Redação da aluna Marília de Araújo – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     19 de julho de 2018   │     14:10  │  0

Apresentamos hoje, em nosso blog, mais uma incrível produção de uma de nossas alunas do Projeto Redação em Debate: Marília de Araújo. Confiram a seguir uma das temáticas abordadas em nosso projeto e como nossa aluna conseguiu desenvolver seu texto utilizando as ferramentas de síntese e produção aprendidas em sala de aula:

Redação da aluna Marília de Araújo:

 

 

Na série,“The Handmaid’s Tale”, uma facção católica toma poder dos Estados Unidos e os direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais -chamados de traidores de gênero“-são extintos e muito deles são assassinados. Fora das telas, as minorias sexuais, no Brasil, encontram-se, apesar das poucas conquistas, em situação de vulnerabilidade, visto que o discurso de ódio contra esses grupos ainda se faz presente. Nesse sentido, além do preconceito enraizado, a negligência estatal junto à ausência de uma educação inclusiva, fazem com que a população LGBT sofra com diversas formas de hostilidade.

 O que a Marília fez?

Com a divisão em três períodos, a introdução inicia-se com visão cultural do seriado ,“The Handmaid’s Tale” quando evidencia a extinção dos direitos e  os assassinatos de gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais.  No segundo período,  Marília contextualiza com a Visão Universalista ao expor que as minorias sexuais ,na contemporaneidade,  ainda se encontram em situações de vulnerabilidade.  E o terceiro período é a apresentação das teses.

 

Consoante a filósofa alemã Hannah Arendt, a violência, por estar tão concretizada na sociedade, normalizou- se – algo que não deveria acontecer. Com isso, nota-se que, em uma realidade composta por um corpo social dominado pela heteronormatividade, muitos indivíduos vão de encontro aos princípios da liberdade sexual e, além de violentar quem foge dos padrões, alimentam o pensamento desumano de que os diferentes devem ser exterminados. Tais ideias persistem porque, assim como o tabu existente em torno da sexualidade, questão que é escassamente discutida, há a banalização dos atos repreensivos contra essas minorias, o que inviabiliza a resolução dessa mazela social.

 O que a Marília fez?

Marília mostra uma realidade composta por um corpo social dominado pela heteronormatividade, muitos indivíduos vão de encontro aos princípios da liberdade sexual. O primeiro desenvolvimento trouxe a VISÃO FILOSÓFICA de Hannah Arendt,  ao dar mais consistência argumentativa para sua defesa. Além disso, evidencia o tabu existente em torno da sexualidade, questão que é escassamente discutida e critica também a falta de resolução dessa mazela social e , assim, configura autoria.

 

Somado a isso, é válido salientar que a inoperância do Estado em relação ao acesso à informação contribui veementemente para que esse cenário permaneça estático. Isso porque, se a problemática é tratada com invisibilidade, pouco se faz para que educação brasileira, no que diz respeito à diversidade sexual, seja remodelada e, consequentemente, o discurso de ódio permanece. Além disso, observa-se que, apesar de o Brasil ser um estado laico, a prática deturpa a teoria, uma vez que grupos religiosos do Congresso Nacional, por exemplo, censuram menções às categorias “ gênero “ ou “ orientação sexual “. Diante disso, fica evidente a carência de políticas de diversidade intervenções culturais que apliquem o devido reconhecimento aos LGBTs, os quais ainda vivem em situação de abandono.

 O que a Marília fez?

Com a reafirmação da 2ª tese, no desenvolvimento, que a inoperância do Estado em relação ao acesso à informação contribui veementemente para que esse cenário permaneça estático, de forma de que o problema é tratado com invisibilidade, até no âmbito educacional. Configurou-se autoria ao mostrar os resultados da problemática argumentada, com excelente defesa do seu ponto de vista.

 

Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação promova a ampliação do acesso à informação, por intermédio de palestras ministradas por psicólogos e doutores dos estudos de gênero, com o intuito de desconstruir discursos repulsivos contra minorias sexuais. Ademais, cabe ao Poder Executivo facilitar, a nível municipal, as denúncias de agressões por homofobia, por meio da criação de ouvidorias, com a especialidade da punição aos que cometem crimes de ódio, a fim de desbanalizar a violência sofrida por esses indivíduos.

 

 O que a Marília fez?

Marília apresentou proposta de intervenção com os 4 elementos essenciais e com o devido detalhamento. De forma lúdica, percebe-se que foram usadas, para cada elemento essencial, cores diferenciadas. O detalhamento está, em destaque, com a cor roxa. O primeiro período configura progressão da C3.

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