado a isso, na concepção do sociólogo Thomas Marshall – as conquistas são frutos de lutas sociais. Todavia, atingiu-se um percentual enorme de pessoas que não se identificam em nenhum partido. Assim, a falta de politização das ruas pela educação política de representatividade, onde os partidos manipulam o sistema a seu favor ao invés da vontade de sua população, o que é deplorável.

  É evidenciada a 2ª tese, no desenvolvimento, a qual mostra a carência de discussão de pessoas que não se identificam em nenhum partido A autoria foi demonstrada  com as consequências  da falta de politização das ruas.

            Portanto, cabe ao MEC em parceria com a Secretaria de Comunicação Social promover uma sociedade mais ativa politicamente, por meio de propaganda socioeducativas, palestras ministradas nas escolas, aumento e valorização dos conselhos municipais de consulta pública, com o fito de mostrar à coletividade o poder que possuem na sociedade. Ademais, é necessário que o Congresso Nacional gere uma reforma política, mediante a disponibilização de assinaturas eletrônicas, como também a criação de plataformas digitais e ampliar os debates realizados nos espaços públicos existentes, com intuito de reverter à crise representativa.

 Hélio apresenta proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com a ausência do obrigatório detalhamento,

 

 

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Análise Colorida – Redação da aluna Andrea Lima
   Luiz  André Medeiros  │     11 de junho de 2018   │     0:13  │  0

Mais uma nova postagem em nossa página! Dessa vez, apresentamos um incrível texto da aluna do Projeto Saber em Debate, Andrea Lima, com uma incrível espelho de correção analisado pelos professores Luiz André Medeiros e Isabele Barros. Confira a seguir o texto na íntegra:

 

 

        Na concepção sociológica de Émile Durkheim, o suicídio representa um fato social, em razão de estar presente em todas as sociedades. Na realidade, todavia, o atentado contra a própria vida é caracterizado como um tabu, visto que as pessoas não discutem sobre o assunto, seja por medo ou por desconhecimento. Tal contraposição é ocasionada pela falta de solidariedade social, aliada à padronização de costumes imposta pelo capitalismo.

 

O que a Andrea fez?

Dividida em três períodos a introdução inicia-se com a filosofia de Émile Durkeim: quando afirma que o suicídio é um fato social pois está presente em todas as sociedades.  No segundo período  Andréa coaduna com a Visão Universalista ao expor que o suicídio na contemporaneidade é um tabu.  E o terceiro período é a apresentação das teses.

 

 A atual forma de interação coletiva é marcada pela falta de compreensão e valorização mútua, de modo que, consequentemente, aniquila o indivíduo de expor a sua vulnerabilidade. Isso coaduna com a óptica do sociólogo Zygmunt Bauman de que a fragilidade dos laços humanos proporcionou a descartabilidade das relações sociais. É fato que o sentimento individualista é cruel e desumano, de maneira que prepondera na sociedade uma errônea intolerância perante as frustrações e problemas alheios.

 

O que a Andrea fez?

Andréa evidencia a falta de compreensão e valorização mútua que aniquila o indivíduo de expor a sua vunerabilidade e isso resulta na falta de solidariedade social. O primeiro desenvolvimento trouxe a VISÃO SOCIOLÓGICA de Zygmunt  Bauman,  ao dar mais consistência argumentativa para sua defesa. Ademais, explicita o sentimento individualista é cruel e desumano, de maneira que prepondera na sociedade uma errônea intolerância perante as frustações e problemas alheios, assim, configura autoria.

            Outrossim, o capitalismo selvagem tem transformado as pessoas em consumidores vorazes, com um apetite emocional insaciável, ou seja, nada agrada prolongadamente. A felicidade tornou-se sinônimo de possuir, de forma que o indivíduo busca satisfazer no consumo as suas faltas. Assim, quando esse não se encaixa nos padrões estabelecidos, é massacrado psicologicamente, uma vez que se sente incompatível com o mundo e, por consequência, contribui com o aparecimento de doenças, como a depressão e, por fim, o suicídio.

 

O que a Andrea fez?

Com a reafirmação da 2ª tese, no desenvolvimento, o exacerbamento do capitalismo selvagem e a transformação das pessoas em “consumidores vorazes”, o que padroniza costumes impostos pela própria sociedade. Configurou-se autoria ao mostrar os resultados da problemática argumentada, com excelente defesa do seu ponto de vista.

      Logo, deve a família ampliar a relação de confiança entre seus entes, mediante a observação,com mais atenção, em qualquer mudança comportamental que priorize frequentes diálogos, a fim de fortalecer o vínculo emocional e valorizar as relações cognitivas. Ainda, é primordial que a escola contribua para a manutenção da saúde mental, com a implantação obrigatória de acompanhamento psicossocial para os alunos e, com isso, diminuir os fatores de risco que acarretam ao suicídio.

 

O que a Andrea fez?

Andréa apresentou proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento. De maneira mais lúdica, percebe-se que foram usadas, para cada elemento essencial, cores diferenciadas. O detalhamento está, em destaque, com a cor roxa. O outro período configura progressão da C3.

