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Redação da Aluna Yandra Cavalcante
   Luiz  André Medeiros  │     9 de maio de 2018   │     22:06  │  0

Retornamos nessa quarta-feira com mais uma incrível redação de uma de nossas alunas do Projeto Redação em Debate. Confiram hoje a produção da aluna Yandra Cavalcante:

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 gerou um novo direito social ao afirmar que cada pessoa tem a concessão de participar ativamente no desenvolvimento de sua comunidade. Porém, os brasileiros desconhecem ou ignoram tal direito, ao ponto de bloquear a existência de uma cidadania capaz de promover políticas públicas. Assim, torna-se fundamental a ampliação da participação popular, bem como o acesso à educação plena.

Sob a visão do sociólogo Robert Putnam, quando o Capital Social – representado por participação política, confiabilidade e solidariedade está elevado, menores são os problemas sociais. No Brasil, entretanto, o Capital Social é baixíssimo, uma vez que as instituições não possuem credibilidade e a luta coletiva pela democracia é quase nula. Com isso, percebe-se que a participação política direta é raramente utilizada e a indireta (voto) é ineficaz.

Nessa Lógica, o entendimento da população sobre a realidade está distorcido, o que compromete a cidadania efetiva a partir de pessoas atuantes e fiscalizadoras. Permite-se inferir, portanto, que a educação brasileira é injusta, já que não garante a capacidade de análise e de contestação por parte dos cidadãos. Dessa forma, há uma grande dificuldade de democratizar o poder para o benefício e o protagonismo de sujeitos históricos.

Logo, é imprescindível que o Poder Legislativo crie portais na internet que ampliem a participação popular, por meio de sugestões para leis e de debates com os políticos, a fim de efetivar a relação direta da população com os problemas sociais. Ademais, é dever de todas as escolas ensinar aos estudantes a questionar a realidade e a lutar pelo progresso social, mediante exposição de seus direitos e deveres, como também da importância de se obter igualdade e justiça, com o fito de aumentar o Capital Social de Putnam.

 

NOTA FINAL DA ALUNA: 960 PONTOS

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Temática vestibular CESMAC – Redação em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     7 de maio de 2018   │     22:40  │  0

Retornamos hoje ao nosso blog com mais uma incrível notícia com relação aos resultados obtidos em nossa turma de particulares! Além dos excelentes desempenhos de nossos alunos, algo que felizmente estamos obtendo desde o início do curso, no último vestibular do CESMAC, realizado no fim de semana passado, fomos contemplados com uma temática que fora não apenas apresentada e debatida, mas destrinchada e ornamentada através de incríveis ideias de Visões Universalistas e Argumentos de especialistas, marcas registradas em nosso curso. Confira abaixo nosso material fornecido em nosso curso para todos aqueles que realizaram a prova do CESMAC:

TESE PRINCIPAL

A sustentabilidade dos sistemas de saúde é hoje um desafio mundial e, em especial, para o Brasil que vive várias transições (epidemiológica, nutricional, tecnológica e demográfica) e um subfinanciamento crônico. No campo epidemiológico, o país tem uma tríplice carga de doenças: infecciosas (como dengue e zika), crônicas (cardiovasculares e câncer) e de causa externa (acidentes e ferimentos a bala). A transição demográfica (em 2030 haverá mais brasileiros acima de 60 anos do que abaixo de 14 anos) e o aumento da obesidade, além dos custos crescentes, impõem a busca por novos modelos.

Visões Universalistas

Argumento Econômico

Há uma unanimidade no setor de que é preciso uma mudança na atenção à saúde, hoje focada na doença e não na prevenção, e na forma de remunerar os prestadores de serviços. Os sistemas público e privado remuneram pela quantidade de procedimentos e não pela qualidade.
Entendimento do Saber em Debate – Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em vários países há sistemas públicos de saúde eficazes. Em geral, eles investem até três vezes mais que o Brasil, cujo gasto público em saúde corresponde a 4,7% do PIB.

Argumento Sociológico

Só é possível mudar o sistema de remuneração dos serviços de saúde com a alteração de um modelo em que quanto mais se gasta, mais se ganha, e que privilegia o atendimento imediato em detrimento do cuidado contínuo, além de não pensar a saúde de forma integral.
Entendimento do Saber em Debate – Um novo modelo, voltado à promoção, proteção e prevenção, só é possível com uma nova divisão do trabalho médico. Uma nova divisão do trabalho é uma forma não só de repensar o modelo de remuneração, mas de acolher melhor a população. A criação de novos modelos exige uma visão e organização sistêmicas, em que as diversas áreas ajam de forma integrada – atualmente, o atendimento dos pacientes é feito de forma fragmentada, criando redundância, desperdícios e custos.

