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Que tipo de redação preciso escrever – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     21 de fevereiro de 2019   │     19:01  │  0

Introdução

Como a introdução é a porta de entrada do texto e o primeiro contato que o corretor terá com as ideias que virão a seguir, uma série de aspectos fundamentais já devem ser avaliados neste parágrafo inicial. Há detalhes essenciais e, caso não apareçam, você deve fazer os apontamentos necessários. Os alunos têm muitas dúvidas e frequentemente afirmam não saber como começar.

 

Em primeiro lugar, entenda que a sua introdução apresentará 3 períodos:

 

  1º período: REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL/VISÃO UNIVERSALISTA;

 

2º período: APRESENTAÇÃO DO TEMA;

 

  3º período: APRESENTAÇÃO DOS ARGUMENTOS/ TESE– DEFESA DO PONTO DE VISTA.

 

DICA SABER EM DEBATE :  Lembre-se de SEMPRE usar as palavras -chave do tema no seu parágrafo introdutório, antes de usá-las, analise bem o tema, planeje incansavelmente o desenvolvimento, use sua inteligência, para ter certeza daquilo que será incluso em seu texto

                                                    

>>> ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE CADA PERÍODO

 

1º período: REPERTÓRIO

Elemento importante para a redação do Enem e requisito fundamental para que o participante atinja as notas mais altas na Competência II, o repertório sociocultural configura-se como toda e qualquer informação, fato, citação ou experiência vivida que, de alguma forma, contribui como argumento para a discussão proposta pelo participante. Alguns argumentos que podem caracterizar o repertório esperado são:

[…] provas concretas (dados ou fatos sobre o tema), exemplos (fatos similares ou relacionados ao tema), autoridades (citação de especialistas no tema), lógica (causa e consequência, por exemplo) e senso comum (o que as pessoas em geral pensam sobre o tema) (CANTARIN, BERTUCCI; ALMEIDA, 2016, p. 78).

Porém, a origem do repertório, a sua legitimação, a sua pertinência ao tema e o uso que o participante faz dele são o que determinará a classificação de um texto nos níveis 2, 3, 4 ou 5. Essa classificação será feita de acordo com as seguintes etapas:

  • primeiramente, é preciso identificar se a origem do repertório está ligada aos textos motivadores ou não;
  • se está ligada aos textos motivadores, é preciso diferenciar textos cujos argumentos são limitados a muitos trechos de cópias dos textos motivadores daqueles apenas baseados nos textos motivadores;
  • se a origem do repertório não está ligada aos textos motivadores, devemos verificar se há ou não legitimação, pelas áreas do conhecimento, de informações, fatos, citações ou experiências vividas;
  • quando o repertório apresenta legitimação, é preciso verificar sua pertinência ao tema, isto é, se o repertório é associado ao menos a um dos seus elementos. Na proposta de redação do Enem 2017, os elementos do tema foram: surdos, formação educacional e desafios. Nesse sentido, o repertório legitimado e pertinente deve estar associado por sinônimos, hiperônimos ou hipônimos a pelo menos um dos elementos do tema;
  • se o repertório apresenta legitimação e pertinência ao tema, devemos atentar para o seu uso, sendo considerado improdutivo quando não está vinculado à discussão proposta pelo participante e produtivo quando é possível perceber essa vinculação.

 

 

  • Aumenta o repertório sociocultural;
  • Estabelece conexão entre um juízo de valor e a sua argumentação;
  • Áreas: Sociologia, Filosofia, Política, História, Geografia, Literatura, Documentários, Livros etc…

– Como introduzir  o REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL:

– Em coadunação com;

– Em conformidade com;

– Sob a óptica de;

– Sob a égide de;

– Na visão de;

– Segundo;

                – De acordo com.

OBS: USO DESMEDIDO DE V.U.S

– Utilize 2-3 durante todo o seu texto:

INTRO e D1: OBRIGATÓRIO;

D2: FACULTATIVO;

– Não utilize muitas linhas para expor a V.U à SEJA OBJETIVO!

