Redações da semana dos Namorados – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     14 de junho de 2018   │     15:09  │  0

Retomamos nossas postagens dos namorados nessa quinta-feira com os textos do casal Amanda Vanessa e Marcos Malta. Confiram abaixo as redações:

TEMA: os desafios da bioética na atualidade e os limites entre a libertação e a destruição

ALUNA: AMANDA VANESSA

O regime nazista trouxe um avanço científico imensurável, não obstante a sabedoria foi aplicada em pesquisas como câmara de gás e fornos crematórios para o aniquilamento lastimoso de milhões de judeus. O holocausto foi um corolário da não associação da ética ao conhecimento tecnológico, em que se tornou um exemplo de necessidade de superar os desafios dessa junção. Assim, é cognoscível refletir sobre o avanço por meio de métodos humanos, bem como estimular o debate amplo acerca da bioética.

Amanda surpreende a banda corretora ao iniciar sua redação com alusão ao regime nazista e seu  grande avanço científico, mas, infelizmente, as pesquisas foram aplicadas para o aniquilamento de muitos judeus.  No segundo período, a Visão Universalista foi contextualizada com a apresentação do tema. E para terminar sua introdução, no último período, Amanda apresentou suas teses.

 

A princípio, com a paráfrase da Constituição Federal, o artigo 5 º garante o direito à liberdade e a não submissão a procedimento degradante e cruel. Todavia, muitos pesquisadores, plangentemente, efetuam projetos improcedentes que têm como cobaia o ser humano, submetendo-o, por exemplo, ao contágio de enfermidades para descobrir a cura ou tratamento da doença a fim dos médicos de secar em os corpos quando o infectado falecer, como o caso no Alabama, em que 400 negros com sífilis tiveram uma morte para pesquisas médicas neles. Isso ocorre, pois não há uma adequada reflexão no tocante aos avanços tecnológicos, o que sucinta o não respeito à dignidade humana.

O primeiro desenvolvimento tem início com o argumento jurídico, a Constituição Federal que garante o direito à liberdade e à não submissão a procedimento degradante e cruel. A primeira tese, contextualizada com a alusão jurídica, contrapõe-se, ao trazer os projetos improcedentes de muitos pesquisadores que têm como cobaia o ser humano. Amanda consegue defender seu ponto de vista brilhantemente.

 

De forma análoga, por concepção equiparada, a falta de debate social acerca da bioética nos primórdios dos anos de uma vida humana é um impulso para conciliar a ética e o desenvolvimento científico. Tal fato é proveniente da não discussão nas escolas formadoras de futuros profissionais. Por conseguinte, as gerações terão a cultura letárgica incongruente com o bem-estar do próximo, consequentemente, “a banalidade do mal” — expressão criada por Hannah Arendt — será uma realidade, isto é, ocorrerá a lamentável trivialidade da violência e da destruição.

No último desenvolvimento, Amanda traz a segunda tese totalmente reafirmada. Percebe-se que a falta de debate social acerca da bioética,a qual poderá levar gerações à cultura letárgica incongruente com o bem-estar do próximo, foi coadunada com “ banalidade do mal” de Hannah Arendt.

 

Destarte é sine qua non que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico discuta desenvolvimento do cenário tecnológico brasileiro, mediante reuniões anuais nas quais ocorrem os julgamentos e referência ao biopoder, com sociológicos e cientistas adidos ao debate, com o fito de priorizar a ética entre os pesquisadores nos avanços da ciência. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover discussões acerca dos princípios morais e a pesquisa e a prática médica em projetos desumanos, por intermédio de palestras com profissionais especializados em sociologia e em biologia, para que, dessa forma, os desafios da bioética sejam minimizados com os futuros especialistas e, também, os acontecimentos lastimosos na Alemanha nazista não se repitam.

 Amanda explanou proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento. De maneira mais lúdica, percebe-se que foram usadas, para cada elemento essencial, cores diferenciadas. O detalhamento está ,em destaque, com a cor roxa. O outro período configura progressão da C3.

 

 

Tema: a importância da discussão sobre suicídio como uma questão social

Aluno: marcos malta

 

Sob a óptica do filósofo Byung-Chul Han, no modo de vida que rege o indivíduo, este se explora e acredita que isso é realização — denominado por ele como “sociedade de controle”. Devido a isso, quando essa autoexploração não atinge o objetivo esperado pelo corpo social, o sujeito é submetido ao isolamento por ser considerado incapaz de alcançar metas; muitos não suportam a situação e optam por uma saída: o suicídio. Dessa forma, faz-se necessário valorizar uma sociedade de pertencimento, bem como buscar maior aproximação pessoal.

Dividida em 3 períodos, sua introdução foi iniciada pela filosofia de Chul Han, em que o indivíduo se explora e acredita que isso é realização. No segundo período, evidencia-se a reafirmação do tema contextualizada com a Visão Universalista. E no terceiro período, encontramos as teses, as quais serão desenvolvidas nos desenvolvimentos seguintes.

 

Em coadunação com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “sociedade de pertencimento” é aquela na qual a existência de objetivos comuns alicerça a efetividade de elos entre seus componentes. Porém, é perceptível a injusta exclusão e isolamento dos cidadãos; em razão dos avanços das redes sociais da globalização, a ocasião de considerações suicidas cresceu com a desvalorização dos laços afetivos, pois distanciou os indivíduos em suas relações. Nesse sentido, enaltece o errôneo o sentimento de fraqueza, de fracasso e de tristeza — que seriam inexistentes sob o regime do sistema capitalista.

Marcos dará início para suas argumentações: no primeiro período, ele usou a sociologia de Zygmunt Bauman para expor a “sociedade de pertencimento”, ao reafirmar a primeira tese, Marcos negou a efetividade de elos entre seus componentes. No terceiro período, Marcos configura sua interpretação da problemática em questão.

 

Ademais, “sociedade de controle” — conceituada por Chul Han — é definida por interesses individuais, em que ter sucesso significa obter renda. Por causa desse interesse do cidadão em se tornar uma pessoa de sucesso, o desafio dos profissionais da Saúde e da Família, para perceber que a exploração dele reflete negativamente nas relações, é aumentada ao longo do tempo, de maneira a não deixar que os entes percebam o pensamento errado que está em sua mente, devido ao desprezo em massa dos vínculos afetivos e do sentimento de incapacidade.

No segundo desenvolvimento, Marcos retomou Chul Han com a “ “sociedade de controle”. Há tentativa de tornar produtiva a Visão Universalista, mesmo com sentido inacabado, sob avaliação do corretor. A segunda tese teria que ser mais evidenciada.

 

Logo, cabe ao Governo Federal a criação de centros de estudo profissional de saúde mental, por meio de maiores investimentos que estejam ligados à saúde e ao bem-estar da sociedade, com o fito de fortalecer a percepção de especialistas para pessoas com problemas neuronais. Também, é dever do povo suscitar um maior sentimento de solidariedade de modo a criar uma ligação humana, além de se movimentar de encontro à teoria de Bauman.

 Marcos traz proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais, mas há carência de detalhamento. E no último período do parágrafo conclusivo, com maestria, retoma Bauman.

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