Argumento Geográfico

Idosos são 13% da população brasileira hoje, e nos próximos 40 anos este número deve dobrar. A transição demográfica se acelera, mas o modelo de assistência é o mesmo da década de 1960.
Entendimento do Saber em DebateO cuidado deve ser integral e centrado na pessoa, não no tratamento da doença – o gerenciamento apenas da doença não atende às necessidades de idosos que geralmente têm mais que uma doença crônica. Tabaco, álcool, falta de atividade física e alimentação inadequada são as principais causas de doenças crônicas que dificultam a vida de idosos e, segundo estudo da OMS, podem até influenciar negativamente o PIB. O ambiente regulado com políticas públicas é essencial para a redução de doenças – políticas públicas brasileiras, como a proibição da propaganda do tabaco e a melhora na qualidade da merenda escolar, aliadas à informação e educação, ajudam a reduzir a incidência de doenças crônicas.

Teses Para o Desenvolvimento

1ª Tese – Repensar o modelo de saúde.

O problema no atendimento inicial dos pacientes não está na falta de médicos, mas sim na má distribuição por especialidade e região do país – é necessária uma equipe multidisciplinar, que deve agir de forma integrada, já que o sistema atual, fragmentado, não responde às necessidades, ele precisa ser substituído por uma rede de atenção primária integrada. Essa mudança do modelo de serviço reduz internações e atendimentos de emergência nos prontos-socorros.
Interpretando a Tese – Trabalhar a ideia de que o gasto com SUS é investimento, o retorno do PIB é de uma vez e meia daquilo que é investido – o SUS aumenta a geração de empregos, o que reduz a inadimplência. Sem o SUS não teríamos 12 milhões de brasileiros formalmente empregados – outro efeito do fortalecimento do sistema público de saúde é uma melhoria nos serviços ofertados pela rede privada.

2ª Tese – Fortalecer o modelo público.

Defender a ampliação do atendimento básico e das campanhas de prevenção como forma de reduzir gastos desnecessários futuros.
Interpretando a Tese – Mostrar que um dos nós da assistência é o fato de o modelo estar organizado em cima de hospitais, que se tornam a única porta de entrada no sistema de saúde. Com um sistema de remuneração que privilegia os gastos (com médicos, exames, internações, procedimentos), o custo da saúde tende a ficar insustentável.

CONCLUSÃO

Para oferecer serviços de saúde de qualidade, os países costumam investir em três frentes fundamentais: uma rede integrada de atendimento familiar e comunitário, gestão rígida de contratos e bases de dados informatizadas.

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Redação da aluna Ana Laura – Redação em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     23 de abril de 2018   │     21:09  │  0

O Projeto Saber em Debate apresenta, nessa segunda-feira, mais uma incrível redação de uma de nossas alunas e também monitora do projeto. Ana Laura Oliveira produziu um incrível texto sobre mais uma das temáticas abordadas em sala de aula. Confiram agora essa incrível produção:

Redação da aluna Ana Laura Oliveira:

Introdução

Fragilidade da luta por direitos

Dada a responsabilidade do zelo por princípios equitativos, o artigo 6º da Constituição denota a premissa da conservação de uma saúde plena, com a disponibilidade de serviços públicos de qualidade. Embora seja parte intrínseca ao desenvolvimento, é notório que, no Brasil, o sistema público de saúde não dispõe de mecanismos abrangentes em razão de um Estado omisso, além de uma sociedade a qual não se mobiliza, visto que muitos possuem planos médicos privados. Nessa vista, é importante tratar a saúde pública como prioridade para o avanço social, bem como empoderar os indivíduos à cobrança e à fiscalização da atividade estatal.

Desenvolvimento 1

Em alusão às ideias do filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, o Estado foi criado para regular a harmonia social, na medida em que estabelece condições passíveis ao avanço. No entanto, os entraves políticos e o esquecimento de pautas médicas levaram a sociedade a uma crise na saúde pública em que a democracia foi prejudicada, haja vista a inaptidão do Sistema Único de Saúde ao atendimento célere e eficaz. Por isso, a máquina estatal permanece omissa em relação à preocupação social, sobretudo às camadas mais baixas que, por razões econômicas, permanecem à margem da inclusão aos direitos humanos.

Desenvolvimento 2

Além disso, a escassa mobilização social no tocante à cobrança pela qualidade dos serviços públicos expressa o baixo engajamento desse meio, o que se deve ao descrédito dado aos representantes, assim como à abstenção que uma parcela sofre pela adesão a planos privados, o que reduz a sua participação em movimentos sociopolíticos. Dessa forma, as relações dos indivíduos com os conflitos da saúde mantêm-se fragilizadas, o que intensifica o fenômeno da conformidade que é vista aos moldes da deturpação dos impostos para sua real aplicação: a garantia dos direitos inalienáveis aos seres humanos.

Conclusão

  1. Ideia Geral de retomada
  2. Pequeno detalhamento de proposta
  3. Complemento citando um pensador

Logo, a saúde pública é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade, com a efetivação da dignidade e da cidadania. Para isso, é importante que o Estado invista no SUS e na capacitação de profissionais da saúde, tanto no atendimento quanto na excelência do serviço, com o fito de possibilitar a cooperação à isonomia. Também, os indivíduos devem participar ativamente na busca por uma saúde plena que abranja a todas as pessoas, para solidificar a ideia sociológica de Thomas Marshall no que se refere à luta por direitos.