 

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Modelo de Análise colorida – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     4 de junho de 2018   │     20:03  │  0

Mais uma nova postagem saindo, nesta segunda-feira, com um conteúdo exclusivo que só o Projeto que mais aprova no Estado possui. Confira mais uma análise colorida realizada pela equipe do Projeto Saber em debates acerca de uma temática debatida durante nossas aulas:

 

A história dos direitos humanos pode ser considerada uma utopia da esperança de que um dia este ideal, criado pela sociedade moderna, seja consolidado nas práticas humanas. Porém, o respeito à diversidade, a não discriminação, à dignidade preservada de cada indivíduo, e todas aquelas noções e princípios que hoje estão consagrados em diversas cartas internacionais de direitos, ainda está distante da efetivação no Brasil. Assim, é importante lembrar que todos esses princípios carregam um legado, cujo percurso é nebuloso e atravessado por questões econômicas, sociais, culturais, religiosas e de pensamento.

 

O que foi feito?

Percebe-se que a introdução está dividida em três períodos. O primeiro vem com a VISÃO UNIVERSALISTA sobre a explanação dos Direitos Humanos. O segundo período mostra uma progressão da ideia apresentada no inicio da introdução. O candidato chama atenção positivamente dos corretores ao negar a visão universalista apresentada no primeiro período e, a partir disso, criou sua argumentação. E o terceiro período é a apresentação das teses.

É possível a afirmação da filósofa Marilena Chauí de que o Brasil é uma sociedade autoritária, pois, até hoje, ocorre à indistinção entre público e privado e uma incapacidade para tolerar o princípio formal e abstrato da igualdade perante a lei. Dessa forma, percebe-se que ocorrem intensas repressões às formas de luta e de organizações sociais e populares, discriminação racial, sexual e de classe, o que comprova que a sociedade ainda apresenta estrutura fortemente hierárquica. Confirma-se, de forma inexorável, que o Estado aparece como fundador do próprio social, as relações sociais ocorrem sob a forma da tutela e do favor, e a legalidade se constitui como círculo fatal de arbítrio e transgressão.

 

O que foi feito?

Chegou o grande momento de ARGUMENTAR!  Nota-se evidência da visão dele em relação ao tema. Aqui, já comprovando a sua tese, O candidato comprova por meio da apresentação da sua primeira tese que a sociedade apresenta estrutura ainda hierárquica. O primeiro desenvolvimento foi iniciado com a VISÃO FILOSÓFICA Marilena Chauí,  dando mais consistência argumentativa para sua defesa. Além disso, no terceiro período,  interpreta sua tese ao afirmar que o Estado aparece como fundador do próprio social. Com sucesso, configura autoria.

 

Como se pode notar, o respeito aos Direitos Humanos é um processo inacabado e permeado de altos e baixos, com momentos de maior ou menor participação popular e rol de direitos conquistados e garantidos. Assim, resgatar o processo de cidadania no Brasil é uma tarefa árdua, pois, esta é marcada por contradições, seja no sentido formal ,seja por outras vias da manifestação e da resistência.  Ainda hoje, sabe-se que inúmeras pessoas não têm seus direitos civis respeitados, mediante práticas, como de trabalho, análogas à de escravo, tráfico de pessoas, entre outras, que ainda colocam o ser humano deslocado da posição de um sujeito para, literalmente, colocar-se na posição de um objeto equivalente a uma mercadoria.

O que foi feito?

Com a apresentação da 2ª tese, no desenvolvimento em questão, expõe  que o resgate do processo de cidadania no Brasil é uma tarefa difícil, pois há contradições. A autoria está configurada pela seleção diversificada de argumentos, TODOS MOBILIZADOS EM DEFESA DO PONTO DE VISTA. O candidato explicitou as causas e isso foi muito positivo no processo argumentativo: ao passo que traça uma linha de raciocínio que permite o FOCO TOTAL DO TEMA.

Em suma, faz-se necessário adotar medidas para solucionar o degradante problema acerca dos direitos da liberdade de expressão, cujo enfoque seja fragmentar os preceitos retrógrados existentes na sociedade brasileira. É dever do Estado, portanto, promover a cultura do debate sobre assunto em questão, por meio de discussões coletivas e de propagandas televisivas -ou não-, ao explanar a importância do respeito às doutrinas alheias, com finalidade de tornar exequível e equitativa, de fato, a teoria dos Direitos Humanos vigente no Brasil.

O que foi feito?

O candidato apresentou proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento, vamos conferir!!

1° AGENTE MOBILIZADOR = ESTADO/ 2° AÇÃO = promover a cultura do debate sobre assunto em questão/  3° COMO? = discussões coletivas e de propagandas televisivas/ DETALHAMENTO* = explanar a importância do respeito às doutrinas alheias/ OBJETIVO= tornar exequível e equitativa, de fato, a teoria dos Direitos Humanos vigente no Brasil.

Ah, sem esquecer, logo no 1° período, a bela retomada do desenvolvimento elaborada pelo candidato.

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