– CUIDADO: A utilização de muitas V.U.s torna seu texto mais EXPOSITIVO do que DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO;

– Parágrafo (7/8 linhas) à 2/3 linhas: V.U. & 5/6 linhas: ARGUMENTAÇÃO;.

 

2º período: APRESENTAÇÃO DO TEMA

A explicitação do tema, ao ressaltar a relevância da questão em debate. Essa função é muito importante, uma vez que é a partir dela que o enunciador revela para a banca ter compreendido integralmente a proposta:

 

– é bom lembrar que esse período tem que coadunar com a Visão Universalista apresentada;

 

– não esqueçam de usar as palavras-chave do TEMA nesse período!

 

 

3º período: APRESENTAÇÃO DA TESE – “ EMBRIÕES” DA SUA DEFESA DO PONTO DE VISTA

 

tese é um elemento essencial na composição do texto. Não apresentá-la significa não se adequar de forma eficiente ao gênero dissertativo-argumentativo, o que compromete significativamente a nota da redação. Mas, afinal, o que é tese e como elaborá-la? Leia as dicas a seguir e esclareça suas dúvidas! 😉

  • Define-se tese como opinião, o seu ponto de vista sobre o tema proposto. Pode ser apresentada por meio de declarações afirmativas ou negativas.
  • Por que a tese é tão importante?O texto é constituído de argumentos para justificar aquilo que você acredita ser a situação-problema. Portanto, é por meio dela que você indica, logo na introdução, o que será exposto nos parágrafos de desenvolvimento.
  • Você deverá defendera tese ao longo do texto; mostrar, com sua argumentação, a relevância e validade da discussão que você propõe.
  • Mesmo que seja a sua opinião, a tese deverá ser defendida de forma impessoal. Nada de usar expressões como “eu acho que…”, “acredito que as causas do problema sejam…”, dentre outras.
  • Considerando o tópico acima, modalize seu discurso de forma a expor a tese como um fato, uma verdade.
  • Sua função é a de persuadir o leitora respeito daquilo que você acredita, então pense bem se será capaz de sustentar aquele pensamento. Reflita se há argumentos consistentes para fundamentar a tese proposta.
  • Tese também é posicionamento crítico. Isso significa que você não deve se ater a ideias próprias do senso comum. Demonstre autoria, seja crítico e reflexivo ao expor sua opinião.
  • Você pode defender qualquer tese, desde que ela respeite os Direitos Humanos e aDiversidade Cultural.
  • Uma dica é pensar bem e escolher primeiro o que irá fundamentar como argumento. Depois disso, elabore uma tese que roteirize as ideias para os parágrafos seguintes.

– Apresenta o que você irá tratar no decorrer dos desenvolvimentos;

– Atrai a atenção do corretor;

– Utilize apenas teses que você tem conhecimento e propriedade para argumentar

DICA SABER EM DEBATE: Um bom texto argumentativo tem algumas características: apresenta uma tese bastante clara ;apresenta argumentos diversos para sustentá-la: “objetivos” (quantitativos, “científicos”, ideológicos, “universais”); mostra efeitos benéficos da adoção da tese; mostra que a tese tem opositores; tenta diminuir o valor dos argumentos contrários.

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Repertório Coesivo – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     29 de novembro de 2018   │     14:16  │  0

REPERTÓRIO COESIVO

A definição de repertório coesivo é compreendida como uma série de recursos coesivos possíveis de serem mobilizados em um texto, considerando-se, especificamente no caso do Enem, a produção textual de tipo dissertativo-argumentativo. Desse modo, para analisar o repertório coesivo da redação, o corretor deve direcionar seu olhar para a qualidade do emprego de elementos linguísticos responsáveis pela coesão, ao verificar se eles estão colaborando para a articulação da argumentação do texto.  O valor do emprego do repertório coesivo em um texto dissertativo-argumentativo é verificado, primeiramente, pela presença concreta de elementos coesivos dentro e entre os parágrafos; em um segundo momento, se tais elementos se repetem ou não; e, em seguida, se estão mobilizados de maneira adequada ou não. Esses aspectos abrangem as inadequações, a observação da coesão intra e interparágrafos e as repetições, conforme é considerado a seguir.