Foto da aluna:   

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Redação da aluna Amanda Bandeira – Saber em Debate
   Luiz  André Medeiros  │     20 de abril de 2018   │     14:02  │  0

Retomamos nossas postagens hoje com uma incrível produção de uma de nossas alunas do Projeto! Conheçam hoje o texto de Amanda Bandeira sobre a temática “A publicidade e os desafios de um consumo consciente”:

 

Texto da aluna Amanda Bandeira:

 

Sob os ditames precedidos pelo sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade de consumo ganha importância na formação e no fortalecimento das nossas identidades e na construção das relações sociais. Nesse âmbito, é cognoscível uma alienação social, por meio da publicidade, o nulismo ambiental. Dessa forma, é imprescindível diminuir o consumo predatório, bem como intensificar a consciência sustentável.

A princípio, com a paráfrase do artigo 225 da Constituição Federal de 88, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todos. Não obstante, o consumo irracional acarreta uma utilização insana dos recursos naturais, o que suscita o desequilíbrio exploratório. Tal ação desenfreada e irresponsável é autoria da publicidade, visto que, apesar da fiscalização feita, pelo CONAR, não tem, de uma maneira plangente, uma lei específica para regulamentação.

De forma análoga, a não consciência ecológica suscita o consumo que gera impactos ambientais, visto que a maior quantidade de bens resulta em um maior patamar social, o que facilita, de modo vão, em uma busca crescente na aquisição desnecessária.

Destarte, é sine qua non que o Poder Legislativo atue na regularização publicitária, mediante criação de uma lei que torne a propaganda como informação sobre o produto com com suas características reais ao invés de usar subterfúgios para convencer o comprador, com fito de diminuir o consumo irrefreado. Outrossim, o Ministério da Educação e as mobilizações midiáticas precisam desalienar a sociedade de consumo, por intermédio da criação de uma consciência ecológica, por meio de palestras (em escolas) e programas (em televisões) que mostrem a importância de um menor consumo, para que, dessa forma, a publicidade não aja como um óbice de um consumo consciente, e, assim, não ocorrer coletividade, descrita por Zygmunt Bauman.

  Nota Final da Aluna: 960 pontos

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Técnicas de Introdução – Redação em Debate 2
   Luiz  André Medeiros  │     10 de abril de 2018   │     11:53  │  0

Nosso Projeto não apenas destaque nas produções para o ENEM. Nossas ferramentas textuais de produção e os debates realizados em sala de aula produzem em nossos alunos um senso crítico afinado para os mais diversos temas englobados no cenário das redações dos vestibulares pelo Brasil. Confira abaixo mais uma produção destinada ao vestibular de medicina do CESMAC:

                                             Fragilidade da luta por direitos

Dada a responsabilidade do zelo por princípios equitativos, o artigo 6º da Constituição denota a premissa da conservação de uma saúde plena, com a disponibilidade de serviços públicos de qualidade. Embora seja parte intrínseca ao desenvolvimento, é notório que, no Brasil, o sistema público de saúde não dispõe de mecanismos abrangentes em razão de um Estado omisso, além de uma sociedade a qual não se mobiliza, visto que muitos possuem planos médicos privados. Nessa vista, é importante tratar a saúde pública como prioridade para o avanço social, bem como empoderar os indivíduos à cobrança e à fiscalização da atividade estatal.

 
Em alusão às ideias do filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, o Estado foi criado para regular a harmonia social, na medida em que estabelece condições passíveis ao avanço. No entanto, os entraves políticos e o esquecimento de pautas médicas levaram a sociedade a uma crise na saúde pública em que a democracia foi prejudicada, haja vista a inaptidão do Sistema Único de Saúde ao atendimento célere e eficaz. Por isso, a máquina estatal permanece omissa em relação à preocupação social, sobretudo às camadas mais baixas que, por razões econômicas, permanecem à margem da inclusão aos direitos humanos.

 
Além disso, a escassa mobilização social no tocante à cobrança pela qualidade dos serviços públicos expressa o baixo engajamento desse meio, o que se deve ao descrédito dado aos representantes, assim como à abstenção que uma parcela sofre pela adesão a planos privados, o que reduz a sua participação em movimentos sociopolíticos. Dessa forma, as relações dos indivíduos com os conflitos da saúde mantêm-se fragilizadas, o que intensifica o fenômeno da conformidade que é vista aos moldes da deturpação dos impostos para sua real aplicação: a garantia dos direitos inalienáveis aos seres humanos.

 
Logo, a saúde pública é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade, com a efetivação da dignidade e da cidadania. Para isso, é importante que o Estado invista no SUS e na capacitação de profissionais da saúde, tanto no atendimento quanto na excelência do serviço, com o fito de possibilitar a cooperação à isonomia. Também, os indivíduos devem participar ativamente na busca por uma saúde plena que abranja a todas as pessoas, para solidificar a ideia sociológica de Thomas Marshall no que se refere à luta por direitos.

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