Redação do aluno Alan Nabor – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     19 de junho de 2018   │     20:26  │  0

Mais uma nova postagem em nosso blog, agora com o aluno nota 1.000 no ENEM: Alan Nabor. Buscando novos objetivos junto ao nosso projeto, Alan recheia nossas semanas com seus incríveis materiais. Essa semana, como fora realizado com diversos outros alunos e alunas, apresentamos sua redação, sobre uma temática debatida em sala de aula, e corrigida por nossa exclusiva equipe de professores. Confira a seguir o texto:

TEMA: O papel social da arte: desenvolvimento e inclusão social

Nota: 920 pontos

 

“Imagina como seria o nosso querido Brasil se, na matéria estudantil, se incluísse a poesia; se nosso prato do dia fosse o verso dum poeta, uma dieta seleta pra deixar a mente sadia”. Na poesia “Imagina como seria”, o rapper brasileiro Fábio Brazza enaltece o papel da literatura na formação sociocultural do indivíduo, desde a sua infância. Nessa lógica, percebe-se que a arte tem participação direta no desenvolvimento e no progresso civil, bem como na ratificação da inclusão social.        

No período da Ditadura Militar, no Brasil, a música teve papel fundamental — nas vozes de artistas como Chico Buarque, Jorge Bem e Gilberto Gil — nas manifestações contra a opressão da censura. Hoje é evidente que, naquele contexto, o samba e a bossa-nova — dentre outros seguimentos artísticos — foram de suma importância para dar suporte ao movimento anti-ditatorial. É possível notar, portanto, que o processo de concepção da arte não só aguça a criticidade do artista, como também lhe dá aptidão para utilizá-la como arma ideológica, com o fim de alcançar mudanças significativas no cenário sociopolítico de uma nação.

Além disso, a arte se revela como uma ferramenta indispensável à concretização da sociabilidade, visto que representa a exteriorização de ideais e pensamentos antes conservados no intelecto humano. Nesse sentido, a produção artística, uma vez disseminada, possui potencial de inclusão social — resultante da integralização promovida pelo compartilhamento de ideias —, além de ser uma extensão da natureza racional, capaz de ser concebida por qualquer indivíduo, conforme afirma o filósofo Aristóteles, ao defini-la como o preenchimento das lacunas naturais.

Logo, é necessário que o Ministério da Educação, em ação conjunta com grupos artísticos variados, implemente maior dinamismo ao estudo regular da arte nas escolas, mediante participação mais ativa do estudante, a fim de criar interesse nesse público pelo ofício e, assim, projetar uma sociedade de visão mais crítica e percepção de mundo desenvolvida. É imprescindível, ainda, que o Ministério da Cultura se una às prefeituras e, juntos, explorem mais intensamente a arte nas cidades, por meio da construção de centros culturais para a exposição de artistas que queiram disseminar seu trabalho — como em saraus —, o que propiciará inclusão pela exposição da arte, além da valorização desta.

ESPELHO DA REDAÇÃO – COMENTADO

  • COMPETÊNCIA I = 180 PONTOS

A redação demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. Observa-se desvio no uso abusivo dos travessões ( nota-se no primeiro desenvolvimento essa falha em destaque na redação). Percebe-se que a grafia da palavra antiditatorial não está de acordo com o novo acordo ortográfico brasileiro. Também, há ausência do uso da vírgula no primeiro desenvolvimento; “no Brasil” que deveria estar entre vírgulas. O texto não pode ser avaliado no nível 5, pois apresenta mais de dois desvios.

 

  • COMPETÊNCIA II = 200 PONTOS

A redação foi avaliada no nível 5 da Competência II, pois apresenta as três partes do texto dissertativo-argumentativo, abordagem completa do tema e repertório sociocultural produtivo, ou seja, os argumentos consistentes utilizados são legitimados pelas áreas do conhecimento e contribuem para a argumentação proposta ( “compositores brasileiros com a alusão à Ditadura Militar e a filosofia de Aristóteles”). O texto apresenta um excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo com proposição, argumentação e conclusão.

  • COMPETÊNCIA III = 180 PONTOS

Atribuiu-se a pontuação 180, pois essa  redação  é organizada e apresenta informação, fatos e opiniões desenvolvidos de forma consistente e estratégica. Porém, há falha quanto aos indícios de propostas de intervenção na C3, ou seja, ao invés de argumentar mais e de  problematizar, Alan trouxe soluções. A primeira impressão que temos ao ler essa redação é de que seu projeto de texto é claro, como já nos é apresentado na introdução do texto. O texto , configura autoria.

 

  • COMPETÊNCIA IV = 200 PONTOS

Na redação que foi avaliada no nível 5 da Competência IV, os mecanismos linguísticos garantem a articulação das partes textuais, ao construir uma boa tessitura coesiva no interior e entre os parágrafos do texto. Há um repertório bastante diversificado de recursos coesivos, a partir do qual a coesão referencial e a sequencial garantem a continuidade e a unidade textual. Não há, ao longo do texto, inadequações e repetições. Por esses motivos, a redação deve ser avaliada no nível 5.

 

  • COMPETÊNCIA V = 160 PONTOS

A redação encaixa-se no nível 5, visto que a proposta de intervenção é relacionada ao tema,  bem elaborada e articulada à discussão desenvolvida no texto, descartando-se, assim, a atribuição do nível 4. Há menção dos 4 elementos essenciais, porém não há detalhamento claro para essa proposta! Detalhe mais!

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