INADEQUAÇÃO COESIVA

Um termo que aparece na Matriz de Referência para Redação do Enem é inadequação, cujo conceito diz respeito a utilização incorreta do elemento coesivo que, embora esteja presente no texto, não consegue construir as diversas relações de conexão típicas esperadas em um texto dissertativo-argumentativo (relações concessivas, adversativa, aditiva etc.). Dessa forma, ao verificar a adequação ou inadequação de determinado elemento coesivo em uma redação, os avaliadores devem analisar se ele contribui para o encadeamento dos enunciados de forma a estruturar uma orientação argumentativa com relações de sentido pertinentes àquilo que o aluno se propõe a justificar, a defender, a expor etc.

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Tema Redação ENEM 2018 – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     4 de novembro de 2018   │     21:12  │  0

Com temática sobre a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet, professor de redação e blogueiro da Gazetaweb traz o tema mais uma vez

O tema da redação do ENEM 2018 tratou da manipulação de dados das pessoas na internet. O professor de redação Luiz André Medeiros, responsável pelo aluno nota mil de Alagoas no ano passado Alan Nabor, sobre a importância do tema. Durante nossas aulas trabalhamos várias temáticas sobrea questão da privacidade como um direito do ser humano protegido pela Constituição como “Cláusula Pétrea”, e isso culminou com o tema que foi exposto que estou disponibilizando para vocês nesta matéria. Trabalhei com o tema ”A violação e proteção da informação pessoal na sociedade de consumo”. Na análise do professor do curso preparatório Saber em Debate e Solta a Língua, o tema fugiu das polêmicas políticas e também, depois de vários anos, das situações de hipossuficientes que eram as maiores apostas desse ano.

A utilização massiva de dados pessoais por organismos estatais e privados, a partir de avançadas tecnologias da informação, apresenta novos desafios ao direito à privacidade. Não obstante os diversos conceitos de privacidade, entende-se que a definição mais adequada é a que faz prevalecer a ideia de controle do indivíduo sobre as suas informações, em detrimento da ideia de isolamento do indivíduo. Conceituada dessa forma, a privacidade reflete claramente a existência de uma autonomia do seu titular na conformação desse direito. Isso significa que o titular tem a faculdade de conformar as fronteiras e os limites do exercício de seu direito à privacidade. Luiz André entende que o aluno precisaria enfatizar a ideia de que o direito à privacidade deve ser tratado sempre de modo a não ferir outros direitos e princípios do ordenamento jurídico, tais como a liberdade de imprensa, a criação cultural, a segurança dos cidadãos, a autonomia pública, entre outros.

Apesar dos avanços dos últimos anos através de legislações como a de crime cibernéticos e o Marco Civil da Internet, ainda restam regulamentações e, mesmo com a recente promulgação da Lei de Proteção de Dados Pessoais, ainda resta muita vulnerabilidade no tocante aos dados das pessoas na rede. “A combinação de diversas técnicas automatizadas permite a obtenção de informações sensíveis sobre os cidadãos, que passam a fundamentar a tomada de decisões econômicas, políticas e sociais. A análise do tratamento de dados pessoais no âmbito dessa relação deve considerar de forma prioritária a vulnerabilidade do usuário\consumidor nesse processo. ”

O aluno deveria ter usado seu repertório sociocultural através das Visões Universalistas ao trazer argumentos sociológicos que definam a ideia de que com os avanços da tecnologia da informação ocorridos, “fala-se por toda parte sobre a “morte da privacidade”, expressão que visa demonstrar a impossibilidade de se preservarem fatos e elementos da esfera privada diante do enorme fluxo informacional proporcionado pelas novas tecnologias”. “Sabe-se que há séculos o controle de informações pelas instituições sociais, tais como a Igreja e o Estado, esteve associado ao controle do poder na sociedade. No entanto, a partir de meados do século XX, o desenvolvimento tecnológico acarretou a intensificação dos fluxos de informação de uma forma nunca antes vista, o que levou à denominação da sociedade atual como sociedade da informação”. O aluno poderia destacar a utilização da visão do sociólogo espanhol Manuel Castells, ao defender que está em curso uma verdadeira revolução tecnológica, cujo núcleo se refere às tecnologias da informação, processamento e comunicação. Segundo ele, a sociedade que emerge dessa revolução tecnológica é a “sociedade em rede”, que se caracteriza não pela centralidade de conhecimentos e informação, mas pela “aplicação desses conhecimentos e dessa informação para a geração de conhecimentos e de dispositivos de processamento/comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso”. Isso significa que essa nova tecnologia da informação tem uma capacidade ininterrupta de difusão, na medida em que os próprios usuários dela se apropriam, redefinindo-a. Para finalizar o aluno poderia ter utilizado a visão de pensadores como Adorno e Horkheimer da Escola de Frankfurt com os conceitos de “indústria cultural” e “razão instrumental”; Byung –Chul Han com a ideia do excesso de positividade na sociedade contemporânea; Constituição Federal com os artigos 1º que trata de seus fundamentos e 3º que fala sobre seus objetivos como a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, entre outras situações universalistas.

Para finalizar, uma boa sugestão seria trazer as seguintes teses de desenvolvimento:

1ª Tese – Proteger a privacidade como direito fundamental.

Mostrar que cabe ao Estado, por meio de legislação, prover os mecanismos necessários para que o cidadão possa exercer o controle do fluxo de informações a seu respeito na sociedade. Tais constatações pressupõem que o discurso de direitos fundamentais, em uma sociedade pluralista, deve prezar antes de mais nada por um discurso da liberdade e da igualdade. Ele não pode visar impor uma única visão do mundo, nem uma determinada concepção de bem. No Estado democrático de direito, que se baseia na dignidade humana e na autodeterminação da pessoa, é fundamental que o indivíduo possa exercer livremente o controle de seus dados pessoais na sociedade, cabendo a ele a conformação e a interpretação do seu direito à privacidade informacional.

2ª Tese – garantir o direito como imprescindível.

Trabalhar a ideia de que o direito à privacidade, como uma espécie de direito à personalidade, constitui um direito tanto de caráter negativo (direito de defesa), como de caráter positivo (direito à prestação). Negativo, por delimitar uma esfera de proteção, que não pode sofrer intervenção do poder estatal ou privado, exigindo a abstenção do Estado nesse âmbito. Positivo, por ensejar também a obrigatoriedade de uma ação do Estado para garantir tal proteção. Assim, por exemplo, exige-se a intervenção estatal ao determinar a obrigatoriedade de prestar informações pelos órgãos que realizam o tratamento dos dados pessoais.

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Feito Inédito em Alagoas – Alan Nabor no Manual de Redação do ENEM
   Luiz  André Medeiros  │     23 de outubro de 2018   │     8:55  │  0

Feito inédito: estudante do Saber em Debate é convidado para o programa Hora do Enem.
Pela primeira vez na história alagoana, o estudante Alan Nabor, nota 1000 na redação deste ano, foi convidado para o programa Hora do Enem da TV Escola e falou sobre como alcançou a nota tão esperada.  No programa, Alan falou sobre o método estrutural do Saber em Debate e destacou as famosas Visões Universalistas que utilizou em todo o texto.  O programa foi bem extenso e o apresentador exaltou o tempo todo o método desenvolvido e a facilidade de escrita apresentada pelo aluno.  Orgulho imenso de todo o projeto, o Saber em Debate presta uma singela homenagem ao feito inédito, publicando a redação perfeita, para que os alunos possam se inspirar e buscar a nota mil. Confira a seguir a produção incrível do nosso aluno que está presente no Manual de Redação do ENEM 2018:

TEMA: “DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO EDUCACIONAL DE SURDOS NO BRASIL”

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